{"id":3401,"date":"2021-11-12T07:51:48","date_gmt":"2021-11-12T10:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=3401"},"modified":"2021-11-22T12:44:30","modified_gmt":"2021-11-22T15:44:30","slug":"a-voz-de-quem-precisa-falar-mais-alto","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-voz-de-quem-precisa-falar-mais-alto\/","title":{"rendered":"A voz de quem precisa falar mais alto"},"content":{"rendered":"\n<p>O feminismo ainda \u00e9 uma pauta tabu para a sociedade, muitas vezes&nbsp; a falta de conhecimento e de informa\u00e7\u00e3o sobre o tema barra o debate e ele n\u00e3o se transforma em uma pauta social. Em cidades pequenas, as dificuldades s\u00e3o maiores ainda. Como \u00e9 ser uma ativista feminista em uma cidade do interior ga\u00facho, sendo o Rio Grande do Sul um estado com uma cultura t\u00e3o machista? <\/p>\n\n\n\n<p>Faremos a reportagem na cidade de Buti\u00e1. Situada no interior do Rio Grande do Sul, h\u00e1 83 km de Porto Alegre, Buti\u00e1 tem 20.963 habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e faz parte da regi\u00e3o carbon\u00edfera do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 ser feminista em&nbsp; Buti\u00e1, uma cidade onde quase n\u00e3o existe discuss\u00e3o sobre o feminismo e onde&nbsp; as viv\u00eancias e experi\u00eancias das mulheres s\u00e3o marcadas por&nbsp; uma sociedade patriarcal? A reportagem se prop\u00f5e a conhecer algumas mulheres que s\u00e3o ativistas e\/ou feministas na cidade de Buti\u00e1 e entender como elas atuam na comunidade.<\/p>\n\n\n\n<h5>enfoque <\/h5>\n\n\n\n<p>O enfoque se dar\u00e1 na atua\u00e7\u00e3o dessas mulheres na cidade, como ativistas feministas dentro de Buti\u00e1. As dificuldades e\/ou facilidades que elas sentem em penetrar na esfera p\u00fablica com o debate sobre o feminismo, se encontram resist\u00eancia das pessoas ao falar sobre o tema e at\u00e9 onde o debate chega.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5>contexto<\/h5>\n\n\n\n<p>O feminismo busca a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres. Segundo historiadores, o movimento social tem suas origens marcadas pelas revolu\u00e7\u00f5es liberais, das quais a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, influenciada pelos ideais do Iluminismo, se destaca. <\/p>\n\n\n\n<p>O feminismo seguiu ganhando for\u00e7a durante o s\u00e9culo 19, na Inglaterra, quando o movimento se concentrou na luta por igualdade de condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas ind\u00fastrias do pa\u00eds. J\u00e1 no come\u00e7o do s\u00e9culo 20, nos Estados Unidos, a principal bandeira do feminismo foi o direito ao voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel dividir o movimento feminista em tr\u00eas grandes ondas. A primeira ocorre entre o s\u00e9culo 19 e o come\u00e7o do s\u00e9culo 20, quando as principais bandeiras eram o sufr\u00e1gio das mulheres, direitos trabalhistas e educacionais. A segunda onda, entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1980, discutia a desigualdade das leis, as desigualdades culturais e o papel da mulher na sociedade. J\u00e1 a terceira onda come\u00e7a no final da d\u00e9cada de 1980 e segue at\u00e9 o come\u00e7o dos anos 2000, vista como uma continua\u00e7\u00e3o da segunda e tamb\u00e9m uma resposta \u00e0s falhas que foram percebidas na antecessora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que o feminismo n\u00e3o \u00e9 o oposto do machismo, tendo em vista que o machismo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social que naturaliza as viol\u00eancias e opress\u00f5es sofridas pelas mulheres. O feminismo, por sua vez, \u00e9 um movimento social que luta pela igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros n\u00facleos relacionados ao movimento feminista no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, tamb\u00e9m surgiram no s\u00e9culo 19. Aqui, foram muito influenciados pelos ideais anarquistas e socialistas trazidos da Europa pelos imigrantes. Nesse contexto, as mulheres passaram a fazer parte das lutas por melhores sal\u00e1rios e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. <\/p>\n\n\n\n<p>A pluralidade dentro do feminismo come\u00e7ou a surgir no s\u00e9culo 20. \u00c0 \u00e9poca, o debate compreendia desde uma tend\u00eancia mais conservadora (\u201cfeminismo bem-comportado\u201d) at\u00e9 o feminismo mais radical. Durante o per\u00edodo da ditadura militar brasileira, os movimentos feministas associaram-se aos movimentos sociais de luta e resist\u00eancia \u00e0 repress\u00e3o, al\u00e9m da aproxima\u00e7\u00e3o com o movimento negro e das pessoas LGBTQPIA+.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As principais demandas do movimento feminista no Brasil do s\u00e9culo 21 concentram-se nas quest\u00f5es relacionadas ao combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulher, a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam a igualdade de condi\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres e no combate \u00e0 desigualdade salarial existente no mercado de trabalho. Al\u00e9m disso, nas primeiras d\u00e9cadas desse s\u00e9culo houve uma amplia\u00e7\u00e3o no debate sobre a pluralidade das lutas das mulheres e do pr\u00f3prio movimento feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>A pluralidade do movimento desmembrou-se em vertentes<strong> <\/strong>do feminismo, em que cada vertente representa a diversificada luta das mulheres. O feminismo negro, por exemplo, discute como \u00e9 ser uma mulher negra na sociedade: al\u00e9m de ter a exist\u00eancia atravessada pelo machismo, as mulheres negras tamb\u00e9m sofrem com o racismo, assim como as mulheres trans tamb\u00e9m precisam lutar pela afirma\u00e7\u00e3o de sua feminilidade e contra a transfobia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa <em>Mulheres Viol\u00eancia e Feminismo<\/em>, de 2019, feita pelo Jornal Folha de S. Paulo e pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, mostra que 38% das mulheres com 16 anos ou mais se consideram feminista no Brasil, enquanto a parcela que rejeita se associar ao feminismo \u00e9 de 56%. Ainda de acordo com a pesquisa, para 47% das pessoas, o feminismo traz mais benef\u00edcios do que preju\u00edzos e 40% os efeitos s\u00e3o contr\u00e1rios, para elas o movimento feminista gera mais preju\u00edzos do que benef\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, pretendo conversar com mulheres diferentes, com diferentes lutas e que se encontram em diferentes posi\u00e7\u00f5es na pir\u00e2mide social, para entender o feminismo na pr\u00e1tica e na vida real. Entender como o feminismo se aplica na vida dessas mulheres e em qual vertente do pensamento feminista cada mulher butiaense se identifica.<\/p>\n\n\n\n<h5>links de refer\u00eancia<\/h5>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/radical-liberal-interseccional-conhecas-as-principais-vertentes-do-feminismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Entenda as linhas de pensamento de cada corrente do movimento feminista<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/explicado\/2020\/03\/07\/Feminismo-origens-conquistas-e-desafios-no-s%C3%A9culo-21\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Feminismo: origens, conquistas e desafios no s\u00e9culo 21<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/media.folha.uol.com.br\/datafolha\/2019\/04\/15\/0ccf1b7f5f71464e482dfa38406ec34efem.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pesquisa: Mulheres Viol\u00eancia e Feminismo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101551_informativo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estat\u00edsticas de G\u00eanero Indicadores sociais das mulheres no Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<h5>fontes<\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Renata Pfutze &#8211; butiaense, mulher cis, branca, psic\u00f3loga, cantora (vocalista da banda Sastras), feminista e criadora do grupo Movimento Debate Feminista<\/li><li>Helena Medeiros &#8211; butiaense, mulher tras, branca, feminista e integrante do grupo Movimento Debate Feminista<\/li><li>Fernanda Oliveira &#8211;&nbsp; butiaense, mulher cis, negra, cabeleireira e feminista<\/li><li>Katiele Abreu &#8211; buriaense, mulher cis, negra, estudante de Engenharia de Controle e Automo\u00e7\u00e3o na UFRGS, feminista e co-criadora do Coletivo A voz de An\u00e1stacia<\/li><li>Joanna Burigo &#8211; Fundadora da Casa da M\u00e3e Joanna \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Feminista sobre G\u00eanero, fala sobre a hist\u00f3ria do feminismo e do movimento feminista.&nbsp;<\/li><li>Katemari Rosa &#8211; professora de F\u00edsica da UFBA, fala sobre feminismo negra suas especificidades e a interseccionalidade das lutas das mulheres negras.<\/li><li>Atena Beauvoir Roveda &#8211; professora de filosofia e escritora, fala sobre feminismo trans.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5>fotos<\/h5>\n\n\n\n<p>Retrato de cada mulher butiaense entrevistada mostrando seu lado mais caracter\u00edstico. Por exemplo: a Fernanda, que traz um poder no cabelo black power; a Renata, que fala abertamente sobre corpo e sexualidade; a Helena, com o poder da transforma\u00e7\u00e3o e sua da identidade; e a Katiele, com sua rela\u00e7\u00e3o com os estudos. As ilustra\u00e7\u00f5es poderiam ser detalhes que se relacionassem com as fontes, por exemplo, um cabelo black power, livros, algo relacionado a g\u00eanero e sexualidade.<\/p>\n\n\n\n<h5>sugest\u00f5es de perguntas<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Para as mulheres cases:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1 &#8211; Como voc\u00ea conheceu o movimento feminista?<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Voc\u00ea se sente representada pelo movimento feminista?<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Quais s\u00e3o suas inspira\u00e7\u00f5es no movimento feminista?<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; O que mudou na sua trajet\u00f3ria profissional e pessoal depois que voc\u00ea entendeu o que \u00e9 feminismo?<\/p>\n\n\n\n<p>5 &#8211; Quais situa\u00e7\u00f5es voc\u00ea passou por ser uma mulher?<\/p>\n\n\n\n<p>6 &#8211; Voc\u00ea se considera uma ativista?<\/p>\n\n\n\n<p>7 &#8211; Que diferen\u00e7a existe entre ser feminista em Buti\u00e1, uma cidade do interior do RS, e em Porto Alegre?<\/p>\n\n\n\n<p>8 &#8211; Como voc\u00eas consideram que a popula\u00e7\u00e3o butiaense recebe as ideias feministas?<\/p>\n\n\n\n<p>9 &#8211; Existem movimentos, n\u00facleos ou lugares espec\u00edficos em Buti\u00e1 que debatem o feminismo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para as professoras:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1 &#8211; Em que momento o feminismo entrou na sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica?<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; O debate acad\u00eamico sobre o feminismo chega ao grande p\u00fablico?<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Quando e onde iniciou o movimento feminista?<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; Quando que o movimento chegou no Brasil?<\/p>\n\n\n\n<p>5 &#8211; O movimento feminista abrangia todas as mulheres no in\u00edcio?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>6- E atualmente, h\u00e1 uma intercec\u00e7\u00e3o entre os diferentes grupos de mulheres dentro do movimento feminista?<\/p>\n\n\n\n<p>7 &#8211; Existe diferen\u00e7a no feminismo defendido nas cidades pequenas, no interior do Brasil e nas capitais?<\/p>\n\n\n\n<p>8 &#8211; O debate do feminismo atinge o interior?<\/p>\n\n\n\n<p>9 &#8211; E especificamente o interior do RS?<\/p>\n\n\n\n<p>10 &#8211; O que mulheres que moram no interior podem fazer para aumentar o debate sobre o feminismo em suas cidades?<\/p>\n\n\n\n<p>11 &#8211; Existem pesquisas sobre feminismo em cidades pequenas do Brasil?<\/p>\n\n\n\n<h5>sugest\u00f5es multim\u00eddia<\/h5>\n\n\n\n<p>Uma linha do tempo do movimento feminista, desde da sua origem, quando chegou ao Brasil, e a amplia\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o sobre o pr\u00f3prio feminismo como uma luta que abrange diversas viv\u00eancias. Tamb\u00e9m produzir um v\u00eddeo com depoimentos das mulheres cases da reportagem, como elas se enxergam dentro do movimento feminista e alguma situa\u00e7\u00e3o que ela passou pelo fato de ser mulher.<\/p>\n\n\n\n<h5>redes sociais<\/h5>\n\n\n\n<p>Instagram: Curiosidades sobre o movimento feminista, por exemplo, quando ele come\u00e7ou, por que as mulheres estavam reinvindicando seus direitos naquele momento, o contexto hist\u00f3rico do in\u00edcio do movimento feminista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Facebook: Um mini perfil das mulheres entrevistadas, contando um pouco da hist\u00f3ria pessoal e sua rela\u00e7\u00e3o com o movimento feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>Twitter: Thread sobre as diversas vertentes do feminismo, por exemplo, o feminismo negro, o feminismo trans, mulheres na pol\u00edtica, mercado de trabalho, etc.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-foreground-background-color has-foreground-color is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2>Da pauta \u00e0 reportagem<\/h2>\n\n\n\n<p>A minha pauta partiu de um entendimento muito particular, de ser uma mulher do interior e sentir falta de um debate mais consolidado sobre os feminismos. Ent\u00e3o decidi me aventurar nessa onda para entender como est\u00e3o se articulando as mulheres que moram nos pequenos centros. <\/p>\n\n\n\n<p>Como minha pauta se concretizou com base, principalmente, nos relatos dessas mulheres, talvez meus sentimentos n\u00e3o refletissem necessariamente a realidade. Ao conversar com elas, percebi que h\u00e1 uma articula\u00e7\u00e3o, por vezes coletiva, mas por vezes individual \u2014 nas pequenas coisas do dia a dia \u2014 para levantar o debate dentro da cidade de Buti\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Das fontes, eu n\u00e3o consegui conversar com duas especialistas: a professora de F\u00edsica da UFBA, Katemari Rosa, e a professora de filosofia e escritora Atena Beauvoir Roveda. No entanto, conversei com a professora de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) Rayza Sarmento, que realiza pesquisas sobre ativismo feminista nas redes e  como isso atinge os pequenos centros. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o conversei com a estudante de Engenharia de Controle e Automo\u00e7\u00e3o na UFRGS Katiele Abreu, mas outra mulher que fez parte da reportagem e n\u00e3o est\u00e1 na pauta foi a professora de nata\u00e7\u00e3o Mirella Sant\u2019ana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dos recursos multim\u00eddia, substitu\u00ed a linha do tempo do movimento feminista por um organograma interativo explicando as ondas feministas, e os v\u00eddeos com os depoimentos das entrevistadas de Buti\u00e1, por um trecho da entrevista em v\u00eddeo com a professora Rayza Sarmento e um \u00e1udio da Fernanda Oliveira contando como rompeu terminou um relacionamento abusivo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":3156,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,109],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;A voz de quem precisa falar mais alto&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-voz-de-quem-precisa-falar-mais-alto\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;A voz de quem precisa falar mais alto&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O feminismo ainda \u00e9 uma pauta tabu para a sociedade, muitas vezes&nbsp; a falta de conhecimento e de informa\u00e7\u00e3o sobre o tema barra o debate e ele n\u00e3o se transforma em uma pauta social. 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