No primeiro dia de sessões de tertúlias do Salão 2016, projetos das mais diversas áreas realizaram um intercâmbio de ideias e trabalhos, a fim de somar novas perspectivas e integrar a Extensão da UFRGS e de outras universidades federais e privadas do estado. Para a melhoria da qualidade de vida de grupos e da sociedade como um todo é fundamental que a informação, o conhecimento, o esporte, o lazer e a cultura estejam ao alcance de todos e todas. Foram acesso e acessibilidade as palavras que prevaleceram na manhã desta terça-feira, nas tertúlias e debates realizados nas salas de aula do Instituto de Letras.
A Universidade de Passo Fundo (UPF) foi representada por Sidnei Átila de Oliveira, deficiente visual e acadêmico da UPF, que divulgou o trabalho do projeto “Esporte Lazer para Deficientes Visuais: Ação que se faz pela Inclusão Social”, voltado à população cega de Passo Fundo e vinculado aos cursos de Educação Física e Fisioterapia. A ação que se desenvolve no interior do estado encontra realizações semelhantes na capital, como o “Caminhada Nórdica” da UFRGS, que também trabalha pela inclusão através do exercício físico, para o público idoso.
Ayesa Haas, bolsista do projeto do Museu de Paleontologia, destacou em sua apresentação o benefício mútuo do trabalho com a comunidade. “Como estudo licenciatura em Artes Visuais, é ótimo poder praticar a teoria do curso, por meio do trabalho com réplicas fósseis e da construção da cartilha educativa”, disse ela com entusiasmo. Ainda em experimentação, o projeto surgiu devido à urgência de facilitar o acesso aos museus para alunos de escolas públicas e periféricas. Organizado em dois movimentos, de ida à escola e vice-versa, a iniciativa busca ser um canal de auxílio para professores da Rede Pública no ensino de assuntos relacionados à paleontologia.


