Ano: 2016

  • Situação dos refugiados no Brasil é debatida no Salão de Extensão

    Situação dos refugiados no Brasil é debatida no Salão de Extensão

    O Solarium do Instituto de Letras recebeu, na manhã e na tarde desta quarta-feira, o Encontro do GAIRE – Grupo de Assessoria a Imigrantes e Refugiados. O encontro, que integra a programação do XVII Salão de Extensão, trouxe reflexões sobre as relações dos indivíduos com uma nação, a situação dos refugiados no Brasil e também a política migratória da república brasileira.

    O GAIRE é um grupo de extensão universitária que presta gratuitamente assessoria jurídica, psicológica e social a imigrantes, refugiados e a solicitantes de refúgio – isto é, para  pessoas em situação de alta vulnerabilidade. Ele é composto por 40 pessoas, entre elas 20 estudantes de diversos cursos da universidade.

    Pela manhã, Paola Coelho Gersztein, professora e pesquisadora da PUC-MG, falou sobre apatridia e nacionalidade. A seguir, houve realização de uma oficina. Pela tarde, Larissa Leite, da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, falou sobre o acolhimento a refugiados no Brasil. Fechando o encontro, Giuliana Redin, da UFSM, tratou do tema Política Migratória no Brasil.

    Para Daniel Braga Nascimento, mestrando do curso de direito e membro do GAIRE, “o evento quer exatamente desconstruir essas ideias (preconceituosas) que são comprovadas falaciosas, que são utilizadas para criar uma ideia contrária à migração, o que a gente percebe mundialmente”. Segundo Daniel, o grande desafio a ser enfrentado pelo grupo é transformar a ação de extensão em políticas públicas de acolhimento.

    Mais informações sobre o GAIRE estão disponíveis no site http://www.ufrgs.br/saju/grupos/gaire. O Salão de Extensão ocorre até esta sexta (16), no Campus do Vale.

  • Campus Litoral Norte apresenta projeto de Extensão no Salão UFRGS

    Campus Litoral Norte apresenta projeto de Extensão no Salão UFRGS

    No segundo dia (14) de tertúlias do 17° Salão de Extensão da UFRGS, foi apresentado o Projeto “Botos da Barra” pelas estudantes Dandara Dorneles e Bárbara Rocha. A Atividade de Extensão é realizada no Campus Litoral Norte e coordenado pelo professor e biólogo Ignacio Moreno.

    Na Barra, uma região costeira do Rio Tramandaí entre os municípios Imbé e Tramandaí, acontece um fenômeno raro, visto apenas no local e em Laguna (SC): a pesca cooperativa entre botos e pescadores. Os botos encurralam o cardume de tainhas na margem do rio, fazem sinal com a cabeça e os pescadores lançam as tarrafas. Nesse momento, o cardume se dispersa, facilitando a caça pelos botos e aumentando a captura de tainha pelos pescadores artesanais.

    Os animais frequentam a Barra do Rio Tramandaí há 60 anos e utilizam a área para se alimentar, socializar, descansar e criar seus filhotes. Apesar de estarem há bastante tempo na região, a população, inclusive acadêmicos, não tem conhecimento da sua presença. É o que comenta o coordenador do projeto: “muitos professores não sabiam da Barra e nem que tinham botos lá”. Porém, a relação dos botos com os pescadores já é muito íntima; os trabalhadores dão nomes a eles e os reconhecem pelas suas marcas, cicatrizes e manchas na nadadeira dorsal e no corpo.

    Foto: Projeto Boto da Barra/Ceclimar/IB/UFRGS
    Foto: Projeto Botos da Barra/Ceclimar/IB/UFRGS

    As apresentadoras Dandara e Bárbara relataram que a pesca cooperativa é importante na região porque os pescadores locais vivem da atividade e estão passando por uma desvalorização da profissão. E, também, porque o boto é um dos animais em extinção no Rio Grande do Sul. Dessa forma, o Projeto “Botos da Barra” possui quatro principais objetivos: monitoramento dos animais, educação ambiental em escolas e em exposições, zoneamento da região da barra e fortalecimento da pesca cooperativa.

    O projeto de Extensão já colocou placas informativas nas praias do local e também trabalhou a educação ambiental com os frequentadores e turistas da Barra. Outras ações que também pretendem realizar são novos cursos de capacitação entre a comunidade (comerciantes, salva vidas e pescadores), produção de material didático do Projeto e atividade de conscientização com os consumidores durante a Festa do Peixe (para valorizar a pesca colaborativa e sustentável do pequeno pescador ao invés de comprar peixe de grandes empresas que praticam a pesca predatória).

    As tertúlias acontecem até esta quinta (15) no Salão de Extensão, das 9h até às 12h, no Prédio 43211 no Instituto de Letras, no Campus do Vale. Para conferir a programação acesse www.ufrgs.br/salaodeextensao/tertulias. Para conhecer mais sobre o Projeto de Extensão acesse a página no Facebook “Projeto Botos da Barra do Rio Tramandaí”.

  • Técnicas de plantio em vasos são destaque em oficina no Salão

    Técnicas de plantio em vasos são destaque em oficina no Salão

    A tarde desta quarta marcou o início das Oficinas no Salão de Extensão 2016. As atividades se caracterizam por oportunizar à comunidade acadêmica e ao público em geral o conhecimento de atividades de extensão desenvolvidas pela UFRGS junto a públicos específicos.

    Com o intuito de divulgar novas práticas sustentáveis e integrar a comunidade acadêmica com a sociedade, a oficina ”A saúde do solo ao copo – horta em vasos”, foi ministrada pela professora Maria Godoy e ofertou noções básicas de plantio em vasos a partir da contribuição de estudantes da Escola EPA – que trabalha com população de rua. Em conjunto com alguns alunos do curso de Agronomia, o morador de rua, Adriano Gonçalves, mostrou seus conhecimentos sobre plantio e preparação de chás, auxiliando os participantes da oficina a montar os seus próprios vasos.

    Adriano ressaltou detalhes sobre o plantio e montagem da terra nos vasos: ”foram plantados alecrim, manjericão e menta aqui nos vasos. Primeiro tem que colocar a brita no fundo do pote, depois colocar areia por cima e em cima outra camada mais larga de composto orgânico, que pode ser restos de alimentos. No final se cobre de folhas para segurar a umidade”, finalizou.

    A professora Maria Godoy, que coordenou a prática, disse também que o projeto existe desde março de 2016, na Escola Porto Alegre e promove atividades com estudantes do ensino fundamental. ”Na escola há a horta comunitária, onde as criança conhecem as práticas do plantio de hortaliças”.

  • Veja aqui os destaques do segundo dia de tertúlias do XVII Salão de Extensão

    Veja aqui os destaques do segundo dia de tertúlias do XVII Salão de Extensão

    Foram divulgados os destaques do segundo dia de tertúlias do XVII Salão de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A lista está disponível neste link.

  • Inclusão, acesso e acessibilidade marcam primeira manhã de tertúlias no 17º Salão de Extensão

    Inclusão, acesso e acessibilidade marcam primeira manhã de tertúlias no 17º Salão de Extensão

    No primeiro dia de sessões de tertúlias do Salão 2016, projetos das mais diversas áreas realizaram um intercâmbio de ideias e trabalhos, a fim de somar novas perspectivas e integrar a Extensão da UFRGS e de outras universidades federais e privadas do estado. Para a melhoria da qualidade de vida de grupos e da sociedade como um todo é fundamental que a informação, o conhecimento, o esporte, o lazer e a cultura estejam ao alcance de todos e todas. Foram acesso e acessibilidade as palavras que prevaleceram na manhã desta terça-feira, nas tertúlias e debates realizados nas salas de aula do Instituto de Letras.

    A Universidade de Passo Fundo (UPF) foi representada por Sidnei Átila de Oliveira, deficiente visual e acadêmico da UPF, que divulgou o trabalho do projeto “Esporte  Lazer para Deficientes Visuais: Ação que se faz pela Inclusão Social”, voltado à população cega de Passo Fundo e vinculado aos cursos de Educação Física e Fisioterapia. A ação que se desenvolve no interior do estado encontra realizações semelhantes na capital, como o “Caminhada Nórdica” da UFRGS, que também trabalha pela inclusão através do exercício físico, para o público idoso.

    Ayesa Haas, bolsista do projeto do Museu de Paleontologia, destacou em sua apresentação o benefício mútuo do trabalho com a comunidade. “Como estudo licenciatura em Artes Visuais, é ótimo poder praticar a teoria do curso, por meio do trabalho com réplicas fósseis e da construção da cartilha educativa”, disse ela com entusiasmo. Ainda em experimentação, o projeto surgiu devido à urgência de facilitar o acesso aos museus para alunos de escolas públicas e periféricas. Organizado em dois movimentos, de ida à escola e vice-versa, a iniciativa busca ser um canal de auxílio para professores da Rede Pública no ensino de assuntos relacionados à paleontologia.

  • Projeto “Conta Mais” do Museu da UFRGS é apresentado no 17° Salão de Extensão

    Projeto “Conta Mais” do Museu da UFRGS é apresentado no 17° Salão de Extensão

    Na manhã de ontem (13) tiveram início as tertúlias do 17° Salão de Extensão. O Museu da UFRGS esteve presente na roda de debate na Sessão 9 – Educação e Práticas Inclusivas com o Projeto de Extensão “Conta Mais”, coordenado por Carla Elisabete Silva. O projeto foi apresentado pela estudante Morgana Duarte. “Esse é o baú que eu conto as histórias”, disse, iniciando a apresentação, com o Baú das Histórias nas mãos, “mas, hoje, eu vou contar a história do ‘Conto Mais’”, afirmou brincando.

    O “Conta Mais” é um projeto de extensão que oferece atividades de contação de histórias para públicos de diversas faixas etárias, que acontecem no Museu da UFRGS e nas escolas parceiras da rede pública de Porto Alegre. Hoje, o público atendido contempla também a Creche da UFRGS, o Asilo Padre Cacique, a Brinquedoteca da UFRGS e a Escola Estadual de Ensino Fundamental Eva Carminatti.

    Os trabalhos desenvolvidos pela atividade de extensão são A Hora da História, em que a contadora Morgana relata uma história, que pode ser acompanhada com recursos como fantoches, flanelógrafo, álbum seriado e outros. E a Caixa-Estante, um recurso com livros infantis e juvenis, oferecidos aos professores de escolas parceiras, por meio de empréstimo, para trabalhar com os alunos em sala de aula.

    A estudante e contadora, Morgana Duarte, destacou em sua fala a experiência que os acadêmicos ganham com o Projeto de Extensão: formação da responsabilidade social, atuação como agentes transformadores e o desenvolvimento do vínculo a partir da contação.

    As tertúlias acontecem até o dia 15 no Salão de Extensão, sempre das 9h até às 12h, no Prédio 43211 no Instituto de Letras, no Campus do Vale. Para conferir a programação acessewww.ufrgs.br/salaodeextensao/tertulias.

  • Kiusam de Oliveira é destaque do Encontro de Extensão no Salão 2016

    Kiusam de Oliveira é destaque do Encontro de Extensão no Salão 2016

    Na tarde desta terça-feira (13) aconteceu o Encontro de Extensão dentro da programação do XVII Salão de Extensão da UFRGS. A atividade contou com a presença de Kiusam de Oliveira, ativista do movimento negro, autora de livros infantis, coreógrafa, pesquisadora e membro da Secretaria de Educação de Diadema, município paulista.

    A Pró-Reitora de Extensão Sandra de Deus fez a introdução do encontro. Em sua fala, destacou que esta é a primeira vez que o Encontro recebe uma mulher para fazer a fala principal do evento e isto “reveste de grande importância o momento”. Segundo Sandra de Deus, a escolha de Kiusam se deu “pelo, brilhantismo, pela militância, pela formação acadêmica e militante”.

    Durante a fala, Kiusam demonstrou sua versatilidade: em alguns momentos mais lúdicos, demonstrou capacidade de falar com as crianças; em outros, a força de quem é militante do movimento negro há mais de três décadas. Kiusam é conhecida nacionalmente por ter obras de literatura infantil que visam o empoderamento e autoconhecimento de crianças negras no Brasil. Para ela “as artes são como instrumentos que nas mãos de quem entende conseguem transformar vidas”.

    O processo de construção do Brasil e as relações com a população negra e seus direitos foram o tema principal de sua participação no Salão de Extensão. Para ela, é preciso “ultrapassar as barreiras do racismo e da educação racista no Brasil”, como ações que trabalham neste sentido ela destacou as ações afirmativas nos processos seletivos das universidades e também os NEAB’s (Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas).

    Ao término do encontro, Kiusam de Oliveira participou da gravação de uma entrevista para o Extensão em Foco, programa de rádio da Pró-reitoria de Extensão, veiculado na Radio da Universidade (AM 1080) todas as sextas-feiras às 13h.

  • Primeiros trabalhos em destaque nas tertúlias são divulgados

    Primeiros trabalhos em destaque nas tertúlias são divulgados

    Os 12 primeiros projetos-destaque das sessões de tertúlias do Salão de Extensão de 2016 foram divulgados no final da tarde desta terça-feira (13). Os destaques de cada sessão deverão estar presentes na Sessão de Encerramento do Salão UFRGS para receber a premiação. Nesta ocasião serão premiadas também as oito atividades de extensão identificadas como destaques da modalidade no 17º Salão de Extensão.

    Veja aqui os projetos que receberam destaque nesta terça-feira.

  • Mostra de Extensão reúne trabalhos de diferentes áreas no Salão UFRGS

    Mostra de Extensão reúne trabalhos de diferentes áreas no Salão UFRGS

    Ocorreu nesta segunda-feira (12) a abertura da Mostra de Extensão, que fica disponível para visitação até sexta-feira. Projetos das mais diversas áreas e cursos reuniram-se na tenda localizada ao lado do Instituto de Letras, para a divulgação e exposição de seus trabalhos. Para Lara Werner, bolsista de um programa do curso de Saúde Coletiva, é “através da Extensão que podemos romper as barreiras das salas de aula e realizar trocas transformadoras”. Nesse quesito, o Teko Porã, do qual Lara participa, realiza uma excelente ação, ao pautar a situação da população de rua da cidade.

    A estudante de Saúde Coletiva participa pela primeira vez da mostra, e, com entusiasmo, apresenta as obras de cerâmica expostas no estande, produzidas por moradores de rua alunos da Escola Porto Alegre (EPA). A instituição, que há 21 anos presta auxílio para essas pessoas, conta desde o ano passado com o Teko Porã, na participação ativa e na criação de redes intersetoriais de apoio. Além da arteterapia das oficinas de cerâmica, os alunos agora contam com a hortoterapia, introduzida pela iniciativa dos bolsistas da Agronomia, Roberta Carolo e Tiago Zilles Motta. “Teko Porã” significa viver bem em guarani e resume a concepção ampliada de saúde na qual o programa acredita.

    Não é somente a saúde urbana que marca a mostra. Vinculado ao Museu de Ciências Naturais da UFRGS, o projeto “Educação Ambiental no Ceclimar” compareceu para lembrar da importância do cuidado e respeito com o ambiente e com os animais. Foi com fascínio que a monitora do Museu, Stephania Kasppel, apresentou os fósseis trazidos do Campus Litoral para exposição. Crânio de tartaruga, mandíbula de tubarão, cerda de baleia e um pinguim empalhado, entre outras, foram peças que chamaram a atenção do público transeunte.

    Outra atração da Mostra é o Projeto de Extensão Ilha da Pintada, Mulheres, Trabalho e Memória, que visa empoderar mulheres da região através do artesanato. Em execução desde 2009, o grupo formado por estudantes de diferentes áreas auxilia na formalização do ofício das artesãs da Ilha, através da criação de um CNPJ, para a Associação Art’ Escama (espaço em que essas mulheres se organizam), da elaboração de logomarca, fôlderes, sacolas e demais materiais necessários para o bom andamento da Associação.

    A professora Ana Maria Dalla Zen, idealizadora do projeto, comentou a necessidade de valorização das pessoas que vivem na Ilha da Pintada (em sua maioria, pescadores) e de suas narrativas, que dialogam com a história de Porto Alegre e com a vinda dos açorianos para o Rio Grande do Sul. Visando a resgatar as narrativas populares, o projeto de Extensão incentivou a criação de um museu comunitário, um museu virtual e um blog. As plataformas digitais são também um meio que obteve sucesso com relação aos produtos produzidos pelas artesãs. Através das vendas online, vem parte considerável do lucro da associação, levando, inclusive, as biojoias a serem atualmente exportadas para a Europa.

  • Atividades culturais marcam o início do XVII Salão de Extensão da UFRGS

    Atividades culturais marcam o início do XVII Salão de Extensão da UFRGS

    Teve início na tarde desta segunda-feira (12) o XVII Salão de Extensão da UFRGS. A programação do primeiro dia foi marcada por atividades culturais que antecederam a palestra de Mariana Prandini Assis, conferencista da abertura do Salão UFRGS 2016.

    A programação do Salão de Extensão receberá atividades artísticas e culturais em todos os dias, até esta sexta-feira. A primeira delas foi do Grupo de Brincantes do Paralelo 30, vinculado ao curso de Dança da ESEFID (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança) e aberto para qualquer pessoa interessada em participar. A apresentação do grupo ocorreu em frente ao prédio do Instituto de Letras, onde está situada a Mostra Interativa do Salão.

    A abertura oficial do evento ocorreu no Solarium do Instituto de Letras, e teve início com uma intervenção artística do Coral da UFRGS, que cantou “Somebody to love”, sucesso da banda Queen composta por Freddie Mercury na década de 70. A seguir, foi a vez da palestra de abertura, de Mariana Prandini Assis.

    Doutoranda em política pela New School for Social Research de Nova Iorque, ela já lecionou no Brasil, na Alemanha e nos Estados Unidos. Entre outras falas, destacou que é importante “se pensar na paz como um produto fruto dos direitos humanos e também algo que está intimamente relacionado com questões sociais”. A palestra foi aberta e mediada pelo reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, e contou também com a presença e participação do vice-reitor, Rui Vicente Oppermann, que destacou: “é importante buscar uma paz que não seja única, e sim diversa”.

    Em 2016 o tema do Salão UFRGS é “Paz no Plural”. O Salão de Extensão, que faz parte do evento, é um espaço no qual toda a extensão produzida na Universidade é exposta e se fomenta a troca de experiências neste âmbito da vida acadêmica. A programação da edição deste ano traz as já tradicionais oficinas, tertúlias e também a mostra interativa, além de atividades culturais. O XVII Salão de Extensão segue até o dia 16 de setembro, no Campus do Vale.

Situação dos refugiados no Brasil é debatida no Salão de Extensão

XVII Salão de Extensão UFRGS

O Solarium do Instituto de Letras recebeu, na manhã e na tarde desta quarta-feira, o Encontro do GAIRE – Grupo de Assessoria a Imigrantes e Refugiados. O encontro, que integra a programação do XVII Salão de Extensão, trouxe reflexões sobre as relações dos indivíduos com uma nação, a situação dos refugiados no Brasil e também a política migratória da república brasileira.

O GAIRE é um grupo de extensão universitária que presta gratuitamente assessoria jurídica, psicológica e social a imigrantes, refugiados e a solicitantes de refúgio – isto é, para  pessoas em situação de alta vulnerabilidade. Ele é composto por 40 pessoas, entre elas 20 estudantes de diversos cursos da universidade.

Pela manhã, Paola Coelho Gersztein, professora e pesquisadora da PUC-MG, falou sobre apatridia e nacionalidade. A seguir, houve realização de uma oficina. Pela tarde, Larissa Leite, da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, falou sobre o acolhimento a refugiados no Brasil. Fechando o encontro, Giuliana Redin, da UFSM, tratou do tema Política Migratória no Brasil.

Para Daniel Braga Nascimento, mestrando do curso de direito e membro do GAIRE, “o evento quer exatamente desconstruir essas ideias (preconceituosas) que são comprovadas falaciosas, que são utilizadas para criar uma ideia contrária à migração, o que a gente percebe mundialmente”. Segundo Daniel, o grande desafio a ser enfrentado pelo grupo é transformar a ação de extensão em políticas públicas de acolhimento.

Mais informações sobre o GAIRE estão disponíveis no site http://www.ufrgs.br/saju/grupos/gaire. O Salão de Extensão ocorre até esta sexta (16), no Campus do Vale.

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