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Publicado em 18 de setembro de 2017

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Universidade como agente do desenvolvimento tecnológico

Apesar do descaso, as universidades públicas brasileiras têm sido consideradas protagonistas no fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação. Seguindo uma tendência global, caminham para a modernização, construindo espaços e dedicando mais atenção ao incremento tecnológico. Na UFRGS, especialmente no Salão 2017, essa dedicação está presente na Feira de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Finova). Administrada pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (Sedetec), a feira foi criada em 2010. “Ela está para a melhoria tecnológica como a iniciação científica está para a pesquisa”. É com este paralelo que o secretário da pasta, José Luis Duarte Ribeiro, define a presença da Finova dentro do ambiente acadêmico.

O evento tem como objetivo promover e divulgar as produções técnico-científicas e artístico-culturais de estudantes da graduação que atuam em pesquisas voltadas ao aprimoramento tecnológico. Em sua 7ª edição, terá 117 trabalhos de bolsistas de iniciação tecnológica relacionados às áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas; ciências agrárias; ciências da saúde e ciências biológicas; engenharias; e ciências exatas e da terra. as apresentações serão feitas por meio de totens eletrônicos que exibirão vídeo-documentários gravados pelos bolsistas após uma prévia capacitação. “Essa modernidade, é uma maneira diferente de mostrar a participação deles na pesquisa”, observa Maria Inês Nardi, servidora da Sedetec e uma das responsáveis pelas bolsas de iniciação tecnológica e pela organização da atividade. Conforme explica a também servidora Alice Neubert Gonçalves, os totens ficarão instalados em um único ambiente, onde irão circular bolsistas, professores e visitantes, permitindo a interação entre esses grupos.

Para o secretário José Luis Duarte Ribeiro, a feira abre espaço para os estudantes entrarem em contato com projetos de promoção tecnológica que ocorrem na universidade. “Os alunos passam a entender e gostar dessas iniciativas e podem, a partir disso, se tornar pesquisadores, ficando mais próximos do avanço tecnológico e da inovação”, afirma.

As propostas passam pela avaliação de uma comissão julgadora, formada por pesquisadores das áreas especificas de cada produção. Entre os critérios de avaliação utilizados para definir os prêmios e destaques da Finova, estão o caráter inovador e o impacto de transformação social do trabalho. Nesse sentido, de acordo com Maria Inês e Alice, a feira se distingue por ser um espaço que proporciona a divulgação de propostas de tecnologia social, ou seja, processos criados para solucionar algum tipo de problema enfrentado pela sociedade. São em espaços como este que a universidade múltipla, inovadora e inspiradora – tema do Salão UFRGS 2017 – aparece, uma vez que essas produções nascem no ambiente acadêmico, mas permitem aliar saber popular e conhecimento técnico-científico.

Essas inciativas são de extrema importância, tanto para a formação do estudante quanto para a sociedade, que receberá o resultado desses processos; Por isso, é fundamental que a comunidade acadêmica e a sociedade se unam a fim de que esse trabalho cresça cada vez mais. Só assim a Universidade poderá seguir cumprindo o seu papel de agente transformador e inovador.

Amanda Hamermüller - estudante do 7º semestre de Jornalismo da Fabico

Foto: Ramon Moser/UFRGS

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