{"id":1128,"date":"2021-05-12T13:25:57","date_gmt":"2021-05-12T16:25:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=1128"},"modified":"2021-05-17T11:18:32","modified_gmt":"2021-05-17T14:18:32","slug":"transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/","title":{"rendered":"Velozes e cautelosos"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p><strong>Carros el\u00e9tricos, uso de bicicletas e deslocamento coletivo. Como os meios de transporte do futuro v\u00e3o unir efici\u00eancia e sustentabilidade<\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><strong><sub>REPORTAGEM<\/sub><br>Henrique Letti<\/strong><br><a href=\"mailto:hdletti@outlook.com\"><em>hdletti@outlook.com<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><strong><sub>ILUSTRA\u00c7\u00d5ES<\/sub><\/strong><br><strong>Bruna KL<\/strong><br><strong>C\u00e9u Isatto<\/strong> (capa)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Carros com asas, skates voadores e mochilas a jato. Muitas obras de fic\u00e7\u00e3o tentaram prever como seria o transporte no futuro &#8211; e a verdade \u00e9 que algumas erraram apenas por pouco. Com a inser\u00e7\u00e3o definitiva de novos meios de locomo\u00e7\u00e3o em um horizonte pr\u00f3ximo, bem como o avan\u00e7o nas vendas de modais j\u00e1 conhecidos, muitas cidades est\u00e3o se preparando para as iminentes transforma\u00e7\u00f5es. Seria Porto Alegre uma delas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, a venda de carros el\u00e9tricos teve um <a href=\"https:\/\/www.webmotors.com.br\/wm1\/noticias\/vendas-de-carros-eletricos-crescem-no-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>aumento de 43% no mundo<\/strong><\/a>. No Brasil, n\u00e3o foi diferente. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ve\u00edculos El\u00e9tricos (ABVE), o ano de 2020 representou um <a href=\"http:\/\/www.abve.org.br\/2020-o-melhor-ano-da-eletromobilidade-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>recorde de vendas do modal no pa\u00eds, <\/strong><\/a> com aumento de 66,5% nos emplacamentos em rela\u00e7\u00e3o a 2019 &#8211; e a tend\u00eancia \u00e9 que o n\u00famero dobre em 2021. Al\u00e9m disso, <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-56119561\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>o pa\u00eds tamb\u00e9m registrou crescimento na comercializa\u00e7\u00e3o de bicicletas<\/strong><\/a>: no pico, em julho do ano passado, a alta foi de 118%. Os dois meios de transporte representam diferentes est\u00e1gios tecnol\u00f3gicos, mas dialogam em temas como praticidade e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia n\u00e3o evitou o crescimento na venda de alguns modais, mas o oposto tamb\u00e9m foi visto. Somente no Rio Grande do Sul, a comercializa\u00e7\u00e3o de carros novos, movidos a gasolina, <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/economia\/noticia\/2021\/01\/com-impacto-da-pandemia-venda-de-carros-cai-276-no-rs-em-2020-ckjlz37ka001u019wfe4wbry7.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>teve queda de 27,6%<\/strong><\/a> no \u00faltimo ano. Essa j\u00e1 era uma tend\u00eancia, que foi amplificada pela crise econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez na hist\u00f3ria, um pa\u00eds registrou que a maioria dos seus carros vendidos foram el\u00e9tricos, n\u00e3o a gasolina. Em 2020, na Noruega, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/tecnologia\/noticia\/2021\/01\/05\/noruega-e-o-primeiro-pais-do-mundo-a-superar-50-de-carros-eletricos-vendidos.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>54,3% dos ve\u00edculos novos nas ruas s\u00e3o abastecidos na tomada<\/strong><\/a>. O dado representa, sobretudo, uma pol\u00edtica da na\u00e7\u00e3o escandinava, que quer ter toda a sua frota com \u201czero emiss\u00f5es\u201d at\u00e9 2025.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-1024x683.jpg\" alt=\"Na foto, dois carros s\u00e3o abastecidos em ponto de carregamento ao lado de uma cal\u00e7ada em Madri, capital da Espanha.\" class=\"wp-image-1165\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Em pontos expressos, a bateria de carros el\u00e9tricos \u00e9 carregada completamente em menos de uma hora <br>Foto: Henrique Letti<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O engenheiro mec\u00e2nico Gilberto Luz, de 50 anos, foi um dos brasileiros que se juntou \u00e0 onda do crescimento de vendas do modal. Em julho do ano passado, ele adquiriu um carro h\u00edbrido, que pode ser tanto abastecido com gasolina quanto carregado na tomada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdquiri o carro por n\u00e3o ser poluente. At\u00e9 hoje, s\u00f3 precisei encher o tanque [<em>de gasolina<\/em>] duas vezes. No per\u00edodo, teria abastecido com combust\u00edvel pelo menos uma vez a cada 15 dias\u201d, pontua o engenheiro, que mora em Caxias do Sul. \u201cO ponto negativo \u00e9 o pre\u00e7o, em torno de 20% mais caro do que o mesmo carro apenas a combust\u00e3o, al\u00e9m de a infraestrutura na cidade ser inexistente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 revista Sextante, o secret\u00e1rio de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Luiz Fernando Z\u00e1chia, revelou que a capital pretende, at\u00e9 o final de 2021, instalar pontos p\u00fablicos de abastecimento de ve\u00edculos el\u00e9tricos no munic\u00edpio: um perto do&nbsp; Parc\u00e3o, outro no Centro Hist\u00f3rico e, ainda, um terceiro, pr\u00f3ximo a um shopping na zona Sul. A a\u00e7\u00e3o se daria em parceria com concession\u00e1rias de autom\u00f3veis. \u201cA cidade tem de estar preparada para o aumento das vendas de carros el\u00e9tricos. Na medida em que a frota vai aumentando, teremos de nos ajustar a isso\u201d, destaca o l\u00edder da pasta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right\"><p>\u201cTemos de tomar cuidado para n\u00e3o transformar o congestionamento de hoje, que \u00e9 poluente e causa danos \u00e0 sa\u00fade do cidad\u00e3o, em um congestionamento verde. O ideal \u00e9 que a gente consiga avan\u00e7ar para uma mobilidade el\u00e9trica coletiva\u201d<\/p><cite><strong>RODRIGO TORTORIELLO, <\/strong>especialista em mobilidade urbana<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mesmo representando avan\u00e7os, os carros el\u00e9tricos n\u00e3o s\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o para as cidades. Rodrigo Tortoriello, especialista em mobilidade urbana e mobilidade ativa, acredita em outra prioridade. \u201cTemos de tomar cuidado para n\u00e3o transformar o congestionamento de hoje, que \u00e9 poluente e causa danos \u00e0 sa\u00fade do cidad\u00e3o, em um congestionamento verde. O ideal \u00e9 que a gente consiga avan\u00e7ar para uma mobilidade el\u00e9trica coletiva\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h3 class=\"has-text-align-left\">LEIA MAIS<\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/mudanca-climatica-no-rio-grande-do-sul\/\">Rio Grande do Sul, 40 graus<\/a><\/strong>: como a mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode afetar o futuro do estado<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/a-forca-do-vento-e-do-sol\/\">A for\u00e7a do vento e do sol:<\/a> <\/strong>alternativas mais limpas para a energia el\u00e9trica entram em discuss\u00e3o <\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>A eletromobilidade tem ganhado espa\u00e7o em grandes cidades: Shenzen, na China, que possui mais de 12 milh\u00f5es de habitantes, <a href=\"https:\/\/summitmobilidade.estadao.com.br\/ir-e-vir-no-mundo\/em-shenzhen-na-china-100-dos-onibus-e-taxis-sao-eletricos\/\"><strong>\u00e9 a primeira do mundo a contar com 100% de seus \u00f4nibus el\u00e9tricos<\/strong><\/a>. Apontado como um dos caminhos a ser seguido, o transporte coletivo tamb\u00e9m \u00e9 pauta recorrente em debates sobre a capital ga\u00facha. Um exemplo de discuss\u00e3o \u00e9 o valor da tarifa, que, por muito tempo, foi o maior entre as grandes cidades brasileiras &#8211; e reflete a necessidade de uma mudan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara baratear o transporte coletivo, \u00e9 preciso buscar o usu\u00e1rio que era de \u00f4nibus e passou para outros modais, j\u00e1 que \u00e9 o valor da tarifa que custeia o servi\u00e7o\u201d, detalha o secret\u00e1rio de Mobilidade Urbana de Porto Alegre. \u201cO \u00f4nibus el\u00e9trico \u00e9 uma tend\u00eancia natural, claro que a m\u00e9dio prazo. Mas n\u00e3o adianta s\u00f3 renovar a frota, \u00e9 preciso buscar alternativas para que o sistema seja vi\u00e1vel e funcione como um todo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das maneiras de viabilizar o transporte coletivo \u00e9 torn\u00e1-lo mais pr\u00e1tico. Em Porto Alegre, a faixa azul, exclusiva para \u00f4nibus, tem sido implementada progressivamente e j\u00e1 reduziu em um ter\u00e7o o tempo das viagens. De acordo com Z\u00e1chia, ela seguir\u00e1 sendo uma das prioridades de sua pasta.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>NEM TUDO S\u00c3O MOTORES<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A primeira ind\u00fastria consolidada de bicicletas surgiu em 1875, na Fran\u00e7a. Desde ent\u00e3o, diferentes modelos foram criados e cimentaram o ve\u00edculo como o transporte mais saud\u00e1vel ao usu\u00e1rio e sustent\u00e1vel no mercado. Ao longo da hist\u00f3ria, a venda de bikes passou por fases &#8211; e, neste momento, as empresas observam um novo crescimento na demanda. Em 2020, a comercializa\u00e7\u00e3o aumentou ao mesmo tempo em que a produ\u00e7\u00e3o diminuiu, principalmente por conta da escassez de mat\u00e9ria-prima, justificada, consequentemente, pelo aumento da demanda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Ciclismo, o ex-vereador da capital ga\u00facha Marcelo Sgarbossa defende medidas p\u00fablicas para estimular o uso do ve\u00edculo. \u201cN\u00e3o temos uma cultura de incentivo ao uso da bicicleta no poder p\u00fablico. O sistema \u00e9 desequilibrado em favor de quem est\u00e1 de carro\u201d, contesta. \u201cAo pensar a cidade a partir da l\u00f3gica do transporte ativo [<em>\u00e0 propuls\u00e3o humana<\/em>], se pensa em uma cidade acess\u00edvel, que restringe o espa\u00e7o de um em favor do outro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-1024x683.jpg\" alt=\"Na foto, um ciclista utiliza a ciclofaixa da rua Siqueira Campos, tendo o Mercado P\u00fablico de Porto Alegre ao fundo.\" class=\"wp-image-1162\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/2-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A ciclofaixa da rua Siqueira Campos, no Centro Hist\u00f3rico de Porto Alegre, foi a \u00faltima a ser entregue na cidade, em junho de 2020<br>Foto: Alex Rocha\/PMPA\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os avan\u00e7os na mobilidade e o planejamento urbano n\u00e3o dependem um do outro para existir. As cidades n\u00e3o precisam aguardar um \u201cboom\u201d na venda de algum modal para se adaptar a ele. H\u00e1 exemplos, inclusive, do efeito inverso: em Berlim, capital da Alemanha, a constru\u00e7\u00e3o de mais de mil quil\u00f4metros de ciclovias, entre 2004 e 2012, <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/jornal-da-globo\/noticia\/2013\/10\/alemanha-adota-plano-de-mobilidade-urbana-que-prioriza-uso-de-bicicletas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>aumentou o n\u00famero de ciclistas em 40%<\/strong><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tortoriello, que foi secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio de Mobilidade Urbana de Porto Alegre na gest\u00e3o anterior, afirma que a rede ciclovi\u00e1ria precisa ser ampliada, mas com cuidados. \u201cSe voc\u00ea constr\u00f3i a ciclovia sem a preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a, pode estar gerando um problema para a sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 preciso fazer um projeto bem feito, ainda que implantado em fases\u201d, pontua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1196\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1-1568x1176.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/FuturoDoTransporteUrbano_BrunaKL-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Arte: Bruna KL<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O especialista usa como exemplo a cidade de Bogot\u00e1, que conta com 7% do seu deslocamento total feito com bicicletas e possui uma rede ciclovi\u00e1ria de 550 quil\u00f4metros. Nos primeiros dias da pandemia, a capital da Col\u00f4mbia <a href=\"https:\/\/www.mobilize.org.br\/noticias\/12011\/bogota-expande-ciclofaixas-em-estrategia-contra-o-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>aumentou em 16% suas vias para ciclistas para auxiliar a locomo\u00e7\u00e3o de trabalhadores essenciais<\/strong><\/a> e promete aumentar a malha em 280 quil\u00f4metros nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, na capital ga\u00facha, entrou em vigor o <a href=\"https:\/\/www2.portoalegre.rs.gov.br\/eptc\/default.php?p_secao=227#:~:text=Porto%20Alegre%20est%C3%A1%20implantando%20o,seguran%C3%A7a%20e%20comodidade%20para%20o\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Plano Diretor Ciclovi\u00e1rio Integrado<\/strong><\/a> (PDCI), que previa 495 quil\u00f4metros de ciclovias at\u00e9 2022. Atualmente, Porto Alegre possui 58,8 quil\u00f4metros, o que representa 11,9% do plano. H\u00e1 dez anos, a propor\u00e7\u00e3o era de apenas 0,7% (3,35 quil\u00f4metros de rede ciclovi\u00e1ria). \u201cA l\u00f3gica precisa ser a do \u2018construa e eles vir\u00e3o\u2019. \u00c9 preciso ter uma s\u00e9rie de pol\u00edticas que restringem o espa\u00e7o do autom\u00f3vel e priorizam o ciclista\u201d, completa Sgarbossa.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>TECNOLOGIA E VELOCIDADE<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos modais j\u00e1 conhecidos, novos meios de transporte dar\u00e3o as caras nos pr\u00f3ximos anos. Os trens da empresa HyperloopTT, que viajam em alta velocidade por levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, est\u00e3o tendo <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/ufrgs-e-parceira-do-governo-do-rs-e-da-empresa-hyperlooptt-para-avaliar-rota-de-transporte-de-altissima-velocidade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>a viabilidade para sua implementa\u00e7\u00e3o estudada<\/strong><\/a> pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em parceria com o Governo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right\"><p>\u201cN\u00e3o estamos falando de 30, 40 ou 50 anos. S\u00e3o dois ou tr\u00eas anos para ter o sistema [<em>por levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica<\/em>] comercialmente operacional\u201d<\/p><cite><strong>RICARDO PENZIN<\/strong>,<strong> <\/strong>CEO da HyperloopTT<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>De acordo com Ricardo Penzin, CEO da HyperloopTT na Am\u00e9rica Latina, as tecnologias para o funcionamento do modal est\u00e3o todas prontas. \u201cO que ainda est\u00e1 em desenvolvimento \u00e9 a parte de finaliza\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos falando de 30, 40 ou 50 anos. S\u00e3o dois ou tr\u00eas anos para ter o sistema [<em>por levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica<\/em>] comercialmente operacional\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O transporte consiste em uma c\u00e1psula que pode transportar pessoas e cargas a 1,2 mil quil\u00f4metros por hora, a partir de um sistema de baixa press\u00e3o. Ricardo detalha que o sistema tem baixo custo operacional e que funciona \u00e0 base de energia solar. O estudo realizado pela UFRGS visa a implanta\u00e7\u00e3o do meio com rota entre Porto Alegre e a Serra Ga\u00facha, que poderia levar 12 minutos, cerca de nove vezes menos do que o trajeto por carro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Imagine | HyperloopTT\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uwm3qvFWVRU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>V\u00eddeo demonstrativo dos trens de alta-velocidade da HyperloopTT<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> O conceito do <em>hyperloop<\/em> foi idealizado por Elon Musk, cuja empresa de autom\u00f3veis, Tesla Motors, \u00e9 refer\u00eancia mundial em carros aut\u00f4nomos. O ve\u00edculo n\u00e3o necessita de motorista e controla volante e pedais sozinho. H\u00e1, por\u00e9m, projetos que v\u00e3o al\u00e9m: nos Estados Unidos, a Alphabet Inc, empresa dona do Google, lan\u00e7ou o servi\u00e7o de t\u00e1xis aut\u00f4nomos Waymo, em que os carros n\u00e3o precisam de motoristas para dirigir. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=__EoOvVkEMo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Ele j\u00e1 opera em Chandler<\/strong><\/a>, uma cidade no estado do Arizona, realizando mil viagens semanais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-9 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-7 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h3 class=\"has-text-align-left\">LEIA MAIS<\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-8 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/muito-mais-do-que-simples-robos\/\">Muito mais do que simples rob\u00f4s<\/a>:<\/strong> o avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial deveria nos empolgar ou preocupar?<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Nem todas as viagens modernas, entretanto, ser\u00e3o pelo solo. Com expectativa do in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o em 2023, o Uber Elevate \u00e9 um t\u00e1xi a\u00e9reo que ter\u00e1 esta\u00e7\u00f5es na cobertura de pr\u00e9dios comerciais de grandes metr\u00f3poles, conduzindo usu\u00e1rios de um ponto ao outro. O ve\u00edculo, chamado de VTOL (<em>Vertical Take-off and Landing<\/em>, que significa decolagem e aterragem vertical), <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=44bSw-wPW4c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>voa como um avi\u00e3o, mas pousa e decola como um helic\u00f3ptero<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com ou sem motorista, por baixo ou por cima. Os transportes seguem a tend\u00eancia de uma busca pela efici\u00eancia e, ao mesmo tempo, um cuidado com o meio ambiente. As tecnologias j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed &#8211; o que resta \u00e9 a necessidade por pol\u00edticas p\u00fablicas que viabilizem seu uso geral e irrestrito no presente e no futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os meios de transporte do futuro v\u00e3o unir efici\u00eancia e sustentabilidade<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":1194,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[60,54,50,67,69,49,53],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Transporte do futuro \u00e9 sustent\u00e1vel, el\u00e9trico e coletivo &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como os meios de transporte do futuro buscam unir efici\u00eancia e sustentabilidade\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Velozes e cautelosos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Como os meios de transporte do futuro buscam unir efici\u00eancia e sustentabilidade\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Sextante\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/sextanteufrgs\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-05-12T16:25:57+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-05-17T14:18:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Futurodotransporte_CeuIsatto-1024x576.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"576\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Henrique Letti\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:title\" content=\"Velozes e cautelosos\" \/>\n<meta name=\"twitter:description\" content=\"Como os meios de transporte do futuro buscam unir efici\u00eancia e sustentabilidade\" \/>\n<meta name=\"twitter:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Futurodotransporte_CeuIsatto.png\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@revistasextante\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@revistasextante\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Henrique Letti\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\"},\"author\":{\"name\":\"Henrique Letti\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/828b26b8f04f98e8513f09188f081ce0\"},\"headline\":\"Velozes e cautelosos\",\"datePublished\":\"2021-05-12T16:25:57+00:00\",\"dateModified\":\"2021-05-17T14:18:32+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\"},\"wordCount\":1955,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization\"},\"keywords\":[\"bicicletas\",\"carros el\u00e9tricos\",\"futuro\",\"\u00f4nibus el\u00e9tricos\",\"porto alegre\",\"reportagem\",\"transporte\"],\"articleSection\":[\"Sextante 56\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transporte-do-futuro-e-sustentavel-eletrico-e-coletivo\/\",\"name\":\"Transporte do futuro \u00e9 sustent\u00e1vel, el\u00e9trico e coletivo &mdash; 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