{"id":977,"date":"2010-07-18T02:35:50","date_gmt":"2010-07-18T05:35:50","guid":{"rendered":"http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/?p=179"},"modified":"2024-08-23T00:28:39","modified_gmt":"2024-08-23T03:28:39","slug":"o-conceito-do-rock-morreu-parte-dois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/semsono\/2010\/07\/18\/o-conceito-do-rock-morreu-parte-dois\/","title":{"rendered":"O conceito do rock morreu, parte dois"},"content":{"rendered":"<p>Tive um bela repercuss\u00e3o do meu post sobre a morte do conceito do rock. O texto foi copidescado na \u00edntegra (e com os devidos cr\u00e9ditos!) e publicado no site http:\/\/pinikochic.blogspot.com\/2010\/07\/hoje-e-dia-de-rock-and-roll.html.<\/p>\n<p>Vou trazer para c\u00e1 duas cita\u00e7\u00f5es de l\u00e1 sobre meu texto:<\/p>\n<p><em>Vale aqui publicar um artigo do garot\u00e3o Marcelo B. Conter, originalmente postado no <\/em><a href=\"http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/2010\/07\/13\/o-conceito-do-rock-morreu\/\"><em>http:\/\/imagemusica.wordpress.com\/2010\/07\/13\/o-conceito-do-rock-morreu\/<\/em><\/a><em> , que nos deixa felizes (n\u00f3s, a velha guarda) por saber que ainda existe gente assim, com o tipo de cabe\u00e7a que jamais vai deixar o Rock ser jogado na cova rasa.<\/em><\/p>\n<p>e, referente \u00e0 morte do conceito do rock:<\/p>\n<p><strong><em>Nota do Editor:<\/em><\/strong><em> N\u00e3o est\u00e1 n\u00e3o, Marcel\u00e3o! Ainda h\u00e1 fogo sob as cinzas da m\u00eddia e um dia o inc\u00eandio volta, queimando a TV e as r\u00e1dios nojentas que s\u00f3 querem saber de pagode, ax\u00e9, sertanejo, funk e gospel \u2013 os Cinco Cavaleiros do Apocalipse Musical!<\/em><\/p>\n<p>Talvez seja v\u00e1lido alguns esclarecimentos. Eu n\u00e3o sou um protetor do rock. Esse estilo nasceu num cen\u00e1rio multicultural, rizom\u00e1tico, e quando falo de rizoma n\u00e3o tem nada a ver com ra\u00edzes; n\u00e3o existe uma raiz roqueira: ele nasce da diferen\u00e7a, nasce marginal. Minha coceira reside na centraliza\u00e7\u00e3o do estilo. Os melhores trabalhos de rock nunca foram no mainstream. Os Mutantes, por exemplo, s\u00f3 foram entendidos pelo p\u00fablico brasileiro anos depois de seu fim. E a carreira solo genial de Arnaldo Batista at\u00e9 hoje \u00e9 ignorada. Nirvana, Los Hermanos, Radiohead s\u00e3o \u00f3timos exemplos de bandas cujos fil\u00e9s s\u00e3o as obras mais marginais: n\u00e3o Nevermind, mas In Utero; n\u00e3o o Ana J\u00falia, mas o Bloco do Eu Sozinho; n\u00e3o o Pablo Honey, mas o Kid A.<\/p>\n<p>Quando eu falava do choque, falo de uma produ\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a, novamente. Tu n\u00e3o pode chocar fazendo algo que \u00e9 aceito docilmente. \u00c9 preciso alguma subvers\u00e3o. E o pagode, ax\u00e9, sertanejo, funk e gospel n\u00e3o fazem isso. Poder-se-ia dizer isto do Funk, mas o choque do funk \u00e9 socialmente aceito, especialmente porque n\u00e3o \u00e9 um choque musical, \u00e9 um choque moral. Uma m\u00fasica do Sonic Youth sim \u00e9 um choque musical. Esse cinco estilos musicais pegam um p\u00fablico que nunca ouviria o rock &#8211; e ainda bem, pois o dia que o rock for o estilo hegem\u00f4nico, ele n\u00e3o vai ser o que ele \u00e9 agora.<\/p>\n<p>Por fim, torno a dizer que o <strong>conceito<\/strong> do rock morreu. Ainda existe o rock, mas ou \u00e9 o rock tocando em n\u00f3s (a m\u00fasica se faz no homem, n\u00f3s n\u00e3o fazemos m\u00fasica &#8211; mas isso \u00e9 outro papo), ou \u00e9 o que dizem ser rock &#8211; aquele mam\u00e3o com a\u00e7\u00facar do Restart. \u00c9 rock? Pode ser, mas sem o conceito de rock, aquela &#8216;veia&#8217; que tem no Lou Reed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tive um bela repercuss\u00e3o do meu post sobre a morte do conceito do rock. O texto foi copidescado na \u00edntegra (e com os devidos cr\u00e9ditos!) e publicado no site http:\/\/pinikochic.blogspot.com\/2010\/07\/hoje-e-dia-de-rock-and-roll.html. 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