{"id":18816,"date":"2025-07-08T16:16:47","date_gmt":"2025-07-08T19:16:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=18816"},"modified":"2025-07-10T09:40:47","modified_gmt":"2025-07-10T12:40:47","slug":"o-que-semeia-a-permanencia","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/o-que-semeia-a-permanencia\/","title":{"rendered":"O que semeia a perman\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<h5>Pauta<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Agricultura familiar: as ra\u00edzes de quem trabalha com ra\u00edzes&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como os saberes e tradi\u00e7\u00f5es da agricultura familiar s\u00e3o transmitidos entre gera\u00e7\u00f5es e como a nova gera\u00e7\u00e3o do campo ressignifica esses ensinamentos diante das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 agricultura familiar?<\/p>\n\n\n\n<p>A agricultura familiar \u00e9 quando a pr\u00f3pria fam\u00edlia cuida da terra, planta, colhe e faz a gest\u00e3o do que \u00e9 produzido. \u00c9 dali que vem o sustento e a renda de muitas fam\u00edlias do campo, que vivem do que cultivam com as pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Agricultura familiar no Brasil&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), <strong>as propriedades de agricultura familiar somam 3,9 milh\u00f5es no pa\u00eds, representando 77% de todos os estabelecimentos agr\u00edcolas.<\/strong> J\u00e1 em \u00e1rea ocupada, s\u00e3o 23% do total, o equivalente a 80,8 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser um motor econ\u00f4mico e social, a agricultura familiar \u00e9 a principal fonte de gera\u00e7\u00e3o de emprego no campo, representando 67% das ocupa\u00e7\u00f5es rurais, segundo o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Agricultura Familiar. <strong>Aproximadamente 77% dos estabelecimentos agr\u00edcolas no Brasil s\u00e3o familiares, e esses agricultores contribuem para frear o \u00eaxodo rural ao manter as popula\u00e7\u00f5es no campo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio das grandes monoculturas voltadas para exporta\u00e7\u00e3o e altamente mecanizadas, a agricultura familiar \u00e9 respons\u00e1vel por equilibrar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola com a sustentabilidade ambiental, promovendo pr\u00e1ticas diversificadas e sustent\u00e1veis. Com 23% do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do pa\u00eds, o setor tem grande relev\u00e2ncia tanto para o mercado interno quanto para a exporta\u00e7\u00e3o de produtos como soja, milho, a\u00e7a\u00ed e castanha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agricultura familiar no Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio, realizado no ano de 2017 e divulgado em 2019, mostra que, em todo o territ\u00f3rio nacional, s\u00e3o 5.073.324 de estabelecimentos agropecu\u00e1rios, sendo 365.094 (7,2%) no Rio Grande do Sul, o quarto estado brasileiro no ranking do IBGE. Os dados tamb\u00e9m indicam que 83,7% dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios ga\u00fachos t\u00eam entre 0 e 50 hectares. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas ocupadas pelas atividades agropecu\u00e1rias no Brasil, s\u00e3o mais de 15 milh\u00f5es trabalham no campo, sendo 992 mil no RS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Rio Grande do sul, 80,5% dos estabelecimentos foram considerados como de agricultura familiar,<\/strong> detendo 25,3% de toda a \u00e1rea cultivada. O estudo tamb\u00e9m aponta que <strong>a faixa et\u00e1ria de pessoas que vivem no campo \u00e9 alta, e que o n\u00famero de jovens est\u00e1 diminuindo, representando um problema para a sucess\u00e3o rural. <\/strong>Em 2022, 87,5% da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul vivia em \u00e1reas urbanas, de acordo com o Censo Demogr\u00e1fico do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entender como tradi\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e legado coexistem no dia a dia das fam\u00edlias que vivem da agricultura. A proposta \u00e9 contar hist\u00f3rias familiares, revisitando as transforma\u00e7\u00f5es no modo de trabalho, os desafios enfrentados e a import\u00e2ncia das tradi\u00e7\u00f5es que mant\u00eam viva a agricultura familiar ao longo das gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A agricultura familiar vai al\u00e9m de um meio de sustento; ela representa uma heran\u00e7a cultural que carrega valores, conhecimentos e modos de vida passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. No entanto, esse legado n\u00e3o permanece intacto, se adaptando \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es do setor agr\u00edcola, influenciado por avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pol\u00edticas p\u00fablicas e o pr\u00f3prio interesse (ou desinteresse) das novas gera\u00e7\u00f5es em dar continuidade ao trabalho no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem busca entender como o conhecimento agr\u00edcola \u00e9 transmitido ao longo das gera\u00e7\u00f5es e o que se perde ou se transforma nesse processo. Tamb\u00e9m abordaremos o desafio de equilibrar pr\u00e1ticas ancestrais com novas tecnologias e como diferentes gera\u00e7\u00f5es percebem essas mudan\u00e7as, al\u00e9m de abordar quais s\u00e3o as expectativas de quem mant\u00e9m viva a agricultura familiar ao longo de gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Perguntas norteadoras:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ol><li>A transmiss\u00e3o do conhecimento agr\u00edcola ao longo das gera\u00e7\u00f5es<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Como o aprendizado sobre cultivo e manejo da terra \u00e9 passado dentro das fam\u00edlias?<\/li><li>O que se manteve e o que foi perdido ao longo do tempo?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"2\"><li>O desafio de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas tecnologias<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Como as novas gera\u00e7\u00f5es lidam com o avan\u00e7o das m\u00e1quinas e a automa\u00e7\u00e3o no campo?<\/li><li>H\u00e1 resist\u00eancia ou aceita\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas por parte das gera\u00e7\u00f5es mais velhas?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"3\"><li>Ficar ou partir?&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Dois jovens com trajet\u00f3rias diferentes: um que escolheu permanecer no campo e outro que decidiu seguir outro caminho. Quais s\u00e3o os desafios e as oportunidades que influenciam essa decis\u00e3o?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Poss\u00edveis fontes<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Cases de fam\u00edlias que trabalham com agricultura h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es e frequentam a Banca das Ra\u00edzes da Feira Ecol\u00f3gica do Bom Fim (@bancadasraizesfae), aos s\u00e1bados de manh\u00e3, em Porto Alegre. A ideia \u00e9 visitar a feira e, tamb\u00e9m, a planta\u00e7\u00e3o de alguma dessas fam\u00edlias;<\/li><li>Ezequiel Cardoso Martins, agricultor que faz os v\u00eddeos da Banca das Ra\u00edzes no Instagram;<\/li><li>Heverton Lacerda, presidente da Agapan;<\/li><li>Tatiana Duarte, professora de Agronomia da UFRGS e coordenadora do projeto de extens\u00e3o Horticultura Urbana.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Poss\u00edveis perguntas &#8211; agricultores&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Qual a hist\u00f3ria da sua fam\u00edlia com a agricultura? H\u00e1 quantas gera\u00e7\u00f5es voc\u00eas cultivam essa terra? Como tudo come\u00e7ou?&nbsp;<\/li><li>Que tradi\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas voc\u00ea herdou dos seus pais ou av\u00f3s?<\/li><li>Como era a rotina agr\u00edcola d\u00e9cadas atr\u00e1s, comparada com hoje?<\/li><li>Quais s\u00e3o as maiores dificuldades hoje? Como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pol\u00edticas agr\u00edcolas e tecnologias impactaram o trabalho?<\/li><li>Qual \u00e9 a mem\u00f3ria mais marcante que voc\u00ea tem do trabalho no campo em fam\u00edlia?<\/li><li>Como as novas tecnologias t\u00eam impactado a din\u00e2mica familiar no campo?<\/li><li>Quais produtos voc\u00eas cultivam na propriedade e por que escolheram esses cultivos?<\/li><li>Como garantir que o legado da sua fam\u00edlia n\u00e3o se perca nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es?<\/li><li>Qual mensagem voc\u00ea deixaria para os membros mais novos da sua fam\u00edlia sobre a import\u00e2ncia de honrar suas ra\u00edzes?<\/li><li>Como esse v\u00ednculo com a terra\/agricultura impacta sua identidade?<\/li><li>Voc\u00ea gosta da rotina que tem?&nbsp;<\/li><li>Como \u00e9 o dia a dia do seu trabalho?<\/li><li>Qual a maior alegria e o maior desafio do dia a dia da planta\u00e7\u00e3o?<\/li><li>O que de mais valioso voc\u00ea aprendeu com o campo?<\/li><li>Por que voc\u00ea planta esse cultivo especificamente? Qual a rela\u00e7\u00e3o desse cultivo com a sua fam\u00edlia?<\/li><li>Como funcionam os investimentos na lavoura?&nbsp;<\/li><li>Voc\u00ea gosta que a fam\u00edlia d\u00ea seguimento ao ramo ou gostaria que seguissem um outro caminho?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Poss\u00edveis perguntas &#8211; <\/strong><strong>Tatiana Duarte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Quais os principais desafios do trabalho no campo atualmente?&nbsp;<\/li><li>Como as novas tecnologias afetam ou contribuem para a agricultura familiar?<\/li><li>O que representa a agricultura familiar hoje para o cen\u00e1rio do estado e do pa\u00eds?<\/li><li>O que afeta hoje os resultados dos agricultores no campo?<\/li><li>Como voc\u00ea v\u00ea o interesse dos jovens estudantes de Agronomia pela agricultura familiar? H\u00e1 um movimento de valoriza\u00e7\u00e3o ou distanciamento?<\/li><li>Voc\u00ea j\u00e1 acompanhou casos de fam\u00edlias que trouxeram seus saberes do campo para a cidade e seguem cultivando, mesmo em outro contexto? Seus alunos, por exemplo.<\/li><li>H\u00e1 algo que voc\u00ea acha que mais pesa na decis\u00e3o de jovens ficarem ou n\u00e3o no campo?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Poss\u00edveis perguntas &#8211; <\/strong><strong>Heverton Lacerda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Quais os efeitos ambientais que a desvaloriza\u00e7\u00e3o da agricultura familiar traz?<\/li><li>Qual o impacto da agricultura familiar no meio ambiente?<\/li><li>Como voc\u00ea avalia o papel da agricultura familiar na preserva\u00e7\u00e3o ambiental e na constru\u00e7\u00e3o de um modelo mais sustent\u00e1vel de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola?<\/li><li>Voc\u00ea acredita que a entrada de novas gera\u00e7\u00f5es no campo tem favorecido pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis ou mais \u201ctecnificadas\u201d?<\/li><li>O quanto a tradi\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 vista como aliada da sustentabilidade no campo? E o quanto as novas tecnologias podem amea\u00e7ar ou fortalecer isso?<\/li><li>Qual a import\u00e2ncia de manter vivos a cultura e os saberes tradicionais na agricultura familiar, mesmo diante de tantas mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e clim\u00e1ticas?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Sugest\u00f5es de conte\u00fados multim\u00eddia para o site<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>V\u00eddeo-document\u00e1rio curto, cerca de 3 minutos: entrevista com uma fam\u00edlia de agricultores que trabalha no campo h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es e pegar depoimentos do av\u00f4 ou pai, por exemplo, mostrando imagens do plantio.<\/li><li>Galeria de fotos interativa: retratos de diferentes gera\u00e7\u00f5es da mesma fam\u00edlia no trabalho, com pequenos textos explicativos sobre mudan\u00e7as que se deram ao longo do tempo.<\/li><li>Infogr\u00e1fico do caminho da sucess\u00e3o familiar no agro: dados sobre a agricultura familiar no Brasil\/Rio Grande do sul, fatores que influenciam a decis\u00e3o de permanecer ou sair do campo e compara\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas no trabalho rural nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Sugest\u00f5es de postagens para o Instagram<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Antes do lan\u00e7amento da revista<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Card\/reels instigando com a pergunta: &#8220;Voc\u00ea continuaria a tradi\u00e7\u00e3o da sua fam\u00edlia no campo ou seguiria um novo caminho?&#8221;<\/li><li>Enquete nos stories: &#8220;Voc\u00ea j\u00e1 se imaginou trabalhando com agricultura?&#8221;&nbsp; (Sim \/ N\u00e3o \/ Depende) ou \u201cVoc\u00ea tem familiares que trabalham com agricultura?\u201d (Sim \/ N\u00e3o)<\/li><li>V\u00eddeo da planta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia visitada com foco na terra, na agricultura, nas ra\u00edzes de fato, criando uma antecipa\u00e7\u00e3o e curiosidade<\/li><li>Receita com o alimento cultivado pela fam\u00edlia entrevistada&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Depois do lan\u00e7amento da revista&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Reels dando destaque para uma hist\u00f3ria marcante da reportagem, com um depoimento e uma chamada para ler a reportagem completa no site.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tem como pensar em ra\u00edzes sem pensar em raiz de planta, de terra, de natureza. Quando o tema da edi\u00e7\u00e3o 65 da Revista Sextante foi definido, decidimos explorar as ra\u00edzes concretas, aquelas que sustentam a vida no campo e alimentam as cidades. Foi nesse momento que surgiu a ideia: como s\u00e3o as ra\u00edzes de quem cultiva ra\u00edzes todos os dias?<\/p>\n\n\n\n<p>A agricultura familiar apareceu como caminho natural. Come\u00e7amos a busca por uma hist\u00f3ria que revelasse os desafios e a beleza da perman\u00eancia no campo. Chegamos \u00e0 Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. At\u00e9 ent\u00e3o, nenhuma de n\u00f3s conhecia a feira. A primeira visita foi uma descoberta encantadora: alimentos org\u00e2nicos, aromas, cores, fam\u00edlias reunidas em torno do cultivo e da venda. Um verdadeiro patrim\u00f4nio cultural da cidade, constru\u00eddo com as m\u00e3os e a hist\u00f3ria de quem escolheu ficar na terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre tantas bancas, nos aproximamos da fam\u00edlia Martins, da Banca das Ra\u00edzes, e fomos acolhidas por Mauro, com uma generosidade que nos marcou desde o in\u00edcio. Ele partilhou sua trajet\u00f3ria de mais de 30 anos na feira, relatando sobre as dificuldades e sobre a dignidade que a feira proporcionou, inclusive por ter seu filho, Ezequiel, trabalhando com ele. Quando entramos em contato com Ezequiel, observamos o v\u00ednculo entre gera\u00e7\u00f5es e as escolhas de quem decide permanecer na terra. A fam\u00edlia Martins nos mostra que essa perman\u00eancia n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tica; ela se reinventa, se adapta e se cultiva, dia ap\u00f3s dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para trazer uma leitura mais t\u00e9cnica, entrevistamos tamb\u00e9m Tatiana Duarte, professora da Faculdade de Agronomia da UFRGS. Ela contribuiu com uma perspectiva valiosa sobre sucess\u00e3o rural, especialmente por trazer sua experi\u00eancia com jovens agricultores. Seu olhar nos ajudou a entender os desafios estruturais enfrentados pelas fam\u00edlias agricultoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A apura\u00e7\u00e3o foi fluida e tocante. A cada conversa, ficava mais claro que a reportagem n\u00e3o era apenas sobre cultivos, mas sobre escolhas, v\u00ednculos e continuidade. O maior desafio foi fazer justi\u00e7a \u00e0 profundidade dessa hist\u00f3ria: como traduzir em palavras o que \u00e9 passado em sil\u00eancios, gestos e rotinas compartilhadas?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da produ\u00e7\u00e3o, sa\u00edmos com a sensa\u00e7\u00e3o de que essa reportagem semeia mais do que informa\u00e7\u00e3o. O que semeia a perman\u00eancia nasceu da pauta, mas cresceu com escuta, sensibilidade e respeito. Esperamos que ela tamb\u00e9m possa florescer em quem l\u00ea, despertando um novo olhar sobre quem cultiva o alimento que chega at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":18667,"template":"","categories":[139,438],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O que semeia a perman\u00eancia &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/o-que-semeia-a-permanencia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O que semeia a perman\u00eancia &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pauta Agricultura familiar: as ra\u00edzes de quem trabalha com ra\u00edzes&nbsp; Conceito Como os saberes e tradi\u00e7\u00f5es da agricultura familiar s\u00e3o transmitidos entre gera\u00e7\u00f5es e como a nova gera\u00e7\u00e3o do campo ressignifica esses ensinamentos diante das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e sociais.&nbsp; Fundamenta\u00e7\u00e3o O que \u00e9 agricultura familiar? 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