{"id":3309,"date":"2021-11-12T07:51:48","date_gmt":"2021-11-12T10:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=3309"},"modified":"2021-11-22T12:48:05","modified_gmt":"2021-11-22T15:48:05","slug":"nunca-vi-nem-comi-eu-so-ouco-falar","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/nunca-vi-nem-comi-eu-so-ouco-falar\/","title":{"rendered":"Nunca vi, nem comi, eu s\u00f3 ou\u00e7o falar"},"content":{"rendered":"\n<p>Foi-se o tempo em que apenas caviar era \u201ccomida de rico\u201d, como canta Zeca Pagodinho. J\u00e1 antes da pandemia, estava cada vez mais dif\u00edcil para o brasileiro colocar o b\u00e1sico na mesa. Com a chegada desse cen\u00e1rio que vivenciamos hoje, os dados e relatos s\u00e3o ainda mais preocupantes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Duas pesquisas lan\u00e7adas no primeiro semestre deste ano mostraram os n\u00fameros da desigualdade alimentar no Brasil. Os primeiros dados j\u00e1 assustaram: de acordo com a <a href=\"http:\/\/olheparaafome.com.br\/\">Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN),<\/a> 55,2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vivenciava, em dezembro de 2020, inseguran\u00e7a alimentar, e 9% estava passando fome. Recentemente, o Grupo de Pesquisa <a href=\"https:\/\/refubium.fu-berlin.de\/bitstream\/handle\/fub188\/29813\/WP_%234_final_version.pdf?sequence=2\">\u201cAlimentos para Justi\u00e7a: Poder, Pol\u00edtica e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia<\/a>\u201d, trouxe \u00edndices ainda mais altos: 59,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira encontrava-se em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar no mesmo per\u00edodo, sendo que 15% passava fome. Os dados ainda refletem desigualdades hist\u00f3ricas: casas chefiadas por mulheres negras e localizadas no nordeste s\u00e3o as mais afetadas. Al\u00e9m disso, proporcionalmente h\u00e1 mais fome nas \u00e1reas rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que o total de pessoas com alimenta\u00e7\u00e3o em quantidade suficiente e satisfat\u00f3ria no Brasil \u00e9 a mais baixa em 15 anos. Em 2014, em um feito hist\u00f3rico, o Brasil deixou de fazer parte do Mapa da Fome, uma lista da <a href=\"http:\/\/www.fao.org\/brasil\/pt\/\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO)<\/a> com&nbsp; pa\u00edses em que a fome \u00e9 considerada um problema estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a implementa\u00e7\u00e3o do programa Fome Zero em 2003 e as pol\u00edticas de transfer\u00eancia de renda, at\u00e9 2014 o Brasil vinha em uma redu\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a alimentar e nutricional no pa\u00eds, atestada pelos dados da <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/rendimento-despesa-e-consumo\/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD)<\/a> de 2004, 2009 e 2013. Com o in\u00edcio das crises econ\u00f4micas e pol\u00edticas e a redu\u00e7\u00e3o de iniciativas governamentais de combate \u00e0 fome, come\u00e7amos a ver alguns retrocessos ainda em 2017, com dados da Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares. Em 2020, o mundo foi surpreendido com a pandemia de covid-19 e o que j\u00e1 vinha regredindo, ficou ainda pior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E o problema vai al\u00e9m de n\u00e3o ter o que comer. No 6\u00ba pa\u00eds mais desigual do mundo, 117 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o com algum n\u00edvel de inseguran\u00e7a alimentar segundo o estudo \u201cEfeitos da pandemia na alimenta\u00e7\u00e3o e na situa\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar no Brasil\u201d. Ou seja, elas n\u00e3o t\u00eam acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, em diferentes n\u00edveis \u2014 e o desespero aumenta com o fim do aux\u00edlio emergencial de R$600 oferecido nos primeiros meses de pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse panorama impacta no prato b\u00e1sico do brasileiro. E n\u00e3o estamos falando de caviar, mas sim do arroz, feij\u00e3o, carne e ovo, o popular \u201cprato feito\u201d. De acordo com o mesmo estudo, o acesso aos alimentos importantes para a dieta regular caiu significativamente: 44% reduziram o consumo de carnes e 41% diminu\u00edram o consumo de frutas. Montar um prato colorido, como aconselham os nutricionistas, \u00e9 cada vez mais desafiador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida \u00e0 situa\u00e7\u00e3o interna do pa\u00eds, em seu <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/discursos\/2020\/discurso-do-presidente-da-republica-jair-bolsonaro-na-abertura-da-75a-assembleia-geral-da-organizacao-das-nacoes-unidas-onu\">discurso na Assembleia Geral da ONU realizada no in\u00edcio de 2021, <\/a>o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil garantiu, em meio \u00e0 pandemia, a seguran\u00e7a alimentar de um sexto da popula\u00e7\u00e3o mundial. Estamos falando de um mesmo Brasil?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta reportagem pretende responder \u00e0 pergunta \u201cde que forma a desigualdade brasileira se reflete na mesa das pessoas?\u201d. Apesar de o tema ser complexo e abranger muitas quest\u00f5es, nossa abordagem ser\u00e1 focada no crescimento da fome e da inseguran\u00e7a alimentar dos brasileiros que se manifestam, por um lado, pela falta de comida no prato de muitos, e, por outro, pela falta de nutrientes no prato de tantos outros. Sendo assim, faremos um panorama da situa\u00e7\u00e3o alimentar dos brasileiros, conversaremos com especialistas para entender como a dieta de cada um reflete as desigualdades no Brasil e elencaremos alguns motivos para o aumento da fome e da inseguran\u00e7a alimentar mesmo em um pa\u00eds que produz tanto alimento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Fontes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para isso, a reportagem pretende entrevistar pesquisadores das desigualdades brasileiras (soci\u00f3logos, cientistas pol\u00edticos) para entender o contexto social e o que podemos esperar daqui para frente; uma nutricionista para entender sobre os crit\u00e9rios da (in)seguran\u00e7a alimentar; um membro de a\u00e7\u00f5es sociais para ter a vis\u00e3o de quem lida diretamente com pessoas em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar e fome; com pesquisadores mais da \u00e1rea de agricultura para entender a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil e da \u00e1rea de hist\u00f3ria para entender como o pa\u00eds pensa o combate \u00e0 fome ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, est\u00e3o poss\u00edveis fontes e quest\u00f5es para as entrevistas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Soci\u00f3logos e cientistas pol\u00edticos<\/strong>: o que as diferen\u00e7as alimentares dizem sobre as diferen\u00e7as sociais no Brasil? O que esse aumento da fome e da inseguran\u00e7a alimentar que vem desde 2017 diz sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas do pa\u00eds? Seria poss\u00edvel ter um cen\u00e1rio diferente do que vemos hoje mesmo com as crises pol\u00edtica e econ\u00f4mica pr\u00e9-pand\u00eamicas e com a atual pandemia? Por que um dos pa\u00edses mais ricos em riquezas naturais, entre elas alimentos, \u00e9 tamb\u00e9m o 6\u00ba mais desigual do mundo?<ul><li>Prof. Dr. L\u00facio Renn\u00f3, cientista pol\u00edtico, \u00e9 professor associado do Instituto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de Bras\u00edlia e ocupa a Dire\u00e7\u00e3o do Instituto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica para o mandato de 2020 a 2024. <a href=\"mailto:luciorenno@unb.br\">luciorenno@unb.br<\/a>;<\/li><li>Prof. Dra. Renata Motta, soci\u00f3loga, \u00e9 l\u00edder do Grupo de Pesquisa \u201cAlimento para Justi\u00e7a: Poder, Pol\u00edtica e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia\u201d, com sede no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Freie Universit\u00e4t Berlin e financiado pelo Minist\u00e9rio Federal de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Alemanha (BMBF), professora de Sociologia do Instituto de Estudos Latino-Americanos (FU Berlin). renata.motta@fu-berlin.de;&nbsp;<\/li><li>Dr. Marco Antonio Teixeira, soci\u00f3logo, \u00e9 coordenador cient\u00edfico e gerente de projetos do Grupo de Pesquisa \u201cAlimento para Justi\u00e7a: Poder, Pol\u00edtica e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia\u201d, com sede no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Freie Universit\u00e4t Berlin e financiado pelo Minist\u00e9rio Federal de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Alemanha (BMBF), pesquisador de p\u00f3s-doutorado do Instituto Latino-Americano (FU Berlin). marco.teixeira@fu-berlin.de;&nbsp;<\/li><\/ul><\/li><li><strong>Nutricionistas:<\/strong> o que seria uma alimenta\u00e7\u00e3o ideal em rela\u00e7\u00e3o a nutrientes? Quem tem acesso a essa alimenta\u00e7\u00e3o? Como s\u00e3o feitas as pesquisas sobre seguran\u00e7a alimentar? Como isso \u00e9 medido? De que forma a desigualdade brasileira se reflete na mesa das pessoas?&nbsp;<ul><li>Melissa Luciana de Ara\u00fajo, nutricionista, \u00e9 doutoranda em Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e coordenadora da Comiss\u00e3o Permanente de Direito Humano \u00e0 Alimenta\u00e7\u00e3o Adequada (DHAA) no Conselho de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional Sustent\u00e1vel de Minas Gerais (CONSEA\/MG). melissaluciana20@gmail.com;<\/li><li>Prof. Dra. Milene Cristine Pessoa, nutricionista, \u00e9 professora do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e l\u00edder do Grupo de Estudos Pesquisas e Pr\u00e1ticas em Ambiente Alimentar e Sa\u00fade (GEPPAAS). milenecpessoa@gmail.com;<\/li><li>Prof. Dra. Larissa Loures Mendes, nutricionista, \u00e9 professora do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e l\u00edder do Grupo de Estudos Pesquisas e Pr\u00e1ticas em Ambiente Alimentar e Sa\u00fade (GEPPAAS). larissalouresmendes@gmail.com;<\/li><\/ul><\/li><li><strong>Sobre produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos:<\/strong>&nbsp;Podemos dizer que o Brasil voltou ao Mapa da Fome?&nbsp;O que \u00e9 preciso para que alimentos de qualidade cheguem \u00e0 mesa dos brasileiros? Voc\u00eas que pesquisam e trabalham com a quest\u00e3o da fome, voc\u00eas j\u00e1 imaginavam que mais da metade dos brasileiros n\u00e3o tinham acesso a, pelo menos, uma alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade? Por que o Brasil produz tantos alimentos e a fome ainda cresce?&nbsp;Para onde v\u00e3o esses alimentos?&nbsp;Quem mais sofre com a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil?&nbsp;Ao longo da hist\u00f3ria brasileira, chegamos perto de diminuir a desigualdade social e, consequentemente, a fome do pa\u00eds ou nunca chegamos nem perto?&nbsp;Como voc\u00ea v\u00ea essa possibilidade no futuro?&nbsp;<ul><li>Daniel Balaban, ONU &#8211; Diretor do Centro de Excel\u00eancia contra a Fome da ONU \/ PMA em Bras\u00edlia. Ex-Presidente do FNDE \/ Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Brasil;<\/li><li>Marcelo Neri, FGV &#8211; Marcelo Neri \u00e9 Diretor do FGV Social e Fundador do Centro de Pol\u00edticas Sociais (FGV Social\/CPS) onde atua desde 2000. Ministra aulas no doutorado, mestrado e gradua\u00e7\u00e3o da EPGE da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas. Foi Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SAE) e Presidente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA);<\/li><li>Silvia Zimmermann, P\u00f3s-Doutora pelo Observat\u00f3rio de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Agricultura (OPPA\/CPDA\/UFRRJ), pesquisadora e professora na Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino Americana, e membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (<a href=\"https:\/\/pesquisassan.net.br\/\">Rede PENSSAN<\/a>);<\/li><li>Jos\u00e9 Graziano da Silva, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) de 2012 a 2019 e ministro de Seguran\u00e7a Alimentar e Combate \u00e0 Fome no in\u00edcio do governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva;&nbsp;<\/li><\/ul><\/li><li><strong>A\u00e7\u00e3o Social &#8211; Case em Porto Alegre:<\/strong>&nbsp;Quando surgiu a ONG Juntos Somos Mais Fortes de POA? Quais atividades voc\u00eas desenvolvem na ONG? O que mais as pessoas que s\u00e3o atendidas pelo projeto necessitam?&nbsp;Os n\u00fameros revelam que desde 2017 a fome e a inseguran\u00e7a alimentar v\u00eam crescendo no pa\u00eds. Voc\u00eas percebem esse aumento ao longo dos dias no projeto? Com o prolongamento da pandemia, houve mais procura tamb\u00e9m? Voc\u00ea acha que a parte da sociedade que tem condi\u00e7\u00f5es para ter uma boa alimenta\u00e7\u00e3o e para ajudar, se mobiliza o suficiente para isso?&nbsp;E o Estado?<ul><li>Paulo C\u00e9zar F\u00e9lix: criador da ONG Juntos Somos Mais Fortes de POA. Desde mar\u00e7o de 2020, a ong Juntos Somos mais Fortes, no bairro Santana, em<a href=\"http:\/\/diariogaucho.clicrbs.com.br\/rs\/dia-a-dia\/ultimas-noticias\/tag\/porto-alegre\"> Porto Alegre<\/a>, atua com <a href=\"http:\/\/diariogaucho.clicrbs.com.br\/rs\/dia-a-dia\/ultimas-noticias\/tag\/solidariedade\">a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias <\/a>na cidade e Regi\u00e3o Metropolitana. Para ajudar pessoas em vulnerabilidade social, a entidade distribui marmitas a moradores de rua, e cestas b\u00e1sicas e roupas a fam\u00edlias. Para intensificar as atividades, o projeto busca doa\u00e7\u00f5es para se regulamentar.<\/li><li>Historiadora: Como o Brasil lida com o combate \u00e0 fome historicamente? O que a hist\u00f3ria nos mostra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de combate \u00e0 fome? O que funcionou? O que n\u00e3o funcionou?<\/li><li>Eryka Galindo, historiadora, \u00e9 pesquisadora de doutorado do Grupo de Pesquisa \u201cAlimento para Justi\u00e7a: Poder, Pol\u00edtica e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia\u201d, com sede no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Freie Universit\u00e4t Berlin e financiado pelo Minist\u00e9rio Federal de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Alemanha (BMBF). e.silva.galindo@fu-berlin.de.<\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Fotos e ilustra\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>As primeiras ideias relacionadas ao material imag\u00e9tico da reportagem s\u00e3o ilustra\u00e7\u00f5es representando as fotos de <a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/cidades\/pessoas-fazem-fila-para-matar-fome-com-ossos-de-carne-em-cuiaba-mt-19072021\">pessoas na fila dos a\u00e7ougues \u00e0 espera de ossos<\/a>, not\u00edcia de julho de 2021. Uma ilustra\u00e7\u00e3o animada de um prato vazio com ponteiros de rel\u00f3gio, representando o tempo passando e as pessoas sem alimentos \u00e9 outra ideia. Outra ilustra\u00e7\u00e3o poss\u00edvel seria algo referente ao Brasil no mapa da fome novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>De fotos, a reportagem tentar\u00e1 alguma do projeto social de Porto Alegre, provavelmente feita pela pr\u00f3pria fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ilustra\u00e7\u00e3o de abertura, pensei na refer\u00eancia do quadro Retirantes, mas com muito verde colorido em volta, mostrando a desigualdade, a abund\u00e2ncia de comida fora do prato e a falta de alimentos nos corpos magros dos retirantes. A ilustra\u00e7\u00e3o do prato vazio tamb\u00e9m \u00e9 uma possibilidade de capa por enquanto.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem selecionar\u00e1 alguns projetos sociais e criar\u00e1 um box ao final da reportagem com n\u00fameros e como doar para que os leitores possam ajudar, caso queiram.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Sugest\u00f5es multim\u00eddia<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Como a mat\u00e9ria ter\u00e1 muitos dados, \u00e9 importante materializ\u00e1-los e torn\u00e1-los visuais com o aux\u00edlio de infogr\u00e1ficos. Al\u00e9m disso, a reportagem pretende personalizar um infogr\u00e1fico comparativo entre o prato ideal, com seguran\u00e7a alimentar, e o valor desse prato em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda m\u00e9dia dos brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No formato de \u00e1udio, queremos conversar com a fonte local envolvida em projetos sociais em Porto Alegre por \u00e1udio, estilo podcast de perguntas e respostas, ao final da reportagem.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Redes sociais da Sextante<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Para o feed do Instagram e do Facebook, farei a divulga\u00e7\u00e3o das ilustra\u00e7\u00f5es com chamadas para a mat\u00e9ria. Para o Twitter, pretendo tamb\u00e9m divulgar o link da reportagem com ilustra\u00e7\u00e3o e chamada. Al\u00e9m disso, pretendo postar parte da entrevista por \u00e1udio em formato v\u00eddeo com ilustra\u00e7\u00e3o e ondas sonoras em movimento no Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimular a intera\u00e7\u00e3o dos leitores e seguidores das redes, tamb\u00e9m planejo fazer enquetes sobre a vida pessoal das pessoas em rela\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as dos valores e redu\u00e7\u00e3o de certos alimentos e depois algumas sobre dados para embasar a percep\u00e7\u00e3o das pessoas. Pretendo fazer o mesmo ou algo parecido no twitter.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos aproveitar as redes para divulgar informa\u00e7\u00f5es importantes sobre projetos sociais para quem tiver interesse e condi\u00e7\u00f5es de ajudar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5>Refer\u00eancias:&nbsp;<\/h5>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3JukBDtw4Yc&amp;t=3068s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3JukBDtw4Yc&amp;t=3068s<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lDS5VhVGSZc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lDS5VhVGSZc<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s9MVLe-txNc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s9MVLe-txNc<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/06\/30\/afinal-o-brasil-esta-ou-nao-no-mapa-da-fome-da-onu\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/06\/30\/afinal-o-brasil-esta-ou-nao-no-mapa-da-fome-da-onu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2021\/01\/instituto-fome-zero-e-ufrgs-se-unem-para-promover-a-seguranca-alimentar-e-nutricional\/\">https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2021\/01\/instituto-fome-zero-e-ufrgs-se-unem-para-promover-a-seguranca-alimentar-e-nutricional\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/videos\/agronegocio\/295260-conexao-campo-cidade-16082021.html#.YSFx8Y5KjIV\">https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/videos\/agronegocio\/295260-conexao-campo-cidade-16082021.html#.YSFx8Y5KjIV<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/pandemia-deve-elevar-tanto-a-fome-quanto-a-obesidade-entre-brasileiros\/a-55331769\">https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/pandemia-deve-elevar-tanto-a-fome-quanto-a-obesidade-entre-brasileiros\/a-55331769<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.coc.fiocruz.br\/index.php\/pt\/todas-as-noticias\/1957-fome-e-obesidade-sao-indicadores-de-desigualdade-social-e-economica-diz-historiador.html#.YSFx_I5KjIV\">http:\/\/www.coc.fiocruz.br\/index.php\/pt\/todas-as-noticias\/1957-fome-e-obesidade-sao-indicadores-de-desigualdade-social-e-economica-diz-historiador.html#.YSFx_I5KjIV<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/abori.com.br\/artigos\/inseguranca-alimentar-no-brasil-retrato-da-desigualdade-de-genero\/\">https:\/\/abori.com.br\/artigos\/inseguranca-alimentar-no-brasil-retrato-da-desigualdade-de-genero\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2021\/04\/13\/Qual-o-quadro-de-inseguran%C3%A7a-alimentar-no-Brasil-da-pandemia\">https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2021\/04\/13\/Qual-o-quadro-de-inseguran%C3%A7a-alimentar-no-Brasil-da-pandemia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/porto-alegre\/noticia\/2021\/08\/voluntarios-distribuem-marmitas-e-ajudam-familias-no-bairro-ponta-grossa-em-porto-alegre-ckrxixj1a002j013bhz1ir5t1.html\">https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/porto-alegre\/noticia\/2021\/08\/voluntarios-distribuem-marmitas-e-ajudam-familias-no-bairro-ponta-grossa-em-porto-alegre-ckrxixj1a002j013bhz1ir5t1.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-foreground-background-color has-foreground-color is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Felizmente, consegui contatar praticamente todas as fontes pensadas desde a escrita da pauta. Os dados coletados nesta primeira apura\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram bem aproveitados para a reportagem final. Mantive o t\u00edtulo e a primeira frase. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, depois de feita uma primeira vers\u00e3o da reportagem, com base na presente pauta, eu e a colega editora sentimos falta de uma hist\u00f3ria pessoal. Decidi acrescentar, ent\u00e3o, a hist\u00f3ria da Marisa Mittmann da Silva, recicladora que recolhe o lixo recicl\u00e1vel no bairro onde moro. A fonte n\u00e3o estava na pauta inicialmente, mas acabou entrando no texto final.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de ilustra\u00e7\u00f5es e audiovisual, houve algumas mudan\u00e7as. A reportagem foi conclu\u00edda com um box sobre os tipos de inseguran\u00e7a alimentar, duas fotos, uma autoral que n\u00e3o estava prevista e outra j\u00e1 prevista, concedida pelo projeto social e tr\u00eas ilustra\u00e7\u00f5es, sendo uma delas um infogr\u00e1fico, outra um gif do prato esvaziando, ideia antes cogitada, e a foto de capa, inspirada nas pessoas que buscam alimentos e ossos nas ruas. Em vez de utilizar \u00e1udios da entrevista, no decorrer da produ\u00e7\u00e3o da reportagem, optei por incluir as m\u00fasicas que deram origem ao t\u00edtulo e aos entret\u00edtulos do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para as redes sociais, produzi dois tweets sobre o tema, um card para o Instagram e o Facebook, um story ao som da can\u00e7\u00e3o <em>Gente<\/em> de Caetano Veloso, que faz parte dos entret\u00edtulos da mat\u00e9ria, e um carrossel para o Instagram e o Facebook tamb\u00e9m, com dados sobre a desigualdade alimentar.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":3131,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,109],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;Nunca vi, nem comi, eu s\u00f3 ou\u00e7o falar&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/nunca-vi-nem-comi-eu-so-ouco-falar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;Nunca vi, nem comi, eu s\u00f3 ou\u00e7o falar&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Foi-se o tempo em que apenas caviar era \u201ccomida de rico\u201d, como canta Zeca Pagodinho. 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