{"id":18591,"date":"2025-07-08T16:15:59","date_gmt":"2025-07-08T19:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=18591"},"modified":"2025-07-08T17:13:08","modified_gmt":"2025-07-08T20:13:08","slug":"a-chamada-dos-machado","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-chamada-dos-machado\/","title":{"rendered":"A chamada dos Machado"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Proposta de Pauta: &#8220;Ra\u00edzes que resistem: a hist\u00f3ria e os desafios no Quilombo dos Machado&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justificativa:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A palavra \u201cra\u00edzes\u201d remete tanto \u00e0 ancestralidade, quanto \u00e0 identidade de um povo. O Quilombo dos Machado, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, \u00e9 um s\u00edmbolo vivo dessa conex\u00e3o com o passado, fazendo do presente uma luta constante pela afirma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, da liberdade e da autoprote\u00e7\u00e3o de um povo contra um sistema que o oprime. Com o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o e as disputas por terras, a comunidade enfrenta desafios para manter suas tradi\u00e7\u00f5es e seus direitos. Esta reportagem busca retratar as ra\u00edzes culturais, hist\u00f3ricas e sociais do quilombo, destacando sua import\u00e2ncia, as dificuldades, as continuidades e rupturas com a luta hist\u00f3rica dos quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Perfil do quilombo no instagram: https:\/\/www.instagram.com\/quilombodosmachado\/<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enfoque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem ir\u00e1 abordar:<\/p>\n\n\n\n<p>Origens do Quilombo dos Machado: Como e quando surgiu? Quais fam\u00edlias deram in\u00edcio \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do terreno em que hoje se encontra o Quilombo dos Machado aconteceu em 2012, mas a hist\u00f3ria da comunidade com o lugar \u00e9 muito anterior. Fam\u00edlias pobres que migraram do interior ga\u00facho para a capital em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho ocuparam as zonas perif\u00e9ricas ao centro. \u00c9 o caso da fam\u00edlia Machado, que se instalou na Zona Norte por volta da d\u00e9cada de 70. O terreno do Quilombo era um descampado sem reivindica\u00e7\u00e3o de posse efetiva, utilizado pela comunidade como lugar de recrea\u00e7\u00e3o e pequenas hortas. Foi sobre esta terra onde cresceram as crian\u00e7as que hoje, cerca de trinta anos depois, lideram a ocupa\u00e7\u00e3o e reivindicam o territ\u00f3rio como quilombola. Imediatamente, iniciou um grande embate com uma empresa multinacional que ostenta uma grande loja a uma rua de dist\u00e2ncia do Quilombo. O Walmart reivindica a propriedade e a posse do terreno, mas n\u00e3o consegue comprovar juridicamente, pois n\u00e3o h\u00e1 qualquer documenta\u00e7\u00e3o registrada em cart\u00f3rio. Hoje em dia, um novo projeto coloca o Quilombo dos Machado contra outra multinacional, a Fraport, empresa concession\u00e1ria do Aeroporto Salgado Filho. Ainda assim, a organiza\u00e7\u00e3o e luta das mais de 300 fam\u00edlias resistem \u00e0 interven\u00e7\u00e3o estrangeira, fazendo daquele lugar um territ\u00f3rio quilombola.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Identidade e cultura: De que forma as tradi\u00e7\u00f5es quilombolas s\u00e3o preservadas no cotidiano da comunidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Desafios da perman\u00eancia: Quais as principais amea\u00e7as enfrentadas, como especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e burocracia para a titula\u00e7\u00e3o das terras? O enfrentamento ao projeto de expans\u00e3o do aeroporto e o Walmart.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ra\u00edzes como resist\u00eancia: Como os moradores se organizam para garantir a continuidade do quilombo? O papel do Centro Cultural do Quilombo. A capoeira como linguagem, cosmovis\u00e3o e instrumento de luta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes sugeridas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Moradores do Quilombo dos Machado (crian\u00e7as e jovens, como vetores da continuidade)<\/p>\n\n\n\n<p>Lideran\u00e7as comunit\u00e1rias (Lu\u00eds Rog\u00e9rio Machado\/Jamaika e Tamires da Silva Antunes)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em direitos quilombolas (Onir Ara\u00fajo, advogado da Frente Quilombola-RS; a ver outras possibilidades devido a conflitos)<\/p>\n\n\n\n<p>Historiadores sobre a ocupa\u00e7\u00e3o negra em Porto Alegre (Cl\u00e1udia Luisa Zeferino ou Lara Machado Bitencourt, do NEGA)<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes do poder p\u00fablico (Respons\u00e1vel pela titula\u00e7\u00e3o do Quilombo, do INCRA)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Formato e abordagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem ter\u00e1 entrevistas, relatos em primeira pessoa e imagens que retratam a vida cotidiana no quilombo, mas tamb\u00e9m dados e informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre a luta quilombola e a sua presen\u00e7a no Rio Grande do Sul e Porto Alegre. O tom ser\u00e1 informativo, mas tamb\u00e9m humanizado, ouvindo aqueles dando voz \u00e0queles que lutam pela preserva\u00e7\u00e3o de suas ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<h2>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>O Quilombo dos Machado \u00e9 um reflexo vivo de ancestralidade, e \u00e9 imposs\u00edvel resumir sua import\u00e2ncia sem perder a profundidade de sua hist\u00f3ria. Como fazer caber em algumas poucas p\u00e1ginas uma hist\u00f3ria marcada por tantas lutas, cicatrizes, resist\u00eancias? O caminho que encontramos foi o mesmo que manteve viva por tanto tempo esta cultura: a oralidade e a escuta. Desde nosso primeiro passo, fomos recebidos no quilombo e convidados a se sentir em casa, agraciados com o quentinho do caf\u00e9 da manh\u00e3 coletivo. A atmosfera era de acolhimento. O interesse das crian\u00e7as pela c\u00e2mera e pelo microfone fez fluir as palavras sem grandes problemas. A lideran\u00e7a, com disposi\u00e7\u00e3o de falar o tempo que for, n\u00e3o hesitou em contar toda a hist\u00f3ria e vis\u00e3o de mundo dos quilombolas. A recep\u00e7\u00e3o calorosa e sincera e a disposi\u00e7\u00e3o para compartilhar o cotidiano de resist\u00eancia e sobreviv\u00eancia nos mostraram que a verdadeira for\u00e7a desse lugar reside na uni\u00e3o de sua comunidade e na continuidade das tradi\u00e7\u00f5es. Ao escutar atentamente, entendemos que, mais do que um territ\u00f3rio f\u00edsico, o quilombo \u00e9 um espa\u00e7o de luta permanente pela preserva\u00e7\u00e3o de um legado imensur\u00e1vel, que n\u00e3o se apaga com o tempo, mas se reinventa a cada gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":18418,"template":"","categories":[139,438],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A chamada dos Machado &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-chamada-dos-machado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A chamada dos Machado &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Proposta de Pauta: &#8220;Ra\u00edzes que resistem: a hist\u00f3ria e os desafios no Quilombo dos Machado&#8221; Justificativa: A palavra \u201cra\u00edzes\u201d remete tanto \u00e0 ancestralidade, quanto \u00e0 identidade de um povo. 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