El comité académico de la Red Pilares ha elegido el rótulo “educación consciente” como concepto central para su VIII congreso internacional buscando incentivar discusiones y propuestas que apunten a lograr una ruptura entre una realidad cada vez más en crisis y una serie de prácticas sociales (entre ellas la educación tradicional) que alimentan ese crescendo crítico y enceguecen para la comprensión cabal de las causas y dinámicas del fenómeno. Es importante para nuestra propuesta la conjunción de estos dos términos (educación y consciencia) pues es precisamente su dialéctica, es decir, la tensión y la mutua transformación entre ellas la que podría generar un alto y un cambio de rumbo en las tendencias autodestructivas imperantes en el mundo.
Existe hoy una eufórica y vertiginosa carrera alrededor de todo lo relacionado con progreso tecnológico y científico y ello contagia casi todas las esferas de la sociedad, generando una visión unidimensional del desarrollo. Los grandes logros de la teleinformática, la computación, la sofisticación del control algorítmico, la inteligencia artificial (IA, de la cual también quiere ocuparse este congreso), la miniaturización y personalización de los dispositivos, entre muchos otros avances, condicionan un modo de ver y vivir el mundo que excluye toda apreciación sustantiva de lo humano, lo social y lo ambiental. En este contexto, la educación tradicional hace eco de las exigencias del vector del progreso tecnocientífico para formar de manera acrítica e instrumental los contingentes de dirigentes, trabajadores y consumidores y alineándolos con la ideología necesaria a esa marcha incesante del progreso.
Pero, por otro lado, se viene dando en el mundo una serie de fenómenos paralelos a ese progreso que podríamos aglutinar bajo la denominación de vector concomitante, pues su ocurrencia está íntimamente ligada al primero en virtud de la inexorable causalidad recursiva que hace que nada ocurra en términos lineales y aislados. A diestra y siniestra del vector del progreso se generan profusamente efectos colaterales, contraefectos y retroacciones, generalmente de carácter negativo, que poco a poco vienen dando al traste con el proyecto global de la sociedad liberal. Como lo dijo Antonio Guterres, secretario general de la ONU, “Nuestro mundo nunca ha estado más amenazado ni más dividido […]. Estamos al borde de un abismo, y vamos en la dirección equivocada”. Esto lo dice a propósito de las catástrofes que vive el mundo tanto ambientales como humanitarias, políticas (guerras, desvirtuación de las democracias), económicas, éticas y −una inédita− cognitiva pues por primera vez en la historia se registra una reducción considerable del cociente intelectual de la población a causa de los dispositivos que aíslan socialmente a las personas y empobrecen el lenguaje.
¿Cuál educación se requería entonces para generar un quiebre en esa lógica perversa progreso-crisis? Creemos que una educación creadora de conciencia que reemplace el pensamiento único y lineal por un pensamiento crítico y sustantivo, poder ser el camino para un cambio radical en el mundo.
Convocatória
O Comitê Acadêmico da Rede PILARES escolheu o termo “educação consciente” como conceito central para seu VIII Congresso Internacional, buscando fomentar discussões e propostas que almejem a ruptura entre uma realidade cada vez mais em crise e uma série de práticas sociais (inclusive a educação tradicional) que alimentam esse crescendum crítico e obscurecem a compreensão plena das causas e dinâmicas do fenômeno. A conjunção desses dois termos (educação e consciência) é importante para nossa proposta, pois é justamente a dialética entre eles – isto é, sua tensão e transformação mútua – que poderia pará-los e gerar uma mudança de rumo nas tendências autodestrutivas que prevalecem no mundo.
Hoje, vive-se uma corrida eufórica e vertiginosa em torno de tudo o que se relaciona ao progresso tecnológico e científico, e isso afeta quase todas as esferas da sociedade, gerando uma visão unidimensional do desenvolvimento. As grandes conquistas da nformática, da computação, da sofisticação do controle algorítmico, da inteligência artificial (IA, que esta conferência também pretende abordar), da miniaturização e personalização de dispositivos, entre tantos outros avanços, levam a uma forma de ver e experimentar o mundo que exclui qualquer apreciação substantiva do humano, do social e do ambiental. Nesse contexto, a educação tradicional ecoa as demandas do vetor do progresso tecnocientífico, formando de forma acrítica e instrumental líderes, trabalhadores e consumidores, alinhando-os à ideologia necessária a essa marcha incessante de progresso.
Mas, por outro lado, uma série de fenômenos paralelos a esse progresso vêm ocorrendo no mundo, os quais poderíamos agrupar sob um mesmo vetor concomitante, uma vez que sua ocorrência está intimamente ligada ao vetor do progresso em virtude da inexorável causalidade recursiva que impede que qualquer coisa ocorra de forma linear e isolada. À direita e à esquerda do vetor do progresso, efeitos colaterais, contraefeitos e retroalimentações, geralmente de natureza negativa, são gerados profusamente, minando gradualmente o projeto global de uma sociedade liberal. Como disse o Secretário-Geral da ONU, António Guterres: “Nosso mundo nunca esteve tão ameaçado ou tão dividido […]. Estamos à beira de um abismo, seguindo na direção errada”. Ele diz isso em referência às catástrofes que o mundo está vivenciando: ambientais, humanitárias, políticas (guerras, o enfraquecimento das democracias), econômicas, éticas e – sem precedentes – cognitivas, pois, pela primeira vez na história, houve um declínio considerável no QI da população devido aos mecanismos que isolam socialmente as pessoas e empobrecem a linguagem.
Que tipo de educação era necessária, então, para romper com essa lógica perversa de progresso-crise? Acreditamos que uma educação criadora de consciência que substitua o pensamento único linear por um pensamento crítico e substantivo pode ser o caminho para uma mudança radical no mundo.