{"id":18620,"date":"2025-07-08T16:16:09","date_gmt":"2025-07-08T19:16:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=18620"},"modified":"2025-07-10T09:38:28","modified_gmt":"2025-07-10T12:38:28","slug":"preconceito-pilchado-de-tradicao","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/preconceito-pilchado-de-tradicao\/","title":{"rendered":"Preconceito pilchado de tradi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h5><strong>Contexto:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>O objetivo da reportagem foi tratar sobre os preconceitos enraizados no Movimento Tradicionalista Ga\u00facho (MTG), como racismo, homofobia e machismo. A escolha dessa pauta surge da invisibiliza\u00e7\u00e3o de minorias dentro do movimento ou, quando representadas, da forma desigual com que s\u00e3o tratadas, alguns pesquisadores j\u00e1 apontam para essas desigualdades, como \u00e9 o caso do historiador Jocelito Zalla e da cantora e pesquisadora Clarissa Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/editora.pucrs.br\/edipucrs\/acessolivre\/anais\/sipinf\/assets\/edicoes\/2019\/artigo\/20.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Almeida e Grossi (2019)<\/a> estabelecem que a figura do ga\u00facho, as tradi\u00e7\u00f5es e o contexto tradicionalista n\u00e3o representam de fato a hist\u00f3ria do RS, porque o tradicionalismo como \u00e9 conhecido hoje come\u00e7ou a ser constru\u00eddo somente na d\u00e9cada de 1940. As autoras ainda abordam como muitas destas constru\u00e7\u00f5es do tradicionalismo foram feitas a partir de idealiza\u00e7\u00f5es e com certos preconceitos em evid\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"is-style-default\"><em>\u201c[&#8230;] o grande problema \u00e9 que esta figura idealizada e propagada pelo tradicionalismo, leva a n\u00e3o problematiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do estado, de suas contradi\u00e7\u00f5es, desigualdades, suas lutas internas e sua multiculturalidade. Assim, a identidade do povo do estado acaba sendo representada pela figura do ga\u00facho inventado, incorporado e aceito pelo senso comum como hist\u00f3rico\u201d<\/em> (Almeida; Grossi, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>O doutor em hist\u00f3ria <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/560186-a-necessidade-da-desconstrucao-do-machismo-no-universo-regional-entrevista-especial-com-jocelito-zalla\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jocelito Zalla<\/a> fala em entrevista sobre a cria\u00e7\u00e3o da \u201cprenda\u201d. De acordo com ele, a companheira do ga\u00facho na verdade era a \u201cchina\u201d, que era associada \u00e0 uma mulher que n\u00e3o se casava e tinha v\u00e1rios parceiros, por isso foi preciso mudar esta imagem para as dan\u00e7arinas dos CTGs. O historiador explica que \u201c\u2018Prenda\u2019, por sua vez, era termo corrente no meio rural para qualquer objeto de valor material, como uma adaga ou uma guaiaca (cinto) de couro trabalhada.\u201d e a escolha desse nome \u00e9, tamb\u00e9m, uma esp\u00e9cie de objetifica\u00e7\u00e3o das mulheres. Outro aspecto s\u00e3o os vestidos das prendas, de aspecto conservador, que devem cobrir o m\u00e1ximo do corpo, e que foram escolhidos sem a participa\u00e7\u00e3o de mulheres na tomada de decis\u00e3o. Tanto Zalla quanto Almeida e Grossi falam dessa objetifica\u00e7\u00e3o da mulher pela escolha do termo \u201cprenda\u201d e das escolhas das roupas.<\/p>\n\n\n\n<p>Zalla ainda reflete, em outro momento da entrevista, que o machismo neste meio n\u00e3o permite que outras formas de expressar masculinidade tomem espa\u00e7o e, dessa forma, os CTGs podem ser pouco acolhedores para a comunidade LGBT+.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o da imagem do ga\u00facho, da prenda e do pr\u00f3prio MTG, ainda h\u00e1 o apagamento de povos ind\u00edgenas e africanos na cultura do estado, como se eles n\u00e3o estivessem presentes durante a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o foco da reportagem \u00e9 ouvir pessoas&nbsp; que vivem ou viveram experi\u00eancias de preconceito dentro do meio tradicionalista, destacando a presen\u00e7a de minorias no movimento, assim como os desafios que enfrentam e as raz\u00f5es pelas quais essas formas de preconceito ainda persistem em 2025. Para isso, a mat\u00e9ria ir\u00e1 levantar dados sobre o tema, ouvir fontes que pesquisem o MTG e apresentar casos que ilustram a realidade enfrentada por essas minorias.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Objetivo<\/strong>:<\/h5>\n\n\n\n<p>O objetivo da reportagem \u00e9 abordar preconceitos no tradicionalismo ga\u00facho, como machismo, homofobia e racismo, ao mesmo tempo que tenta entender quais as ra\u00edzes culturais que fazem com que estes preconceitos apare\u00e7am at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Fontes<\/strong>:<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Jocelito Zalla<\/strong> \u2013 professor de hist\u00f3ria no col\u00e9gio de aplica\u00e7\u00e3o da UFRGS e no PPG em hist\u00f3ria. Entre as \u00e1reas de interesse dele est\u00e3o \u201cfolclorismos, tradi\u00e7\u00f5es e cultura popular; regionalismo ga\u00facho e gauchismos\u201d. Deu a entrevista \u201c<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/560186-a-necessidade-da-desconstrucao-do-machismo-no-universo-regional-entrevista-especial-com-jocelito-zalla\">A necessidade da desconstru\u00e7\u00e3o do machismo no universo ga\u00facho. Entrevista especial com Jocelito Zalla\u201d<\/a> ao Instituto Humanitas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clarissa Ferreira<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/clarissaferreiraaaa\/?hl=pt\">@clarissaferreiraaaa<\/a>) \u2013 cantora e violinista, doutora em Etnomusicologia; aborda um vi\u00e9s mais feminista no meio tradicionalista. Autora do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.editoracoragem.com.br\/product-page\/gauchismo-l%C3%ADquido\">Gauchismo L\u00edquido<\/a>\u201d que tem entre os principais temas a representa\u00e7\u00e3o da mulher na m\u00fasica e literatura ga\u00facha. Deu a entrevista \u201c<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/cultura-gaucha-para-todos-e-todas\">Cultura ga\u00facha para todos e todas?<\/a>\u201d que foi um dos pontos iniciais para pensar a abordagem da reportagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Paulo Marin<\/strong> &#8211; dan\u00e7arino de CTG, tiktoker, LGBTQIAPN+. Faz alguns v\u00eddeos para as redes sociais falando sobre \u201clivre arb\u00edtrio\u201d, em que utiliza do efeito de transi\u00e7\u00e3o para mostrar ele vestido com trajes ga\u00fachos e, em seguida, roupas de festa e maquiagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Josselini Tito<\/strong> \u2013 Frequentadora de CTG desde a inf\u00e2ncia, coordenadora cultural da regi\u00e3o norte de Porto Alegre e sota-capataz (quem desempenha fun\u00e7\u00f5es administrativas) do CTG Ra\u00edzes do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Perguntas norteadoras<\/strong>:<\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Quais os preconceitos enfrentados por minorias na cultura e movimento tradicionalista ga\u00facho e por qu\u00ea?&nbsp;<\/li><li>Quem ainda fica de fora dos espa\u00e7os de cultura ga\u00facha e por que?<\/li><li>Quais as \u201cra\u00edzes hist\u00f3ricas\u201d que fazem com que estes preconceitos ainda apare\u00e7am atualmente?<\/li><li>No RS temos a Parada Livre, casamento LGBT, movimentos feministas, entre tantas outras causas, por que o MTG n\u00e3o vem se atualizando conforme o restante da sociedade?<\/li><li>Pelas pesquisas que fizemos, o MTG foi criado por volta da d\u00e9cada de 40 e as mulheres n\u00e3o tiveram espa\u00e7o neste processo. Pelas suas pesquisas, isso se confirma ou tamb\u00e9m havia mulheres na cria\u00e7\u00e3o do movimento?<\/li><li>Ocorreu algum tipo de obje\u00e7\u00e3o por parte das mulheres em rela\u00e7\u00e3o ao uso do termo \u201cPrenda\u201d ou das vestimentas atribu\u00eddas \u00e0s mulheres no MTG?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Ideias de fotos:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>De poss\u00edveis <em>cases<\/em> que frequentaram CTG e n\u00e3o v\u00e3o mais por causa do preconceito, seria interessante se eles tivessem fotos de quando frequentavam. Ou se eles tiverem alguma roupa guardada, poderia ser algo mais posado com a roupa \u201cestendida\u201d e a pessoa, dando a entender que n\u00e3o \u00e9 mais usado;<\/li><li><em>Cases<\/em> que ainda est\u00e3o no meio do CTG pode ser tirado alguma foto em ensaio ou apresenta\u00e7\u00e3o;<\/li><li>Uma possibilidade mais simb\u00f3lica seriam as roupas de CTG, ou algum centro de tradi\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Propostas multim\u00eddia:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Infogr\u00e1fico com CTGs pelo RS;<\/li><li>V\u00eddeo da pessoa em algum ensaio\/apresenta\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Produ\u00e7\u00e3o para as redes:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ol><li>Alguma foto da fachada de um CTG.<\/li><li>Post de uma \u201ccuriosidade\u201d, dizendo que h\u00e1 CTGs fora do RS.<\/li><li>Foto com itens gauchescos.<\/li><li>Sugest\u00e3o de filmes\/s\u00e9ries\/livros: O Tempo e o Vento; A casa das sete mulheres.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<h5><strong>Materiais consultados:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.jcorreiodopovo.com.br\/ultimas-noticias\/a-origem-do-gaucho-e-de-onde-vem-esta-cultura-tao-rica-e-tradicional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A origem do ga\u00facho e de onde vem esta cultura t\u00e3o rica e tradiciona<\/a>l<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/cultura-gaucha-para-todos-e-todas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cultura ga\u00facha para todos e todas?<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/cultura.rs.gov.br\/tema-festejos-2022\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Etnias do Ga\u00facho<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/560186-a-necessidade-da-desconstrucao-do-machismo-no-universo-regional-entrevista-especial-com-jocelito-zalla\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A necessidade da desconstru\u00e7\u00e3o do machismo no universo ga\u00facho. Entrevista especial com Jocelito Zalla<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mtg.org.br\/carta-de-principios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carta de Princ\u00edpios MTG<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/editora.pucrs.br\/edipucrs\/acessolivre\/anais\/sipinf\/assets\/edicoes\/2019\/artigo\/20.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A representa\u00e7\u00e3o da mulher no tradicionalismo ga\u00facho: estere\u00f3tipo e subvers\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/repositorio.ufsm.br\/bitstream\/handle\/1\/24815\/TCC%20Tain%C3%A1%20Severo%20Valenzuela%20-%20APROVADO%20.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meu eu do sul: as minorias no movimento tradicionalista ga\u00facho&nbsp;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.cbtg.com.br\/noticia\/imprensa-e-relacoes-publicas\/quantidade-de-ctgspiquetes-no-brasil\/18\/498\/#:~:text=Conforme%20dados%20atualizados%2C%20no%20Brasil,e%204.031%20Piquetes%2D%20Entidades%20Similares.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Tradi\u00e7\u00e3o Ga\u00facha<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a turma definiu o tema da edi\u00e7\u00e3o 65 da revista sextante, logo nossa dupla sentou para alinhar qual pauta gostar\u00edamos de desenvolver a partir da proposta dada. Definido o tema \u201cpreconceitos enraizados no tradicionalismo ga\u00facho\u201d, faltava definir ainda quem seriam nossas fontes, pois n\u00e3o pod\u00edamos ter apenas dan\u00e7arinos e frequentadores de Centros de Tradicionalismo Ga\u00facho (CTG).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um tema mais pol\u00eamico, tivemos uma certa dificuldade em encontrar pessoas dispostas a falar sobre preconceitos existentes em um lugar que, muitas delas, consideram sua segunda casa. Encontradas as fontes, foi preciso trabalhar em uma abordagem para que as pessoas fossem o menos evasivas poss\u00edvel durante as entrevistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo todo nos gerou um misto de sentimento, pois as hist\u00f3rias contadas pelas fontes demonstravam situa\u00e7\u00f5es de preconceito, mas ao mesmo tempo observamos uma tentativa de \u201cproteger\u201d o CTG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em certo momento fomos a um CTG para fazer imagens e, ao mesmo tempo que ficamos admiradas com a dan\u00e7a e com a sensa\u00e7\u00e3o de \u201cpertencimento \u00e0 cultura ga\u00facha\u201d, a situa\u00e7\u00e3o gerou certo desconforto: percebemos diversos tipos de preconceitos velados, sendo que poucos dias antes os entrevistados haviam nos dito que esse tipo de comportamento era quase nulo nesses espa\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, passamos pela situa\u00e7\u00e3o de ter que explicar para quem estava no CTG sobre o que era nossa reportagem. Neste momento sentimos o clima ficar mais pesado e uma certa desaprova\u00e7\u00e3o, mas conforme conversamos e fotografamos as pessoas, elas passaram a ser mais receptivas conosco \u2013 embora mal tocassem no assunto da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, alguns dos conte\u00fados que produzimos n\u00e3o foram os que pensamos durante a pauta. Acabamos tendo outras ideias de posts para as redes sociais e materiais multim\u00eddia, assim como parte do que pesquisamos para a pauta n\u00e3o entrou na reportagem. Entendemos que isso faz parte do processo: adequar os conte\u00fados conforme as hist\u00f3rias se desenrolam e as informa\u00e7\u00f5es ficam mais n\u00edtidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A dupla de rep\u00f3rteres n\u00e3o frequenta de fato&nbsp; esse mundo tradicionalista, mas esse trabalho nos colocou para pensar o quanto estigmas e preconceitos est\u00e3o enraizados em nosso cotidiano a ponto de nem percebermos mais. Ser\u00e1 que nos acostumamos com certas atitudes ou apenas deixamos pra l\u00e1 para evitar o estresse?<\/p>\n","protected":false},"featured_media":18598,"template":"","categories":[139,438],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Preconceito pilchado de tradi\u00e7\u00e3o &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/preconceito-pilchado-de-tradicao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Preconceito pilchado de tradi\u00e7\u00e3o &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Contexto: O objetivo da reportagem foi tratar sobre os preconceitos enraizados no Movimento Tradicionalista Ga\u00facho (MTG), como racismo, homofobia e machismo. 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