{"id":19099,"date":"2025-07-01T09:30:20","date_gmt":"2025-07-01T12:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?page_id=19099"},"modified":"2025-07-08T17:15:48","modified_gmt":"2025-07-08T20:15:48","slug":"65-editoriais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/65-editoriais\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-columns alignwide\">\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;flex-basis:46%\">\n<h1 class=\"has-normal-font-size\" style=\"text-transform:uppercase\">comiss\u00e3o editorial<\/h1>\n\n\n\n<h3>ONDE TUDO COME\u00c7A<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando queremos entender algo, seja concreto ou imaterial, buscamos investigar as origens ou princ\u00edpios daquilo que nos instiga. Ainda que o ponto de partida possa ser \u00fanico, os ramos que dali saem seguem caminhos incertos. Cada um deles traz uma percep\u00e7\u00e3o, mas seguem conectados. Essa diversidade de vis\u00f5es faz com que experi\u00eancias \u00fanicas flores\u00e7am e construam as bases da realidade que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existimos e constru\u00edmos o mundo sobre as ra\u00edzes que herdamos, daqueles que nos antecederam,<br>os quais \u2013 t\u00e3o humanos quanto n\u00f3s \u2013 tamb\u00e9m<br>existiram e constru\u00edram sobre o que herdaram.<br>\u00c9 isso que comp\u00f5e a ancestralidade. Estamos<br>em constante enriquecimento, por\u00e9m, este fluxo<br>intenso tamb\u00e9m pode esconder o passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa trama complexa, se \u00e9 verdade que o ser humano desfruta do livre arb\u00edtrio para decidir sobre a pr\u00f3pria vida, tamb\u00e9m \u00e9 fato que n\u00e3o escolhe as condi\u00e7\u00f5es sobre as quais se encontra. O que est\u00e1 em suas m\u00e3os \u00e9 decidir se quer ou n\u00e3o entender o que lhe trouxe at\u00e9 aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sextante, sempre mirando na diversidade de ideias e conceitos, deixa de olhar apenas para uma dire\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 colocar o \u00f3bvio de lado ao buscar o passado para entender e vislumbrar o futuro, ver onde erramos e onde podemos chegar. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o concreto que dificulta o crescimento das ra\u00edzes de uma \u00e1rvore, por aqui tamb\u00e9m encontramos percal\u00e7os. No meio de todo esse intrincado processo, n\u00e3o demos conta de abordar todos os temas que o assunto oferece. Mesmo assim, tentamos ao menos oferecer pistas do caminho para que, em meio aos galhos, folhas e frutos do presente, encontremos as nossas ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o editorial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-container-1 wp-block-social-links\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-instagram wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/revistasextante\/\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12,4.622c2.403,0,2.688,0.009,3.637,0.052c0.877,0.04,1.354,0.187,1.671,0.31c0.42,0.163,0.72,0.358,1.035,0.673 c0.315,0.315,0.51,0.615,0.673,1.035c0.123,0.317,0.27,0.794,0.31,1.671c0.043,0.949,0.052,1.234,0.052,3.637 s-0.009,2.688-0.052,3.637c-0.04,0.877-0.187,1.354-0.31,1.671c-0.163,0.42-0.358,0.72-0.673,1.035 c-0.315,0.315-0.615,0.51-1.035,0.673c-0.317,0.123-0.794,0.27-1.671,0.31c-0.949,0.043-1.233,0.052-3.637,0.052 s-2.688-0.009-3.637-0.052c-0.877-0.04-1.354-0.187-1.671-0.31c-0.42-0.163-0.72-0.358-1.035-0.673 c-0.315-0.315-0.51-0.615-0.673-1.035c-0.123-0.317-0.27-0.794-0.31-1.671C4.631,14.688,4.622,14.403,4.622,12 s0.009-2.688,0.052-3.637c0.04-0.877,0.187-1.354,0.31-1.671c0.163-0.42,0.358-0.72,0.673-1.035 c0.315-0.315,0.615-0.51,1.035-0.673c0.317-0.123,0.794-0.27,1.671-0.31C9.312,4.631,9.597,4.622,12,4.622 M12,3 C9.556,3,9.249,3.01,8.289,3.054C7.331,3.098,6.677,3.25,6.105,3.472C5.513,3.702,5.011,4.01,4.511,4.511 c-0.5,0.5-0.808,1.002-1.038,1.594C3.25,6.677,3.098,7.331,3.054,8.289C3.01,9.249,3,9.556,3,12c0,2.444,0.01,2.751,0.054,3.711 c0.044,0.958,0.196,1.612,0.418,2.185c0.23,0.592,0.538,1.094,1.038,1.594c0.5,0.5,1.002,0.808,1.594,1.038 c0.572,0.222,1.227,0.375,2.185,0.418C9.249,20.99,9.556,21,12,21s2.751-0.01,3.711-0.054c0.958-0.044,1.612-0.196,2.185-0.418 c0.592-0.23,1.094-0.538,1.594-1.038c0.5-0.5,0.808-1.002,1.038-1.594c0.222-0.572,0.375-1.227,0.418-2.185 C20.99,14.751,21,14.444,21,12s-0.01-2.751-0.054-3.711c-0.044-0.958-0.196-1.612-0.418-2.185c-0.23-0.592-0.538-1.094-1.038-1.594 c-0.5-0.5-1.002-0.808-1.594-1.038c-0.572-0.222-1.227-0.375-2.185-0.418C14.751,3.01,14.444,3,12,3L12,3z M12,7.378 c-2.552,0-4.622,2.069-4.622,4.622S9.448,16.622,12,16.622s4.622-2.069,4.622-4.622S14.552,7.378,12,7.378z M12,15 c-1.657,0-3-1.343-3-3s1.343-3,3-3s3,1.343,3,3S13.657,15,12,15z M16.804,6.116c-0.596,0-1.08,0.484-1.08,1.08 s0.484,1.08,1.08,1.08c0.596,0,1.08-0.484,1.08-1.08S17.401,6.116,16.804,6.116z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Instagram<\/span><\/a><\/li>\n\n<li class=\"wp-social-link wp-social-link-twitter wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/revistasextante\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M22.23,5.924c-0.736,0.326-1.527,0.547-2.357,0.646c0.847-0.508,1.498-1.312,1.804-2.27 c-0.793,0.47-1.671,0.812-2.606,0.996C18.324,4.498,17.257,4,16.077,4c-2.266,0-4.103,1.837-4.103,4.103 c0,0.322,0.036,0.635,0.106,0.935C8.67,8.867,5.647,7.234,3.623,4.751C3.27,5.357,3.067,6.062,3.067,6.814 c0,1.424,0.724,2.679,1.825,3.415c-0.673-0.021-1.305-0.206-1.859-0.513c0,0.017,0,0.034,0,0.052c0,1.988,1.414,3.647,3.292,4.023 c-0.344,0.094-0.707,0.144-1.081,0.144c-0.264,0-0.521-0.026-0.772-0.074c0.522,1.63,2.038,2.816,3.833,2.85 c-1.404,1.1-3.174,1.756-5.096,1.756c-0.331,0-0.658-0.019-0.979-0.057c1.816,1.164,3.973,1.843,6.29,1.843 c7.547,0,11.675-6.252,11.675-11.675c0-0.178-0.004-0.355-0.012-0.531C20.985,7.47,21.68,6.747,22.23,5.924z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Twitter<\/span><\/a><\/li>\n\n<li class=\"wp-social-link wp-social-link-facebook wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sextantefabico\/\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12 2C6.5 2 2 6.5 2 12c0 5 3.7 9.1 8.4 9.9v-7H7.9V12h2.5V9.8c0-2.5 1.5-3.9 3.8-3.9 1.1 0 2.2.2 2.2.2v2.5h-1.3c-1.2 0-1.6.8-1.6 1.6V12h2.8l-.4 2.9h-2.3v7C18.3 21.1 22 17 22 12c0-5.5-4.5-10-10-10z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Facebook<\/span><\/a><\/li><\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-column\" style=\"padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;flex-basis:50%\">\n<h5 class=\"has-normal-font-size\" style=\"text-transform:uppercase\">professoras-editoras<\/h5>\n\n\n\n<h3 style=\"text-transform:uppercase\">UM EMARANHADO DE ESPERAN\u00c7AS<\/h3>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea sabia que embaixo da terra existe uma esp\u00e9cie de rede de comunica\u00e7\u00e3o entre as \u00e1rvores e plantas? Os respons\u00e1veis por essa conex\u00e3o s\u00e3o os fungos, ou, mais especificamente, os mic\u00e9lios. Eles s\u00e3o a parte que mant\u00e9m os fungos vivos e formam, no solo, um emaranhado entre seus filetes e as ra\u00edzes das plantas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais interessante \u00e9 que os mic\u00e9lios precisam fazer processos de simbiose com algumas esp\u00e9cies para que os fungos sobrevivam. Nessa rela\u00e7\u00e3o, ambos ganham, pois os vegetais fornecem a\u00e7\u00facares para os fungos, que disponibilizam nutrientes para as plantas.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem dessa grande rede pode ser comparada \u00e0s que tentam reproduzir as conex\u00f5es da internet, com v\u00e1rios pontinhos unidos por fios que seguem em diferentes dire\u00e7\u00f5es. S\u00f3 que a rede de fungos, diferentemente da virtual, est\u00e1 sendo considerada por ecologistas como<br>poss\u00edvel fonte de material novo e sustent\u00e1vel, pois \u00e9 esse emaranhado, estimado em mais de 450 quatrilh\u00f5es de quil\u00f4metros, que ajuda a sustentar a vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que os mic\u00e9lios t\u00eam a ver com a edi\u00e7\u00e3o 65 da Sextante? Esta revista tem como tem\u00e1tica as ra\u00edzes, sejam elas de forma literal ou simb\u00f3lica. Podemos dizer que tudo que foi constru\u00eddo aqui faz parte de um emaranhado de ideias, de pessoas, de sentimentos, de diferentes textos, imagens e pontos de vista. Esses pontos, no entanto, se interligam por aquilo que mais gostamos de fazer: jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todo o esfor\u00e7o empreendido para lan\u00e7ar esta revista, est\u00e1 enraizada a certeza de que o jornalismo tem uma fun\u00e7\u00e3o central numa sociedade democr\u00e1tica. Por isso foram entrevistados idosos, crian\u00e7as, ind\u00edgenas, quilombolas, ciganos, refugiados \u2013 para trazer<br>vozes e perspectivas que, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o nos ve\u00edculos tradicionais e ficam invisibilizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalismo no qual acreditamos \u00e9 aquele que conecta essas vozes, criando resist\u00eancia para sustentar o mundo que queremos \u2013 como os mic\u00e9lios fazem com as florestas. Se dizemos que as \u00e1rvores s\u00e3o os pulm\u00f5es do planeta, as redes de fungos s\u00e3o o sistema circulat\u00f3rio. Se a democracia \u00e9 o que mant\u00e9m de p\u00e9 uma sociedade justa, o jornalismo que fazemos \u00e9 formado por um emaranhado de ra\u00edzes que buscam sustentar esse tronco, na esperan\u00e7a de que ele gere folhas, frutos e flores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Sextante_jul_2025_DIGITAL.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confira aqui a edi\u00e7\u00e3o impressa da revista!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tha\u00eds Furtado<br><\/strong><em>thais.furtado@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gisele Reginato<\/strong><br><em>gisele.reginato@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>comiss\u00e3o editorial ONDE TUDO COME\u00c7A Quando queremos entender algo, seja concreto ou imaterial, buscamos investigar as origens ou princ\u00edpios daquilo que nos instiga. 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