{"id":16975,"date":"2024-12-17T09:46:59","date_gmt":"2024-12-17T12:46:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=16975"},"modified":"2024-12-17T09:47:00","modified_gmt":"2024-12-17T12:47:00","slug":"decididas-a-transformar","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/decididas-a-transformar\/","title":{"rendered":"Decididas a transformar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Mulheres negras e trabalho dom\u00e9stico: como garantir a autonomia dessas mulheres em seus lares e na sociedade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>A hist\u00f3rica rela\u00e7\u00e3o das mulheres negras com o trabalho dom\u00e9stico no Brasil e a luta constante por direitos, incluindo jornadas e remunera\u00e7\u00e3o justas que propiciem fomento e usufruto do pr\u00f3prio lar<\/li><li>Valoriza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de autonomia atrav\u00e9s do aquilombamento e sororidade<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Proposta para reportagem:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho dom\u00e9stico no Brasil tem ra\u00edzes profundas no per\u00edodo escravocrata, quando mulheres negras eram for\u00e7adas a servir nas casas dos senhores. A Pesquisa Nacional por Amostra por Domic\u00edlio (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em dezembro de 2023, apontou que cerca de 6,08 milh\u00f5es de pessoas exercem trabalhos dom\u00e9sticos no pa\u00eds.&nbsp; Hoje, mais de 130 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o 90% dessas pessoas s\u00e3o mulheres, em sua maioria negras, com idade m\u00e9dia de 49 anos e&nbsp; apenas um ter\u00e7o tem carteira assinada com remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um sal\u00e1rio m\u00ednimo. O desafio da informalidade permeia esse mercado de trabalho, o que evidencia a necessidade de implementa\u00e7\u00e3o efetiva dos direitos previstos nas leis e na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem prop\u00f5e uma an\u00e1lise das din\u00e2micas explorat\u00f3rias e desiguais enfrentadas pelas mulheres negras no trabalho dom\u00e9stico no Brasil, que refletem a persist\u00eancia de um sistema historicamente racista e classista. Embora as trabalhadoras dom\u00e9sticas tenham conquistado direitos formais, como a PEC das Dom\u00e9sticas, ainda enfrentam precariza\u00e7\u00e3o, baixos sal\u00e1rios e longas jornadas. Esse trabalho, essencial para o funcionamento das fam\u00edlias e da sociedade, \u00e9 frequentemente desvalorizado e invisibilizado. Al\u00e9m disso, muitas dessas mulheres enfrentam desafios para dedicar tempo e cuidado \u00e0s suas pr\u00f3prias fam\u00edlias, ao passarem grande parte do dia cuidando dos lares alheios. Isso levanta uma discuss\u00e3o sobre a priva\u00e7\u00e3o familiar e o direito ao pr\u00f3prio lar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa buscar\u00e1 expor as contradi\u00e7\u00f5es entre a formaliza\u00e7\u00e3o de direitos e a realidade cotidiana das trabalhadoras, destacando as tens\u00f5es entre as obriga\u00e7\u00f5es profissionais e pessoais. Contudo, o enfoque n\u00e3o ser\u00e1 na sobrecarga dessas mulheres, que cuidam de lares alheios enquanto muitas vezes t\u00eam seus pr\u00f3prios lares e fam\u00edlias negligenciados. A pauta tamb\u00e9m abordar\u00e1 o papel de projetos como o <strong>Laudelina: Plataforma de Direitos das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas<\/strong>, como uma ferramenta essencial para lutar contra a invisibilidade e precariza\u00e7\u00e3o desse trabalho, oferecendo suporte e informa\u00e7\u00f5es sobre os direitos dessas profissionais. <strong>O trabalho de luta sindical de <\/strong><strong>Creuza Oliveira<\/strong>, uma importante lideran\u00e7a que esteve presente e ativa na elabora\u00e7\u00e3o da PEC das Dom\u00e9sticas, sendo parabenizada por seu envolvimento no Congresso no dia da promulga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, idealizou o Conjunto Residencial 27 de Abril, em Salvador, condom\u00ednio exclusivamente habitado por trabalhadoras dom\u00e9sticas. E o <strong>Projeto Casa Limpa, de Gabi Valente<\/strong>, que busca novas perspectivas sobre a profiss\u00e3o de diarista atrav\u00e9s da valoriza\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o profissional. Confrontada com a realidade de que muitas vezes a faxina \u00e9 vista como a \u00faltima op\u00e7\u00e3o, Gabi tem buscado mudar a forma como essa profiss\u00e3o \u00e9 vista. Fundou uma empresa de limpeza para trazer mais dignidade ao papel das diaristas.&nbsp; Com o objetivo de desfazer preconceitos e melhorar a qualidade do servi\u00e7o, ela oferece cursos gratuitos de capacita\u00e7\u00e3o, cobrindo desde educa\u00e7\u00e3o financeira at\u00e9 sa\u00fade postural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pauta buscar\u00e1 apontar como o trabalho dom\u00e9stico precisa ser visto como algo digno, importante e que merece respeito e reconhecimento, ressaltando as mulheres negras que foram e s\u00e3o resist\u00eancia, para que diversas outras possam seguir sendo tamb\u00e9m. Trazendo a contribui\u00e7\u00e3o destas trabalhadoras pela busca por cidadania e direitos como um compromisso com a mem\u00f3ria e tencionando a forma como mulheres negras, especialmente as trabalhadoras dom\u00e9sticas, s\u00e3o retratadas nas m\u00eddias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Possibilidade de BOX:<\/strong> Apontar como a qualifica\u00e7\u00e3o e o empoderamento de trabalhadoras dom\u00e9sticas perif\u00e9ricas \u00e9 importante para o combate ao racismo diante das contrata\u00e7\u00f5es. Desde o estabelecimento das horas de trabalho que compreende a uma di\u00e1ria at\u00e9 o que lhes compete durante a atividade laboral. Tabela comparativa com custo de di\u00e1ria de arrumadeira e cozinheira com&nbsp; outros servi\u00e7os dom\u00e9sticos como <em>personal organizer<\/em> ou <em>home chef<\/em> onde qualifica\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o, auto estima, origem s\u00f3cio-econ\u00f4mica e cor de pele influenciam no respeito e nos valores pagos pela contrata\u00e7\u00e3o desses profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras chave: <\/strong>sindicalismo, associativismo, altivez, insubmiss\u00e3o, luta, informa\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o, sororidade<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Trabalhadora dom\u00e9stica com experi\u00eancia em participa\u00e7\u00e3o em movimentos sociais e ou associa\u00e7\u00e3o, que possa relatar sua viv\u00eancia e import\u00e2ncia dos coletivos\/associa\u00e7\u00f5es de trabalhadoras dom\u00e9sticas para o fortalecimento de si (aquilombamento). Buscaremos uma personagem que tenha tido sua casa afetada pelas enchentes para que possamos saber se ela contou com ajuda de outras pessoas para limpar sua casa e como foi essa experi\u00eancia de sororidade.&nbsp;<\/li><li><strong>Creuza Maria Oliveira &#8211; <\/strong>fundadora da Associa\u00e7\u00e3o das Empregadas Dom\u00e9sticas da Bahia, presidenta de honra da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas e, a primeira trabalhadora dom\u00e9stica brasileira a receber o t\u00edtulo de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/li><li>Representante da ONG Themis para falar do App Laudelina, apontando a import\u00e2ncia da trabalhadora que d\u00e1 nome ao aplicativo e esclarecendo os impactos da plataforma na divulga\u00e7\u00e3o dos Direitos das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas e os principais obst\u00e1culos enfrentados por elas para acessar seus direitos.<\/li><li><strong>Gabi Valente<\/strong> \u2013 diarista por op\u00e7\u00e3o, palestrante, empreendedora social, criadora da Escola da Diarista, especialista em gest\u00e3o da limpeza. Gabi teve a iniciativa de fomentar atrav\u00e9s do projeto CASA LIMPA ap\u00f3s as enchentes um movimento&nbsp;de aux\u00edlio a diaristas para ajudar essas profissionais a recuperarem a independ\u00eancia econ\u00f4mica e reconstru\u00edrem suas vidas.<strong>&nbsp;<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Sugest\u00e3o de perguntas:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Quais s\u00e3o os maiores desafios enfrentados pelas trabalhadoras dom\u00e9sticas no Brasil atualmente, especialmente no que se refere \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e ao acesso a direitos?<\/li><li>Como o trabalho dom\u00e9stico afeta a vida pessoal e familiar dessas mulheres, especialmente no que diz respeito \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o entre suas responsabilidades profissionais e o cuidado de suas pr\u00f3prias fam\u00edlias?<\/li><li>Quais as principais barreiras sociais e econ\u00f4micas que contribuem para a precariza\u00e7\u00e3o desse tipo de trabalho?<\/li><li>De que forma plataformas como a Laudelina t\u00eam ajudado a conscientizar as trabalhadoras dom\u00e9sticas sobre seus direitos e a lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho?<\/li><li>Quais as iniciativas para a (re)constru\u00e7\u00e3o de autoestima, demonstrado que a profiss\u00e3o de diarista \u00e9 digna, importante e merece respeito e reconhecimento?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Fotografias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Mosaico de fotos de arquivo pessoal<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum as trabalhadoras dom\u00e9sticas serem representadas em suas atividades laborais, muitas vezes uniformizadas, sem nome, sem rosto, sem marcas identit\u00e1rias quando ganham rosto e possibilidade de serem reconhecidas acabam por ser estigmatizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcpktFupBrwv8vadBsupNUgpSdyE5x0WqErf-s4GM5HX3eXLC7q2-OkVEIwDDSH8L8dr24blSJi-_8xHhBxpfjBca5hvK4YGLGIj8kOcQceuu1d9jJOzlup5z57iUFRdRI2b5WJ-kx43NGSz7wG29W1mJA3dRmAKJk1X20EduoZeWGzN4H55-8?key=HKHkRZKogjdv-v-HwIT1Qg\" alt=\"http:\/\/sindomesticoba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/trabalhadora-domestica-empregada-faxineira-diarista-1608302813198_v2_1253x836.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcGpka-O-2dV0cAIBSE3iHuebl5D65LJ5g2tFOBFvR_Yp4piBr2D6VWOUw9mdUD6kCILp1hCm0sdfZ-SsBNzH8aI3qnJiU7VbOCz2xDmZ5m9vMRhWJYPexl5UU_7n7gz2VO52y9c_u9Y9JcqEMgokDV1JeKglZv-oKzbwTdx9C0jAfmYWYr4Q?key=HKHkRZKogjdv-v-HwIT1Qg\" alt=\"Cr\u00e9dito da foto- Folha-UOL\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcEb9PU1KhcdYN2yS5m7sX6iSmsw4HetJVE51mWchFpcfPQPXcry8GGAUTd0aR5h_fzXidh3KASonqhfDN6pFJl61ibd4bKms4C1lPmDcboCh2CXIS0CO2FOx8bypBONeeGNnpJvop4sR8gf7eDluoOFUH8Q8tQITbMyJALVHwZU3RoxejThQ?key=HKHkRZKogjdv-v-HwIT1Qg\" alt=\"http:\/\/sindomesticoba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449277893_869622968533569_8561974831562243448_n.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a reportagem a ideia \u00e9 que possamos criar um banco de imagens atrav\u00e9s de arquivos pessoais destas trabalhadoras em momentos fora do ambiente dom\u00e9stico, como por exemplo: Creuza recebendo o t\u00edtulo de doutora honoris causa, trabalhadoras em roda de reuni\u00e3o sindical, em uma viagem de f\u00e9rias, no carnaval, na formatura de um ente querido, no cabeleireiro, tomando um drink, numa praia&#8230; As fotos buscar\u00e3o explorar este lado pessoal, de autoestima, mostrar as trabalhadoras em lugares onde exercem a individualidade, de maneira aut\u00f4noma, com alegria, celebrando conquistas, humanizando-as com dignidade e apresentando outras possibilidades de representa\u00e7\u00e3o dessas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sugest\u00e3o de ilustra\u00e7\u00e3o para Ilustra\u00ea: <\/strong>Mulher negra sorridente na Disney ou subindo as escadas de acesso a uma aeronave. Sugest\u00e3o de trilha\/atmosfera: Maria Maria, de Milton Nascimento<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Propostas multim\u00eddia:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Galeria de fotos<\/strong> de mulheres negras que perseguiram direitos: Laudelina de Campos Mello &#8211; Lenira Maria de Carvalho &#8211; Benedita da Silva &#8211; Nair Jane de Castro Lima &#8211; Creuza Maria Oliveira<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>: https:\/\/radis.ensp.fiocruz.br\/reportagem\/linha-do-tempo\/breve-historia-do-trabalho-domestico\/<\/p>\n\n\n\n<ul><li>S\u00e9rie de <strong>v\u00eddeos <\/strong>para redes sociais: Depoimentos curtos de trabalhadoras dom\u00e9sticas compartilhando hist\u00f3rias pessoais ou pequenos relatos sobre como o trabalho afeta suas vidas e lares. Os v\u00eddeos podem ser legendados e acompanhados de dados sobre o tema.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Mapa interativo<\/strong>: Um mapa do Brasil que mostre a distribui\u00e7\u00e3o das trabalhadoras dom\u00e9sticas por estado, com dados demogr\u00e1ficos, ra\u00e7a e classe social, fornecendo uma vis\u00e3o mais ampla da import\u00e2ncia desse trabalho em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>REDES SOCIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Uma galeria de sons produzidos durante a execu\u00e7\u00e3o de alguns trabalhos dom\u00e9sticos para ver se as pessoas reconhecem a que tipo de trabalho\/espa\u00e7o da casa se associa: vassora, aspirador de p\u00f3, chiado de panela de press\u00e3o, chaleira apitando, cebola fritando, lou\u00e7a batendo na pia, liquidificador, pano no vidro, escova esfregando o ch\u00e3o, tesoura de poda cortando galhos, balde enchendo d\u2019\u00e1gua&#8230;<\/li><li>Carrossel com fotos e pequenos trechos de depoimentos das trabalhadoras<\/li><li>Cards que expliquem os direitos das trabalhadoras dom\u00e9sticas mostrando a diferen\u00e7a entre mensalista, diarista e MEI<\/li><li>Threads com links para artigos e estudos sobre a tem\u00e1tica<\/li><li>Promo\u00e7\u00e3o do uso da Plataforma Laudelina<\/li><li>Indica\u00e7\u00e3o de livros, filmes, podcasts e v\u00eddeos que abordem a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e atual das mulheres com o trabalho dom\u00e9stico.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Filmes:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que Horas Ela Volta? &#8211; Anna Muylaert \u2013 Longa ficcional<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Recife Frio e Eletrodom\u00e9sticas \u2013 Kleber Mendon\u00e7a Filho \u2013 Curtas ficcionais<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Dom\u00e9sticas &#8211; Felipe Diniz &#8211; curta documental<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Livros:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Lou\u00e7as de fam\u00edlia &#8211; de Eliana Marques &#8211; Editora Aut\u00eantica Contempor\u00e2nea (2023)<\/li><li>A Dom\u00e9stica Imagin\u00e1ria. Literatura, Testemunhos e Inven\u00e7\u00e3o da Empregada Dom\u00e9stica no Brasil. 1889-1999 &#8211; S\u00f4nia Roncador &#8211; Editora&nbsp; UNB (2008)&nbsp;<\/li><li>Solit\u00e1ria &#8211; de Eliana Alves Cruz &#8211; Editora Companhia das Letras (2022)<\/li><li>Trabalho Dom\u00e9stico \u2013 por Juliana Teixeira 11\u00ba volume da Cole\u00e7\u00e3o Feminismos Plurais Editora Janda\u00edra; (2021)&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Podcasts:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>\u201cOs piores patr\u00f5es\u201d, epis\u00f3dio n\u00famero 5 do Podcast Projeto Querino&nbsp; <\/li><li>A mulher da Casa Abandonada&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2>Da Pauta a Reportagem <\/h2>\n\n\n\n<p>Ao adentrar em pautas com o tema lar, nossas reflex\u00f5es pairaram sobre o trabalho dom\u00e9stico e rapidamente tivemos os <em>insights <\/em>precisos para alcan\u00e7ar nossos objetivos. Come\u00e7amos ouvindo alguns podcasts, assistindo document\u00e1rios e ligando as narrativas com filmes e livros envolvendo a problem\u00e1tica do trabalho do cuidado exercido por mulheres, principalmente negras, nos lares brasileiros.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, fomos para as fontes, as principais mulheres que fariam uma reportagem \u00fanica, envolvente e carregada de singularidades mas contendo experi\u00eancias que de alguma forma se conectam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa entrevista com Creuza Oliveira durou cerca de duas horas, foi uma figura mais do que significativa em nosso texto, encantando com seu conhecimento e sua trajet\u00f3ria na luta pelas trabalhadoras dom\u00e9sticas. Mesmo de forma remota, a emo\u00e7\u00e3o p\u00f4de preencher nossos olhos com uma onda de admira\u00e7\u00e3o ao ouvir quem era aquela mulher &#8211;&nbsp; a dificuldade foi delimitar parte de sua hist\u00f3ria que merece um perfil inteiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17179\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-2048x1371.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Fabiana-Sasi-4-1568x1050.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Entrevista com Creuza Maria Oliveira &#8211; 19\/10\/2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No dia 19 de outubro, nos encontramos presencialmente com Gabi Valente no Instituto Caldeira, ela faria a media\u00e7\u00e3o da mesa \u201cMulheres que reconstroem\u201d durante o evento de empreendedorismo feminino Despertar a renova\u00e7\u00e3o\u201d. Al\u00e9m de conseguir a entrevista e acompanhar a Gabi de perto, tivemos a oportunidade de assistir as outras palestras ouvindo outras trajet\u00f3rias de luta dentro de contextos perif\u00e9ricos&nbsp; e de como essas mulheres t\u00eam buscando valora\u00e7\u00e3o para suas atividades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17188\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-2048x1371.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Monica-Valente-3-1568x1050.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Entrevista com Gabriela Valente &#8211; 19\/10\/2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em chamada de v\u00eddeo com nossa \u00faltima &#8211; mas n\u00e3o menos importante &#8211; entrevistada, exploramos mais sobre a tem\u00e1tica dos direitos e do aplicativo Themis. J\u00e9ssica Pinheiro falou sobre a import\u00e2ncia do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o em uma realidade t\u00e3o desigual. E, mais tarde, esse enfoque se tornou nossa prioridade para escrever a reportagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a escrita da reportagem o nosso maior desafio foi conseguir tornar tudo t\u00e3o simples quando existia pontos de vistas que divergiam entre nossas fontes. Entretanto, era mais do que necess\u00e1rio trazer os dois lados, as duas possibilidades e realidades dentro do trabalho dom\u00e9stico. Todas elas representaram grandes pot\u00eancias, representaram um sonho, al\u00e9m de muita resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa maior vontade era contar tudo nos m\u00ednimos detalhes, pois cada frase dita parecia extremamente importante e necess\u00e1ria. Por\u00e9m, havia um limite e um consenso de que nem todos os detalhes n\u00e3o entrariam no texto, mas conseguimos aproveitar o suficiente para escrever uma reportagem que contivesse a ess\u00eancia do nosso planejamento inicial apontar como o trabalho dom\u00e9stico precisa ser visto como algo digno, importante e que merece respeito e reconhecimento, ressaltando as mulheres que s\u00e3o resist\u00eancia, para que diversas outras possam seguir sendo tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, trazer como o acesso a informa\u00e7\u00e3o tem auxiliado na busca por cidadania e direitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" width=\"602\" height=\"303\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdcvLTYzWfN-648568fIY4Rwn__44mu1l4yE0Ve7qWYWmJh30p6TgiFAqwUscdFFVx_9Tq6B3WtSBYgmBY3QSU9Fo9I-s4X6xSY0iMpr6PQTkpXy0RK5Rlw_hxmmdr66Z3TFzVPFw?key=gaT4YSb-jkNeSnwzceoPHGlr\"><\/p>\n\n\n\n<p>Conseguir concluir um projeto t\u00e3o bonito que ir\u00e1 fazer parte de algo maior ainda \u00e9 gratificante.<\/p>\n\n\n\n<p>Colaborar em dupla nos engrandeceu com mais conhecimento, opini\u00e3o e parceria. Ficamos mais do que felizes em chegar at\u00e9 o fim com uma bagagem enorme de aprendizado depois de conversar com mulheres t\u00e3o potentes.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":17234,"template":"","categories":[139,386],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Decididas a transformar &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/decididas-a-transformar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Decididas a transformar &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mulheres negras e trabalho dom\u00e9stico: como garantir a autonomia dessas mulheres em seus lares e na sociedade? 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