O Programa de Extensão e Pesquisa em Saúde Urbana, Ambiente e Desigualdades da UFRGS foi criado em 2010 com a expectativa de estimular em nosso meio um debate que existia nas cidades europeias em 1850, ou seja, há 170 anos: É possível desenvolvimento econômico com pobreza e doença de amplos estratos da população? O que vem antes? A Saúde ou o Desenvolvimento? Ou este é um falso dilema e é possível investir de forma a que ambos se beneficiem simultaneamente?
No Brasil, temos visto esta discussão recolocada agudamente pela epidemia de Coronavírus. Ficar em casa sem renda ou trabalhar com risco de adoecer mais gravemente? Saúde ou Economia? Entretanto, a discussão transcende o momento epidêmico e, talvez, olhando para a nossa cidade de antes da epidemia possamos ter idéias sobre como atravessar melhor este momento (que pode durar 2 ou 3 anos) e imaginarmos cenários e propostas para o futuro.
Nossa página inicial do site Saúde Urbana/UFRGS está permanentemente “em construção”, mas dado o tempo curto até a Eleição – 2020, consideramos importante divulgar imediatamente informações sobre desigualdades sociais e espaciais em Porto Alegre. A ideia é facilitar o acesso a mapas e indicadores que existem mas estão dispersos.
Recentemente, o Lancet divulgou, no 16º Congresso Mundial de Saúde Pública, uma edição especial com resultados do Estudo da Carga Global de Doenças (GBD) 2019. A edição está disponível aqui. A publicação traz um editorial chamado Global health, time for radical change. O editorial comenta a evolução positiva que ocorreu em alguns indicadores globais de saúde nas últimas décadas, documentadas pelos estudos GBD, mas se pergunta se o foco das instituições globais em cuidados de Saúde – abrangendo capacitação da força de trabalho, sistemas de informação em saúde, acesso a medicamentos essenciais, financiamento suficiente e boa governança – não tem sido estreito demais. Conclui que o estudo GBD 2019 sugere a necessidade de uma mudança radical na abordagem da comunidade global com relação à Saúde, em que se reconheça o limite do foco exclusivo em serviços de saúde e se abrace uma perspectiva mais ampla que inclua a qualidade da educação (básica à universitária), o crescimento econômico, a igualdade de gêneros e políticas de migração.
Este tem sido nosso foco desde a criação do Programa, em 2010 (ver aqui)
Acreditamos que as informações no nosso site possam ajudar candidatos a prefeito e vereadores, e eleitores de Porto Alegre, a se verem na cidade que temos e pensarem a cidade que queremos .
Vamos disponibilizar aqui:
1 – Informações produzidas pelo PNUD, IPEA e FJP, no âmbito do projeto Atlas Brasil, de 2013 (https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=19100 ) referentes à cidade de Porto Alegre .
2 – Informações produzidas pelo Programa Saúde Urbana com base em dados do Atlas Brasil
3 – Informações selecionadas do site ObservaPOA
5 – Saúde e Desigualdade: Comentários sobre o que dizem os dados
Prof. Maria Ines Azambuja
Prof. Roger dos Santos Rosa
Programa Saúde Urbana/ UFRGS, Outubro de 2020.