Publicado em 19 de setembro de 2017

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Evento integra diferentes níveis de formação universitária

Ocorre entre os dias 16 e 20 de outubro no Campus do Vale, o 13º Salão de Ensino, um dos seis que formam o Salão UFRGS 2017. O evento, que reúne o maior número de setores da universidade em comparação com os outros salões, busca integrar os diferentes níveis de formação universitária, apresentando suas práticas e produções para o público em geral por meio de sessões de relatos dos alunos. Conforme o pró-reitor de pós-graduação Celso Loureiro Chaves, esta é uma das manifestações mais públicas da universidade – juntamente com o vestibular, o UFRGS Portas Abertas e as programações da Difusão Cultural. “Academicamente, o Salão é essa face pública da universidade e um retrato da UFRGS, em todas suas fases acadêmicas”, explica.

Fazem parte da organização do Salão de Ensino as pró-reitorias de Graduação e de Pós-graduação, as secretarias de Relações Internacionais, de Ensino a Distância e de Avaliação Institucional, e a Coordenadoria de Ações Afirmativas. Não por acaso, a transversalidade é importante para os organizadores do evento. Márcia Langeloh, vice-pró-reitora de Pós-graduação chama a atenção para o fato de que os relatos de experiências de ensino a distância, de graduação e de pós-graduação ocorrem em conjunto para fomentar a interação entre os diversos níveis: “Fizemos questão que fossem misturados para que os vários públicos possam participar das diferentes sessões”.

Nesta edição, 429 estudantes inscreveram seus trabalhos em alguma das cinco modalidades expositivas do Salão de Ensino, que também incluem “experiências educadoras em ações afirmativas e relações étnico-raciais” e “experiências de avaliação institucional”. Os relatos serão divididos em 47 sessões ao longo da Semana Acadêmica, além de sete encontros especiais para reapresentações dos destaques. As apresentações serão avaliadas por professores, pós-doutorandos e doutorandos.

A organização de uma atividade dessa magnitude requer preparo durante o ano inteiro. Em janeiro, após a retrospectiva do evento anterior, formam-se diversos grupos, entre eles o responsável pelo Salão de Ensino. “Criar um evento desse tamanho é complexo, sobretudo o de Ensino porque envolve a participação de muitos setores, o que dificulta sua realização. Mas acredito que temos um grupo muito bom este ano, que está construindo tudo isso junto”, afirma Márcia. Ela informa que apenas essa equipe envolve diretamente cerca de 100 pessoas entre organizadores, avaliadores de sessão e bolsistas de apoio.

Segundo Celso, o Salão de Ensino não tenta refletir o tema do Salão UFRGS 2017 – Universidade Múltipla, Inovadora e Inspiradora – mas, ao contrário, é a frase que reflete o espírito da universidade. Na visão do professor, a universidade é múltipla ao congregar, no mesmo espaço, graduação e pós-graduação, além de distintas áreas e temas. Quanto à inovação, entende que ela é uma das marcas do século XXI e que consiste na busca pela fronteira do conhecimento, o que será ilustrado nos trabalhos apresentados.

O pró-reitor afirma que, apesar da palavra inspiradora parecer pouco científica, ela é vital para a UFRGS. “Porque, se não houver um fogo de inspiração que parta da universidade e se materialize nas suas atividades, ela não está servindo para muita coisa. A universidsde tem de ser inspiradora a todo o momento: para a sua comunidade interna, mas também para aquela fatia a quem ela se destina e que é a razão da sua existência, que é a sociedade. Se não for inspiradora internamente e externamente, é um organismo morto”, conclui.

Vinicius Rodrigues Dutra – estudante do 5º semestre de Jornalismo da Fabico

Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

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