A tarde do segundo e último dia de oficinas no Salão de Extensão foi marcada pela oficina do grupo Brincantes do Paralelo 30. A atividade “Danças do Mundo: Tecendo Possibilidades” fez os participantes saírem da sala de aula, dançando pelos corredores do prédio do Instituto de Letras e pela Mostra de Extensão. O objetivo da atividade era apresentar danças populares tradicionais de diversas partes do mundo.
O público foi atraído pela performance que, no pátio do Campus do Vale, reuniu mais de 35 pessoas, entre elas estudantes do ensino fundamental e cadeirantes, encantadas com a movimentação. Os passos seguiam o ritmo de cirandas do nordeste do país, músicas populares do leste europeu e dos países latino-americanos. Jair Felipe Bonatto, coordenador da atividade, prestou homenagem aos indígenas do Xingu ao final da oficina, falando da difícil situação política atual e convidando a todos para dançarem o ritmo tradicional da região.
A oficina “O que é ser índio?” também abriu espaço para debater os direitos dos povos originários e reuniu um grande público interessado na cultura dos povos indígenas do Rio Grande do Sul. Com a sala lotada, o grupo de estudantes que participam do Grupo de Acolhimento aos Estudantes Indígenas (GAIn) falaram sobre suas experiências dentro da universidade. Foram debatidas questões como a permanência dos estudantes indígenas cotistas na UFRGS, as barreiras culturais enfrentadas por eles e maneiras de inclusão.


