{"id":13075,"date":"2024-01-25T11:43:02","date_gmt":"2024-01-25T14:43:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=13075"},"modified":"2024-02-04T15:09:32","modified_gmt":"2024-02-04T18:09:32","slug":"heranca-na-fala","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/heranca-na-fala\/","title":{"rendered":"Heran\u00e7a na fala"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Como o <em>hunsr\u00fcckish <\/em>e o <em>talian <\/em>se mant\u00eam vivos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ENFOQUE:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem procura entender como o hunsr\u00fcckish e o talian (os dialetos, respectivamente, alem\u00e3o e italiano falados no sul do Brasil) s\u00e3o repassados \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. Como que os mais jovens \u201cconsomem\u201d os dialetos, e que tipo de mecanismos existem para manter a l\u00edngua viva para al\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o familiar. Livros, r\u00e1dios e ensino em escolas t\u00eam papel importante nesse processo. A pauta tamb\u00e9m precisar\u00e1 explicar o que s\u00e3o esses dialetos e suas origens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONTEXTUALIZA\u00c7\u00c3O: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O hunsr\u00fcckisch \u00e9 um dialeto do alem\u00e3o falado no sul do pa\u00eds, heran\u00e7a dos imigrantes alem\u00e3es que se estabeleceram na regi\u00e3o. Tendo em vista que o alem\u00e3o \u00e9 a segunda l\u00edngua mais falada no Brasil, percebe-se a popularidade deste dialeto. O nome do dialeto \u00e9 uma refer\u00eancia a Hunsr\u00fcck, regi\u00e3o da Alemanha de onde veio a maior parte dos imigrantes alem\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecido em 2014 como refer\u00eancia cultural brasileira pelo Iphan, o talian (ou v\u00eaneto brasileiro) \u00e9 um dialeto italiano falado por cerca de 500 mil pessoas no pa\u00eds inteiro. \u00c9 uma variante surgida da fus\u00e3o de v\u00e1rios dialetos italianos que foi bastante reprimida durante a Segunda Guerra Mundial (tamb\u00e9m como o alem\u00e3o), na Era Vargas. O talian \u00e9 marcado pela aparelhagem cultural que possui: r\u00e1dios, jornais, livros e at\u00e9 dicion\u00e1rio no dialeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagens hunsr\u00fcckisch:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=P8ikQeQuvgE\">Aulas de Hunsrik nas escolas \u00e9 heran\u00e7a da miscigena\u00e7\u00e3o brasileira &#8211;\u00a0 Jornal Futura &#8211; Canal Futura<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/o-alem%C3%A3o-lusitano-do-sul-do-brasil\/a-1174391\">O alem\u00e3o lusitano do Sul do Brasil \u2013 DW \u2013 20\/04\/2004<\/a> &#8211; \u201cO portugu\u00eas passou a ser s\u00edmbolo da cidade, das camadas mais altas da popula\u00e7\u00e3o, do saber, da escola e de uma gera\u00e7\u00e3o mais jovem. O hunsr\u00fcckisch ficou associado \u00e0s zonas rurais, \u00e0 origem, \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 solidariedade entre os grupos e \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais velhas\u201d, disse Cl\u00e9o Atenhofen (ver fontes).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.radiogermanica.com.br\/#:~:text=A%20R%C3%A1dio%20Germ%C3%A2nica%20%C3%A9%20uma,seu%20dia%20muito%20mais%20alegre.\">R\u00e1dio Germ\u00e2nica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagens do talian:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/pioneiro\/geral\/noticia\/2022\/03\/como-o-talian-e-perpetuado-quase-150-anos-depois-do-inicio-da-imigracao-no-brasil-cl0lj8qkl0099017c38iszval.html\">Como o Talian \u00e9 perpetuado quase 150 anos depois do in\u00edcio da imigra\u00e7\u00e3o no Brasil | Pioneiro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/pioneiro\/cultura-e-lazer\/noticia\/2023\/08\/renascenca-do-talian-cursos-projetos-e-concursos-culturais-ajudam-a-valorizar-a-lingua-em-caxias-e-na-regiao-cllgyf38o002n0152l5rza2i5.html\">Renascen\u00e7a do talian: cursos, projetos e concursos culturais ajudam a valorizar a l\u00edngua em Caxias e na regi\u00e3o | Pioneiro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cla34bTSvIs\">Talian &#8211; La nostra vera lengua madre<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.radiobrasiltalian.com.br\/\">R\u00e0dio Brasil Talian<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>FONTES:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cleo Vilson Atenhofen<\/strong> &#8211; professor da UFRGS especialista em hunsr\u00fcckish &#8211; cleo.altenhofen@ufrgs.br\u00a0<\/p>\n\n\n\n<ul><li>o que \u00e9 o hunsr\u00fckisch? como ele surgiu? pode ser considerado uma l\u00edngua?<\/li><li>como o hunsr\u00fckisch \u00e9 passado \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es?<\/li><li>tem aulas desses dialetos na UFRGS? E em escolas do interior (como mostra a mat\u00e9ria do Futura?)<\/li><li>que tipo de produ\u00e7\u00e3o cultural, isto \u00e9, livros, jornais, r\u00e1dios, sobre o dialeto voc\u00ea j\u00e1 identificou?<\/li><li>o hunr\u00fckisch corre o risco de ser esquecido? Por que precisa ser preservado?<\/li><li>voc\u00ea diz que entende que o portugu\u00eas hoje \u00e9 visto como uma l\u00edngua mais jovem e urbana, enquanto o alem\u00e3o \u00e9 uma l\u00edngua mais rural e velha. Por qu\u00ea?<\/li><li>como a l\u00edngua afeta na forma\u00e7\u00e3o de uma identidade coletiva?<\/li><li>estudo que comprove quantidade de pessoas que falam alem\u00e3o<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Camila Barili <\/strong>&#8211; sociolinguista doutoranda da UFRGS, pesquisa sobre o Talian<\/p>\n\n\n\n<ul><li>o que \u00e9 o talian? como ele surgiu?<\/li><li>existem outros dialetos italianos no BR?<\/li><li>que tipo de produ\u00e7\u00e3o cultural existe sobre o talian (livros, r\u00e1dios, jornais\u2026)?<\/li><li>pode ser considerado uma l\u00edngua?<\/li><li>estudo que comprove quantas pessoas falam talian<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Juvenal del Castel<\/strong> &#8211; dentista de POA, fluente em talian e que atende descendentes italianos. Publicou um dicion\u00e1rio de talian<\/p>\n\n\n\n<ul><li>voc\u00ea costuma atender pacientes de descend\u00eancia italiana?<\/li><li>por que voc\u00ea atende esse p\u00fablico em especial? acha que existe algum tipo de vergonha por parte dos pacientes?<\/li><li>como voc\u00ea enxerga essa cria\u00e7\u00e3o de uma comunidade atrav\u00e9s da cultura italiana? e dentro de POA?<\/li><li>de que que maneira voc\u00ea enxerga a heran\u00e7a da cultura e da l\u00edngua italiana na sua vida?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Luiza Loch <\/strong>&#8211; dentista, moradora de Arroio do Meio &#8211; RS, 24 anos. Fala alem\u00e3o em casa<\/p>\n\n\n\n<ul><li>como voc\u00ea aprendeu alem\u00e3o? em que contextos usa ele?&nbsp;<\/li><li>voc\u00ea tem conhecidos que falam?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Crian\u00e7a moradora de Arroio do Meio &#8211; RS<\/strong>, fala alem\u00e3o em casa<\/p>\n\n\n\n<ul><li>como voc\u00ea aprendeu alem\u00e3o? em que contexto usa ele?<\/li><li>voc\u00ea encontra pessoas da sua idade que falam alem\u00e3o?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>FOTOS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Fotos dos cases, de prefer\u00eancia em uma roda de conversa em fam\u00edlia.<\/li><li>Juvenal atendendo, interagindo com algu\u00e9m; foto do seu livro.<\/li><li>Ideias de imagens de conceito: bandeiras de Alemanha, It\u00e1lia e Brasil; livros nos dialetos, dicion\u00e1rio.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>RECURSOS MULTIM\u00cdDIA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>V\u00eddeo dos especialistas respondendo \u00e0 pergunta \u201co que \u00e9 hunsr\u00fckisch\/talian?\u201d<\/li><li>Grava\u00e7\u00e3o de trecho das r\u00e1dios.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>REDES SOCIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instagram:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Post \u201cVoc\u00ea sabe o que \u00e9 \u2018hunsr\u00fckisch\u2019? E \u2018talian\u2019?\u201d, com breve explica\u00e7\u00e3o do que s\u00e3o na legenda (pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o).<\/li><li>Post de divulga\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria assinalando a \u201cl\u00edngua como tra\u00e7o de identidade\u201d e algum depoimento colhido em entrevista (p\u00f3s-publica\u00e7\u00e3o).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Facebook:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Post \u201cVoc\u00ea sabe o que \u00e9 \u2018hunsr\u00fckisch\u2019? E \u2018talian\u2019?\u201d, com breve explica\u00e7\u00e3o do que s\u00e3o na legenda (pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o).<\/li><li>Post de divulga\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria assinalando a \u201cl\u00edngua como tra\u00e7o de identidade\u201d e algum depoimento colhido em entrevista (p\u00f3s-publica\u00e7\u00e3o).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Twitter:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Thread sobre a origem do hunsr\u00fckisch e do talian, destacando que s\u00e3o dialetos oriundos de movimentos migrat\u00f3rios, e que foram censurados durante a Era Vargas.\u00a0<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Minha primeira ideia de pauta surgiu logo ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o do tema da revista Sextante 62. Imaginando que grande parte da turma iria para o sentido figurado da palavra, pensei que eu pudesse dar pluralidade \u00e0 tem\u00e1tica, investindo no sentido da l\u00edngua enquanto \u00f3rg\u00e3o do corpo humano. A ideia era falar das doen\u00e7as relacionadas \u00e0 l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegando em casa naquela noite, contei da revista para a minha irm\u00e3. Sociolinguista de forma\u00e7\u00e3o, L\u00edvia adorou o tema e tentou puxar a sardinha para o seu lado. Me sugeriu que eu escrevesse sobre o <em>hunsr\u00fcckisch<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>De cara, a sugest\u00e3o me agradou. Comecei a pesquisar ambos os temas: doen\u00e7as de l\u00edngua e <em>hunsr\u00fcckish<\/em> e, \u00e0 medida que investigava, percebia que trabalhar com dialetos fazia mais sentido para mim. Afinal, ainda que minha fam\u00edlia jamais tenha usado a palavra \u201c<em>hunsr\u00fcckisch<\/em>\u201d, o dialeto sempre esteve presente em casa. Na minha inf\u00e2ncia, ouvia meus pais e meus av\u00f3s falando mais em alem\u00e3o do que em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma das reuni\u00f5es da revista, me foi sugerido que adicionasse o <em>talian <\/em>\u00e0 mat\u00e9ria, o que acatei, avaliando que lhe traria diversidade. Cheguei aos entrevistados por indica\u00e7\u00f5es: a L\u00edvia me indicou o Cl\u00e9o e a Camila, as fontes especialistas da reportagem, que entrevistei por chamada de v\u00eddeo. O Reiner, integrante do Conselho Editorial da Sextante, indicou o Juvenal, que entrevistei em seu consult\u00f3rio, e minha m\u00e3e me ajudou a chegar na Luiza, que \u00e9 filha de uma amiga sua e que eu j\u00e1 conhecia da \u00e9poca de escola.<\/p>\n\n\n\n<p>A minha maior dificuldade foi tamb\u00e9m o diferencial da reportagem. Quando pesquisei o que j\u00e1 havia sido produzido sobre o tema, encontrei pautas sobre <em>talian<\/em> e sobre o <em>hunsr\u00fcckisch<\/em>, mas nenhuma que combinasse as duas l\u00ednguas em uma s\u00f3 mat\u00e9ria. Meu desafio foi o de colocar ambas dentro de um texto, salientando suas particularidades e semelhan\u00e7as, de modo que n\u00e3o ficasse confuso para o leitor.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":13081,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,283],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Heran\u00e7a na fala &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/heranca-na-fala\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Heran\u00e7a na fala &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Como o hunsr\u00fcckish e o talian se mant\u00eam vivos? 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