Publicado em 24 de outubro de 2019 0

Os estudantes Kauane Rosa, Brenda Fonseca, Mateus Thom criaram receitas de detergente biodegradável. Foto: Secom/UFRGS

Salão Ufrgs Jovem mostra a consciência social dos alunos

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O prédio do Restaurante Universitário do Câmpus do Vale (RU 3) recebeu nesta quinta-feira (24/10) o último dia de apresentações de projetos do Salão UFRGS Jovem. Os trabalhos de hoje passaram um recado claro, de que os estudantes de ensino fundamental, médio e técnico estão atentos, não apenas aos temas didáticos, mas como estes se relacionam com as questões sociais da atualidade.

Em atenção à causa do meio ambiente, alunos do SESI de Ensino Médio Arthur Aluízio Daudt, de Sapucaia do Sul, apresentaram  Detergente sustentável: uma opção biodegradável e menos agressiva para o ecossistema . O projeto levou os estudantes a criarem receitas que podem ser repetidas no cotidiano, a partir de elementos naturais, como extrato de beterraba, e deixa também como herança o alerta contínuo acerca dos produtos que se usa na rotina, como explica Kauane Rosa, de 16 anos, uma das expositoras. “Eu nunca me importava em ler os rótulos dos produtos de limpeza, em saber o que estava comprando. Mas agora, com certeza vou ficar atenta a isso.”

Gênero e sexualidade também estiveram no radar dos alunos. Giovanna Canez, de 17, do SESI Eraldo Giacobbe, de Pelotas, expôs Gênero e diversidade na escola: uma cartilha para a descontrução de preconceitos . “O trabalho teve pesquisa, qualitativa e quantitativa, mas também abriu espaço para debate entre os alunos, fossem ou não membros da comunidade LGBT.” Uma cartilha explicando as diferentes expressões de sexualidade foi o resultado do estudo, que é compartilhada entre os estudantes, a fim de levar informação e promover o respeito.

Giovanna Canez, do SESI Eraldo Giacobbe, apresentou seu trabalho sobre gênero e diversidade na escola. Foto: Secom/UFRGS

O exercício da cidadania foi uma das temáticas que mais recebeu atenção dos jovens pesquisadores. Buscando aumentar o acesso de pessoas com deficiência visual à educação, foi apresentado o GeoPen: tecnologia assistiva para auxílio ao ensino de geometria plana a alunos deficientes visuais , do IFRS – Osório. Beatriz Bittencourt, de 18 anos afirma que o relato de um estudante cego da instituição levou o grupo de estudo a trabalhar no projeto. “As peças caem ou são de difícil fixação, então é preciso sempre que o professor esteja junto do aluno, o que reduz sua autonomia. Com nossa caneta, um aplicativo lê as cores da superfície, o que dá maior independência ao aluno”.

Já a pesquisa da estudante de técnico em Administração Victórya Leal, de 15 anos e que também é do IFRS de Osório, trata da participação na política. Participação social e governança das políticas públicas em pequenos municípios: o estudo de caso de Osório, é o resultado da oportunidade que Victórya viu para desenvolver um tema de seu interesse. “Gosto muito de pensar sobre políticas públicas, mas nunca tive a chance de trabalhar com isso antes. Quando abriu o edital, me joguei de cabeça”, afirma. “Acho que é preciso chamar a atenção das pessoas para que entendam que este tema é de todos, homens, mulheres, jovens, velhos… E me faz refletir, sobre o quanto participo dessas decisões, que cidadão eu sou, e mais: que cidadão eu quero ser?”

Por Emerson Trindade/bolsista Secom

 

 

 

 

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