{"id":18800,"date":"2025-07-08T16:16:31","date_gmt":"2025-07-08T19:16:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=18800"},"modified":"2025-07-08T16:16:32","modified_gmt":"2025-07-08T19:16:32","slug":"pauta-ciganos-povo-invisivel","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/pauta-ciganos-povo-invisivel\/","title":{"rendered":"O povo invis\u00edvel"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Quest\u00e3o central da pauta:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como os povos ciganos perpetuam a sua cultura no Rio Grande do Sul mesmo sendo marginalizados e invisibilizados pela sociedade e pelo poder p\u00fablico?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enfoque:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ra\u00edzes invis\u00edveis: <\/em>a resist\u00eancia cultural e social dos povos ciganos em solo ga\u00facho ap\u00f3s gera\u00e7\u00f5es de preconceito, racismo e esquecimento pela sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o do tema:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros ciganos a pisar em solo brasileiro vieram de Portugal, no ano de 1574. Ap\u00f3s 451 anos desde a sua chegada, os ciganos seguem \u00e0 margem da sociedade por reflexo do preconceito enraizado no antro social do Pa\u00eds. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o cigana com resid\u00eancia fixa segue na invisibilidade, para se proteger do preconceito ou para manter suas tradi\u00e7\u00f5es resguardadas dos <em>gaj\u00e9s<\/em>, os n\u00e3o ciganos. Historicamente v\u00edtimas do \u00f3dio, os ciganos foram escravizados e perseguidos ao longo dos s\u00e9culos. A Su\u00ed\u00e7a foi uma das primeiras na\u00e7\u00f5es a instituir leis contra a presen\u00e7a dos ciganos, por volta de 1470. Durante o regime nazista, na Alemanha, estima-se que cerca de 500 mil ciganos tenham sido assassinados dentro e fora dos campos de concentra\u00e7\u00e3o como uma tentativa de aniquilar as heran\u00e7as ciganas. As pr\u00e1ticas criminosas persistem e afastam parte dos povos ciganos de uma vida digna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil, existem tr\u00eas grandes grupos que comp\u00f5em os povos ciganos vivendo no pa\u00eds: os Rom, os Sinti e os Calon. Estima-se que descendentes dos povos ciganos estejam instalados em todos os estados brasileiros, seja aqueles que mant\u00e9m as tradi\u00e7\u00f5es itinerantes dos antepassados ou aqueles que se estabeleceram em moradias fixas. Apesar do imagin\u00e1rio popular levar a crer que povos ciganos fazem parte do cotidiano brasileiro, a quantidade de suporte governamental e de conte\u00fado acad\u00eamico e jornal\u00edstico sobre as suas origens e costumes s\u00e3o escassos. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), cerca de 800 mil a um milh\u00e3o de pessoas se identificam como ciganos. Apesar do dado ser relevante, a \u00faltima vers\u00e3o deste tipo de pesquisa foi realizada em 2011. N\u00e3o h\u00e1 novos levantamentos oficiais que atualizem ou fa\u00e7am men\u00e7\u00e3o direta ao n\u00famero de ciganos brasileiros desde 2014, o que denota despreparo na coleta de dados ou neglig\u00eancia. O pesquisador Alu\u00edzio de Azevedo Silva J\u00fanior aponta inclusive que houve problemas na coleta de dados oficiais sobre as comunidades ciganas j\u00e1 que, \u201cal\u00e9m das dificuldades inerentes \u00e0 sistematiza\u00e7\u00e3o da dados de grupos que migram internamente, h\u00e1 falhas nos dados acerca dos ciganos que fixaram resid\u00eancia e que n\u00e3o s\u00e3o mapeados e abrangidos pelas estat\u00edsticas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O retrato dessa falha \u00e9 a falta de constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas em prol dos povos ciganos. O movimento pol\u00edtico e legislativo acerca deste tema \u00e9 recente e n\u00e3o h\u00e1 um reflexo pr\u00e1tico e imediato das medidas e das a\u00e7\u00f5es nas vidas dos ciganos no Brasil. Assuntos b\u00e1sicos como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o para descendentes de povos ciganos come\u00e7aram a ser debatidos h\u00e1 menos de uma d\u00e9cada nos parlamentos nacionais. O avan\u00e7o \u00e9 quase irris\u00f3rio em compara\u00e7\u00e3o com o tempo desde a chegada dos primeiros ciganos at\u00e9 o momento atual. A Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade do Povo Cigano\/Romani foi institu\u00edda apenas em 2018. Como parte da Pol\u00edtica, o Governo do Rio Grande do Sul implementou em 2021 que munic\u00edpios ga\u00fachos podem solicitar \u00e0 Secretaria Estadual de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul (SES-RS) incentivos financeiros para o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade de popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. O investimento seria destinado atrav\u00e9s do Programa Estadual de Incentivos para Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade (PIAPS), por\u00e9m, desde ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 registros de munic\u00edpios cadastrados no PIAPS com projetos destinados aos povos ciganos. Inclusive, no painel de indicadores&nbsp; do programa, n\u00e3o h\u00e1 uma filtragem ou dados que disponham sobre povos ciganos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o Senado Federal protocolou o Estatudo dos Povos ciganos, projeto articulado e aprovado no mesmo ano com o int\u00faito de garantir aos povos ciganos a efetiva inclus\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a defesa dos direitos \u00e9tnicos individuais, coletivos e difusos e o combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e \u00e0s demais formas de intoler\u00e2ncia \u00e9tnica. Dois anos ap\u00f3s, o Governo Federal, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Igualdade Racial (MIR) lan\u00e7ou o Plano Nacional de Pol\u00edticas para Povos Ciganos. Entre os objetivos do decreto, est\u00e1 o combate ao anticiganismo, o reconhecimento da cultura e dos modos de vida dos ciganos, al\u00e9m da elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para garantir os direitos dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira e reparar s\u00e9culos de desigualdade. N\u00e3o h\u00e1 registros de a\u00e7\u00f5es ou melhorias pr\u00e1ticas realizadas a partir dos dois decretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse contexto desigual e desfavor\u00e1vel, os povos ciganos seguem, na pr\u00e1tica, invis\u00edveis ao poder p\u00fablico, visto que nem mesmo o Brasil tem informa\u00e7\u00f5es sobre a quantidade exata do n\u00famero de ciganos brasileiros. Apesar disso, suas cren\u00e7as, culturas e costumes seguem sendo perpetuados dentro de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que vive \u00e0s sombras, mas que mant\u00e9m as pr\u00e1ticas intactas atrav\u00e9s da manuten\u00e7\u00e3o das diferentes formas de viver as ra\u00edzes ciganas. O prop\u00f3sito da reportagem \u00e9 retratar que o sentido de pertencimento do povo cigano n\u00e3o \u00e9 baseado em um local espec\u00edfico e que a caracteriza\u00e7\u00e3o da sua identidade vai al\u00e9m da consolida\u00e7\u00e3o f\u00edsica e concreta da ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os na sociedade, com o objetivo de relatar como a ancestralidade cigana resiste apesar do preconceito, racismo e falta de amparo por parte do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assim, pretendemos responder algumas quest\u00f5es atrav\u00e9s desta reportagem, como:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Onde vivem os descendentes ciganos no Rio Grande do Sul?<\/li><li>Quais as suas condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e dificuldades geradas por serem ciganos?<\/li><li>Como \u00e9 a experi\u00eancia dos povos ciganos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Quantos seguem as culturas ciganas e quantos deixam de lado os costumes?<\/li><li>Como \u00e9 a conviv\u00eancia com o preconceito hist\u00f3rico?<\/li><li>Quantos passaram por problemas por conta da sua descend\u00eancia?<\/li><li>Como eles mant\u00eam a conex\u00e3o com as suas origens e tradi\u00e7\u00f5es?<\/li><li>Como passam de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o as suas pr\u00e1ticas?<\/li><li>Como as crian\u00e7as s\u00e3o criadas pelos povos ciganos e como as experi\u00eancias s\u00e3o repassadas?<\/li><li>Qual \u00e9 o suporte do poder p\u00fablico para os povos ciganos?<\/li><li>Qual o papel dos munic\u00edpios, estados e federa\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Quais investimentos ou a\u00e7\u00f5es foram realizados nas \u00faltimas d\u00e9cadas em prol dos povos ciganos?<\/li><li>Como \u00e9 o cotidiano dessas pessoas?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Rose Winter, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Ciganos Itinerantes do Rio Grande do Sul;<\/li><li>Marta Antunes, pesquisadora do IBGE respons\u00e1vel pelo projeto de Povos e Comunidades Tradicionais;<\/li><li>Minist\u00e9rio de Igualdade Racial, respons\u00e1vel pelo Plano Nacional de Pol\u00edticas para Povos Ciganos.<\/li><li>Alberto Saldanha, diretor de Manuten\u00e7\u00e3o dos Pr\u00e9dios P\u00fablicos e Servi\u00e7os P\u00fablicos de Torres;<\/li><li>Igor Nunes, cigano instalado em Torres&nbsp;<\/li><li>Andr\u00e9 Fagundes, cigano instalado em Torres<\/li><li>Ivoneti Fagundes, matriarca cigana instalada em Torres<\/li><li>Asusena Fagundes, cigana instalada em Torres<\/li><li>Elisangela Fagundes, cigana instalada em Torres<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Ideias de fotografia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Foto que retrate a rotina e o ambiente de uma comunidade cigana;<\/li><li>Foto dos acampamentos em que os ciganos vivem;&nbsp;<\/li><li>Foto das vestimentas e elementos culturais dos povos ciganos;<\/li><li>Foto dos acampamentos em que os ciganos vivem;&nbsp;<\/li><li>Retrato dos entrevistados para montagem de uma galeria;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Recursos multim\u00eddia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Recurso de audiodescri\u00e7\u00e3o da reportagem;<\/li><li>Mini document\u00e1rio sobre o cotidiano dos povos ciganos itinerantes;<\/li><li>Gr\u00e1fico com dados generalistas sobre ciganos no Brasil\/RS\/Porto Alegre;<\/li><li>Mapa interativo com as cidades com maior n\u00famero de pessoas ciganas no RS;<\/li><li>Galeria de imagens;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Plano de redes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Mini document\u00e1rio sobre o cotidiano dos ciganos itinerantes;<\/li><li>Sugest\u00e3o de m\u00fasicas sobre ciganos e feitas por povos ciganos;<\/li><li>Sugest\u00e3o de livro;<\/li><li>Sugest\u00e3o de filme;&nbsp;<\/li><li>Sugest\u00e3o de document\u00e1rio;<\/li><li>Sugest\u00e3o de uma p\u00e1gina com comunica\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel sobre o assunto;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/atencaoprimaria.rs.gov.br\/a-saude-dos-povos-ciganos\">A sa\u00fade dos povos ciganos &#8211; Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria do RS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2018\/prt4384_31_12_2018.html\">Portaria n\u00ba 4.384, de 28 de dezembro de 2018<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/saude.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202007\/31153736-512.pdf\">Portaria SES n\u00ba 512\/2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods10\/povos-ciganos-resistem-apesar-do-preconceito-e-da-marginalizacao\/\">Povos ciganos resistem apesar do preconceito e da marginaliza\u00e7\u00e3o &#8211; #Colabora<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/composicao\/saps\/equidade-em-saude\/povos-ciganos-romani\">Povos Ciganos \/ Romani \u2014 Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ti.saude.rs.gov.br\/piaps_bi\/\">programa estadual de incentivos para aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em sa\u00fade &#8211; piaps<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/890777-proposta-do-senado-cria-o-estatuto-dos-povos-ciganos\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%201387,o%20Estatuto%20dos%20Povos%20Ciganos\">Proposta do Senado cria o Estatuto dos Povos Ciganos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/radio\/programas\/307709-especial-ciganos-1-conheca-o-fascinio-do-povo-cigano-0911\/\">Especial Ciganos 1 &#8211; Conhe\u00e7a o fasc\u00ednio do povo cigano (09&#8217;11&#8221;) &#8211; R\u00e1dio C\u00e2mara<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mda\/pt-br\/assuntos\/povos-e-comunidades-tradicionais\/repositorio-de-marcos-regulatorios-de-regularizacao-fundiaria-de-povos-e-comunidades-tradicionais\/federais\/projetos-de-lei\/pl-1387-2022-no-anterior-pls-248-2015-estatuto-dos-povos-ciganos.pdf\/view\">PL-1387-2022-(N\u00ba-Anterior -PLS-248-2015) &#8211; Estatuto dos Povos Ciganos.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/curiosidades\/o-preconceito-contra-os-ciganos.htm\">O preconceito contra os ciganos &#8211; Mundo Educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/avesso-do-direito\/2021\/10\/06\/ciganos-no-brasil-uma-historia-de-multiplas-discriminacoes-invisibilidade-e-odio\/\">Ciganos no Brasil: uma hist\u00f3ria de m\u00faltiplas discrimina\u00e7\u00f5es, invisibilidade e \u00f3dio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2018\/05\/29\/dados-sobre-a-populacao-cigana-precisam-ser-atualizados-dizem-debatedores\">Dados sobre a popula\u00e7\u00e3o cigana precisam ser atualizados, dizem debatedores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/diversidade\/2022\/06\/08\/noticia-diversidade,1372004\/ciganos-reivindicam-inclusao-no-censo-2022.shtml\">Ciganos reivindicam inclus\u00e3o no Censo 2022 &#8211; DiversEM &#8211; Estado de Minas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.amsk.org.br\/imagem\/publicacao\/Publicacao1_AMSK_2013.pdf\">Dados oficiais sobre os povos romani (ciganos) do Brasil &#8211; 2013<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/static.poder360.com.br\/2024\/10\/Munic_2023_embargo.pdf\">Perfil dos Munic\u00edpios Brasileiros<\/a> &#8211; IBGE<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv94541.pdf\">Perfil dos estados e dos munic\u00edpios brasileiros : IBGE 2014<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A partir da defini\u00e7\u00e3o do tema da 65\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Sextante, come\u00e7amos a nos questionar quais s\u00e3o as diferentes formas que as ra\u00edzes podem assumir. A partir disso, percebemos que elas v\u00e3o muito al\u00e9m do aspecto f\u00edsico, ou seja, n\u00e3o se limitam apenas ao lugar onde uma pessoa ou um grupo est\u00e1 instalado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Escolhemos tratar sobre os ciganos justamente por serem um povo historicamente associado ao deslocamento constante. Ao longo da apura\u00e7\u00e3o da reportagem, entendemos que essa itiner\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 uma escolha, mas uma imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentamos muitos desafios ao longo da apura\u00e7\u00e3o. O primeiro, sem d\u00favida, foi encontrar registros sobre o povo cigano que n\u00e3o refor\u00e7assem estigmas nem reproduzissem preconceitos. Al\u00e9m disso, enfrentamos outra grande dificuldade: a quase total aus\u00eancia de dados sobre o povo cigano, que nunca foi inclu\u00eddo no Censo e segue invis\u00edvel para as estat\u00edsticas oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, foi fundamental conhecermos Rose Winter, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ciganos Itinerantes do Rio Grande do Sul. Ela foi nossa madrinha ao longo de toda a constru\u00e7\u00e3o da reportagem, do in\u00edcio ao fim. Foi Rose quem nos revelou a realidade por tr\u00e1s desse tema e que nos apresentou o acampamento de Torres.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":18820,"template":"","categories":[139,438],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O povo invis\u00edvel &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/pauta-ciganos-povo-invisivel\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O povo invis\u00edvel &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Quest\u00e3o central da pauta: Como os povos ciganos perpetuam a sua cultura no Rio Grande do Sul mesmo sendo marginalizados e invisibilizados pela sociedade e pelo poder p\u00fablico? 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