14/12/2021

Foto: estande da Rede Covid-19 Humanidades MCTI na 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Crédito: Caroline Sarmento.

No dia 06 de dezembro, o vice coordenador da Rede Covid-19 Humanidades MCTI, Arlei Damo (UFRGS) ministrou uma conferência sobre os impactos e resultados dos primeiros 18 meses do projeto de pesquisa. De acordo com Damo, a pandemia é um evento múltiplo e desigual, e as respostas a ela não podem ser homogêneas, por isso a necessidade da pesquisa científica na área. 

O vice coordenador destacou os resultados da execução do projeto, com diversas publicações já realizadas e outras em curso. Além disso, Damo ressaltou “a importância que pesquisas como esta terão na resposta a outras epidemias e pandemias, no sentido de orientar políticas públicas mais ágeis e efetivas para segmentos vulnerabilizados do ponto de vista social e econômico”. 

A conferência integra a 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, que aconteceu de 03 a 10 de dezembro em Brasília (DF). Além da conferência, há um estande dentro da Rede Vírus MCTI para visita do público.

Segundo o secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcelo Morales, a Rede Covid-19 Humanidades MCTI é um importante componente da Rede Vírus, que tem como objetivo produzir conhecimento científico sobre a pandemia de Covid-19. “O MCTI entende que é imprescindível compreender essa realidade e encontrar soluções para lidar com ela. A Rede Humanidades MCTI é uma iniciativa que caminha nessa direção”, acrescenta Moraes.

A importância da divulgação científica para o momento atual foi defendida pelo coordenador da Rede, Jean Segata (UFRGS). “Nós estamos vivendo uma pandemia da Covid-19, mas com ela também uma pandemia de notícias falsas e desinformação. É compromisso de quem desenvolve pesquisa nas universidades com recursos públicos levar informação segura para a população. Parte do que estamos desenvolvendo na Rede Covid-19 Humanidades MCTI tem a ver com isso”, alega Segata.

Caroline Sarmento (UFRGS), pesquisadora do eixo dos idosos, descreveu sua experiência no evento. “Para mim que estou participando a feira está sendo excelente, receber várias escolas, grupos de crianças e adolescentes. Tem também famílias, e as próprias pessoas que trabalham no evento, pesquisadores que estão interessados no tema”.

Foram colados cartazes nas paredes do estande para a recepção do público infantil, de modo que as crianças possam escrever sobre os sentimentos na pandemia, como lidar com ela e sua prevenção. Para o público adulto, Sarmento divulga informações sobre a pesquisa e mostra os informativos produzidos. Além disso, há uma televisão em que passam entrevistas e vídeos de alguns dos pesquisadores da Rede.

Jean Segata (UFRGS) ressalta o caráter social de eventos de divulgação científica como a feira. “Pouco adianta produzir conhecimento se esse conhecimento não chega as pessoas e as mais diferentes instâncias da sociedade. A pesquisa que se faz a partir de recursos do FNDTC (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a partir de recursos públicos, eles precisam se converter em conhecimento que possa ser levado à público, que possa desenvolver políticas públicas, que possa gerar qualidade de vida”, comenta. Para Segata, é compromisso de pesquisadores e pesquisadoras divulgar os resultados de seus trabalhos, como uma prestação de contas sobre aquilo que está sendo feito em termos de produção de conhecimento.

Os resultados das investigações da Rede são publicados em periódicos nacionais e internacionais, capítulos e livros, assim como artigos de jornal. Além disso, o projeto mantém um website e redes sociais atualizados com informações que resultam das pesquisas em andamento. A publicação dos resultados parciais, não somente do resultado final, é importante para oferecer informação segura para a população de forma mais rápida.

“Eventos como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia também favorecem esse tipo de contato com informação segura”, argumenta Segata. Para o coordenador da Rede, é importante desde cedo a educação de crianças e adolescentes para o universo da produção científica para o reconhecimento de uma informação qualificada, que resulta de pesquisa com métodos reconhecidos.

 

Legendas

Foto 1: Arlei Damo apresenta conferência na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Crédito: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Foto 2: Caroline Sarmento divulga os informativos da pesquisa da Rede Covid-19 Humanidades MCTI. Crédito: Ieda Carolina Mantovani Claro.

Foto 3: Caroline Sarmento recebe crianças e adolescentes no estande da Rede Covid-19 Humanidades MCTI. Crédito: Thaís Corrêa.





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