Publicado em 23 de outubro de 2019 0

Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

20 anos de integração entre universidade e sociedade

Salão de extensão chega à vigésima edição em 2019, reiterando a importância das atividades extensionistas e formadoras de cidadãos
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Na tarde desta quarta-feira, 23 de outubro, ocorreu a cerimônia de comemoração dos 20 anos do primeiro Salão de Extensão da UFRGS. Reunidos no Solarium do Instituto de Letras da UFRGS, extensionistas e personalidades que fizeram e fazem a história da Pró-Reitoria de extensão e do Salão reafirmaram a importância das atividades integradoras e formadoras de cidadãos.

A abertura do evento teve a apresentação do grupo Tradição Cultura e Herança (TCHÊ UFRGS). Na sequência, a pró-reitora Sandra de Deus lembrou que a extensão faz “várias e várias pequenas mudanças, que no coletivo são uma silenciosa reforma universitária. E nesses 20 anos, todas essas microrrevoluções já mudaram definitivamente a cara da UFRGS”. A professora destacou ainda as iniciativas nascidas na extensão que se consolidaram no meio acadêmico, sendo a mais recente o Ponto UFRGS.

Em seguida, foi convidado a falar o professor emérito Luiz Fernando Coelho de Souza, pró-reitor de extensão no ano de 1999, data da primeira edição do encontro. “O Salão de Extensão é uma construção coletiva, de toda a universidade, não só da Pró-Reitoria. A universidade toda se empenha. Lembro que, na época, tivemos cerca de 200 trabalhos inscritos e atraímos por volta de 5 mil pessoas, o que foi muito acima do que esperávamos. De lá pra cá, os números só cresceram, e o sonho de dar maior visibilidade à extensão foi plenamente concretizado.” O docente frisou que a convergência entre os âmbitos da universidade pode ser uma ferramenta que potencialize esforços. “Ensino, Pesquisa e Extensão não são, na minha opinião, um tripé que constrói a universidade, mas uma base única indissociável.”

Encerrando as falas, o reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann enfatizou que a Extensão é uma tradição de muitas unidades universitárias, e que essa cultura é tão enraizada que acaba passando despercebida, mas não deixa de ter resultados importantes. “Eu nasci, academicamente falando, extensionista, e nem sabia. A Faculdade de Odontologia (onde graduou-se e leciona) tem historicamente essa cultura da Extensão, assim como a ESEFID e tantas outras”. Para o reitor, a Extensão é o pilar que sustenta a universidade, “não ‘perante’ a comunidade, mas ‘na’ comunidade, enraizado nela.” Dentro dos muros acadêmicos, ressaltou ainda o processo em curso da curricularização da Extensão, que considerou ‘um importante passo’ para consolidar ainda mais sua presença no cotidiano da universidade.

A cerimônia foi encerrada pelo grupo de flautas doces da UFRGS Flautarium, que também está completando duas décadas de atividade, e pelo lançamento do livro “Salão de Extensão: 20 anos de histórias”, que recorda a trajetória do evento.

 

Por Emerson Trindade/Bolsista SECOM

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