{"id":1291,"date":"2025-04-09T12:50:00","date_gmt":"2025-04-09T15:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/?p=1291"},"modified":"2025-04-09T12:50:00","modified_gmt":"2025-04-09T15:50:00","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2025\/04\/09\/__trashed\/","title":{"rendered":"O sil\u00eancio que existe entre corpos e a m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p>Make Fabico Weird Again #1<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Por Pietro Scopel<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objeto de an\u00e1lise \u00e9 um evento realizado por alunos da UFRGS. Grande parte do p\u00fablico tamb\u00e9m \u00e9 aluno, a maioria est\u00e3o nos semestres iniciais e dos mais variados cursos. Devido a sua fama de alguns anos, o evento, que acontece semestralmente, geralmente um no in\u00edcio e outro mais para o final do ano, atrai a aten\u00e7\u00e3o de outros jovens da cidade de Porto Alegre. N\u00e3o se pode partir do princ\u00edpio que o p\u00fablico ou o evento faz parte de uma cena musical, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma mistura, e talvez essa seja uma das primeiras defini\u00e7\u00f5es sobre fen\u00f4menos musicais contempor\u00e2neos: uma grande mistura. Quando pensamos as articula\u00e7\u00f5es entre m\u00fasica, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, nesse contexto, exploramos conceitos da cartografia musical. O sujeito que circula pelos diversos n\u00facleos ao longo do percurso \u00e9 atravessado por infinitas sensa\u00e7\u00f5es, como em uma sobreposi\u00e7\u00e3o de camadas de sons e signos, que v\u00e3o moldando e criando novas experi\u00eancias, ressignificando, mesmo que apenas por algumas horas, as ruas e pra\u00e7as da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objeto a ser investigado \u00e9 o evento Bar em Bar, realizado pelo diret\u00f3rio do curso de arquitetura da UFRGS em Porto Alegre em 22 de novembro de 2024. Esse objeto foi escolhido na inten\u00e7\u00e3o de documentar uma parte do momento presente, ou o quanto em uma simples noite diversas pessoas se re\u00fanem como num ato de dominar a cidade. Pode-se notar a profundidade do objeto aqui estudado, devido sua an\u00e1lise que buscou refer\u00eancias no jornalismo gonzo. Onde o sujeito analisador se mistura ao evento e da mesma forma que o p\u00fablico, se permite vivenciar as conversas, cen\u00e1rios e atmosferas que s\u00f3 ali ganham vida, como uma corporeidade coletiva<a href=\"applewebdata:\/\/1D9BF2C8-62CC-4991-A421-FF9867EAFEB4#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como tudo na vida tem um in\u00edcio, aqui n\u00e3o seria diferente. Existem hist\u00f3rias que s\u00e3o contadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, ou simplesmente, voc\u00ea pode ter escutado a melhor hist\u00f3ria da sua vida no meio da madrugada, de uma pessoa que voc\u00ea acabou de conhecer, completamente b\u00eabado, em uma \u00e1rea de fumantes lotada. Isso s\u00f3 refor\u00e7a que certos fatos devem ser levados a s\u00e9rio. Bom, uma dessas f\u00e1bulas nos diz que, quando temos uma festa que acontece na rua, de gra\u00e7a, que come\u00e7a \u00e0s oito horas da noite de uma sexta-feira e n\u00e3o tem hora para acabar, precisamos estar preparados fisicamente, mas principalmente, ter mantimentos que permitam altas doses de alegria por muitas horas (entende-se como mantimentos produtos a base de a\u00e7\u00facares, gorduras, cafe\u00edna, taurina, nicotina, entre outros).<\/span><\/p>\n<p><b>O ENCONTRO<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0O momento antes da festa, comumente chamado de aquece, costuma ser na casa de algu\u00e9m que mora perto do local onde ser\u00e1 a festa ou estabelecimentos tamb\u00e9m pr\u00f3ximos ao local como, supermercados, tabacarias ou at\u00e9 mesmo postos de gasolina. \u00c9 o abrir das cortinas que j\u00e1 d\u00e1 os primeiros sinais do que vir\u00e1 pela frente. Vale ressaltar que essa festa, por ter a caracter\u00edstica de, como j\u00e1 dito antes, acontecer na rua, abre a possibilidade de n\u00e3o haver limites para convidados ou participantes, isso faz a maior parte do p\u00fablico estar em grupos de cinco a dez pessoas, o que tamb\u00e9m gera uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o contra furtos e assaltos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O bairro Centro Hist\u00f3rico come\u00e7a a ser tomado pelos jovens, mais especificamente em frente \u00e0 Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Um detalhe muito crucial de toda essa festa \u00e9 que o evento vende ingressos, chamado de passaporte, para quem quiser beber apenas cerveja. Sim, voc\u00ea leva seu copo e vai passando em bares selecionados, o que justifica o nome do evento, dentro de um trajeto, enchendo de cerveja quantas vezes quiser (esse trajeto deixou de ser divulgado). Muitas pessoas acham isso o maior diferencial dessa festa e levam copos especiais ou canecas dos seus cursos da faculdade com grandes tirantes, cl\u00e1ssicos em cervejadas universit\u00e1rias, e talvez essa seja uma das poucas semelhan\u00e7as com outras festas universit\u00e1rias. Mas isso n\u00e3o impede que muitas pessoas comprem suas pr\u00f3prias bebidas, geralmente vinho, whisky e vodka de marcas duvidosas, misturas com bebidas energ\u00e9ticas tamb\u00e9m de marcas duvidosas, acompanhada de um grande saco de gelo que mesmo dentro de v\u00e1rias sacolas, vai derretendo criando um rastro, em um ato pol\u00edtico e at\u00e9 mesmo po\u00e9tico de demarcar os limites desse mapa se que cria, desaparece e se refaz pelas ruas e cal\u00e7adas da cidade.<\/span><\/p>\n<p><b>O MEIO<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o passar das horas, \u00e9 surpreendente a quantidade de pessoas que est\u00e3o ali presentes. A passagem pelo final da Avenida Jo\u00e3o Pessoa em dire\u00e7\u00e3o ao primeiro bar na Pra\u00e7a Conde de Porto Alegre, j\u00e1 \u00e9 ca\u00f3tico, ningu\u00e9m respeita as sinaleiras, irritando motoristas. Os jovens se instigam manifestando gritos pol\u00edticos inundados pela euforia como\u00a0 \u2013 &#8220;a cidade \u00e9 nossa&#8221; [&#8230;] &#8220;fora Melo&#8221;, entre outros palavr\u00f5es, xingamentos e ofensas trocadas com os motorista em meio a assobios, buzinas e entregadores de moto que passam acelerando, cortando de giro, que em seu tom e cad\u00eancia dita o ritmo da orquestra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cidade acorda. Moradores de pr\u00e9dios, pois dificilmente voc\u00ea encontra casas nesse bairro central, olham pelas janelas com express\u00f5es de espanto e alguns que contagiados, abrem suas janelas e abanam, conversam, a energia sobe e todos ali t\u00eam uma certeza, a festa, ou rol\u00ea como \u00e9 comumente chamado, estava acontecendo. Os vendedores ambulantes entram na dan\u00e7a e v\u00e3o suprindo aqueles que, por motivos diversos, precisam de algum l\u00edquido. Ainda seria muito cedo para esse fato, mas, os primeiros sinais de altas quantidades de subst\u00e2ncias no corpo, sim, no corpo, pois entre tudo isso os flertes j\u00e1 estavam acontecendo desde o in\u00edcio, j\u00e1 eram evidentes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Devido a motivos \u00f3bvios de or\u00e7amento do evento, n\u00e3o existe um pared\u00e3o de som, ou estrutura que permita que todos ou\u00e7am a mesma m\u00fasica. \u00c9 uma festa onde existem v\u00e1rios DJs com sua pr\u00f3pria aparelhagem de som, normalmente caixas port\u00e1teis de m\u00e9dio a grande porte (como refer\u00eancia as caixas da marca JBL) que com playlists em seus aplicativos de m\u00fasica no celular, a todo volume, compartilham seu gosto pessoal que ali vai de encontro a outros gostos individuais de uma grande coletividade musical. Desde hits do pop internacional como Taylor Swift ao funk com Mc Rodrigo do CN, com o deslocamento da multid\u00e3o, tudo se mistura. Todos querem ouvir algo animado para cantar alto junto com seus amigos, dan\u00e7ar ou chamar a aten\u00e7\u00e3o de flertes que j\u00e1 recebeu na noite. Isso se torna algo um tanto quanto complicado em ruas pequenas e apertadas do centro hist\u00f3rico de Porto Alegre, onde em determinados trechos da Rua Duque de Caxias era imposs\u00edvel sair do lugar e se mexer. Isso, de certa forma, facilitava a intera\u00e7\u00e3o entre grupos que em geral eram carism\u00e1ticos e compartilham afetos, mesmo que de cenas diferentes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 tamb\u00e9m o encontro dos g\u00eaneros musicais como o rock, pop, rap e funk, em suas mais diversas diferen\u00e7as, mas que ali se uniam, mesmo que normalmente estariam em lugares bem distantes. A m\u00fasica \u00e9 um ponto central nesse texto, pois, existe festa sem m\u00fasica? A m\u00fasica com um pano de fundo, \u00e9 o coadjuvante, na sua mais sutil express\u00e3o, molda o ambiente. Quando \u00e9 o ator principal, ela toma conta, e assim n\u00e3o falamos mais apenas de sonoridades, mas sim de algo mais profundo, como a frequ\u00eancia. \u00c9 not\u00e1vel que durante o dia, aquele trajeto que se estende pela Rua Duque de Caxias e Jer\u00f4nimo Coelho, \u00e9 pac\u00edfico e calmo, mas naquele momento, a frequ\u00eancia era a mais alta poss\u00edvel, e era at\u00e9 poss\u00edvel escutar o sil\u00eancio que existe entre corpos e a m\u00fasica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O evento Bar em Bar \u00e9 um grande encontro de diferentes jovens da cidade. Em determinados pontos do trajeto, era poss\u00edvel ver o quanto as pessoas estavam confort\u00e1veis de estarem ali.\u00a0 Deve ser por isso que \u00e9 uma festa t\u00e3o diversa e querida pelo p\u00fablico. Muitos daqueles jovens em maior parte s\u00e3o brancos de classe m\u00e9dia, que normalmente frequentam bairros como a Cidade Baixa, Bom Fim e 4<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Distrito, uma \u00e1rea mais central de Porto Alegre. Buscam rol\u00eas mais baratos e bares movimentos. Um p\u00fablico que para a Pol\u00edcia Militar e Guarda Municipal, n\u00e3o oferecem risco, ent\u00e3o mesmo que uma viatura seja vista pelas redondezas, n\u00e3o \u00e9 um sinal para correria, g\u00e1s de pimenta ou balas de efeito moral, como normalmente essas corpora\u00e7\u00f5es tendem a atuar em outros cen\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os bares que participam ou n\u00e3o do evento, contribuem com sua ambienta\u00e7\u00e3o mais bo\u00eamia e simples, ou melhor, s\u00e3o engolidos pelo mar de pessoas, que buscam banheiros desesperadamente. Devido a grande quantidade de pessoas que v\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a ponte da Avenida Borges de Medeiros e a Pra\u00e7a da Matriz, containers de lixo, jardins de pr\u00e9dios, fachadas de lojas e at\u00e9 as portas dos carros estacionados se tornam o lugar perfeito para ser utilizado como um banheiro. S\u00e3o os rastros de domina\u00e7\u00e3o da cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[&#8230;] n\u00e3o estamos tratando somente da exist\u00eancia de locais onde se partilha e se vive a m\u00fasica, como tamb\u00e9m da ideia de trajeto como possibilidades de deslocamento, de partida e de chegadas a certos lugares, assim como de impedimentos e confinamentos, apontando para quest\u00f5es que articulam, configuram e barram os entrela\u00e7amentos entre tecido urbano e m\u00fasica (MONTEIRO, 2024, p. 2).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O FINAL<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o mar de pessoas encontra o Monumento Julio de Castilhos no centro da Pra\u00e7a da Matriz, a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 escalar o mais alto poss\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1297 alignright\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/barembar2024-95-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"347\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1296 alignright\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/barembar2024-69-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"347\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Fotos divulgadas pelo perfil no Instagram <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/barembardafa\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">@<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">barembardafa\u00a0<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como um ato de buscar mais do que pertencer, se juntar de fato a cidade e se tornar um s\u00f3, os jovens sobem no monumento, decretando, com a chegada do estandarte do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico da Faculdade de Arquitetura (DAFA) que guia a multid\u00e3o desde o in\u00edcio, a vit\u00f3ria e a conquista, mesmo que apenas por algumas horas, daquele territ\u00f3rio. \u00c9 o momento p\u00f3s-caos, quando decis\u00f5es j\u00e1 foram tomadas, pessoas se perderam e nunca mais voltaram, teve quem foi embora e teve quem ali curtiu as \u00faltimas horas desta peregrina\u00e7\u00e3o noturna.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme Monteiro (2024,p. 2): \u201cimaginar a m\u00fasica a partir dos aglomerados urbanos \u00e9 um fazer que permite pensar as cercanias da cidade, a transforma\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os em lugares significativos e a coexist\u00eancia, nem sempre apaziguadora, de diferentes cidades em uma s\u00f3. Essa perspectiva pressup\u00f5e tessituras que articulam corporeidades, trajetos, espacialidades e artefatos tecnol\u00f3gicos em pr\u00e1ticas musicais que materializam a cidade atrav\u00e9s de ambi\u00eancias comunicacionais\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao vivenciar essa experi\u00eancia se permitindo absorver pequenas nuances de cada olhar, sorriso ou conversas, percebe-se din\u00e2micas de novas gera\u00e7\u00f5es, levando em conta que a grande maioria tinha em torno de vinte e dois anos. Um p\u00fablico en\u00e9rgico, ansioso, que com celulares nas m\u00e3os querem registrar tudo a todo momento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois da Pra\u00e7a da Matriz, o p\u00fablico se dispersa como um rio que se desvia por caminhos imprevis\u00edveis, sem regras, sem destino certo. Da Pra\u00e7a dos A\u00e7orianos ao vibrante bairro Cidade Baixa, o corpo se move ao ritmo de uma festa que pulsa pela cidade. Quando o rel\u00f3gio marca mais de uma da manh\u00e3, as ruas ao redor j\u00e1 se entregam ao sil\u00eancio, e a m\u00fasica, antes potente, se dissolve no ar como uma lembran\u00e7a ef\u00eamera. Era o fim, mas tamb\u00e9m o come\u00e7o de algo mais: a m\u00fasica foi apenas o convite, o corpo, a verdadeira celebra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MONTEIRO, Gabriel; CARNEIRO, Giovanna; BARREIRO, Heloise; JANOTTI JR., Jeder. <\/span><b>Inimigos do fim: apontamento sobre o circuito de \u201cafters\u201d no Recife<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Artigo apresentado no 33\u00ba Encontro Anual da Comp\u00f3s, Niter\u00f3i, Rio de Janeiro: UFF, 2024.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"applewebdata:\/\/1D9BF2C8-62CC-4991-A421-FF9867EAFEB4#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[1]<\/sup><\/a> A corporeidade \u00e9 a consci\u00eancia e a experi\u00eancia do corpo humano, que envolve a rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e o ambiente, as sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, as emo\u00e7\u00f5es e o movimento. A corporeidade pode ser entendida como a rela\u00e7\u00e3o entre um corpo e outro, ou entre um corpo e o meio em que vive. A partir dessa perspectiva, o corpo possui uma singularidade pr\u00f3pria, que s\u00f3 se entende na conviv\u00eancia com outros corpos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Texto realizado como atividade final para a disciplina Semin\u00e1rio de Cultura e Comunica\u00e7\u00e3o, Ministrada pelo Prof. Marcelo Bergamin Conter. Publicada na edi\u00e7\u00e3o #1 da revista digital Make Fabico Weird Again.<\/em><i><br \/>\n<em>Faculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o (Fabico), UFRGS, dezembro de 2024.<\/em><\/i><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Make Fabico Weird Again #1 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2025\/04\/09\/__trashed\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[519],"tags":[],"class_list":["post-1291","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-make-fabico-weird-again"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1291"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1419,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291\/revisions\/1419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}