{"id":19567,"date":"2025-12-16T10:59:17","date_gmt":"2025-12-16T13:59:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=19567"},"modified":"2025-12-16T10:59:18","modified_gmt":"2025-12-16T13:59:18","slug":"o-despertar-de-um-recomeco","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/o-despertar-de-um-recomeco\/","title":{"rendered":"O despertar de um recome\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<h3>Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 o tempo em que uma mulher fica em uma casa de acolhimento depois de sofrer viol\u00eancia dom\u00e9stica?<\/p>\n\n\n\n<h3>Abordagem<\/h3>\n\n\n\n<p>Em meio a um aumento expressivo de <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2025\/08\/07\/19-anos-da-lei-maria-da-penha-em-media-duas-mulheres-sofrem-violencia-domestica-a-cada-hora-no-rs.ghtml\">20% de feminic\u00eddios e 16,5% de tentativas<\/a> de feminic\u00eddios no Rio Grande do Sul no ano de 2025, vamos fazer uma reportagem sobre a vida de mulheres em casas de acolhimento ap\u00f3s sofrerem algum tipo de viol\u00eancia. Em m\u00e9dia, <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2025\/08\/07\/19-anos-da-lei-maria-da-penha-em-media-duas-mulheres-sofrem-violencia-domestica-a-cada-hora-no-rs.ghtml\">duas mulheres<\/a> sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada hora no Rio Grande do Sul. Al\u00e9m disso, segundo o <a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/anuario-2025.pdf\">Anu\u00e1rio Brasileiro da Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>, o estado lidera o ranking de feminic\u00eddios de mulheres que tinham medidas protetivas em vigor. As casas de acolhimento s\u00e3o uma das principais maneiras de garantir a seguran\u00e7a de mulheres em risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Faremos uma imers\u00e3o em uma casa de acolhimento, buscando entender como o tempo \u00e9 percebido pelas pessoas acolhidas. Ficaremos o per\u00edodo de uma estadia para perceber o que acontece naquele ambiente durante o per\u00edodo de acolhimento. Podemos contar a hist\u00f3ria das v\u00edtimas e das organizadoras das casas de acolhimento. Falar sobre como \u00e9 a rotina e qual o impacto dessa experi\u00eancia aos acolhidos.Podemos falar sobre o atendimento multidisciplinar dentro dessas casas de acolhimento com aux\u00edlio em quest\u00f5es de sa\u00fade e jur\u00eddicas, al\u00e9m de moradia e sa\u00fade mental. Podemos falar sobre o momento em que elas chegam nessas casas, se existe algum padr\u00e3o ou perfil dessas mulheres. Precisamos questionar se elas se sentem seguras dentro desses lugares e em como elas pretendem se reerguer e sair de l\u00e1. Temos que falar sobre o emprego dessas mulheres, se elas continuam trabalhando, se tiveram que parar e se querem arranjar um novo trabalho. Incluir na reportagem um card com informa\u00e7\u00f5es de como pedir ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, s\u00e3o ao menos 15 abrigos com equipes especializadas, em 14 dos 497 munic\u00edpios. <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/seguranca\/noticia\/2025\/05\/rs-tem-15-abrigos-sigilosos-destinados-a-mulheres-vitimas-de-violencia-domestica-cmaedt2pj01a9015ckg437ns3.html\">RS tem 15 abrigos sigilosos destinados a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3>Fontes<\/h3>\n\n\n\n<ul><li><strong>Simone Paulon, <\/strong>Psic\u00f3loga, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde coordena o grupo INTERVIRES de pesquisa-interven\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Mental e Cuidado em Rede junto ao programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Psicologia Social. Sugest\u00e3o da conselheira Carolina<\/li><li><strong>Fernanda Hablich Deam<\/strong> Delegada da Segunda Delegacia de Mulher<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Irm\u00e3 Raquel Pena Pinto Antonio Giaconelli ou Cristiana Rodrigues Marques<\/strong>, coordenadora da Casa Bet\u00e2nia.<\/li><li><strong>Carolina Campos<\/strong>, assistente social e coordenadora da Casa Viva Maria.<\/li><li><strong>Nana Sanches Casa Mulheres Mirabal<\/strong>, a Casa de Refer\u00eancia Mulheres Mirabal, em Porto Alegre, recebeu uma intima\u00e7\u00e3o judicial para desocupar o im\u00f3vel na Zona Norte da cidade, utilizado para acolher mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Podemos usar essa fonte para fazer um contraponto das casas que tem o suporte da prefeitura. Endere\u00e7o: Rua Souza Reis, n\u00ba 132 \u2013 Porto Alegre<\/li><li><strong>L\u00edgia Mori Madeira<\/strong>, coordenadora do \u00a0Observat\u00f3rio da Viol\u00eancia de G\u00eanero: feminic\u00eddios, viol\u00eancia dom\u00e9stica e viol\u00eancia pol\u00edtica da UFRGS<\/li><li><strong>Fernanda Mendes Ribeiro<\/strong>, Advogada e Coordenadora dos Direitos da Mulher de Porto Alegre<\/li><li><strong>Fernanda Lima Nunes,<\/strong> coordenadora dos Direitos da Mulher, da Secretaria Municipal de Inclus\u00e3o e Desenvolvimento Humano<\/li><li><strong>Residentes das casas<\/strong>, podemos pegar pelo menos 3 cases com experi\u00eancias diferentes<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3>Perguntas<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Perguntas para as moradoras:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Por que est\u00e3o na casa?<\/li><li>H\u00e1 quanto tempo est\u00e3o na casa?<\/li><li>O que fazem na casa? Como \u00e9 a rotina?<\/li><li>Como o tempo \u00e9 percebido dentro de casa? Passa r\u00e1pido? Passa lento?<\/li><li>Elas se sentem seguras dentro da casa?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Perguntas para as organizadoras\/CRAM:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>O que \u00e9 o trabalho do CRAM?<\/li><li>Qual a rela\u00e7\u00e3o do CRAM com as casas de acolhimento?<\/li><li>Quais casas de acolhimento eles coordenam e de que jeito?<\/li><li>\u00c9 necess\u00e1rio registrar boletim de ocorr\u00eancia para entrar na casa?<\/li><li>O que voc\u00eas fazem quando recebem um chamado de algu\u00e9m? Qual o protocolo?<\/li><li>Quanto tempo essas mulheres podem ficar nas casas?<\/li><li>Como \u00e9 a rotina nas casas?<\/li><li>Elas conseguem sair diariamente?<\/li><li>Existe algum plano para sair de l\u00e1?<\/li><li>Que tipo de aux\u00edlio elas recebem?<\/li><li>Alguma delas ainda trabalha?&nbsp;<\/li><li>Algu\u00e9m perdeu o emprego por causa da viol\u00eancia?<\/li><li>Como as mulheres fazem para procurar novos empregos?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Pergunta para as crian\u00e7as:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Existem atividades recreativas?<\/li><li>Como \u00e9 a rotina das crian\u00e7as nessas casas?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3><strong>Ideias Multim\u00eddia:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Infogr\u00e1fico sobre viol\u00eancia contra a mulher, visualiza\u00e7\u00e3o dos dados da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mapa da cidade de Porto Alegre com lugares onde conseguir ajuda e indica\u00e7\u00e3o de contatos que possam ajudar quem sofre com a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>I<\/strong>deias Redes<\/h3>\n\n\n\n<p>25 de novembro: Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra as Mulheres<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer um v\u00eddeo falando sobre o caso Mirabal ou o recente caso dos 60 socos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indica\u00e7\u00f5es de filmes sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Curta sobre a Casa Mirabal e que ganhou pr\u00eamio no Festival de Cinema de Gramado &#8211;&nbsp; Roxo Lil\u00e1s e Violeta (ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel)<\/li><li>Filme A Melhor M\u00e3e do Mundo<\/li><li>\u201cAngela\u201d (2023) Dire\u00e7\u00e3o: Hugo Prata Onde assistir: Prime Video<\/li><li>\u201cO homem invis\u00edvel\u201d (2020) Dire\u00e7\u00e3o: Leigh Whannell Onde assistir: Prime Video<\/li><li>\u201cEntre mulheres\u201d (2023) Dire\u00e7\u00e3o: Sarah Polley Onde assistir: Prime Video, dispon\u00edvel para aluguel.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>M\u00fasicas sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica e supera\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Pra todas as mulheres &#8211; Mariana Nolasco<\/li><li>Maria da Vila Matilde &#8211; Elza Soares<\/li><li>100% Feminista &#8211; Mc Carol e Karol Conk\u00e1<\/li><li>Survivor &#8211; Clarice Falc\u00e3o<\/li><li>Respeita as Mina &#8211; Kell Smith<\/li><li>Triste, Louca e M\u00e1 &#8211; Francisco, El Hombre<\/li><li>Marcas &#8211; Myrna Karenina<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h3>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio t\u00ednhamos tr\u00eas ideias, e uma delas acabou se transformando na pauta final para a reportagem. Chegamos na reuni\u00e3o de pauta pensando em quanto tempo demora para mulheres conseguirem uma medida protetiva contra agressores. Por ser pouco tempo, aproximadamente 24 horas, foi sugerido que mud\u00e1ssemos a pauta. Durante a reuni\u00e3o, um colega deu a ideia de fazer sobre o tempo nas casas abrigo para essas mulheres que sofreram viol\u00eancia em Porto Alegre, citando a Casa Mirabal, Casa Lil\u00e1s e Viva Maria como exemplos. Seguimos com essa ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a produ\u00e7\u00e3o, nosso objetivo era visitar as casas e conversar com as mulheres abrigadas. No dia 8 de setembro, ao entrar em contato com a Irm\u00e3 Raquel, coordenadora da Casa Beth\u00e2nia, descobrimos que ter\u00edamos que falar com o CRAM, Centro de Refer\u00eancia de Atendimento \u00e0 Mulher M\u00e1rcia Calixto, para conseguir uma autoriza\u00e7\u00e3o para visitar a Casa. <\/p>\n\n\n\n<p>Dia 12 de setembro, enviamos um e-mail solicitando a autoriza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m uma conversa com a coordenadora do CRAM. Por\u00e9m, n\u00e3o recebemos resposta. Cobramos um retorno pelo e-mail nos dias 15 e 17 de setembro, e continuamos sem resposta. Ligamos para a institui\u00e7\u00e3o, que nos respondeu que a coordenadora n\u00e3o estava dispon\u00edvel. Na mesma semana fomos presencialmente ao local. Tivemos uma conversa r\u00e1pida com a coordenadora de comunica\u00e7\u00e3o Raquel Garbin, que se mostrou aberta a receber a dupla de rep\u00f3rteres para uma conversa sobre o funcionamento do Centro. No dia 30 de setembro, marcamos a entrevista para o dia 2 de outubro. <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, contatamos a Delegada Fernanda Hablich Deam, da Segunda Delegacia da Mulher de Porto Alegre, que nos redirecionou ao Dipam, Divis\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Atendimento \u00e0 Mulher da Pol\u00edcia Civil. O Dipam falou que repassaria nossa demanda para a dire\u00e7\u00e3o e que entraria em contato em breve, o que nunca aconteceu.  <\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no dia 30 de setembro, entramos em contato com outros centros de refer\u00eancia \u00e0 mulher da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Isso resultou em uma entrevista com Fabi\u00e9le Viegas, coordenadora do Centro de Refer\u00eancia da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia de Canoas Patr\u00edcia Esber, que nos informou que n\u00e3o poder\u00edamos fazer a visita na Casa Lil\u00e1s, por motivos de seguran\u00e7a.  Em reuni\u00e3o com as professoras da disciplina, chateados com a falta de resposta e as negativas, chegamos a considerar seguir com outras pautas. Por\u00e9m, no dia 1\u00b0 de outubro, entramos em contato com a Atos 29, que coordena a Casa O\u00e1sis, e foram muito receptivos. Marcamos uma entrevista online com a coordenadora Eduarda Devantier, que mora em Portugal. Na entrevista, conhecemos a hist\u00f3ria da Casa O\u00e1sis e combinamos de fazer uma visita. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 2 de outubro, fizemos a entrevista com a Raquel Garbin, no CRAM de Porto Alegre, que tamb\u00e9m nos negou uma visita \u00e0 Casa Bet\u00e2nia. Por\u00e9m, nos abriu a possibilidade de entrevista com a coordenadora Irm\u00e3 Raquel. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 6 de outubro, fomos para o Centro Social Antonio Gianelli entrevistar a Irm\u00e3 Raquel, que nos contou em detalhes como a Casa Bet\u00e2nia funcionava. No dia seguinte fizemos a visita na Casa O\u00e1sis, onde vimos com nosso pr\u00f3prios olhos como uma casa abrigo funciona. Depois da visita, no dia 8 de outubro, entramos em contato com a ex-abrigada da Casa, a Vanessa, e marcamos uma conversa para o dia 9 de outubro, a data para a entrega da primeira vers\u00e3o da reportagem, que acabou saindo sem o relato dela. Para conversar com Vanessa, nos encontramos em um caf\u00e9 escolhido por ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de um tema sens\u00edvel, tomamos cuidado na escrita da reportagem. Depois de tantos desafios, o material que apuramos era o que precis\u00e1vamos. Uma hist\u00f3ria real, os dados que exp\u00f5em a realidade da viol\u00eancia contra a mulher no Rio Grande do Sul e um entendimento da rotina das abrigadas, a rela\u00e7\u00e3o com o tempo dentro das casas de abrigo. Como rep\u00f3rteres e cidad\u00e3os, a experi\u00eancia das entrevistas e coleta de dados foi muito importante para nossa trajet\u00f3ria.  <\/p>\n","protected":false},"featured_media":19531,"template":"","categories":[139,491],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O despertar de um recome\u00e7o &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/o-despertar-de-um-recomeco\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O despertar de um recome\u00e7o &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Conceito Como \u00e9 o tempo em que uma mulher fica em uma casa de acolhimento depois de sofrer viol\u00eancia dom\u00e9stica? 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