{"id":2916,"date":"2018-10-18T12:24:25","date_gmt":"2018-10-18T15:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/2018\/?p=1764"},"modified":"2025-05-15T18:03:00","modified_gmt":"2025-05-15T21:03:00","slug":"projeto-rondon-somos-todos-iguais-na-essencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/projeto-rondon-somos-todos-iguais-na-essencia\/","title":{"rendered":"Projeto Rondon: \u201csomos todos iguais na ess\u00eancia\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a fala da professora Gema Piccinini, \u201crondonista\u201d desde a d\u00e9cada de 1970 e que identifica o t\u00edtulo desta mat\u00e9ria, se evidencia o car\u00e1ter do Projeto Rondon ao longo dos seus 40 anos na UFRGS, e principalmente com as reformula\u00e7\u00f5es ocorridas em sua nova fase, a partir de 2005. O coordenador Renato Ribas apresentou essa trajet\u00f3ria, reuniu os \u201crondonistas\u201d pioneiros para uma roda de conversa ancorada pelo acad\u00eamico de Jornalismo Glauber Cruz, e projetou a Opera\u00e7\u00e3o Parna\u00edba, que ocorrer\u00e1 no Piau\u00ed entre 18 de janeiro e 3 de fevereiro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os professores que participaram das primeiras expedi\u00e7\u00f5es resgataram importantes hist\u00f3rias, onde refletiram acerca das condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e aus\u00eancia de direitos verificados em muitas comunidades do interior brasileiro. O \u201crondonista\u201d Jo\u00e3o Falk, \u00e0 \u00e9poca residente em Medicina, trouxe relatos da situa\u00e7\u00e3o no sert\u00e3o de Sergipe, onde ele foi o primeiro m\u00e9dico a chegar no munic\u00edpio de S\u00e3o Miguel do Aleixo, comunidade que carecia de servi\u00e7os de sa\u00fade. Falk destacou que todo o conhecimento trazido pelo acad\u00eamico se desconstr\u00f3i diante da realidade comunit\u00e1ria, de forma que o extensionista necessita compreender a cultura com a qual est\u00e1 interagindo. Ele ainda relatou a viagem de Porto Alegre para Aracaju, que foi realizada de \u00f4nibus, durando entre 6 e 7 dias. O m\u00e9dico lembrou do impacto causado por uma paciente, que dos 17 filhos que havia gerado, restavam apenas 9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora de enfermagem Gema Piccinini lembrou que suas a\u00e7\u00f5es iniciaram junto \u00e0 periferia de Porto Alegre e logo ap\u00f3s, se incorporaram na opera\u00e7\u00e3o realizada na Vila de Rond\u00f4nia em 1972, hoje Porto Velho. Depois, no interior do ent\u00e3o territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia, atuou junto a uma comunidade que vivia da minera\u00e7\u00e3o de cassiterita, e testemunhou a \u201centrega\u201d das riquezas do Brasil. A docente destacou um curso ministrado a parteiras leigas, relatando que as alunas estavam em estado de gra\u00e7a ao participarem de uma forma\u00e7\u00e3o na universidade. Ver a alegria nas pessoas simples motivou Gema a seguir por mais 11 anos no Rondon.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fala da professora de enfermagem encontrou reverbera\u00e7\u00e3o em uma aluna, que recentemente percorreu a mesma regi\u00e3o. O desafio agora, foi oferecer pr\u00e1tica de basquete a jovens envolvidos com drogas. O Projeto Rondon \u00e9 oficializado para as universidades atrav\u00e9s de edital do Minist\u00e9rio da Defesa em parceria com estados e munic\u00edpios, se adequando \u00e0s demandas locais. Cada munic\u00edpio recebe volunt\u00e1rios de diferentes \u00e1reas, abrangendo um total de 15 cidades, com opera\u00e7\u00f5es que duram duas semanas. Os \u201crondonistas\u201d mais experientes ressaltaram que a transforma\u00e7\u00e3o humana para quem participa do projeto \u00e9 impactante. Conforme o professor Ribas, os alunos que aproveitam o aprendizado do Rondon s\u00e3o aqueles que fazem uma imers\u00e3o no projeto, voltando com uma nova percep\u00e7\u00e3o do ensino e da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>II Semin\u00e1rio Rondon UFRGS trouxe depoimentos de alunos que participaram das opera\u00e7\u00f5es na d\u00e9cada de 1970<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1765,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"wp-custom-template-sal-o-de-extens-o-post","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2916"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4508,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2916\/revisions\/4508"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/salaodeextensao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}