O Salão de Extensão realizou, na tarde dessa Quarta (18), mais uma edição do Encontro de Extensão. Parte integrante da 18ª edição do evento, a atividade reuniu os três observadores externos presentes no Salão: Julio Alberto Núñez Ramos, da Universidad Boliviana, Leonardo Croatto, da Universidad de La República (Uruguai) e Daniel Morales, da Universidade Federal de Santa Maria.
Segundo Croatto, diretor da Escola Universitária de Música da instituição uruguaia, “tanto o desenvolvimento quantitativo, quanto qualitativo das ações de Extensão da UFRGS, apresentadas neste Salão, são experiências a serem levadas para a Universidad de La República”. Para Ramos, “o nível excelente dos trabalhos observados permite levar ao seu país novos e maiores objetivos.” Ele salientou a importância de uma coordenação prévia, verificadas aqui, para efetivar a atividade de Extensão na Bolívia. O representante da UFSM, Daniel Morales, destacou a importância das tertúlias, “que possibilitam um encontro de objetivos específicos, refletindo na responsabilidade coletiva e integrando a parte acadêmica à cidadã.” Morales lembrou que há muito tempo atua na Extensão, ponderando que “parece que sempre é a primeira vez”, referindo-se à importância da renovação por quem se dedica a essas ações.
Em seguida, a Pró-Reitora de Extensão, professora Sandra de Deus, abriu a palavra para a participação do público, o que propiciou uma rica troca de experiências. Representantes de outras universidades salientaram a necessidade de um maior entendimento do processo de Extensão, o que foi possível encontrar nesta edição do Salão. Na visão de Laura Fonseca, professora e extensionista da UFRGS, “a Universidade tem que se deixar tocar pela comunidade. Ela não pode somente levar o conhecimento, mas tem que trazer o conhecimento que existe nas comunidades.”
Para o professor e extensionista da Informática, Renato Ribas, existe a necessidade de ampliar a Extensão nas unidades acadêmicas das Ciências e Engenharia da Computação. De acordo com Ribas, “trata-se de um desafio de o aluno perceber a Extensão e de se identificar com ela.” Para tanto, “é preciso que a Extensão tenha um perfil, e o acadêmico a reconheça”, concluiu o extensionista.
Outro aspecto a ser ressaltado, que resume o espírito da Extensão, esteve na fala de uma extensionista, a qual destacou a necessidade de criar multiplicadores dentro das comunidades, para que os trabalhos não se esgotem com o término das ações da Universidade.
O representante uruguaio, Leonardo Croatto, deixou uma mensagem a ser considerada em tempos tão difíceis: “a necessidade de maior comunicação entre as Universidades, para que as Extensões possam se conhecer.”
Foto: Gisele Endres


