{"id":15997,"date":"2024-09-03T01:42:31","date_gmt":"2024-09-03T04:42:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=15997"},"modified":"2024-09-03T01:42:35","modified_gmt":"2024-09-03T04:42:35","slug":"mais-de-uma-casa-uma-so-familia","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/mais-de-uma-casa-uma-so-familia\/","title":{"rendered":"Mais de uma casa, uma s\u00f3 fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Duas casas pra morar: como as crian\u00e7as vivenciam a guarda compartilhada?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem ir\u00e1 abordar o tema da guarda compartilhada com resid\u00eancia alternada a partir da perspectiva de crian\u00e7as que t\u00eam pais separados que compartilham das decis\u00f5es sobre a vida da crian\u00e7a e que tamb\u00e9m dividem o tempo com ela. O personagem norteador e central da reportagem ser\u00e1 a crian\u00e7a, mas o objetivo \u00e9 tamb\u00e9m olhar para os aspectos jur\u00eddicos, emocionais e psicol\u00f3gicos que est\u00e3o envolvidos nesse modelo de conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A guarda compartilhada \u00e9 um modelo de guarda de filhos ap\u00f3s o div\u00f3rcio ou separa\u00e7\u00e3o dos pais, em que ambos os genitores t\u00eam o direito e a responsabilidade relacionados \u00e0 vida e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Ela \u00e9 regulamentada pelo C\u00f3digo Civil e pela Lei da Guarda Compartilhada e pode, ou n\u00e3o, contar com a altern\u00e2ncia de resid\u00eancia. O Brasil, segundo o \u00faltimo levantamento do IBGE sobre guarda compartilhada, em 2019, contava com mais de 20% dos pais com a guarda compartilhada dos filhos. Esse n\u00famero quase triplicou desde 2014, ano em que foi sancionada a Lei n\u00ba 13.058, que prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o dessa modalidade de guarda como priorit\u00e1ria nos casos em que ambos os genitores estejam aptos a exercer o poder familiar. Neste ano, apenas 7% dos pais separados tinham esse tipo de guarda. Esses dados levam em conta os casos em que os acordos de guarda s\u00e3o feitos judicialmente, n\u00e3o havendo um levantamento de casos de pais que fazem seus acordos de forma independente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua teoria, a guarda compartilhada \u00e9 um modelo que busca priorizar o interesse superior da crian\u00e7a, promovendo uma participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria dos pais na vida dos filhos, incentivando a coopera\u00e7\u00e3o e a continuidade dos v\u00ednculos parentais, mesmo ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o. A partir dessa defini\u00e7\u00e3o, a reportagem buscar\u00e1 compreender como isso funciona na pr\u00e1tica e de que forma as crian\u00e7as entendem essa rela\u00e7\u00e3o. Para isso, nosso foco central da reportagem ser\u00e3o dois irm\u00e3os de 11 e 7 anos que t\u00eam os pais separados, j\u00e1 com outros companheiros, e a fam\u00edlia segue este modelo de guarda. Vamos contar a hist\u00f3ria deles e como \u00e9 o dia a dia a partir da perspectiva das crian\u00e7as, buscando entender como funciona esse modelo de fam\u00edlia, cada vez mais comum na sociedade, com base na linguagem das crian\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da viv\u00eancia pr\u00e1tica, a reportagem tamb\u00e9m vai trazer outros pontos te\u00f3ricos que est\u00e3o diretamente ligados a essa organiza\u00e7\u00e3o. A partir da entrevista com uma advogada de fam\u00edlia ser\u00e3o apresentados conceitos jur\u00eddicos e ser\u00e1 explicado de que forma a guarda compartilhada funciona no Brasil. Tamb\u00e9m ser\u00e1 entrevistada uma psic\u00f3loga familiar para entender de que forma a guarda compartilhada e a resid\u00eancia alternada podem afetar, positiva ou negativamente, o desenvolvimento emocional e psicol\u00f3gico de uma crian\u00e7a em desenvolvimento de acordo com o ambiente criado em torno desse modelo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andreas e Carol (pais) e Betina e Eduardo (filhos): <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a fam\u00edlia, as perguntas n\u00e3o ser\u00e3o previamente definidas pela necessidade de conhecer a rotina de cada um, em cada lugar e por entender ser necess\u00e1ria uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para realizar a entrevista, mas algumas quest\u00f5es norteadoras que ser\u00e3o melhores estruturadas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perguntas para as crian\u00e7as:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol><li>Como \u00e9 a rotina durante a semana na casa da m\u00e3e e na casa do pai?<\/li><li>Voc\u00eas t\u00eam algum momento especial que gostariam de compartilhar quando est\u00e3o na casa da m\u00e3e e na casa do pai?&nbsp;<\/li><li>O que voc\u00eas mais gostam de brincar quando est\u00e3o juntos? E em qual casa voc\u00eas brincam disso?<\/li><li>Como \u00e9 ter duas casas de voc\u00eas? O que \u00e9 mais legal? E o que \u00e9 ruim, \u00e0s vezes esquecem algo em um dos lugares?<\/li><li>\u00c9 comum um ficar na casa da m\u00e3e e o outro na do pai? Se sim, como \u00e9 nessas situa\u00e7\u00f5es?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Perguntas para os pais:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol><li>Como voc\u00eas tomam decis\u00f5es importantes relacionadas \u00e0 vida e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/li><li>Como \u00e9 para voc\u00ea lidar com a altern\u00e2ncia de tempo e responsabilidades com o outro pai\/m\u00e3e das crian\u00e7as?<\/li><li>Quais s\u00e3o os desafios mais comuns que voc\u00ea enfrenta na guarda compartilhada?<\/li><li>Como voc\u00eas conseguem manter uma comunica\u00e7\u00e3o eficaz para garantir o bem-estar das crian\u00e7as?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Domenique Goulart<\/strong>,<strong> Advogada de Direito da Fam\u00edlia, S\u00f3cia fundadora do escrit\u00f3rio Goulart &amp; Jobim Advogadas Associadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol><li>Qual a base legal da guarda compartilhada no Brasil?<\/li><li>Quais s\u00e3o os principais direitos e responsabilidades dos pais em um arranjo de guarda compartilhada?<\/li><li>Como \u00e9 feito o estabelecimento dos per\u00edodos de conviv\u00eancia e a divis\u00e3o de responsabilidades entre os pais na guarda compartilhada?<\/li><li>A guarda compartilhada pode ser modificada ou revista ao longo do tempo, caso as circunst\u00e2ncias familiares mudem?<\/li><li>Como s\u00e3o tratadas as quest\u00f5es de pens\u00e3o aliment\u00edcia e divis\u00e3o de despesas relacionadas \u00e0s crian\u00e7as na guarda compartilhada?<\/li><li>Como a legisla\u00e7\u00e3o brasileira aborda a prote\u00e7\u00e3o dos direitos e interesses das crian\u00e7as no contexto da guarda compartilhada?<\/li><li>Quais as diferen\u00e7as entre os tipos de guarda? E entre guarda compartilhada e resid\u00eancia alternada?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Camila Paiva Antoniutti<\/strong>, <strong>Psic\u00f3loga infantil e familiar&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol><li>Como a guarda compartilhada e a mudan\u00e7a frequente de casas afeta a forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a?<\/li><li>Quais s\u00e3o os maiores mitos sobre a guarda compartilhada? O que \u00e9 verdadeiro ou falso?<\/li><li>Como construir um ambiente saud\u00e1vel na guarda compartilhada?<\/li><li>Quais as consequ\u00eancias de uma guarda compartilhada nas quais os pais t\u00eam constantes brigas ou brigaram muito durante o div\u00f3rcio? Como solucionar esse problema?<\/li><li>Durante a terapia, quais s\u00e3o as principais quest\u00f5es, positivas ou negativas, levantadas pelas crian\u00e7as nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Imagens<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar a reportagem iremos fazer, para a abertura, uma foto com os dois irm\u00e3os abra\u00e7ados em dois momentos, em cada casa, e depois com tratamento ser\u00e1 feita a uni\u00e3o dessas duas fotos. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o feitas fotos das crian\u00e7as brincando, delas com os pais e de cada uma das fontes oficiais para ilustrar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Multim\u00eddia<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Como elementos multim\u00eddia, faremos um v\u00eddeo de perguntas e respostas divertidas com os dois irm\u00e3os, como os dois contando curiosidades do dia a dia, se eles lembram a cor da escova de dente que fica em cada casa, qual o brinquedo favorito em cada casa e coisas divertidas do dia a dia. Tamb\u00e9m vamos utilizar uma galeria de fotos para incluir as fotos da rotina das crian\u00e7as que n\u00e3o poder\u00e3o ir para o impresso e um v\u00eddeo animado, ou infogr\u00e1fico explicando os tipos de guarda e como funciona cada uma delas (guarda compartilhada, unilateral, etc)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redes sociais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Faremos cards em carrossel para explicar a parte jur\u00eddica da guarda compartilhada: sua diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a guarda unilateral ou alternada, em quais situa\u00e7\u00f5es pode ou n\u00e3o ser usada, e a import\u00e2ncia de se levar em conta a decis\u00e3o da crian\u00e7a durante o acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da divulga\u00e7\u00e3o da pauta, vamos fazer sugest\u00f5es de filmes e livros infantis que abordem o tema do div\u00f3rcio de uma forma saud\u00e1vel, os quais os pais podem utilizar para tratar esse assunto dif\u00edcil sem estigmatiz\u00e1-lo. Dicas de psic\u00f3logos, assistentes sociais ou outros profissionais da \u00e1rea da inf\u00e2ncia tamb\u00e9m podem aparecer, tanto em forma de thread, no X, quanto em v\u00eddeos curtos, se poss\u00edvel, no Instagram e Facebook.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Foi no dia da nossa \u00faltima entrevista que o apocalipse chegou \u00e0 Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Acordamos cedo naquele s\u00e1bado para visitar o apartamento de Andreas, que naquela semana cuidava, junto com a companheira Rafaela, dos filhos Eduardo e Betina. A conversa com a m\u00e3e das crian\u00e7as, Caroline, havia acontecido na semana anterior. A fam\u00edlia \u00e9 amiga de longa data da professora Gisele Reginato, que nos passou os contatos assim que soube da nossa pauta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira a chegar no apartamento foi Vanessa. Foi abrir a porta do apartamento e a Betina veio sorrindo, com sua camisa do Inter. Vinte minutos de espera, trinta, uma hora: n\u00e3o sab\u00edamos onde Mari estava. Enquanto ela n\u00e3o chegava com a c\u00e2mera para tirar as fotos, Vanessa entrevistava a fam\u00edlia. Tomamos caf\u00e9, conversamos. Nem parecia que o mundo estava prestes a acabar. As not\u00edcias do Vale do Taquari eram uma amostra s\u00e1dica do pesadelo, entretanto, na nossa concep\u00e7\u00e3o ainda abstrata, pareciam pertencer \u00e0s telas dos telejornais. Est\u00e1vamos preocupados, \u00e9 claro, mas n\u00e3o t\u00ednhamos como compreender, naquele primeiro relance, o qu\u00e3o catastr\u00f3ficas eram as dimens\u00f5es do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que chegou a mensagem de Mari no Whatsapp: \u201cVou me atrasar. O Uber n\u00e3o consegue chegar na frente do meu pr\u00e9dio, porque a \u00e1gua est\u00e1 quase na altura da canela\u201d. Mari mora na Avenida Praia de Belas. Aquele tamb\u00e9m foi o dia do v\u00eddeo da til\u00e1pia nadando na mesma rua: o que na hora parecia absurdo, depois de algumas semanas tinha at\u00e9 virado banal, ao menos em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 loucura que \u00e9 ver um cavalo em cima de um telhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, Mari chegou. Ela teve que dar a volta em algumas quadras a p\u00e9, para chamar o Uber em um ponto onde a \u00e1gua n\u00e3o alcan\u00e7ava. Conseguimos tirar as fotos. Nos despedimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto desc\u00edamos no elevador para sair do pr\u00e9dio, recebemos a not\u00edcia de que nossa amiga Clara Aguiar, rep\u00f3rter da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Sextante, teve a casa submersa e perdeu tudo na enchente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o falar sobre isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, \u00e9 imposs\u00edvel encontrar palavras para falar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Sextante ficou dois meses parada. A reportagem, semi-escrita, ficou na gaveta \u2013 ou melhor, no Google Drive \u2013 esperando para sair do forno. Enquanto isso, n\u00f3s faz\u00edamos voluntariado, corr\u00edamos para cima e para baixo e a Mari precisou sair de casa por semanas, pois o pr\u00e9dio em que ela mora foi tomado pela \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando as aulas da Universidade voltaram e retornamos \u00e0 ativa, faltava s\u00f3 costurar as informa\u00e7\u00f5es e revisar. O conte\u00fado do texto n\u00e3o mudou muito em rela\u00e7\u00e3o ao que esbo\u00e7amos logo ap\u00f3s as entrevistas, tirando o fato de que a primeira vers\u00e3o precisou ser reduzida de 13 mil para 8 mil caracteres (\u00e9, talvez ele tenha mudado bastante).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A correria do semestre apertado, entretanto, nos impediu de realizar algumas ideias que t\u00ednhamos pensado para a pauta original \u2013 sobretudo, em rela\u00e7\u00e3o aos conte\u00fados multim\u00eddia e para as redes sociais. N\u00e3o fizemos, por exemplo, o v\u00eddeo que quer\u00edamos com as crian\u00e7as falando sobre suas coisas favoritas nas duas casas, embora essas informa\u00e7\u00f5es tenham aparecido no texto escrito. Tamb\u00e9m n\u00e3o realizamos a montagem fotogr\u00e1fica com as crian\u00e7as em ambas as casas \u2013 mas, para nossa sorte, a ilustradora do projeto Ilustra\u00ea Rafaela Lopes conseguiu dar conta do recado e fazer um desenho representando exatamente nossa ideia original.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa maior decep\u00e7\u00e3o, no entanto, foi n\u00e3o poder incluir a reportagem na vers\u00e3o impressa da Sextante, por conta da mudan\u00e7a de tem\u00e1tica. N\u00f3s t\u00ednhamos prometido \u00e0 B\u00ea e ao Dado que os dois apareceriam na revista, e eles chegaram a perguntar para a professora Gisele quando a edi\u00e7\u00e3o seria lan\u00e7ada. Era uma perspectiva doce e louca imaginar as crian\u00e7as, dez ou 20 anos no futuro, encontrando a revista no fundo da estante e lendo sobre a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia \u2013 de certo modo, quer\u00edamos ser as respons\u00e1veis por escrever essa mem\u00f3ria. N\u00e3o pudemos incluir o texto, mas negociamos, enfim, um acordo: uma pequena sess\u00e3o de fotos, no final da revista, com a foto dos dois irm\u00e3os, somadas \u00e0s de outros personagens importantes das mat\u00e9rias da nossa revista com o tema inicial do n\u00famero dois. Uma pequena homenagem para, quem sabe, cumprir nossa promessa.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":16003,"template":"","categories":[139,336],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mais de uma casa, uma s\u00f3 fam\u00edlia &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/mais-de-uma-casa-uma-so-familia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mais de uma casa, uma s\u00f3 fam\u00edlia &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Duas casas pra morar: como as crian\u00e7as vivenciam a guarda compartilhada? 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