{"id":7381,"date":"2022-05-01T22:04:05","date_gmt":"2022-05-02T01:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=7381"},"modified":"2022-05-18T17:12:10","modified_gmt":"2022-05-18T20:12:10","slug":"omissao-e-preconceito","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/omissao-e-preconceito\/","title":{"rendered":"Omiss\u00e3o e preconceito"},"content":{"rendered":"\n<p>Constru\u00eddo no munic\u00edpio de Viam\u00e3o, em 11 de maio de 1940 pela Sociedade Beneficente Lepros\u00e1rio Rio-Grandense, para atender a pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica da \u00e9poca, estabeleceu um centro de confinamento integral para abrigar indiv\u00edduos portadores de Hansen\u00edase, vindos de diferentes regi\u00f5es do estado. Ao fim da primeira d\u00e9cada, o centro j\u00e1 abrigava 700 indiv\u00edduos, entre homens, mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio dos anos 60, os avan\u00e7os no tratamento da hansen\u00edase possibilitaram a extin\u00e7\u00e3o da interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, levando muitos indiv\u00edduos ao retorno \u00e0s suas cidades de origem. Contudo, v\u00e1rios indiv\u00edduos retornaram ao centro por n\u00e3o conseguirem retomar suas vidas fora da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 70, uma \u00e1rea ainda desocupada do hospital foi transformada em uma unidade agr\u00edcola de reabilita\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, que passou a atender 180 pacientes do Hospital Psiqui\u00e1trico S\u00e3o Pedro, visando a recupera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica de indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o presente momento, o Hospital abriga 50 pacientes psiqui\u00e1tricos e 20 ex-hansenianos que s\u00e3o amparados por uma pol\u00edtica que visa o resgate da dignidade e a inclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro deste ano, a Col\u00f4nia de Itapu\u00e3, foi desinstitucionalizada, e com isso ter\u00e1 que fechar suas portas e realocar todos pacientes que ainda residem no terreno da institui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Proposta<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Podemos dizer que as pessoas que vivem no Hospital foram esquecidas mais de uma vez. Primeiro, foram obrigadas a ficar isoladas da sociedade e sofreram muitos preconceitos por terem uma doen\u00e7a transmiss\u00edvel que n\u00e3o tinha cura. Depois, quando os tratamentos da doen\u00e7a evolu\u00edram, foram esquecidas porque n\u00e3o tiveram apoio para se reintegrarem na sociedade. Agora, mais uma vez est\u00e3o sendo esquecidas porque, depois de estarem muito tempo vivendo no local, ter\u00e3o que sair. Vamos entender quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es que o governo e a Secretaria da Sa\u00fade est\u00e3o tomando para dar assist\u00eancia a essas pessoas que durante boa parte de suas vidas residiam e ainda residem de uma forma isolada no terreno do Hospital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, compreender melhor quais s\u00e3o as inseguran\u00e7as desses pacientes, que durante muito tempo viveram naquela regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Abordagem<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A reportagem pretende refletir e compreender, como foi a vida dessas pessoas que viveram durante v\u00e1rios anos isolados da vida agitada e corrida das grandes metr\u00f3poles e hoje talvez tenham que voltar para a cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E se saber se elas se sentiram\/se sentem esquecidas pela sociedade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Poss\u00edveis fontes<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Conversar com professores de psicologia da UFRGS, para compreender quais s\u00e3o os impactos que esta mudan\u00e7a pode acarretar na sa\u00fade dessas pessoas. Pois muitas delas&nbsp; constru\u00edram l\u00e1 liga\u00e7\u00f5es afetivas tanto com funcion\u00e1rios quantos com outros moradores da institui\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Conversar com algum desses moradores para saber quais s\u00e3o seus receios com essa mudan\u00e7a. Acredito que algumas dessas pessoas (de uma certa forma) foram esquecidas tanto por familiares quanto com amizades que tinham em suas cidades de origem.<\/li><li>Tamb\u00e9m conversar com os funcion\u00e1rios do hospital, saber como \u00e9 o conv\u00edvio com os pacientes. E tamb\u00e9m, se sentem esquecidos ou ainda sofrem algum tipo de descrimina\u00e7\u00e3o da sociedade por trabalharem naquele hospital.<\/li><li>Conversar com especialistas sobre Hansen\u00edase, quais s\u00e3o os tratamentos, se \u00e9 necess\u00e1rio ainda nos dias atuais o isolamento dessas pessoas.<\/li><li>Representante do Movimento de Reintegra\u00e7\u00e3o das Pessoas Atingidas pela Hansen\u00edase (Morhan) na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, Magda Chagas.<\/li><li>Compreender com a Secretaria de Sa\u00fade o motivo pelo qual a comunidade ser\u00e1 fechada, quais os impactos e as a\u00e7\u00f5es que o governo est\u00e1 tomando.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Quest\u00f5es a serem respondidas<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ol><li><strong>Perguntas para os morador da Hospital Col\u00f4nia de Itapu\u00e3<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Quais foram os motivos que lhe trouxeram a Col\u00f4nia?<\/li><li>Quanto tempo voc\u00ea reside aqui?<\/li><li>Quais hist\u00f3rias voc\u00ea poderia nos contar?<\/li><li>Quais s\u00e3o os receios que voc\u00ea tem de voltar a morar na cidade?<\/li><li>O quanto voc\u00ea percebe que a sociedade em geral conhece esse local?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"2\"><li><strong>Perguntas aos familiares dos pacientes<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Como foi sua inf\u00e2ncia? Chegou a viver no Hospital?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"3\"><li><strong>Pergunta aos funcion\u00e1rios do Hospital<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Como \u00e9 o conv\u00edvio com os pacientes?<\/li><li>Se sentem exclu\u00eddos ou discriminados pela sociedade por trabalharem no hospital?<\/li><li>Voc\u00eas tamb\u00e9m residem no hospital?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"4\"><li><strong>Perguntas para psic\u00f3logo da UFRGS<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>Muitas dessas pessoas vivem de forma isolada e longe de seus familiares h\u00e1 alguns anos, e com isso acabam perdendo contato ou at\u00e9, em alguns casos, se esquecendo um dos outros. Como \u00e9 esse processo? O quanto isso causa sofrimento para essas pessoas?<\/li><li>O que pode representar emocionalmente para essas pessoas um retorno para suas cidades?&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Imagens<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Fotos antigas e recentes de Itapu\u00e3, para apresentar sua extens\u00e3o territorial e como foi se dividindo com o passar dos anos a \u00e1rea para atender diferentes tipos de pacientes.<\/li><li>Fotos antigas dos moradores com seus amigos e familiares.<\/li><li>Fotos atuais dos pacientes.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Recursos Multim\u00eddia&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Utilizar o Google Earth para mostrar a dist\u00e2ncia que o Hospital Col\u00f4nia de Itapu\u00e3 possui de Porto Alegre, e tamb\u00e9m sua dimens\u00e3o territorial.&nbsp;<\/li><li>Fazer uma ilustra\u00e7\u00e3o de um dos pacientes ou da estrutura do hospital.<\/li><li>Usar fotografias e v\u00eddeos hist\u00f3ricos do local&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2>DA PAUTA \u00c0 REPORTAGEM<\/h2>\n\n\n\n<p>Infelizmente por quest\u00f5es burocr\u00e1ticas e protocolos de seguran\u00e7a, n\u00e3o consegui visitar os familiares e ex-pacientes com hansen\u00edase que ainda residem no hospital de itapu\u00e3. <\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, consegui conversar com Suzana Amaral, filha mais velha de um dos pacientes da Col\u00f4nia, que acabou falando de toda a quest\u00e3o do preconceito que ela e sua fam\u00edlia sofreram por parte dos moradores da cidade de Itapu\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversei tamb\u00e9m com a representante do do Muhan de Porto Alegre, Magda Chagas, sobre a situa\u00e7\u00e3o atual do hospital e qual o impacto que a desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o do hospital pode ocasionar para os pacientes.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":6935,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,141],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;Omiss\u00e3o e preconceito&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/omissao-e-preconceito\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;Omiss\u00e3o e preconceito&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Constru\u00eddo no munic\u00edpio de Viam\u00e3o, em 11 de maio de 1940 pela Sociedade Beneficente Lepros\u00e1rio Rio-Grandense, para atender a pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica da \u00e9poca, estabeleceu um centro de confinamento integral para abrigar indiv\u00edduos portadores de Hansen\u00edase, vindos de diferentes regi\u00f5es do estado. 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