{"id":461,"date":"2011-07-05T09:55:27","date_gmt":"2011-07-05T12:55:27","guid":{"rendered":"http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/?p=461"},"modified":"2011-07-05T09:55:27","modified_gmt":"2011-07-05T12:55:27","slug":"a-producao-musical-nos-canais-do-youtube-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2011\/07\/05\/a-producao-musical-nos-canais-do-youtube-25\/","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o musical nos canais do YouTube (2\/5)"},"content":{"rendered":"<p>Seguimos a empreitada para compreender os canais do YouTube como redes sociais que colaboram nas estrat\u00e9gias dos m\u00fasicos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/pomplamoosemusic\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acesse o canal do YouTube da banda Pomplamoose<\/a>. Repare que ele, como todos os outros, \u00e9 dividido em duas metades,\u00a0que mostram as possibilidades de navega\u00e7\u00e3o como rede social\/blog: na primeira, que mostra o topo do canal, como muitos blogs, possui um cabe\u00e7alho com logotipo, seguido do v\u00eddeo (post) mais recente, com links ao lado para posts anteriores.<\/p>\n<p>Logo abaixo, vem o perfil do canal, num formato mais similar ao de uma rede social como o MySpace: \u00e0 esquerda, foto do perfil e as possibilidades de adicionar como amigo, dados e estat\u00edsticas e outras informa\u00e7\u00f5es. \u00c0 direita, os canais pessoais dos m\u00fasicos e outros trabalhos paralelos, seguido dos canais que a banda assina, os usu\u00e1rios que assinam o canal, e enfim uma lista de coment\u00e1rios do canal.<\/p>\n<p>Esse misto de blog e rede social come\u00e7a a gerar perguntas: afinal \u00e9 um ou outro? Essas defini\u00e7\u00f5es que tentamos dar acabam dilu\u00eddas nas pr\u00e1ticas. No MySpace, por exemplo, h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de inserir um blog em seu perfil, com espa\u00e7o at\u00e9 para coment\u00e1rios. Em contrapartida, Playlists do MySpace podem ser incorporadas aos blogs, e assim por diante. As redes sociais v\u00eam apresentando fun\u00e7\u00f5es umas das outras para tentar manter o usu\u00e1rio o maior tempo poss\u00edvel logado nelas. E nessa \u201cdilui\u00e7\u00e3o das defini\u00e7\u00f5es\u201d, alguns espa\u00e7os da web que n\u00e3o eram entendidos nem foram elaborados como redes sociais, acabam sendo<\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\"><em>apropriados pelos atores com este fim. \u00c9 o caso do Fotolog, dos weblogs, do Twitter, etc. S\u00e3o sistemas onde n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7os espec\u00edficos para perfil e para a publiciza\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es. Esses perfis s\u00e3o constru\u00eddos atrav\u00e9s de espa\u00e7os pessoais ou perfis pela apropria\u00e7\u00e3o dos atores. [&#8230;] weblogs n\u00e3o s\u00e3o sites de redes sociais, mas podem ser apropriados como espa\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o dessas redes. (RECUERO, 2009, p. 103)<\/em><\/p>\n<p>No YouTube aconteceu o contr\u00e1rio. Ele possui todos os elementos que uma rede social necessita, mas o uso predominante \u00e9 como reposit\u00f3rio. Se resta alguma d\u00favida de que o YouTube \u00e9 uma rede social, basta lembrar a defini\u00e7\u00e3o de Boyd &amp; Ellison para redes sociais. S\u00e3o \u201caqueles sistemas que permitem i) a constru\u00e7\u00e3o de uma persona atrav\u00e9s de coment\u00e1rios; ii) a intera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de coment\u00e1rios; e iii) a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica da rede social de cada ator\u201d (apud RECUERO, 2009, p. 102). O YouTube permite as tr\u00eas.<\/p>\n<p>Pois bem, se tanto os blogs quanto o YouTube s\u00e3o redes sociais, se cada v\u00eddeo recebe registro de data e hora quando \u00e9 postado, e se h\u00e1 espa\u00e7o para coment\u00e1rios em cada \u201cpost\u201d (URL individual do v\u00eddeo), deve haver menos distin\u00e7\u00e3o entre um canal do YouTube e um blog espec\u00edfico do que imaginamos. Nos parece que fazer essa compara\u00e7\u00e3o, encontrando semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre um e outro, seja um atalho para compreender os canais, dado a raridade de pesquisas cient\u00edficas tanto sobre estes como qualquer tipo de v\u00eddeo blog.<\/p>\n<p>Est\u00e1 bem claro que um canal do YouTube pode ser considerado um v\u00eddeo blog, desde que tenha algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas, que v\u00e3o variar de acordo com o uso que o m\u00fasico vai fazer do canal. Nos faz lembrar do texto de Boyd, quando ela mostra que se olharmos para as pr\u00e1ticas, os blogs n\u00e3o s\u00e3o somente um g\u00eanero, mas uma m\u00eddia atrav\u00e9s da qual a comunica\u00e7\u00e3o acontece (2006, p. 19). Ent\u00e3o, as pr\u00e1ticas e a express\u00e3o dos usu\u00e1rios interferem e constituem o que entendemos por blogs (idem, p. 11).<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>BOYD, Danah. A blogger&#8217;s blog: exploring the definition of a medium. IN: Reconstruction: studies in contemporary culture, v. 6, n. 4, pp. 1-19, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/reconstruction.eserver.org\/064\/boyd.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/reconstruction.eserver.org\/064\/boyd.shtml<\/a>&gt;. Acesso em 11 abr. 2011.<\/p>\n<p>RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.<\/p>\n<p lang=\"en-US\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family:'Times New Roman', serif;font-size:x-small;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguimos a empreitada para compreender os canais do YouTube como redes sociais que colaboram nas estrat\u00e9gias dos m\u00fasicos. Acesse o canal do YouTube da banda Pomplamoose. 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