Prevenção do Suicídio

 

 Vamos falar sobre suicídio?

 

     O suicídio muitas vezes é um assunto evitado por ser considerado tabu. No entanto, falar sobre ele é importante para sua prevenção, seja informando às pessoas em risco como procurar ajuda, seja oferecendo recursos àqueles em seu entorno.

      Primeiramente, é preciso entender que não existem causas exatas para o suicídio, que é um fenômeno complexo. Também, muitas pessoas acreditam, equivocadamente, que as pessoas em risco de suicídio não avisam ou escondem isso. Na maioria dos casos há chamados por ajuda e sinais de alerta que podem ser identificados e devem ser tomados com seriedade.  Por outro lado, algumas pessoas acreditam que quem diz que vai se matar não o fará e só quer chamar atenção. No entanto, isto é outro equívoco. A pessoa deve ser levada a sério e encaminhada para atendimento para que um profissional de saúde possa avaliar a conduta mais adequada.

 

Você sabe como surgiu o termo Setembro Amarelo?

 

Exemplos de sinais de alerta são:

    • Desesperança, baixa autoestima, pessimismo, sentimento de que nada vai dar certo e falta de perspectiva de futuro;
    • Alguns indivíduos começam a organizar testamentos ou fazer seguros de vida. Podem, ainda, escrever cartas, posts, ou fazer ligações se despedindo ou em tom de despedida;
    • Falas como: “Vou desaparecer para sempre”, “Vou parar de incomodar vocês”, “Só queria dormir e não acordar mais”, “Não adianta fazer nada, melhor me matar”;

 

Conheço alguém que acho que pode estar com risco de suicídio, o que faço?

As maiores dúvidas em relação ao suicídio normalmente são de pessoas próximas de alguém que dá sinais de ideação suicida. Quais as medidas a serem tomadas? O que falar para a pessoa? Primeiramente, é preciso valorizar o que a pessoa está trazendo, empatizando com a situação e escutar sem trazer julgamentos. Quem está considerando o suicídio precisa, antes de tudo, ser ouvido. É importante que a pessoa saiba que você está ali com ela, que ela não está sozinha e pode contar com ajuda. Caso você não seja muito próximo, contate alguém (familiar, amigo, cuidador) que possa vir auxiliar a pessoa, e entrar em contato com os órgãos responsáveis. É essencial encaminhar a pessoa para acompanhamento com um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra). Postos de saúde e médicos da saúde da família também podem fazer o  encaminhamento necessário.

 

     Em caso de risco iminente, faça contato com a SAMU (192) ou a Brigada Militar (190)

 

     Onde encontrar ajuda:

  • Serviços de saúde: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
    • Centro de Valorização da Vida – CVV Telefone: 188 (ligação gratuita) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.
    • Emergência: SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais
  • Emergências psiquiátricas em Porto Alegre:
    • Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul
      Endereço: Rua Professor Manoel Lobato, 151 – Santa Tereza
      Telefone: 3289.4016
    • Plantão de Emergência em Saúde Mental IAPI
      Endereço: Rua Valentim Vicentini, esquina Rua Novo Hamburgo – Bairro IAPI
      Telefone: 3289-3456

 

Autoria: Flávia Wagner, Sophia Martínez e Laura Pooch

 

Material disponível para download:

    

Imagem: SECOM / UFRGS

Imagem: SECOM / UFRGS