Na temática “Grupos Sociais Vulneráveis”, a atenção ao público idoso foi destacada a partir da ação de higiene bucal e como ela pode abranger uma consciência de saúde mais sistêmica, valorizando a pessoa de forma integral. O acompanhamento clínico-odontológico é um projeto coordenado por Fernanda Visioli e atende a SPAAM (Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados). Agindo dentro e fora da UFRGS, o Coletivo LGBT de Saúde Coletiva atua desde 2016 atendendo ao público LGBT com ações de saúde integral, e combate à “lgbtfobia”, conscientizando a comunidade para a quebra do preconceito e a transformação social. Fichas de notificação são utilizadas na prevenção da violência e construção de políticas públicas, além da abordagem que articula cultura, corpo e sexualidade.
Acolher crianças em situação de vulnerabilidade e violência é o trabalho realizado pela Casa do Catavento, que atua na comunidade São Pedro, zona leste de Porto Alegre. Com os alunos dos cursos de Psicologia e Serviço Social, as crianças têm a oportunidade de viver um pouco da infância, ressignificando a vida através de histórias e leituras, transformando em brincadeiras a realidade violenta onde estão inseridas.
A temática de Meio Ambiente abordou a necessidade de melhorar a divulgação das informações à população, com a finalidade de uma consciência mais ecológica. O paradoxo de ajudar ou não, animais que fogem de seu habitat, ou pelo avanço da ocupação humana, se integram ao cotidiano das pessoas. O projeto “A Valorização da Geodiversidade no Parque Municipal de Alcinópolis” no Mato Grosso do Sul, destacou a importância do combate à proposta política de interesse de grandes grupos econômicos e ruralistas, de acabar com a demarcação de terras indígenas no país. Os extensionistas mostraram a riqueza do bioma, que contém um importante sítio arqueológico, fauna e plantas raras. Uma extensionista do CECLIMAR, de Imbé, falou da necessidade de ampliar a conscientização junto à população, pois é expressiva a quantidade de aves e mamíferos mortos pela pesca predatória, como o albatroz e a toninha.
Na tertúlia sobre Educação e Sociedade, que teve como ouvinte e participante o observador da UFSC, Daniel Castelan, questões como a segregação entre periferia e classe média, brancos e negros, foram levantadas na roda de debates após as apresentações. Foi enfatizada a importância da aprendizagem in locu, junto às comunidades, onde a experiência vai além dos dados estatísticos. Projetos como a Criação Audiovisual com Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa, Projeto Rondon: oficinas que quebram o silêncio, Movimentos Sociais e Serviço Social, Tambores de Oxum e Educação Geográfica no Quilombo dos Alpes, entre outros trabalhos, ressignificaram e ampliaram o sentido da extensão universitária na UFRGS. Como afirmou uma extensionista do Rondon: “Quando a pessoa chega no local para realizar o trabalho em uma comunidade distante do seu cotidiano, percebe a importância de conhecer e trabalhar em conjunto com essa comunidade”.


