{"id":13059,"date":"2024-01-16T11:07:58","date_gmt":"2024-01-16T14:07:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=13059"},"modified":"2024-02-03T17:42:59","modified_gmt":"2024-02-03T20:42:59","slug":"alternativa-na-palma-da-mao","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/alternativa-na-palma-da-mao\/","title":{"rendered":"Alternativa na palma da m\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Como a utiliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o alternativa pode auxiliar pessoas com problemas na quest\u00e3o da fala a se comunicarem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o alternativa consiste em um conjunto de t\u00e9cnicas que tem como objetivo melhorar e tamb\u00e9m ampliar a capacidade comunicativa de pessoas com algum tipo de defici\u00eancia, problemas na fala ou tamb\u00e9m na escrita, de todas as idades e g\u00eaneros.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es, cores, s\u00edmbolos, gestos, bot\u00f5es, sons e at\u00e9 aplicativos e <em>softwares<\/em>, a comunica\u00e7\u00e3o alternativa busca criar um novo canal comunicacional que vai muito al\u00e9m da fala. Por exemplo, para crian\u00e7as que utilizam traqueostomia, e, portanto, n\u00e3o conseguem expressar oralmente seus desejos, afetos, emo\u00e7\u00f5es e anseios, a estrat\u00e9gia auxilia a estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o com os pais, que tamb\u00e9m podem aprender novas formas de se comunicar no processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, para quem \u00e9 oralizado e passa por um processo de readapta\u00e7\u00e3o da fala, a comunica\u00e7\u00e3o alternativa tamb\u00e9m \u00e9 importante. Em casos em que uma doen\u00e7a, como o c\u00e2ncer bucal, afeta os pacientes a ponto de os mesmos n\u00e3o conseguirem utilizar a fala no per\u00edodo p\u00f3s-cir\u00fargico, outras formas de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes para continuar a se comunicar com amigos, fam\u00edlias e com os relacionamentos. Nestes casos, at\u00e9 mesmo ouvir um \u201ceu te amo\u201d, que podia ser comum no relacionamento oralizado, precisa ser feito de uma forma diferente. Quais s\u00e3o, ent\u00e3o, os desafios de quem passa por uma readapta\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o para transmitir as emo\u00e7\u00f5es e desejos?<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta reportagem, procuro tratar sobre a comunica\u00e7\u00e3o muito al\u00e9m do que se espera tradicionalmente com a fala, com cases que possam relatar a viv\u00eancia no dia a dia, a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de comunica\u00e7\u00e3o alternativa e tamb\u00e9m o embasamento de profissionais para falar sobre comunica\u00e7\u00e3o alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a partir da an\u00e1lise dos desafios da comunica\u00e7\u00e3o al\u00e9m da fala, da express\u00e3o de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es, levando em conta adapta\u00e7\u00f5es que uma vida sem a comunica\u00e7\u00e3o oral exige, esta reportagem busca responder a pergunta: Como a utiliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o alternativa pode auxiliar pessoas com problemas na quest\u00e3o da fala a se comunicarem?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poss\u00edveis fontes:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Rebecca Cezarino e Felipe Rangel: Rebecca passou por um c\u00e2ncer na boca em 2016, e precisou retirar a l\u00edngua inteira por complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a. Hoje curada, Rebecca tem um canal no YouTube onde conta sua hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o, ao lado do namorado, Felipe Rangel. Os dois est\u00e3o juntos desde 2014.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Katia e Miguel Ternus: Katia \u00e9 m\u00e3e de Miguel e tamb\u00e9m do Junior, g\u00eameos de dois anos. Miguel \u00e9 uma crian\u00e7a traqueostomizada e que n\u00e3o se comunica pela fala, mas expressa o afeto pela m\u00e3e, terapeutas e irm\u00e3os de diversas outras formas. Utiliza fichas de comunica\u00e7\u00e3o onde aponta para as cores, objetos, sentimentos e tamb\u00e9m partes do corpo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Fonoaudi\u00f3loga Cassandra Cunha: Atualmente trabalha como fonoaudi\u00f3loga cl\u00ednica e possui experi\u00eancia nas \u00e1reas de linguagem e motricidade oral. Atua tanto na cl\u00ednica infantil como adulta, podendo dar um embasamento maior sobre a quest\u00e3o de readapta\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o nos casos como da Rebecca e do Miguel, e tamb\u00e9m falar sobre formas de comunica\u00e7\u00e3o alternativa al\u00e9m da fala.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Embasamento e mat\u00e9rias de refer\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e2ncer de boca: \u00e9 um dos mais comuns no Brasil e que afetou a Rebecca. O grande perigo desta doen\u00e7a, muitas vezes, \u00e9 que ela se desenvolve de maneira silenciosa, e a maioria dos casos s\u00e3o diagnosticados j\u00e1 em est\u00e1gios avan\u00e7ados. Segundo dados do <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/numeros\/estimativa\">Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca)<\/a>, 15,1 mil novos casos de c\u00e2ncer de boca s\u00e3o estimados no pa\u00eds para cada ano ao longo do tri\u00eanio 2023-2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Traqueostomia e readapta\u00e7\u00f5es da fala: Dando visibilidade a essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, foi institu\u00eddo, em 2021, o dia 18 de fevereiro como data destinada \u00e0s a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os cuidados necess\u00e1rios \u00e0s crian\u00e7as traqueostomizadas. Mat\u00e9rias de refer\u00eancia: <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/a-importancia-da-assistencia-multidisciplinar-nos-cuidados-as-criancas-traqueostomizadas\">https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/a-importancia-da-assistencia-multidisciplinar-nos-cuidados-as-criancas-traqueostomizadas<\/a>\/<a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/imprensa\/detalhe\/nid\/nova-lei-institui-o-dia-nacional-da-crianca-traqueostomizada\/\">https:\/\/www.sbp.com.br\/imprensa\/detalhe\/nid\/nova-lei-institui-o-dia-nacional-da-crianca-traqueostomizada\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o alternativa: Quem n\u00e3o consegue se expressar pela fala, geralmente, utiliza s\u00edmbolos, sinais, gestos e formas visuais para dialogar com outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poss\u00edveis perguntas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Case Rebecca:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Como foi o processo da doen\u00e7a? Teve nega\u00e7\u00e3o da tua parte quando soube da amputa\u00e7\u00e3o?<\/li><li>De que forma se deu a readapta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a amputa\u00e7\u00e3o? Como foi o processo de reaprender a falar e se comunicar?<\/li><li>Tu chegaste a utilizar algum recurso de comunica\u00e7\u00e3o alternativa durante tua recupera\u00e7\u00e3o? Utiliza algum at\u00e9 hoje?<\/li><li>Como foi o processo de se comunicar com teu marido? Como afetou a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas esse momento e quais alternativas utilizaram para a manuten\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Quais as principais transforma\u00e7\u00f5es no relacionamento depois da amputa\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Quais as maiores dificuldades de viver sem a l\u00edngua?<\/li><li>Quais teus principais desafios de se comunicar, hoje, sem l\u00edngua?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Case Katia e Miguel:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>De que forma ocorre tua comunica\u00e7\u00e3o com o Miguel?&nbsp;<\/li><li>Como tu entende as necessidades dele al\u00e9m da fala?<\/li><li>Como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do Miguel com o Junior? E do Junior com ele?<\/li><li>Fala sobre tua rela\u00e7\u00e3o como m\u00e3e com a condi\u00e7\u00e3o do Miguel? O que tu gostarias de ver ele fazendo que hoje, ainda n\u00e3o consegue?<\/li><li>O Miguel utiliza alguns recursos de comunica\u00e7\u00e3o alternativa, quais s\u00e3o eles?<\/li><li>Como foi a introdu\u00e7\u00e3o destes recursos para a fam\u00edlia de voc\u00eas? Quanto tempo precisaram para aprender a utilizar?<\/li><li>Como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do J\u00fanior, oralizado, com os recursos que a fam\u00edlia utiliza com o Miguel? Ele acabou incorporando algo na rotina pela observa\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Hoje o Miguel comunica oralmente alguma coisa? Quais tuas expectativas para essa comunica\u00e7\u00e3o no futuro?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Fonoaudi\u00f3loga:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>O que \u00e9, em resumo, a comunica\u00e7\u00e3o alternativa?<\/li><li>Quais os principais e mais utilizados recursos da comunica\u00e7\u00e3o alternativa?<\/li><li>Quanto tempo demora um tratamento de readapta\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o em casos em que o paciente acaba perdendo um membro, como a l\u00edngua?<\/li><li>Em um sentido mais geral, qual a maior dificuldade que tu enxergas em teus pacientes que n\u00e3o conseguem se comunicar de forma oralizada?<\/li><li>Em casos em que a pessoa passa um per\u00edodo sem poder se comunicar de forma oral, por uma traqueostomia, por exemplo, quando existe a possibilidade de retornar para a fala, quais os primeiros passos da readapta\u00e7\u00e3o? O corpo ainda \u201clembra\u201d de como se fazia?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Recursos multim\u00eddia (edi\u00e7\u00e3o on-line):<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Fotos dos cases;<\/li><li>Infogr\u00e1fico falando sobre c\u00e2ncer de boca no Brasil; (8\u00ba mais comum no Brasil, na regi\u00e3o sul, o 6\u00ba mais comum, com 10,52 casos a cada 100 mil)<\/li><li>Ilustra\u00e7\u00f5es<\/li><li>Incluir um v\u00eddeo do canal da Rebecca no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCjaTVfD7Iv3RRVZWh68T7jA\">Youtube<\/a>, nos quais ela fala do diagn\u00f3stico, readapta\u00e7\u00e3o e vida com o marido.<\/li><li>Arte com alguns dos recursos utilizados de comunica\u00e7\u00e3o alternativas (fichas, quadros, bot\u00f5es)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Redes sociais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Post \u201cVoc\u00ea sabe o que \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o alternativa?\u201d &#8211; antes da conversa com o conselho, eu n\u00e3o sabia muito sobre essa estrat\u00e9gia comunicacional t\u00e3o utilizada pelos profissionais da sa\u00fade, com os fonoaudi\u00f3logos, no caso das pessoas que n\u00e3o conseguem se comunicar na fala. Penso em um carrossel com a explica\u00e7\u00e3o sobre o termo.<\/li><li>Post de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a tem\u00e1tica do c\u00e2ncer bucal, falando dos sintomas e da preven\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que este tipo de c\u00e2ncer \u00e9 um dos mais comuns do pa\u00eds e tamb\u00e9m \u00e9 silencioso, geralmente \u00e9 descoberto quanto est\u00e1 em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Construir o texto da reportagem foi um processo engrandecedor, mas, tamb\u00e9m, de muitos desafios. Quando optei por falar sobre comunica\u00e7\u00e3o alternativa na minha pauta, iniciei um processo de busca de conhecimento, j\u00e1 que n\u00e3o sabia muito sobre o assunto. Inclusive, fiquei com curiosidade para produzir esta pauta a partir de um coment\u00e1rio sobre a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o alternativa feito pela Fabiana Menezes, fonoaudi\u00f3loga que faz parte do Conselho Editorial desta edi\u00e7\u00e3o da revista Sextante, em nosso primeiro encontro. A partir da indica\u00e7\u00e3o dela, conheci mais do mundo da fonoaudiologia ao entrevistar a&nbsp; Cassandra Cunha, que atua em uma cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o infantil em Porto Alegre. Conversar com a Cassandra me ajudou a entender mais sobre comunica\u00e7\u00e3o alternativa e os desafios que os pacientes e as fam\u00edlias enfrentam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, foi um privil\u00e9gio entrar, pelo menos por algumas horas, na rotina das fontes. Fui recebida com muito carinho pela Katia e pelo Miguel e pude acompanhar um pouco os tratamentos que o menino realiza diariamente. Observei tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o dele com&nbsp; Katia. Os momentos que passamos juntos foram muito importantes para que eu pudesse ver o afeto da m\u00e3e com o filho. Senti o mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Rebecca e ao Felipe como casal. Inicialmente, minha ideia para a Sextante 62 era falar especificamente sobre afeto que se manifesta em diferentes linguagens, mas, ao me aprofundar no tema, passei a analisar outras alternativas de comunica\u00e7\u00e3o. De qualquer modo, a partir da hist\u00f3ria deles, fiquei feliz de conseguir tratar um pouco sobre a quest\u00e3o do afeto no texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que meu maior desafio tenha sido sintetizar o que queria dizer. Sou uma pessoa que gosta de abra\u00e7ar o mundo e gostaria de produzir uma reportagem sobre cada uma das hist\u00f3rias que ouvi. Aprendi muito com as minhas fontes e tenho certeza que saio dessa experi\u00eancia com ainda mais conhecimentos sobre o campo da comunica\u00e7\u00e3o muito al\u00e9m da fala.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":12888,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,283],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Alternativa na palma da m\u00e3o &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/alternativa-na-palma-da-mao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Alternativa na palma da m\u00e3o &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Como a utiliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o alternativa pode auxiliar pessoas com problemas na quest\u00e3o da fala a se comunicarem? 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