{"id":7412,"date":"2022-05-01T22:04:05","date_gmt":"2022-05-02T01:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?post_type=pauta&#038;p=7412"},"modified":"2022-05-18T17:02:20","modified_gmt":"2022-05-18T20:02:20","slug":"brasil-um-pais-da-impunidade","status":"publish","type":"pauta","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/brasil-um-pais-da-impunidade\/","title":{"rendered":"Brasil, um pa\u00eds da impunidade?"},"content":{"rendered":"\n<h5><strong>Contexto<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A taxa nacional de esclarecimento de homic\u00eddios no Brasil \u00e9 de apenas 44%, segundo a quarta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa \u201cOnde Mora a Impunidade\u201d, do Instituto Sou da Paz. Neste mesmo relat\u00f3rio, \u00e9 poss\u00edvel analisar que, apesar das pris\u00f5es superlotadas, pessoas presas por homic\u00eddios representam menos de 10% da popula\u00e7\u00e3o prisional no Brasil. Em 2020, mais de um ter\u00e7o das pessoas presas no pa\u00eds aguardavam julgamento. Eram mais de 240 mil presos provis\u00f3rios. O Rio Grande do Sul ocupa a sexta posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao percentual de esclarecimentos de homic\u00eddios. S\u00e3o 52% de crimes resolvidos, segundo a \u00faltima pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Proposta<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Entender quantos familiares de v\u00edtimas de homic\u00eddios t\u00eam garantido seu direito a uma resposta, sem que o crime seja esquecido. \u00c9 o esquecimento que faz com que crimes contra a vida caiam na impunidade? Quais s\u00e3o os crimes mais esquecidos? Que tipo de crimes?<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Abordagem<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A reportagem pretende refletir sobre o qu\u00e3o f\u00e1cil um crime, especificamente homic\u00eddios dolosos, podem cair no esquecimento da sociedade e do&nbsp; poder p\u00fablico e assim n\u00e3o terem uma solu\u00e7\u00e3o. Para isso, ser\u00e3o analisadas diferentes situa\u00e7\u00f5es da impunidade. A primeira ser\u00e1 relembrar um caso que teve relevante repercuss\u00e3o na m\u00eddia mas segue sem solu\u00e7\u00e3o e a outra ser\u00e1 mostrar casos de pessoas\/fam\u00edlias que lutam sozinhas para que um crime n\u00e3o seja esquecido e possa ser solucionado. Al\u00e9m disso, a mat\u00e9ria vai buscar entender como isso afeta a vida dessas pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Poss\u00edveis fontes<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>Cl\u00e1udia Mauch, professora de hist\u00f3ria da UFRGS com experi\u00eancia em pesquisas nas \u00e1reas da hist\u00f3ria do crime e da justi\u00e7a criminal, especialmente Hist\u00f3ria da pol\u00edcia, com \u00eanfase em hist\u00f3ria social e cultural.<\/li><li>Renato Dorneles, jornalista com experi\u00eancia na editoria de pol\u00edcia em Porto Alegre<\/li><li>Advogado(a) criminalista<\/li><li>Psic\u00f3loga(o) especialista em traumas criminais<\/li><li>Cases: Pessoas\/Fam\u00edlias que passaram por essa situa\u00e7\u00e3o e o crime ainda n\u00e3o foi solucionado<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Quest\u00f5es para serem respondidas<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul><li>O que faz com que crimes n\u00e3o sejam solucionados? S\u00e3o investiga\u00e7\u00f5es falhas?<\/li><li>Porque os julgamentos, quando ocorrem, demoram tanto para acontecer?<\/li><li>Porque os crimes prescrevem? O que isso significa? E com qual frequ\u00eancia acontece?&nbsp;<\/li><li>Porque familiares de v\u00edtimas de homic\u00eddios n\u00e3o conseguem ter respostas sobre o crime?&nbsp;<\/li><li>Quais as consequ\u00eancias que essa falta de respostas causa na vida dessas pessoas?<\/li><li>Qual a responsabilidade do Estado com familiares que&nbsp; perderam entes v\u00edtimas de homic\u00eddio?<\/li><li>Qual \u00e9 o papel da m\u00eddia na mem\u00f3ria deste tipo de crime? Porque alguns casos ganham notoriedade e outros n\u00e3o? Isso pode interferir na solu\u00e7\u00e3o do crime?&nbsp;<\/li><li>O que pode ser feito de diferente para que a&nbsp; taxa de solu\u00e7\u00f5es de homic\u00eddios dolosos aumente?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><strong>Imagens<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Fotos do arquivo pessoal dos cases entrevistados nesta mat\u00e9ria para dar rosto aos n\u00fameros apresentados no texto. Poss\u00edveis ilustra\u00e7\u00f5es &#8211; simula\u00e7\u00e3o de uma cena de crime com as faixas amarelas, silhuetas e etc; pris\u00f5es lotadas;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Recursos Multim\u00eddia<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Infogr\u00e1fico com as taxas de crimes solucionados em cada estado brasileiro; anima\u00e7\u00e3o que simula uma cena de crime<\/p>\n\n\n\n<h5><strong>Redes Sociais<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Para o Instagram postar em uma quinta-feira, dia da #Tbt, um carrossel relembrando cinco crimes que ganharam notoriedade na \u00e9poca em que&nbsp; aconteceram, resultaram em&nbsp; impunidade e foram esquecidos. Nos stories, postar enquetes&nbsp; para ver o quanto as pessoas lembram desses casos. No Twitter, postar o mesmo conte\u00fado do carrossel mas em&nbsp; formato de thread.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2><strong>Da pauta \u00e0 reportagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A principal diferen\u00e7a entre o que foi proposto na pauta e a finaliza\u00e7\u00e3o desta reportagem foi a abordagem do tema. A inten\u00e7\u00e3o inicial era falar sobre o esquecimento de crimes com uma narrativa guiada por casos famosos. Por\u00e9m, durante as entrevistas eu percebi que, de certa forma, esses crimes s\u00e3o sim lembrados. A partir da\u00ed, eu conduzi a reportagem com foco em quem realmente \u00e9 esquecido. Apesar disso, todas as perguntas levantadas na pauta foram respondidas direta ou indiretamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as poss\u00edveis fontes foram entrevistadas, al\u00e9m de mais um nome de especialista que surgiu durante a apura\u00e7\u00e3o. Nem todo material adquirido durante as entrevistas foi utilizado. Encontrar cases para esta reportagem foi o mais dif\u00edcil. Por se tratar de um assunto delicado para as fam\u00edlias, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar quem se sinta confort\u00e1vel em compartilhar a sua hist\u00f3ria. A entrevista com a personagem deste texto foi uma das mais dif\u00edceis que j\u00e1 fiz como rep\u00f3rter.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":7095,"template":"pauta-post-template.php","categories":[139,141],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pauta da reportagem &quot;Brasil, um pa\u00eds da impunidade?&quot; &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/pauta\/brasil-um-pais-da-impunidade\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pauta da reportagem &quot;Brasil, um pa\u00eds da impunidade?&quot; &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Contexto A taxa nacional de esclarecimento de homic\u00eddios no Brasil \u00e9 de apenas 44%, segundo a quarta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa \u201cOnde Mora a Impunidade\u201d, do Instituto Sou da Paz. 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