{"id":16244,"date":"2024-08-29T17:58:47","date_gmt":"2024-08-29T20:58:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?page_id=16244"},"modified":"2024-10-29T10:42:05","modified_gmt":"2024-10-29T13:42:05","slug":"editorial-dois","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/editorial-dois\/","title":{"rendered":"Editoriais 63"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-columns alignwide\">\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;flex-basis:46%\">\n<h1 class=\"has-normal-font-size\" style=\"text-transform:uppercase\">comiss\u00e3o editorial<\/h1>\n\n\n\n<h3><strong>SOU EU ASSIM SEM VOC\u00ca<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Inter e Gr\u00eamio. Arroz e feij\u00e3o. Preto e branco. Caf\u00e9 com leite. Claudinho e Buchecha. Batman e Robin. Romeu e Julieta. A lista \u00e9 infinita e cada gera\u00e7\u00e3o pode lembrar de combina\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. Quando come\u00e7amos a pensar na possibilidade de usar o n\u00famero dois como ponto de partida para as nossas reportagens, percebemos que s\u00e3o muitas as coisas que se estruturam em conjunto. S\u00e3o opostos, complementares, pares, rivais. Mas, por que, afinal, o n\u00famero dois?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando entramos na sala para a primeira aula do semestre, ainda em mar\u00e7o, est\u00e1vamos em um n\u00famero de alunos maior do que o normal. Nosso in\u00edcio enquanto grupo, portanto, se deu na busca de uma solu\u00e7\u00e3o: ou escrev\u00edamos as reportagens em dupla ou n\u00e3o ter\u00edamos uma edi\u00e7\u00e3o impressa. O lan\u00e7amento da Sextante \u00e9 um momento esperado por quase todas as turmas da faculdade de jornalismo da UFRGS. Para muitos, \u00e9 a primeira oportunidade de ver o nome estampado no papel \u2013 algo que ainda \u00e9 motivo de orgulho, apesar de todos os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. Por isso, a ideia de n\u00e3o publicarmos a revista impressa n\u00e3o agradava quase ningu\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decidimos, ent\u00e3o, que escrever\u00edamos em dupla. Seria a primeira vez que as reportagens da Sextante n\u00e3o seriam produzidas individualmente. Entendemos que explorar o ineditismo das duplas nos textos poderia ser o melhor caminho. Assim surgiu o tema \u201cdois\u201d, que permeia todas as publica\u00e7\u00f5es que est\u00e3o neste site. Desde as duas rodas das bicicletas, passando pelos esportes em dupla, a sinergia da dan\u00e7a em pares, os segundos filhos, os g\u00eameos, a dupla nacionalidade e outros temas que voc\u00ea poder\u00e1 explorar nesta edi\u00e7\u00e3o. Tem tamb\u00e9m os textos que questionam essa ideia: ser\u00e1 que tudo acontece ou deve acontecer em dupla?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dadas as circunst\u00e2ncias, decidimos que deveria existir tamb\u00e9m duas edi\u00e7\u00f5es da Sextante 63. A enchente que atingiu o Rio Grande do Sul nos fez reformular nosso planejamento inicial para dar aten\u00e7\u00e3o ao nosso estado. A vers\u00e3o impressa, que originalmente foi a raz\u00e3o da escolha do tema Dois, acabou cedendo o espa\u00e7o para os relatos sobre a enchente, enquanto a vers\u00e3o online segue com as reportagens que foram idealizadas no in\u00edcio do semestre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o editorial<\/strong><br><em>editorialsextante@ufrgs.br<\/em>   <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-container-1 wp-block-social-links\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-instagram wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/revistasextante\/\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12,4.622c2.403,0,2.688,0.009,3.637,0.052c0.877,0.04,1.354,0.187,1.671,0.31c0.42,0.163,0.72,0.358,1.035,0.673 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Um zero a menos pode alterar o quanto tempo algu\u00e9m ficar\u00e1 preso por desvio de dinheiro. Uma v\u00edrgula em um numeral pode mudar a infla\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds. Uma pessoa de 20 anos ganhar uma maratona \u00e9 diferente do que uma de 90 tirar o primeiro lugar na prova. Por mais que jornalistas digam que n\u00e3o gostam de n\u00fameros, eles sempre estar\u00e3o l\u00e1 no meio das palavras que contam uma hist\u00f3ria. Na idade, no valor, na dist\u00e2ncia, na altitude. E um n\u00famero errado acaba com a credibilidade de uma reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que pode significar especificamente o n\u00famero dois para o jornalismo? Os rep\u00f3rteres desta edi\u00e7\u00e3o da Sextante, divididos em duplas, conseguem provar que o dois pode valer muito para o jornalismo. Eram tantas as possibilidades de explorar esse n\u00famero que em determinado momento tudo parecia ter rela\u00e7\u00e3o com o dois. Para n\u00f3s, que somos duas, esse n\u00famero tem um significado especial. Acreditamos que o jornalismo nunca se faz sozinho; que rep\u00f3rter e fot\u00f3grafo t\u00eam que trabalhar como uma dupla sintonizada; que um segundo olhar do editor sempre ajuda a deixar um texto mais redondinho; que ouvir duas pessoas envolvidas num acontecimento pode ser fundamental. Sempre tem um segundo, um outro no jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o da Sextante foi constru\u00edda num semestre dividido em dois: antes e depois do pior evento clim\u00e1tico que j\u00e1 atingiu o Rio Grande do Sul. A enchente de 1941, que era a maior at\u00e9 ent\u00e3o, virou a segunda. E os n\u00fameros da trag\u00e9dia foram assustadores. Recome\u00e7ar depois de tanta dor n\u00e3o foi f\u00e1cil. Todos n\u00f3s est\u00e1vamos fraturados ao meio. Mais sofridos, mas tamb\u00e9m mais sens\u00edveis e conscientes de que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o jornalismo que n\u00e3o se faz sozinho, \u00e9 a vida. Dizem que os jornalistas n\u00e3o gostam de n\u00fameros, pode at\u00e9 ser verdade, mas nesta revista transformamos o n\u00famero dois em hist\u00f3rias, em palavras e sentimentos. Agora, dividimos nossas reportagens com voc\u00ea, leitor, nosso par, nosso outro, aquele que d\u00e1 sentido ao jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEXTANTE_2024-02_DIGITAL1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confira aqui a edi\u00e7\u00e3o impressa da revista!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tha\u00eds Furtado<br><\/strong><em>thais.furtado@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gisele Reginato<\/strong><br><em>gisele.reginato@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>comiss\u00e3o editorial SOU EU ASSIM SEM VOC\u00ca Inter e Gr\u00eamio. Arroz e feij\u00e3o. Preto e branco. Caf\u00e9 com leite. Claudinho e Buchecha. 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