{"id":3348,"date":"2021-11-12T07:51:48","date_gmt":"2021-11-12T10:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=3348"},"modified":"2021-11-22T12:56:05","modified_gmt":"2021-11-22T15:56:05","slug":"sera-que-ele-e","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/sera-que-ele-e\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que ele \u00e9?"},"content":{"rendered":"\n<p>De vil\u00e3o caricato para protagonista queridinho: como a imagem do gay afeminado est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio popular brasileiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Como o estere\u00f3tipo do gay afeminado j\u00e1 foi trabalhado pela m\u00eddia tradicional e quais s\u00e3o as refer\u00eancias desse &#8220;personagem&#8221; que existem hoje?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da reportagem \u00e9 mostrar como os gays afeminados foram representados em filmes, novelas, desenhos e seriados no passado e como esse estere\u00f3tipo \u00e9 representado hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enfoque: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia da reportagem \u00e9 fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre dois momentos distintos: mostrar as caricaturas de personagens gays criados antigamente e como hoje esse estere\u00f3tipo \u00e9 menos caricato e\/ou mais complexo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvir pesquisadores sobre como os personagens podem influenciar a vis\u00e3o sobre determinados grupos (ter apenas um gay afeminado na novela pode formar a ideia de que todos os homossexuais s\u00e3o parecidos?); ouvir gays afeminados pra saber como eles se sentem em rela\u00e7\u00e3o a esses estere\u00f3tipos na m\u00eddia.<\/p>\n\n\n\n<h5>contexto<\/h5>\n\n\n\n<p>Por muito tempo as representa\u00e7\u00f5es de gays na m\u00eddia tradicional brasileira (com destaque para telenovelas e programas humor\u00edsticos) se pautaram no estere\u00f3tipo do \u201cgay afeminado\u201d, aquele que tem trejeitos considerados mais \u201cfemininos\u201d (jeito de falar, de se vestir, de andar). Nesse sentido, esse tipo de representa\u00e7\u00e3o \u00fanica pode ter criado um imagin\u00e1rio coletivo de que todo homem homossexual \u00e9 afeminado e de que todo afeminado tem os mesmo trejeitos e est\u00e1 relacionado \u00e0 mesma caricatura (gay \u201cengra\u00e7ado\u201d, \u201cdebochado\u201d, \u201cvingativo\u201d, \u201cprom\u00edscuo\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o estere\u00f3tipo do gay afeminado tamb\u00e9m \u00e9 o maior alvo de preconceito, dentro e fora da comunidade LGBTQIA+, uma vez que foge do considerado \u201caceito\u201d como padr\u00e3o de comportamento masculino. A sociedade pautada em valores machistas rejeita pessoas que negam o privil\u00e9gio masculino e abrem m\u00e3o do comportamento de \u201cmacho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, com o passar do tempo, algumas figuras afeminadas t\u00eam ganhado espa\u00e7o e trazido discuss\u00f5es sobre afeminofobia (o preconceito com quem destoa do considerado \u201caceit\u00e1vel\u201d para seu g\u00eanero) \u00e0 tona.<\/p>\n\n\n\n<p>Como homens gays afeminados percebem essas representa\u00e7\u00f5es na m\u00eddia? Isso interfere no comportamento do dia-a-dia?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMDVjNjAzOC9wb2RjYXN0L3Jzcw\/episode\/NmQ3NGM2YTAtYjllMi00NjNlLTgyZGMtZmVlMjI1YjZiODU5\">Podcast Fora do Meio (epis\u00f3dio #52 \u201cAfeminado sim\u201d)&nbsp;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/repositorio.pucrs.br\/dspace\/bitstream\/10923\/7112\/1\/000467545-Texto%2bCompleto-0.pdf\">Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado \u201cBicha (nem t\u00e3o) m\u00e1\u201d<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/colunas\/soltos\/2021\/02\/15\/gilberto-sofre-afeminofobia-no-bbb-uma-pressao-que-tambem-afeta-mulheres.htm\">Gilberto sofre afeminofobia no BBB, uma press\u00e3o que tamb\u00e9m afeta mulheres<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/ela\/gays-efeminados-relatam-rotina-de-discriminacao-contam-como-se-fortaleceram-24067503\">Gays efeminados relatam rotina de discrimina\u00e7\u00e3o e contam como se fortaleceram<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5>fontes<\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Pesquisadora sobre estere\u00f3tipo gay na m\u00eddia (poss\u00edvel fonte: <strong>Fernanda Nascimento<\/strong>, autora do livro <em>Bicha (nem t\u00e3o) m\u00e1: LGBTs em telenovelas<\/em>)<\/li><li>Pesquisador sobre g\u00eanero e sexualidade (poss\u00edveis fontes: <strong>Paula Sandrine<\/strong>, do PPG Psicologia Social e PPG Antropologia da UFRGS; <strong>Adolfo Pizzinato<\/strong>, do PPG Psicologia da UFRGS; <strong>\u00c2ngelo Costa<\/strong>, do PPG Psicologia da PUC\/RS)<\/li><li>Case \u2014 ator que interpretou um personagem gay estereotipado (poss\u00edveis fontes: <strong>Marcus Majella<\/strong>, <strong>Mateus Solano<\/strong>, <strong>Marcelo Serrado<\/strong> (sonhei alto aqui, risos))<\/li><li>Case \u2014 gay afeminado em evid\u00eancia na m\u00eddia hoje (poss\u00edveis fontes: <strong>Douglas Souza<\/strong>, do v\u00f4lei (foi fonte de uma mat\u00e9ria na UFRGS TV); <strong>Gabeu<\/strong>, cantor de \u201cpocnejo\u201d, filho do cantor Solim\u00f5es)<\/li><li>Case \u2014 gay mais jovem e gay mais velho para comentarem sobre o que acham da representa\u00e7\u00e3o homossexual na m\u00eddia (poss\u00edveis fontes: <strong>Lucas Andrade<\/strong>, homem gay, 23 anos e <strong>Fernando Favaretto<\/strong>, homem gay, 44 anos)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5>imagens<\/h5>\n\n\n\n<p>Imagens de personagens estereotipados (<strong>F\u00e9lix<\/strong>, de Mateus Solano; <strong>Ferdinando<\/strong>, de Marcus Majella; etc)<\/p>\n\n\n\n<p>Fotos de gays afeminados que n\u00e3o s\u00e3o reduzidos ao estere\u00f3tipo (<strong>Gil do Vigor<\/strong>, BBB 21; <strong>Douglas Souza,<\/strong> da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de V\u00f4lei)<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que as ilustra\u00e7\u00f5es poderiam contemplar os estere\u00f3tipos populares relacionados a gays, como arco-\u00edris, salto alto, divas pop\u2026 Imagino que as ilustra\u00e7\u00f5es possam trazer esse \u201clugar comum\u201d do imagin\u00e1rio popular de uma maneira caricata e\/ou disruptiva. Cores chamativas e bord\u00f5es seriam bem-vindos.<\/p>\n\n\n\n<h5>sugest\u00f5es de perguntas<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Para Fernanda Nascimento:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>No seu livro voc\u00ea faz um apanhado hist\u00f3rico da representa\u00e7\u00e3o de personagens gays nas telenovelas brasileiras. Qual foi a sua percep\u00e7\u00e3o sobre a caricatura desse estere\u00f3tipo ao longo dos anos?<\/li><li>Antigamente, personagens gays tinham um estere\u00f3tipo bem definido? Quais eram as representa\u00e7\u00f5es mais comuns?<\/li><li>E mais recentemente? Personagens gays ainda s\u00e3o caricatos?<\/li><li>A representa\u00e7\u00e3o dessas personagens tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada ao contexto em que foram criadas. Como voc\u00ea v\u00ea essa rela\u00e7\u00e3o entre a fic\u00e7\u00e3o e o imagin\u00e1rio popular dos \u201cgays reais\u201d?<\/li><li>Essas personagens ajudam a diminuir preconceitos da sociedade? Por qu\u00ea?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Para pesquisador sobre g\u00eanero e sexualidade:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>O que a representa\u00e7\u00e3o de gays na m\u00eddia diz sobre o imagin\u00e1rio popular sobre o tema?<\/li><li>Para algumas pessoas o estere\u00f3tipo de gay \u00e9 o de um homem afeminado e com muitos trejeitos. Essa imagem contr\u00e1ria ao considerado \u201cmasculino\u201d pode explicar o preconceito contra homossexuais? O que os estudos sobre machismo dizem a respeito?<\/li><li>Personagens gays representados na m\u00eddia ajudam a diminuir preconceitos da sociedade? Por qu\u00ea?<\/li><li>Essa caricatura pode influenciar pessoas a acharem que todos os gays s\u00e3o parecidos? Como funciona essa rela\u00e7\u00e3o?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Para cases:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Quais eram tuas refer\u00eancias de \u201cgay\u201d na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia?<\/li><li>Esse tema era discutido de alguma forma em casa? Lembra qual foi teu primeiro contato e como isso foi tratado por ti e pelos outros ao redor?<\/li><li>O que te inspirou na elabora\u00e7\u00e3o do teu personagem? (ator)<\/li><li>Voc\u00ea j\u00e1 sofreu homofobia por ser afeminado? Se sente confort\u00e1vel para dividir a hist\u00f3ria?<\/li><li>O que voc\u00ea acha das refer\u00eancias de personagens gays na m\u00eddia?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5>sugest\u00f5es multim\u00eddia<\/h5>\n\n\n\n<p>Talvez seja poss\u00edvel inserir trechos de cenas de novelas\/programas humor\u00edsticos em que apare\u00e7am personagens afeminados caricatos<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Trecho do podcast Fora do Meio (<a href=\"https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMDVjNjAzOC9wb2RjYXN0L3Jzcw\/episode\/NmQ3NGM2YTAtYjllMi00NjNlLTgyZGMtZmVlMjI1YjZiODU5\">epis\u00f3dio #52 \u201cAfeminado sim\u201d<\/a>)<\/li><li>Trecho em \u00e1udio das entrevistas<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Redes sociais da revista<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Card interativo no stories do Instagram: &#8220;Qual foi o primeiro gay que voc\u00ea viu na televis\u00e3o?&#8221;<\/li><li>Cards para feed: &#8220;Voc\u00ea sabia? Sobre beijo gay na televis\u00e3o&#8221;: <ul><li>&nbsp;O primeiro beijo gay da TV foi exibido em 1963, entre as atrizes Vida Alves e Ge\u00f3rgia Gomide, para a pe\u00e7a de teleteatro <em>A Cal\u00fania<\/em>. O primeiro beijo entre dois homens em uma telenovela foi o de F\u00e9lix e Niko, em 2014, na novela<em> Amor \u00e0 Vida<\/em>.<\/li><\/ul><\/li><li>Cards para feed: Bord\u00f5es de personagens gays<ul><li>fazer um apanhado de bord\u00f5es de personagens estereotipados e um card falando sobre o estere\u00f3tipo do gay como fonte de humor (\u201cViaaaado\u201d, de Ferdinando (<em>Vai que Cola<\/em>); \u201cOlha a faca\u201d, de Patrick (<em>Zorra Total<\/em>); bord\u00e3o de F\u00e9lix e de Cr\u00f4)<\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-foreground-background-color has-foreground-color is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2>da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>A principal mudan\u00e7a da pauta pensada para a pauta produzida ocorreu quando eu percebi que tinha uma preconcep\u00e7\u00e3o errada sobre o assunto. Como \u00e9 poss\u00edvel ver, analisando o enfoque delimitado no in\u00edcio, minha ideia era fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre dois momentos que, para mim, eram muito marcantes: antigamente, em que todos os LGBTs representados eram muito caricatos; e agora, em que a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 maravilhosa, na minha concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que nenhuma das informa\u00e7\u00f5es procede (<em>risos<\/em>).  Conversando com as fontes especialistas, descobri que antigamente os personagens j\u00e1 n\u00e3o eram t\u00e3o estereotipados como eu imaginava (com exce\u00e7\u00e3o dos utilizados nas com\u00e9dias). Por outro lado, embora tenhamos avan\u00e7ado muito nas quest\u00f5es de g\u00eanero, ainda n\u00e3o estamos \u00e0s mil maravilhas atualmente. Portanto, eu abri o enfoque da mat\u00e9ria para entender de um modo geral como a representa\u00e7\u00e3o LGBT+ funciona na m\u00eddia. <\/p>\n\n\n\n<p>Consegui entrevista com a maioria das fontes que pensei, com destaque para a pesquisadora Fernanda Nascimento e para o ator Mateus Solano, que viveu o F\u00e9lix em<em> Amor \u00e0 Vida<\/em> e foi um dos pontos de partida para minha mat\u00e9ria. Tamb\u00e9m nesse sentido, uma mudan\u00e7a que senti necess\u00e1ria, conversando com amigos, foi de incluir algu\u00e9m que trouxesse um vi\u00e9s racial para a pauta. Acredito que essa troca com outras viv\u00eancias \u00e9 superimportante para que o olhar sobre a reportagem se torne mais diverso.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":2914,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,109],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;Ser\u00e1 que ele \u00e9?&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/sera-que-ele-e\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;Ser\u00e1 que ele \u00e9?&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"De vil\u00e3o caricato para protagonista queridinho: como a imagem do gay afeminado est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio popular brasileiro Objetivo: Como o estere\u00f3tipo do gay afeminado j\u00e1 foi trabalhado pela m\u00eddia tradicional e quais s\u00e3o as refer\u00eancias desse &#8220;personagem&#8221; 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