{"id":456,"date":"2011-07-01T09:10:04","date_gmt":"2011-07-01T12:10:04","guid":{"rendered":"http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/?p=456"},"modified":"2011-07-01T09:10:04","modified_gmt":"2011-07-01T12:10:04","slug":"a-producao-musical-nos-canais-do-youtube-15","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2011\/07\/01\/a-producao-musical-nos-canais-do-youtube-15\/","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o musical nos canais do YouTube (1\/5)"},"content":{"rendered":"<p><em>Quando eu fiz a disciplina &#8220;Blogs e Ecadeamento Midi\u00e1tico&#8221;, ministrada por Alex Primo no PPGCOM UFRGS em 2010\/1, produzi um artigo como trabalho final. O resultado ser\u00e1 publicado online, neste blog, partido em cinco posts. N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o direta com a minha pesquisa &#8220;Imagem-m\u00fasica em v\u00eddeos para web&#8221;, mas colaborou no esclarecimento de algumas quest\u00f5es que tinha do YouTube.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left:30px;\"><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Esta sequ\u00eancia de posts observa canais de m\u00fasicos amadores do YouTube de modo a compreender como o ambiente do site interfere na produ\u00e7\u00e3o musical e nas estrat\u00e9gias dos m\u00fasicos. Entendendo os canais como v\u00eddeo blogs, pretende ainda lan\u00e7ar um novo olhar para o YouTube ao encar\u00e1-lo n\u00e3o s\u00f3 como reposit\u00f3rio de audiovisuais, mas tamb\u00e9m como uma rede social onde amadores, livres da l\u00f3gica da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, criam novas pr\u00e1ticas e est\u00e9ticas musicais.<\/p>\n<p>Enquanto assistia aos v\u00eddeos da dupla <em><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/user\/PomplamooseMusic?blend=1&amp;ob=5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pomplamoose<\/a><\/em>, resolvi acessar seu canal no YouTube ao inv\u00e9s de pesquisar por busca ou por v\u00eddeo relacionado, como normalmente fazemos. Nele, \u00e9 poss\u00edvel navegar entre suas produ\u00e7\u00f5es, acessar o iTunes para comprar suas can\u00e7\u00f5es, descobrir as rela\u00e7\u00f5es que estabeleceram com outros usu\u00e1rios do YouTube que tamb\u00e9m s\u00e3o m\u00fasicos, ver o desenvolvimento do grupo a cada v\u00eddeo postado e entender melhor a proposta dos <em><a href=\"http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/2010\/04\/26\/videosong-o-dogma95-do-youtube\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">VideoSongs<\/a><\/em>. Acabei descobrindo diversas coisas que a maior parte dos usu\u00e1rios n\u00e3o acessa.<\/p>\n<p>\u00c9 estranho notar como n\u00e3o se d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o para os canais do YouTube: a somat\u00f3ria de exibi\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos postados pelo Pomplamoose passa dos 53 milh\u00f5es (dados de abril de 2011), enquanto os de visualiza\u00e7\u00e3o de seu canal mal passaram os 6 milh\u00f5es. Essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 similar em outros canais de m\u00fasicos. Mas s\u00e3o eles que evidenciam boa parte das inova\u00e7\u00f5es que a m\u00fasica vem sofrendo pelo portal. Da\u00ed a import\u00e2ncia de n\u00e3o entend\u00ea-lo apenas como um reposit\u00f3rio de audiovisuais.<\/p>\n<p>Acontece que canais s\u00e3o ambientes que ficam um pouco escondidos pela navega\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o comum do usu\u00e1rio que busca por v\u00eddeos, independente de possuir login ou n\u00e3o \u00e9 navegar pela busca ou por v\u00eddeos relacionados, sem acessar canais. E assim, raramente se entra nos canais de usu\u00e1rios. Mas para artistas o canal exerce uma fun\u00e7\u00e3o fundamental, reunindo todos seus trabalhos e criando assim um conceito mais forte para sua obra. Normalmente se ignora a quest\u00e3o de que o autor que publica um v\u00eddeo est\u00e1, automaticamente, compondo seu canal no YouTube, que, por sua vez, independente das inten\u00e7\u00f5es desse usu\u00e1rio, acaba agenciando sentidos.<\/p>\n<p>O autor de v\u00eddeos musicais \u00e9 incentivado a produzir e a criar por motivos bem diferentes dos da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. Ao postar um v\u00eddeo, espera-se que seja comentado, seja compartilhado, receba v\u00eddeos-resposta, incentive as pessoas a comprarem suas m\u00fasicas no iTunes. Liberto da l\u00f3gica da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, agora, ele produz e pensa sua produ\u00e7\u00e3o para uma rede social de compartilhamento de v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m ignora o fato de que o YouTube \u00e9 uma rede social. No final do livro de Raquel Recuero (um dos poucos) sobre o assunto (2009), a autora cita algumas das principais redes, como o Orkut e o Twitter, mas n\u00e3o cita o YouTube, que atualmente \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.google.com\/adplanner\/static\/top1000\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo site mais acessado do mundo<\/a>, s\u00f3 perdendo para o Facebook. \u00c9 preciso lembrar que para postar um v\u00eddeo, para comentar, para receber atualiza\u00e7\u00f5es por email, \u00e9 preciso criar um login, que automaticamente cria um canal. E mesmo para o usu\u00e1rio sem login, que s\u00f3 assiste a v\u00eddeos, ele est\u00e1 vendo um resultado de artistas que produziram v\u00eddeos pensando nas possibilidades de compartilhamento e intera\u00e7\u00e3o que o YouTube proporciona.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo post, vamos tratar dessa ideia de encarar o YouTube como rede social.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>RECUERO, Raquel. <strong>Redes sociais na internet<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2009.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p><a name=\"sdfootnote1sym\" href=\"#sdfootnote1anc\"><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando eu fiz a disciplina &#8220;Blogs e Ecadeamento Midi\u00e1tico&#8221;, ministrada por Alex Primo no PPGCOM UFRGS em 2010\/1, produzi um artigo como trabalho final. O resultado ser\u00e1 publicado online, neste blog, partido em cinco posts. N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o direta com &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2011\/07\/01\/a-producao-musical-nos-canais-do-youtube-15\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[110,369,392,489,492,506],"class_list":["post-456","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-imagem-musica-em-videos-para-web","tag-canal","tag-pomplamoose","tag-redes-sociais","tag-videoblog","tag-videosong","tag-youtube"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=456"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}