{"id":7220,"date":"2022-05-01T22:04:04","date_gmt":"2022-05-02T01:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=7220"},"modified":"2022-05-18T16:43:57","modified_gmt":"2022-05-18T19:43:57","slug":"a-dor-da-perda","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-dor-da-perda\/","title":{"rendered":"A dor da perda"},"content":{"rendered":"\n<h5><strong>O medo de esquecer as pessoas que morreram<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><em>Como as pessoas lidam com o medo de esquecer aqueles que j\u00e1 morreram?&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo dessa reportagem \u00e9 abordar o medo do esquecimento que acompanha as pessoas ap\u00f3s a perda de um ente querido. Nesse sentido, destaca-se o medo de esquecer a voz, a risada, o rosto, o jeito, entre outras caracter\u00edsticas e recorda\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos que j\u00e1 faleceram. A partir dessa tem\u00e1tica, tamb\u00e9m ser\u00e3o abordados t\u00f3picos como o luto e suas etapas e as lembran\u00e7as que mant\u00eam os mortos no mundo dos vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de entrevistas com pessoas que passam (ou passaram) por essa situa\u00e7\u00e3o, procura-se entender de que forma o medo de esquecer afeta o cotidiano delas e o que \u00e9 feito para manter presentes as mem\u00f3rias daqueles que partiram. Especialistas ser\u00e3o entrevistados para explicar, a partir de um ponto de vista cient\u00edfico, de onde surge esse medo e outros aspectos relacionados a esse assunto.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Sobre o assunto&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>O processo do luto \u00e9 composto de um conjunto de rea\u00e7\u00f5es que n\u00e3o necessariamente ocorrem em ordem e pode se manifestar de diferentes maneiras para cada indiv\u00edduo. Durante esse per\u00edodo, \u00e9 comum que surjam inseguran\u00e7as e medos. Pessoas que experienciam a perda de algu\u00e9m pr\u00f3ximo relatam frequentemente que um dos maiores medos \u00e9 esquecer lembran\u00e7as e detalhes de quem partiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, em oposi\u00e7\u00e3o ao comportamento de evitar lembran\u00e7as ligadas \u00e0 pessoa que faleceu, est\u00e1 o receio de esquecer essas mem\u00f3rias. O luto saud\u00e1vel implica em encontrar formas de se lembrar da pessoa e de se adaptar \u00e0 vida sem ela. Essa fase envolve revisitar experi\u00eancias e processar a variedade de emo\u00e7\u00f5es, positivas e negativas, acompanhadas da perda.<\/p>\n\n\n\n<p>A passagem do tempo \u00e9 inevit\u00e1vel, e o esquecimento de certas viv\u00eancias acontece de maneira natural. Por\u00e9m, quando algu\u00e9m pr\u00f3ximo morre, pode surgir o medo de esquecer muito cedo essas lembran\u00e7as, que s\u00e3o aquilo que, de certa forma, fazem com que os que partiram se mantenham presentes no mundo dos vivos.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/pioneiro\/esportes\/noticia\/2016\/12\/sindrome-do-luto-conheca-as-principais-reacoes-diante-da-morte-de-um-ente-querido-8621749.html\">https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/pioneiro\/esportes\/noticia\/2016\/12\/sindrome-do-luto-conheca-as-principais-reacoes-diante-da-morte-de-um-ente-querido-8621749.html<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2021\/05\/29\/conversar-com-ente-querido-que-ja-morreu-e-comum-e-pode-fazer-bem.htm\">https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2021\/05\/29\/conversar-com-ente-querido-que-ja-morreu-e-comum-e-pode-fazer-bem.htm<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Poss\u00edveis fontes<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Maria J\u00falia Kov\u00e1cs, psic\u00f3loga e membro-fundadora do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre a Morte, da Universidade de S\u00e3o Paulo;<\/li><li>Pesquisador(a) do Instituto de Psicologia da UFRGS;<\/li><li>Pais e m\u00e3es que fazem parte da Associa\u00e7\u00e3o das Fam\u00edlias de V\u00edtimas e Sobreviventes da Trag\u00e9dia de Santa Maria;<\/li><li>Filhos que perderam os pais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Sugest\u00f5es de perguntas<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><strong><em>Especialista<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Como funciona o processo do luto e quais s\u00e3o suas etapas?<\/li><li>Ao que est\u00e1 relacionado o medo de esquecer aqueles que j\u00e1 morreram?&nbsp;<\/li><li>Por que as pessoas em luto tendem a sentir esse medo?<\/li><li>De que forma as lembran\u00e7as ajudam no processo do luto?&nbsp;<\/li><li>Por que algumas pessoas, para amenizar a dor da aus\u00eancia, preferem esquecer as lembran\u00e7as e outras preferem mant\u00ea-las?<\/li><li>Como lembrar sem ficar preso ao passado?<\/li><li>Existe um limite que estabele\u00e7a at\u00e9 que ponto \u00e9 saud\u00e1vel reviver as lembran\u00e7as?<\/li><li>Por que algumas pessoas mant\u00eam o quarto de quem morreu, por exemplo, intacto?&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong><em>Pessoa que perdeu algu\u00e9m pr\u00f3ximo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>A partir de qual momento surgiu o medo de esquecer as caracter\u00edsticas da pessoa?<\/li><li>Como esse medo afeta o cotidiano?<\/li><li>De que forma \u00e9 poss\u00edvel manter vivas as lembran\u00e7as da pessoa que partiu? Quais recursos s\u00e3o utilizados?&nbsp;<\/li><li>Como as lembran\u00e7as ajudam a integrar a perda?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Fotos<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Fotografias das fontes que ir\u00e3o falar sobre suas experi\u00eancias, se for poss\u00edvel realizar a entrevista presencialmente, e fotos de arquivo pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Seria interessante ter elementos relacionados \u00e0 aus\u00eancia de uma pessoa, mas de uma forma que ainda transmita afeto, que tenha rela\u00e7\u00e3o ao medo de esquecer as lembran\u00e7as dela etc.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/nova-escola-producao.s3.amazonaws.com\/JdRgJFpsAJQMkvZ3jcuKZdZd2HUTunCeT9JEPWFgGqquVP2Cfex5CE6TtaJM\/ei25mai20box029-morte-c1-juliacoppa-texto.jpg\">Poss\u00edvel inspira\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Sugest\u00f5es multim\u00eddia<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c1udios com trechos das entrevistas e um v\u00eddeo com um depoimento de alguma fonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Redes sociais<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Post com informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto da pauta, de forma simples e que possa gerar engajamento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Inicialmente, quando eu escrevi a pauta, imaginava que o medo de esquecer as pessoas que morreram fosse algo muito mais forte e que durasse por mais tempo. Ao conversar com m\u00e3es, a Tatiana e a Gl\u00e1ucia, que vivenciaram a perda das filhas, foi poss\u00edvel perceber que, na verdade, esse medo n\u00e3o permanece por toda a vida, porque ocorre a compreens\u00e3o de que os v\u00ednculos rompidos s\u00e3o os presenciais, e n\u00e3o os afetivos. Ou seja, outro tipo de rela\u00e7\u00e3o \u00e9 estabelecida com os mortos quando ocorre a integra\u00e7\u00e3o da perda no cotidiano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de pesquisas e da entrevista com a professora Maria J\u00falia, pude entender melhor a complexidade que permeia o processo do luto \u2014 algo comum a todos que perdem algu\u00e9m, mas, mesmo assim, t\u00e3o singular. Algumas nomenclaturas novas para mim tamb\u00e9m foram adicionadas ao texto. Por mais que vejamos com frequ\u00eancia o uso da palavra \u201csupera\u00e7\u00e3o\u201d em materiais sobre a tem\u00e1tica, ela n\u00e3o \u00e9 utilizada por pessoas que trabalham com o luto. Uma perda nunca \u00e9 superada, ela \u00e9 integrada \u00e0 vida daquele que lida com a aus\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos meus receios com essa pauta era n\u00e3o encontrar pessoas dispostas a falar sobre a morte de algu\u00e9m pr\u00f3ximo por ser um assunto mais delicado. Apesar de n\u00e3o ter tido retorno de algumas fontes previstas, consegui entrevistar essas duas m\u00e3es que compartilharam as suas hist\u00f3rias. Como ambas possuem associa\u00e7\u00f5es de apoio a pessoas enlutadas, o contato foi mais f\u00e1cil e r\u00e1pido. De modo geral, embora algumas mudan\u00e7as tenham sido feitas, a reportagem foi desenvolvida de acordo com o que havia sido pensado na pauta.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":7008,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,141],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;A dor da perda&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/a-dor-da-perda\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;A dor da perda&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O medo de esquecer as pessoas que morreram Como as pessoas lidam com o medo de esquecer aqueles que j\u00e1 morreram?&nbsp; O objetivo dessa reportagem \u00e9 abordar o medo do esquecimento que acompanha as pessoas ap\u00f3s a perda de um ente querido. 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