Iniciaram ontem (14) as oficinas da 17ª edição do Salão, nas salas de aula do Instituto de Letras. Esses encontros visam aproximar a Extensão e o público visitante, através de relatos ou dinâmicas de interação relacionadas aos temas tratados pelos projetos.
A agente de saúde da atenção básica, Karina Ellias, acompanhou com atenção a oficina “Sexualidade em escolas”, organizada em roda de conversa que reuniu em torno de 20 pessoas. O projeto realiza um trabalho de conscientização e diálogo sobre sexualidade com os alunos e alunas do Colégio Aplicação da UFRGS. Diversidade sexual, de gênero, corporal, métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, são alguns dos assuntos desenvolvidos nos encontros. A equipe do projeto frisa que os diálogos têm um caráter de reflexão muito forte, sobre os modos de encarar o sexo. As bolsistas relataram que ao indagar os alunos do colégio o que lhes remete a palavra sexualidade, receberam como resposta a doença e o medo, antes da saúde e do prazer, por exemplo.
Luiz Octavio Martins coordenou o encontro sobre as oficinas terapêuticas realizadas na clínica com pessoas com psicose. Estudantes de psicologia de diferentes semestres e profissionais da área ouviram com atenção os relatos sobre a resposta dos pacientes às oficinas de escrita, rádio e imagem oferecidas a eles. Luiz destacou que o “Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Clínica da Psicose” acredita que o melhor tratamento é o estímulo à singularidade dos sujeitos, possível através desse espaço de acolhimento, acompanhamento e
criação livre.
O curso de Agronomia também se fez presente, com a oficina “Solos e recursos naturais: uma abordagem participativa”, coordenada pelo professor Paulo Cesar do Nascimento. O trabalho do projeto é baseado na troca entre os saberes populares e técnicos sobre os solos e os recursos naturais. Enquanto uma equipe técnica realiza os estudos e análises dentro da academia, são cruzadas as informações sobre os saberes populares trocados entre agricultores e bolsistas do projeto, que vão a campo com esse objetivo. Para Edsleine Ribeiro, estudiosa da Etnopodologia que acompanhava o encontro, “é essencial que ocorra essa troca, para que não caiamos na armadilha de ficarmos presos às salas de aula e às análises técnicas, esquecendo da importância crucial dos saberes, que não os da academia”.


