{"id":1391,"date":"2025-04-09T12:50:00","date_gmt":"2025-04-09T15:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/?p=1391"},"modified":"2025-04-09T12:50:00","modified_gmt":"2025-04-09T15:50:00","slug":"ate-bem-pouco-tempo-atras-poderiamos-mudar-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2025\/04\/09\/ate-bem-pouco-tempo-atras-poderiamos-mudar-o-mundo\/","title":{"rendered":"&#8220;At\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s poder\u00edamos mudar o mundo.&#8221; \u2014 Uma an\u00e1lise do \u00e1lbum &#8220;As Quatro Esta\u00e7\u00f5es&#8221;, Legi\u00e3o Urbana\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Make Fabico Weird Again #1<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">por Julia Hoppe, Jornalismo UFRGS<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos nove anos, os graves versos de Renato Russo me soavam lentos, quase deprimentes, mas eu ouvia porque meu pai curtia e eu queria dividir isso com ele. Dez anos depois, apesar de agora apertar o play por gosto, ainda escuto porque meu pai curte e eu quero poder dividir isso com ele. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">2.114,7 km separam Porto Alegre de Bras\u00edlia,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> cidade onde a Legi\u00e3o Urbana nasceu, em meados de 1982. Meu pai, por coincid\u00eancia, tamb\u00e9m mora na capital acinzentada, e essa mesma dist\u00e2ncia \u00e0s vezes parece dobrar. Triplicar. Transcender tempo e espa\u00e7o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para construir esse relato, pedi ajuda a ele, que encaminhou meu pedido para o grupo dos amigos de col\u00e9gio com quem dividiu adolesc\u00eancia, fitas, discos e escutas. O que os filhos da d\u00e9cada de 80 t\u00eam a dizer aos pais de 2024? As respostas foram diferentes entre si, mas se entrela\u00e7aram em um mosaico que levava certas palavras em comum: rebeldia, jovem, atemporal, permanente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O quarto \u00e1lbum de est\u00fadio da Legi\u00e3o Urbana, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">As Quatro Esta\u00e7\u00f5es<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, foi lan\u00e7ado em outubro de 1989 e vendeu mais de dois milh\u00f5es de exemplares. Com a expuls\u00e3o do baixista Renato Rocha, consolidou-se a forma\u00e7\u00e3o da banda que perdurou at\u00e9 seu fim, integrando Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonf\u00e1. Produzida logo ap\u00f3s o incidente traum\u00e1tico no Est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha que resultou em 70 pessoas detidas e quase 400 feridos, a obra marca uma era mais introspectiva do grupo, que preferiu se resguardar aos est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o. Essa foi a \u00faltima vez que a Legi\u00e3o Urbana se apresentou em sua cidade natal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No verso do disco, o vocalista adiciona uma curiosa nota de rodap\u00e9 que conta a hist\u00f3ria de um livro chamado \u2018A Doutrina de Buda\u2019, encontrado por ele em uma gaveta qualquer de um quarto de hotel em S\u00e3o Paulo. No livro est\u00e1 escrito que todas as partes dele podem ser citadas livremente, desde que respeitadas as condi\u00e7\u00f5es de 1. creditar a fonte e 2. enviar uma c\u00f3pia da obra que cita o livro para a sede da tal sociedade budista, no Jap\u00e3o. Apesar de n\u00e3o ter feito nenhuma cita\u00e7\u00e3o literal ao longo do LP, alguns versos do livro serviram de inspira\u00e7\u00e3o para sua quarta faixa, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o sol bater na janela do teu quarto,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0o que fez com que Renato seguisse o protocolo, creditando a obra e mandando uma c\u00f3pia de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">As Quatro Esta\u00e7\u00f5es<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> diretamente para o Jap\u00e3o. At\u00e9 hoje, n\u00e3o se sabe se o disco realmente chegou ao seu destino ou se os budistas gostaram do som, mas o relato diverte os desavisados que passeiam os olhos pela tracklist da contracapa prateada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1392\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400.jpg\" alt=\"\" width=\"1999\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400.jpg 1999w, https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-3-e1742612532400-500x281.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1999px) 100vw, 1999px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vitrola regul\u00e1vel meio enferrujada e disco<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> As Quatro Esta\u00e7\u00f5es <\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Foto: Julia Hoppe, arquivo pessoal<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sendo assim, de budismo a Lu\u00eds de Cam\u00f5es, passando por versos de Cordeiro de Deus, uma emblem\u00e1tica declara\u00e7\u00e3o de bissexualidade e uma homenagem aos amigos perdidos em raz\u00e3o do surto de AIDS que se intensificava por volta de 1980, o \u00e1lbum \u00e9 uma melanc\u00f3lica viagem para dentro do ser. Escutando nos formatos anal\u00f3gico (disco e vitrola) e digital (via Spotify), \u00e9 poss\u00edvel perceber diferen\u00e7as que v\u00e3o muito al\u00e9m do frio na barriga que o barulho da agulha deslizando pelo vinil arranhado proporciona. O aparelho utilizado por mim para rodar o disco possibilitava regular os graves e agudos do que ele transmitia com o toque de um bot\u00e3o, me permitindo novas interpreta\u00e7\u00f5es sonoras a cada volta do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">bolach\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. As transi\u00e7\u00f5es eram mais claras e o fade out do final poderia ter sido mais bem traduzido para a plataforma de streaming, mas a ess\u00eancia \u00e9 mantida.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste \u00e1lbum est\u00e3o algumas das can\u00e7\u00f5es<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> mais lembradas de toda a carreira da banda. Entre eles, logo na segunda faixa, est\u00e1 <\/span><em>Pais E Filhos<\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. A<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> escolha perfeita do jovem (n\u00e3o necessariamente atual) semi-alternativo que est\u00e1 no processo de aprender a lidar com o div\u00f3rcio dos pais. Cl\u00e1ssica. O ritmo lento do in\u00edcio que simula uma can\u00e7\u00e3o de ninar contrasta perfeitamente com o vocal rasgado e crescente dos \u00faltimos refr\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os versos finais sussurrados v\u00eam como um soco despreparado na boca do est\u00f4mago. Como pode uma estrofe, 35 anos depois de lan\u00e7ada, continuar assombrando a ins\u00f4nia de tantos filhos do Brasil? Renato Russo tamb\u00e9m foi pai, de um filho que nasceu cerca de seis meses antes desse \u00e1lbum. \u00c0 parte das pol\u00eamicas, biol\u00f3gico ou n\u00e3o, algu\u00e9m que comp\u00f5e:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-style: italic;\">\u201cVoc\u00ea culpa seus pais por tudo \/ Isso \u00e9 absurdo \/ S\u00e3o crian\u00e7as<\/span><span style=\"font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif;\"> co<\/span><span style=\"font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif;\">mo<\/span><span style=\"font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-style: italic;\"> voc\u00ea \/ O que voc\u00ea vai ser quando voc\u00ea crescer?\u201d\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o est\u00e1 imune de experienciar a paternidade como um acontecimento que transforma e transcende.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em <\/span><em>Feedback Song For A Dying Friend<\/em><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> uma carta de amor ao fot\u00f3grafo americano Robert Mapplethorpe se torna uma ode a tantas hist\u00f3rias, incluindo a do pr\u00f3prio Renato, mastigadas pela epidemia do v\u00edrus HIV. A peculiar mistura do rock puro e gritado com o instrumental de inspira\u00e7\u00f5es \u00e1rabes distrai da ang\u00fastia l\u00edrica de um int\u00e9rprete que abre o cora\u00e7\u00e3o para cantar sangrando. Ainda, a can\u00e7\u00e3o abre com um solo de guitarra colocado para tocar ao contr\u00e1rio, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">a la<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> disco da Xuxa, que deixa tudo propositalmente mais cru e desconfort\u00e1vel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar das linhas conformadas escolhidas para intitular este ensaio, a quarta faixa,<\/span> <em>Quando O Sol Bater Na Janela Do Seu Quarto<\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 realmente um respiro budista de positividade. Sempre tive o pensamento de que, se pud\u00e9ssemos organizar as m\u00fasicas em caixinhas, essa estaria na mesma prateleira de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Here comes the sun<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, dos Beatles. J\u00e1 a sua vizinha,<\/span> <em>Eu Era Um Lobisomem Juvenil<\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, n\u00e3o me causava pensamento algum. Ela seria aquela caixa de papel\u00e3o que a gente esquece l\u00e1 no alto do arm\u00e1rio e reencontra dez anos mais tarde em uma ter\u00e7a-feira aleat\u00f3ria s\u00f3 para descobrir que dentro estava justamente aquele vestido que estava procurando com tanta vontade. Revisitar esse \u00e1lbum me deu de presente uma nova-velha m\u00fasica preferida. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o falo como voc\u00ea fala, mas vejo bem o que voc\u00ea me diz \/ Se o mundo \u00e9 mesmo parecido com o que vejo \/ Prefiro acreditar no mundo do meu jeito.\u201d\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais sucinto e intimista, quase como uma conversa (ou talvez uma sess\u00e3o de terapia), <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">As Quatro Esta\u00e7\u00f5es<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> tem seu momento de gritaria rebelde e revolucion\u00e1ria t\u00e3o caracter\u00edstica da banda com<\/span><i> 1965 (Duas Tribos)<\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ironizando o per\u00edodo da ditadura militar desde o t\u00edtulo, a m\u00fasica referencia produtos infantis americanizados como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Hanna-Barbera<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (est\u00fadio americano de desenhos animados) e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">modelos Revell<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (r\u00e9plicas em miniatura colecion\u00e1veis de ve\u00edculos militares) como met\u00e1foras capitalistas, seguidas pela antag\u00f4nica frase \u201cO Brasil \u00e9 o pa\u00eds do futuro\u201d.\u00a0 Para os f\u00e3s de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00cdndios <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Gera\u00e7\u00e3o Coca-Cola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, a acidez punk da faixa \u00e9 bem mais familiar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas coisas mudam de significado com o tempo. Express\u00f5es, m\u00fasicas, siglas, pessoas. Confesso que os versos emprestados e melosos de Cam\u00f5es nunca me convenceram, mas com o vozeir\u00e3o a plenos pulm\u00f5es de Renato Russo em <\/span><i>Monte Castelo<\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> no volume m\u00e1ximo do fone de ouvido mais barato, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se arrepiar. O mesmo vale para <\/span><i>Meninos E Meninas,<\/i><b><i>\u00a0<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">uma desafiadora, orgulhosa e pessoal declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica do vocalista de uma das maiores bandas brasileiras da hist\u00f3ria. Interpretada como um hino plural e muitas vezes plat\u00f4nico, a m\u00fasica, anos depois dos primeiros contatos, mudou de significado para mim e serviu como trilha sonora da descoberta da minha pr\u00f3pria bissexualidade, da minha pr\u00f3pria identidade. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Vai ver que \u00e9 assim mesmo e vai ser assim pra semp<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">re \/ Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o meu pai, escutar essas can\u00e7\u00f5es, compartilhar essa juventude com os amigos e ent\u00e3o o que sobrou dela comigo era o jeito de sentir que estava preservando a mem\u00f3ria de um passado. Em uma realidade t\u00e3o ef\u00eamera, comunicar e construir la\u00e7os baseados em situa\u00e7\u00f5es de nostalgia que n\u00e3o podem ser replicadas \u00e9 natural do ser social. \u00c9 assim que criamos e mantemos redes de identifica\u00e7\u00e3o que, quando agrupadas, formam culturas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rebeldia, jovem, atemporal, permanente. S\u00e3o as palavras que meu pai e sua <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">legi\u00e3o urbana <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">de amigos utilizaram para descrever a sensa\u00e7\u00e3o de escutar as m\u00fasicas na \u00e9poca de seus lan\u00e7amentos. Identidade, pertencimento, perman\u00eancia, saudade. S\u00e3o as palavras que eu, Julia, encontro para descrever a sensa\u00e7\u00e3o de fazer parte disso no presente.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Clique <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/7AMgXBVw9ViHswkQ71wyju?si=TEVZipqmQKy1Hh6hucZehw\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">aqui<\/span><\/i><\/a> <i><span style=\"font-weight: 400;\">para acessar o \u00e1lbum As Quatro Esta\u00e7\u00f5es na \u00edntegra no Spotify<\/span><\/i><\/p>\n<h3><\/h3>\n<h2><b>REFER\u00caNCIAS:<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">DISCLAIMER<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: As refer\u00eancias foram utilizadas como fonte de consulta dos fatos citados, o texto \u00e9 de autoria total de Julia Lima Hoppe)<\/span><\/p>\n<p><b>ALMEIDA<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Marcello &#8211; &#8220;Parece coca\u00edna, mas \u00e9 s\u00f3 tristeza&#8221; em: <\/span><a href=\"https:\/\/www.teoriacultural.com.br\/post\/especial-legi%C3%A3o-urbana-as-quatro-esta%C3%A7%C3%B5es-1989-parece-coca%C3%ADna-mas-%C3%A9-s%C3%B3-tristeza\">https:\/\/www.teoriacultural.com.br\/post\/especial-legi%C3%A3o-urbana-as-quatro-esta%C3%A7%C3%B5es-1989-parece-coca%C3%ADna-mas-%C3%A9-s%C3%B3-tristeza<\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; Acesso em 20 de dezembro<\/span><\/p>\n<p><b>LIMA<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Irlam &#8211; \u201cH\u00e1 30 anos, f\u00e3s da Legi\u00e3o Urbana provocaram um baderna\u00e7o no Man\u00e9 Garrincha\u201d em:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/diversao-e-arte\/2018\/06\/17\/interna_diversao_arte,689065\/ha-30-anos-fas-da-legiao-urbana-provocaram-um-badernaco-no-mane-garri.shtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/diversao-e-arte\/2018\/06\/17\/interna_diversao_arte,689065\/ha-30-anos-fas-da-legiao-urbana-provocaram-um-badernaco-no-mane-garri.shtml<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; acesso em 20 de dezembro<\/span><\/p>\n<p><b>MAIATO<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Gustavo &#8211; \u201cO cl\u00e1ssico da Legi\u00e3o Urbana que precisou de autoriza\u00e7\u00e3o de budistas no Jap\u00e3o para sair\u201d em: <\/span><a href=\"https:\/\/whiplash.net\/materias\/news_720\/340982-legiaourbana.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/whiplash.net\/materias\/news_720\/340982-legiaourbana.html<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; acesso em 20 de dezembro<\/span><\/p>\n<p><b>FUSCALDO<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Chris (2016). <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Discobiografia Legion\u00e1ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o uso autorizado dos relatos pessoais de <\/span><b>Rodrigo Hoppe<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>Tiago Godoy da Rosa <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><b>Dartagnan Faller<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>Texto realizado como atividade final para a disciplina Semin\u00e1rio de Cultura e Comunica\u00e7\u00e3o, Ministrada pelo Prof. Marcelo Bergamin Conter. Publicada na edi\u00e7\u00e3o #1 da revista digital Make Fabico Weird Again.<\/em><em><br \/>\nFaculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o (Fabico), UFRGS, dezembro de 2024.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Make Fabico Weird Again #1 por Julia Hoppe, Jornalismo UFRGS Aos nove anos, os graves versos de Renato Russo me soavam lentos, quase deprimentes, mas eu ouvia porque meu pai curtia e eu queria dividir isso com ele. 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