{"id":4842,"date":"2021-11-10T13:21:08","date_gmt":"2021-11-10T16:21:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?page_id=4842"},"modified":"2021-11-22T13:28:59","modified_gmt":"2021-11-22T16:28:59","slug":"editoriais-57","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/editoriais-57\/","title":{"rendered":"57 Editoriais"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\">\n<h3 style=\"font-size:30px\">comiss\u00e3o editorial<\/h3>\n\n\n\n<h2><strong>N\u00e3o somos singular <\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:27px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Oito milh\u00f5es e meio de quil\u00f4metros quadrados na 13\u00aa maior economia do mundo. Ao todo, a estimativa de popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassa os 212 milh\u00f5es de cidad\u00e3os. O que faz o norte do Brasil se parecer com o sul? Nada. Talvez, tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Falar sobre um \u201cBrasil Plural\u201d soa t\u00e3o redundante quanto falar apenas sobre o \u201cBrasil\u201d. Essa ideia, de que o pa\u00eds dos tupiniquins \u00e9 diverso em sua ess\u00eancia, \u00e9 refor\u00e7ada em todos os cantos. Novelas, jornais, propagandas e programas de TV. Para onde quer que olhemos, a diversidade da p\u00e1tria parece estar l\u00e1 estampada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como pode uma turma de estudantes de jornalismo de Porto Alegre, ent\u00e3o, querer falar sobre as nuances de toda uma na\u00e7\u00e3o continental? Essa quest\u00e3o, trazida durante as aulas em que debat\u00edamos o tema da revista, nos provocou a abrir nossos olhos para um dos principais aspectos do que \u00e9 comum em ser brasileiro: a diferen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E essa diferen\u00e7a est\u00e1 em todos os lugares. Ora na forma de diversidade, em que se apresenta como uma qualidade do povo que \u00e9 m\u00faltiplo, ora como desigualdade, refor\u00e7ando que ainda temos um longo caminho pela frente at\u00e9 atingirmos um bem-estar social.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois que come\u00e7amos a perceber essa sutileza no cotidiano, ela j\u00e1 n\u00e3o tem o pudor de se esconder em parte alguma. Seja no aspecto micro, como a vida dos ind\u00edgenas da Aldeia Mbya Guarani ou dos pouqu\u00edssimos milion\u00e1rios do Brasil, at\u00e9 nos temas de abrang\u00eancia nacional, como a fome e a pobreza menstrual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, se tem uma coisa que faz nosso pa\u00eds ser plural, \u00e9 a diversidade de gente espalhada por a\u00ed. Gente que desmistifica o preconceito sobre as religi\u00f5es de matriz africana. Gente que quebra os padr\u00f5es de beleza em busca da cultura do <em>Body Positive<\/em>. Gente que cria a primeira bancada negra numa C\u00e2mara de Vereadores em que ser negro \u00e9 excess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As pautas desta edi\u00e7\u00e3o levantam quest\u00f5es pertinentes a todo um territ\u00f3rio. Quem s\u00e3o as pessoas mais impactadas pela degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente? As pessoas LGBTQIA+ se sentem representadas pelos estere\u00f3tipos mostrados na m\u00eddia? Os refugiados que v\u00eam para o Brasil s\u00e3o bem acolhidos? E quem escolhe residir aqui por vontade pr\u00f3pria, o que acha de ser brasileiro?<\/p>\n\n\n\n<p>Nestas 19 reportagens est\u00e3o temas t\u00e3o diversos quanto o pa\u00eds do futebol. Pegue seu caf\u00e9, chimarr\u00e3o, terer\u00e9, caju\u00edna ou \u00e1gua de coco e, com a sua leitura, perceba como o nosso pa\u00eds pode ser um Brasil Plural.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o editorial<\/strong><br><em>editorialsextante@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"flex-basis:43.8%\">\n<h3 style=\"font-size:30px\">professora-editora<\/h3>\n\n\n\n<h2><strong>para sempre<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:27px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Foi um semestre duro. A terceira experi\u00eancia de fazer a revista Sextante no formato digital foi marcada pelo cansa\u00e7o das telas, pela saudade do conv\u00edvio, pelo esgotamento do trabalho a dist\u00e2ncia. O jornalismo, que \u00e9 fundamentalmente constru\u00eddo em equipe, e a sala de aula, que \u00e9 local de troca, continuaram sendo obrigados a se reinventar neste mundo que se mant\u00e9m pand\u00eamico. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 isso. <\/p>\n\n\n\n<p>Em um domingo, 8 de agosto, antes de nossa segunda semana de aula, perdemos, na Fabico, o professor Alexandre Rocha. E foi mais ainda do que isso. Em outro domingo, 7 de novembro, duas semanas antes de apresentarmos esta edi\u00e7\u00e3o para o p\u00fablico, foi a vez do professor Fl\u00e1vio Porcello nos deixar.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde encontrar for\u00e7as para seguir adiante? Entre n\u00f3s. Quando enxergava o rosto de cada aluno e aluna, quando recebia uma mensagem entusiasmada sobre uma entrevista que havia dado certo, quando via as postagens nas redes sociais da revista, quando chegava uma bel\u00edssima ilustra\u00e7\u00e3o, eu lembrava de como fazer jornalismo dentro da universidade nos d\u00e1 f\u00f4lego para continuar. Especialmente esta edi\u00e7\u00e3o, em que rep\u00f3rteres mostram a maravilha de morarmos em um pa\u00eds t\u00e3o plural, e, por outro lado, n\u00e3o aceitam um Brasil t\u00e3o desigual, \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do nosso of\u00edcio. Do jornalismo vibrante, que o Porcello tanto admirava. Da sala de aula cr\u00edtica, que o Alexandre tanto estimulava.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Sextante 57, tamb\u00e9m oferecemos um pouco mais do nosso trabalho para os leitores. Criamos uma se\u00e7\u00e3o com todas as pautas das reportagens, cada uma com uma pequena an\u00e1lise sobre o que deu certo e o que teve que ser modificado em rela\u00e7\u00e3o ao que havia sido planejado. Apresentar essa etapa do trabalho \u00e0 qual o p\u00fablico n\u00e3o tem acesso nos pareceu ser uma forma de tornar o fazer jornal\u00edstico mais claro e transparente. Mesmo que de longe, conseguimos trabalhar em equipe, compartilhar conhecimento e enfrentar a dureza do semestre juntos. Os alunos e alunas que constru\u00edram esta edi\u00e7\u00e3o em breve concluir\u00e3o o curso de Jornalismo, e inevit\u00e1veis obst\u00e1culos surgir\u00e3o, mas nunca mais estar\u00e3o s\u00f3s na profiss\u00e3o que escolheram. Esta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicada para o Alexandre e para o Porcello. Eles fazem parte da vida de cada um de n\u00f3s. Todos aqui fazemos, e para sempre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tha\u00eds Furtado<br><\/strong><em>thais.furtado@ufrgs.br<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>comiss\u00e3o editorial N\u00e3o somos singular Oito milh\u00f5es e meio de quil\u00f4metros quadrados na 13\u00aa maior economia do mundo. Ao todo, a estimativa de popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassa os 212 milh\u00f5es de cidad\u00e3os. O que faz o norte do Brasil se parecer com o sul? Nada. Talvez, tudo. 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