População LGBTQ+
Saúde da população LGBTQ+ e iniquidades em Saúde Pública – Notas sobre o livro de Feitosa et al. (2020)
Elaborado por:
Marinho Moraes de Lima II
Médico, Mestrando em Ensino na Saúde/UFRGS (2019-2021)
Sexismo. Heterossexismo. Binarismo de gênero. Juntos, eles representam sistemas sociais que insistem em ser adversos, preconceituosos e coexistirem num cenário de hegemonia e privilégios que têm definido e concebido as atuais desigualdades e desníveis em termos sociais no campo da saúde, muito bem exploradas por Feitosa et al. no livro “Saúde da população LGBTQ+ Iniquidades em saúde pública”.
Historicamente, tem havido uma tendência a subestimar o papel do sexo e, principalmente, do gênero no contexto da saúde e da medicina. Por isso, por exemplo, a existência entre outros da população trans foi, e ainda é, determinada por disputas que já validaram conquistas. Dentre elas, trouxe à luz evidências de entraves ao acesso aos cuidados à saúde e a hostilidade iniludível vivida por essa população.
Na luta permanente por uma existência autônoma e reconhecida, tem havido esforços para enfatizar a importância do sexo e do gênero em todas as etapas das pesquisas médicas, assistência em saúde global e políticas públicas inclusivas.
Já há uma transformação nessa polêmica, com argumentos que aceitam o diálogo entre as esferas da saúde e das ciências sociais, permitindo uma análise crítica sobre as nossas atitudes e posicionamentos, como cidadãos, sobre as fronteiras do que se convencionou chamar de “normal”, promovendo a existência plena desses sujeitos.
Os autores do livro permitem o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
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