TDAH

 

O que é?

É um transtorno caracterizado pela presença de sintomas de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade, em um grau mais intenso do que o usual. Nesses casos, os sintomas são frequentes e causam um impacto importante no funcionamento social, acadêmico e/ou profissional. Em crianças e adolescentes, o TDAH está presente em aproximadamente 5% da população mundial. Já em adultos, esse número se aproxima de 4%.

 

Quais as causas do TDAH?

Não se conhece uma causa específica até então. Mas já sabemos que uma combinação de fatores genéticos e ambientais pode contribuir para que haja alterações na estrutura e funcionamento das partes do cérebro associadas ao TDAH.

 

Adulto pode ter TDAH?

Sim! O TDAH geralmente é diagnosticado em crianças, mas o diagnóstico também pode ser realizado em adultos.

 

O TDAH pode vir acompanhado de outros transtornos?

Sim! Quem tem TDAH pode ter, ao mesmo tempo, outro transtorno psiquiátrico (como depressão e ansiedade, por exemplo).

 

Quais os principais sinais e sintomas?

A combinação dos sintomas pode variar de pessoa para pessoa. Alguns podem ser mais desatentos, enquanto outros podem ter maior hiperatividade e impulsividade. Porém, é importante lembrar que os sintomas devem ser frequentes e causar algum impacto negativo na vida da pessoa. Alguns exemplos são:

  • Dificuldade de prestar atenção em detalhes, o que leva a erros em diversas tarefas
  • Não perceber quando alguém lhe dirige a palavra diretamente
  • Dificuldade de seguir instruções até o fim
  • Dificuldade para organizar tarefas e atividades
  • Perder objetos ou esquecer atividades e compromissos
  • Dificuldade para manter a atenção por um período mais longo de tempo
  • Dificuldade de permanecer sentado em situações em que isso é esperado
  • Falar demais
  • Deixar escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída
  • Dificuldade para esperar sua vez
  • Interromper outras pessoas ou se intrometer

 

Como é feito o diagnóstico de TDAH?

O diagnóstico é feito através da combinação de entrevistas e instrumentos (testes e escalas) que serão analisados por profissionais das áreas de psiquiatria, neurologia e/ou psicologia.  

 

Existe tratamento?

Sim! Intervenções farmacológicas e psicoterápicas podem ser indicadas. Psicoeducação, que engloba a compreensão dos sintomas e prejuízos associados ao TDAH, também é fundamental para o tratamento.

 

Se você acha que pode ter TDAH, busque ajuda de um profissional qualificado para uma avaliação!

Para maiores informações, sugerimos o site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.

 

Autores: Jonas Pereira, Ricardo Cantergi, Felipe Vilanova, Flávia Wagner, Sophia Martínez, Katiane da Silva e Laura Pooch

 

Referências:

American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.
Dias, T. G. C., Kieling, C., Graeff-Martins, A. S., Moriyama, T. S., Rohde, L. A., & Polanczyk, G. V. (2013). Developments and challenges in the diagnosis and treatment of ADHD. Revista Brasileira de Psiquiatria, 35(1), 40-50. doi: 10.1590/1516-4446-2013-S103.
Matte, B., Rohde, L. A., & Grevet, E. H. (2012, May). ADHD in adults: a concept in evolution. ADHD Attention Deficit and Hyperactivity Disorders4(2), 53-62. doi: 10.1007/s12402-012-0077-3.
Polanczyk, G., & Rohde, L. A. (2007, July). Epidemiology of attention-deficit/hyperactivity disorder across the lifespan. Current opinion in psychiatry20(4), 386-392. doi: 10.1097/YCO.0b013e3281568d7a.

 

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