{"id":12820,"date":"2024-02-05T09:22:00","date_gmt":"2024-02-05T12:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=12820"},"modified":"2024-02-06T08:12:34","modified_gmt":"2024-02-06T11:12:34","slug":"o-que-e-pajuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/o-que-e-pajuba\/","title":{"rendered":"Do oi da poc \u00e0 chuia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/LEONARDO-1.mp3\"><\/audio><figcaption>Ou\u00e7a a reportagem<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>S\u00f3 quem sabe falar pajub\u00e1, uma linguagem usada pela comunidade LGBTQIA+ no Brasil, consegue entender a seguinte frase: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMona, as amap\u00f4 aqui aquendam o bate-bate, mas os oc\u00f3 s\u00e3o tudo ossibar\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecido tamb\u00e9m como bajub\u00e1 ou bate-bate, o pajub\u00e1 \u00e9 usado principalmente por mulheres trans e travestis que trabalham com prostitui\u00e7\u00e3o para se comunicar em lugares p\u00fablicos sem que outras pessoas as entendam. Sua origem vem da necessidade de falar em c\u00f3digo para escapar da transfobia nas ruas, como foi o caso da Opera\u00e7\u00e3o Tar\u00e2ntula, realizada pela pol\u00edcia civil de S\u00e3o Paulo em 1987, que tinha como objetivo prender a popula\u00e7\u00e3o trans para \u201chigienizar\u201d a cidade. Muitas outras opera\u00e7\u00f5es desse tipo j\u00e1 ocorreram no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, 131 pessoas trans foram assassinadas no Brasil, <a href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2023\/01\/dossieantra2023.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">segundo relat\u00f3rio<\/a> da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (<a href=\"https:\/\/antrabrasil.org\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Antra<\/a>). Desde que a organiza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a realizar o dossi\u00ea em 2008, ela mapeou uma m\u00e9dia de 121 assassinatos anuais. H\u00e1 tamb\u00e9m casos de subnotifica\u00e7\u00e3o pelo poder p\u00fablico ou n\u00e3o classifica\u00e7\u00e3o desse tipo de crime como morte de pessoas trans. O pajub\u00e1 serve, ent\u00e3o, como forma de prote\u00e7\u00e3o diante de tanta viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"633\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-1024x633.png\" alt=\"gr\u00e1fico ilustrando assassinatos de pessoas trans ao longo dos anos de 2008 a 2022\" class=\"wp-image-13879\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-1024x633.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-300x185.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-768x474.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-1536x949.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8-1568x969.png 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-8.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fonte: Antra &amp; Grupo Gay da Bahia (GGB)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de um c\u00f3digo, o bate-bate tamb\u00e9m ajuda a formar a identidade da comunidade LGBTQIA+ brasileira. Chuia, poc, gilete, trava, entre outras express\u00f5es, s\u00e3o de uso comum dentro da comunidade e ajudam a expressar a diversidade sexual e de g\u00eanero. Por\u00e9m, a populariza\u00e7\u00e3o desses termos tem feito com que pessoas que n\u00e3o sabem o que \u00e9 o pajub\u00e1 tamb\u00e9m usem essas express\u00f5es, tirando o fator de prote\u00e7\u00e3o da linguagem.<\/p>\n\n\n\n<h2>O que \u00e9 esse pajub\u00e1?<\/h2>\n\n\n\n<p>O pajub\u00e1, como qualquer linguagem, est\u00e1 em constante transforma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o possui gram\u00e1tica espec\u00edfica. Algumas tentativas de documenta\u00e7\u00e3o geraram pol\u00eamica. O livro <em>Aur\u00e9lia: A Dicion\u00e1ria da L\u00edngua Afiada<\/em>, por exemplo, foi tirado de circula\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sofrer amea\u00e7as de a\u00e7\u00e3o judicial pela Editora Positivo. Dona do dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio, a editora alegou que os direitos de propriedade intelectual e a honra de seu fundador foram feridos pelo uso da linguagem obscena.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 desafios para estudar pajub\u00e1 no meio acad\u00eamico. Renato R\u00e9gis Barroso \u00e9 mestre em Letras e Artes pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e analisou a linguagem em <a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1945\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sua disserta\u00e7\u00e3o<\/a>. \u201cFui pesquisar e vi que n\u00e3o havia pesquisa acad\u00eamica sobre isso\u201d, conta. Ele entrevistou pessoas da comunidade LGBTQIA+ em Manaus e percebeu que mesmo dentro da comunidade a l\u00edngua \u00e9 diversa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa de R\u00e9gis tornou o pajub\u00e1 objeto de discuss\u00e3o nacional quando o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) utilizou-o em uma quest\u00e3o, em 2018. A pergunta pedia para os alunos analisarem um texto e dizer o que configura um dialeto. Isso virou <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/11\/12\/deu-bafao-a-polemica-sobre-a-questao-do-enem-em-relacao-ao-dialeto-secreto-de-gays-e-travestis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mat\u00e9ria nacional<\/a> e entrou no debate pol\u00edtico daquele ano de elei\u00e7\u00e3o, provocando reportagens sobre o tema que, segundo R\u00e9gis, n\u00e3o ajudavam o p\u00fablico a entender o pajub\u00e1. Para o pesquisador o pajub\u00e1 seria melhor classificado como g\u00edria. Ele explica que isso se d\u00e1 pois a linguagem tem base no portugu\u00eas e utiliza express\u00f5es de outros idiomas (ingl\u00eas, franc\u00eas, l\u00ednguas africanas e ind\u00edgenas).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diversidade de influ\u00eancias tamb\u00e9m permite que haja express\u00f5es em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds com pron\u00fancias e entona\u00e7\u00f5es diferentes. Para se referir a uma pessoa idosa na regi\u00e3o nordeste, por exemplo, \u00e9 comum usar o termo <em>cacurucaia <\/em>ou <em>cacura<\/em>, j\u00e1 no sul \u00e9 <em>irene<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cSe eu falar &#8216;a Jo\u00e3o&#8217; sendo que ele \u00e9 um homem trans, isso pode ser ofensivo, j\u00e1 que a linguagem pode ser uma forma de mexer com a nossa disforia de g\u00eanero\u201d<\/p><cite><strong>VICTORIA MAIA<\/strong>, mestranda em educa\u00e7\u00e3o pela UFRGS<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Sofia Favero, psic\u00f3loga, ativista e doutoranda de Psicologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o pajub\u00e1 n\u00e3o seria apenas um c\u00f3digo, mas tamb\u00e9m uma maneira de subjetiva\u00e7\u00e3o. A comunidade apropria-se de express\u00f5es usadas para ofender pessoas LGBTQIA+, buscando novas formas de resist\u00eancia \u00e0 linguagem culta, transformando significados para empoderar-se e desafiar as normas estabelecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPajub\u00e1 \u00e9 uma forma de falar sobre como comunidades s\u00e3o criadas no cruzamento entre pobreza, marginalidade, desassist\u00eancia, talento, criatividade, estrat\u00e9gia e organiza\u00e7\u00e3o social. Falar pajub\u00e1 \u00e9 trazer \u00e0 tona a hist\u00f3ria dessas disputas\u201d, complementa Sofia.<\/p>\n\n\n\n<h2>L\u00edngua afiada, identidade marcada<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"407\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pajuba_PedroStelmachV.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13538\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pajuba_PedroStelmachV.png 407w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Pajuba_PedroStelmachV-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><figcaption>Arte: Pedro Stelmach<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u201c\u00c9 Crystal com Y, meu bem\u201d, informa <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gloriacrystaloficial?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gl\u00f3ria Crystal<\/a>, de 58 anos, diretora adjunta do departamento de Diversidade Sexual da Secretaria de Justi\u00e7a, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul. Mulher travesti, preta e perif\u00e9rica, ela participou de v\u00e1rios momentos na luta pelos direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ desde que esse movimento pol\u00edtico se iniciou no Brasil nos anos 1980, durante a pandemia da AIDS. \u201cEm todos os protestos e encontros nacionais eu estava l\u00e1\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Gl\u00f3ria \u00e9 artista h\u00e1 42 anos e relata que utilizava mais o pajub\u00e1 durante seu <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/grafiadrag\/gloria-crystal\/\">trabalho em bares e boates<\/a>. Nesse contexto, ela precisava escapar da pol\u00edcia, que realizava patrulhas em locais de entretenimento queer. \u201cAntes era algo muito de prote\u00e7\u00e3o contra a pol\u00edcia e dos bofe tamb\u00e9m. Tipo, aquenda os alib\u00e3! Ou aquenda que esse oc\u00f3 vai te dar a elza\u201d, explica. Gl\u00f3ria percebe que as gera\u00e7\u00f5es mais novas t\u00eam pouco contato com pajub\u00e1 e sua hist\u00f3ria, pendendo mais para a linguagem de internet.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cA l\u00edngua invisibiliza, mas tamb\u00e9m permite a gente existir. Sempre \u00e9 uma disputa de linguagem\u201d<\/p><cite><strong>DOUGLAS OSTRUCA<\/strong>, doutorande em comunica\u00e7\u00e3o pela UFRGS<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/atenaroveda?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atena Beauvoir Roveda<\/a>, de 32 anos, ativista pol\u00edtica e artista, prefere n\u00e3o usar o pajub\u00e1 por n\u00e3o se sentir confort\u00e1vel com a apropria\u00e7\u00e3o dessa linguagem para uso cotidiano. \u201cEu n\u00e3o uso porque acho que tem que ter respeito \u00e0 exist\u00eancia das mulheres travestis que est\u00e3o no espa\u00e7o da prostitui\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acredita que o uso da g\u00edria \u00e9 algo existencial e n\u00e3o deveria ser tratado no \u00e2mbito acad\u00eamico por ser uma experi\u00eancia das ruas e n\u00e3o um assunto te\u00f3rico: \u201c\u00c9 complexo eu usar pajub\u00e1 [<em>no cotidiano ou na pesquisa<\/em>] e dizer que \u00e9 a mesma coisa que o c\u00f3digo das trabalhadoras sexuais de esquina\u201d, completa. Atena comenta ainda que \u00e9 algo bastante pessoal e n\u00e3o tem pretens\u00e3o de dizer quem pode ou n\u00e3o usar, mas acredita ser importante, especialmente para pessoas trans jovens, estudar e refletir sobre como se usa essa linguagem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"628\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-1024x628.jpg\" alt=\"foto da artista Atena Roveda lendo um seu livro &quot;P\u00e3o, Sol e Travesti&quot;\" class=\"wp-image-13182\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-1024x628.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-300x184.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-768x471.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-1536x942.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-2048x1256.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Copia-de-2_Guilherme_Freling-1568x962.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Atena Roveda, ativista pol\u00edtica, prefere n\u00e3o usar a linguagem pajub\u00e1 no cotidiano | Foto: Guilherme Freling<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Para Atena, infelizmente as discuss\u00f5es sobre a experi\u00eancia trans ainda s\u00e3o rasas, j\u00e1 que n\u00e3o existem locais exclusivos para pessoas trans na sociedade e \u00e9 complexo usar uma l\u00edngua como pajub\u00e1 sem participar ativamente de um espa\u00e7o de cultura trans: \u201cEu n\u00e3o quero um casar\u00e3o s\u00f3 de pessoas trans, isso j\u00e1 tem. Eu quero um bairro onde os neg\u00f3cios, as padarias, os a\u00e7ougues, tudo seja de pessoas trans. Enquanto n\u00e3o existir isso, a discuss\u00e3o ainda \u00e9 superficial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2>Entre o close e o car\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O ballroom \u00e9 um movimento cultural LGBTQIA+ que surgiu nos Estados Unidos e, nos \u00faltimos anos, vem ganhando mais visibilidade no Brasil. Os eventos, chamados de balls ou bailes, s\u00e3o competi\u00e7\u00f5es de express\u00e3o art\u00edstica em que times (houses ou casas) disputam diversas categorias. O pajub\u00e1 entra nessa mistura, adotando os termos do ingl\u00eas e enriquecendo mais o vocabul\u00e1rio dos membros dessa comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Victoria Maia, de 28 anos, mestranda em educa\u00e7\u00e3o pela UFRGS, participa da cena ballroom desde 2021. Fazendo hoje parte da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casadeleopardos?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Casa de Leopardos<\/a>, Victoria fala pajub\u00e1 comumente com as pessoas da Casa. \u00c9 comum em pajub\u00e1 trocar todos os artigos para o feminino, por\u00e9m Victoria pondera: \u201cSe eu falar \u2018a Jo\u00e3o\u2019 sendo que ele \u00e9 um homem trans, pode ser ofensivo, j\u00e1 que a linguagem pode ser uma forma de mexer com a nossa disforia de g\u00eanero\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2>Conhe\u00e7a algumas express\u00f5es do pajub\u00e1:<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13745\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;chuia&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13745\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13856\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;poc&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13856\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13857\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;gilete&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13857\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/3.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13855\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;trava&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13855\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Post-reportagem.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13858\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;aquenda&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13858\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13859\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;alib\u00e3&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13859\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13860\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;dar a elza&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13860\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13861\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;irene&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13861\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"13862\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-1024x1024.png\" alt=\"Arte mostrando o significado de &quot;odara&quot; e dando exemplo sobre o que \u00e9 pajub\u00e1 e como as express\u00f5es s\u00e3o usadas\" class=\"wp-image-13862\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Arte: Melga Mar\u00e7al<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dentro de outras cenas art\u00edsticas queer de Porto Alegre, pode-se encontrar tamb\u00e9m as varia\u00e7\u00f5es do pajub\u00e1. Na arte transformista, termos em ingl\u00eas se misturam com as g\u00edrias do bate-bate. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/umabixatransformista?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Douglas Ostruco<\/a>, de 28 anos, \u00e9 doutorande em comunica\u00e7\u00e3o na UFRGS e atua como a drag queen Professora Lun\u00e1 Maldita desde 2020. Douglas pesquisa sobre a comunica\u00e7\u00e3o da arte transformista na internet e v\u00ea como a linguagem usada pela comunidade se diferencia do online para o presencial.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-7 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-column is-vertically-aligned-center\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-683x1024.jpg\" alt=\"foto da drag queen Professora Lun\u00e1 Maldita\" class=\"wp-image-13261\" width=\"476\" height=\"714\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-600x900.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-1568x2352.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/calaboucodacassandra448-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><figcaption>A drag queen Professora Lun\u00e1 Maldita percebe diferen\u00e7as quando o pajub\u00e1 \u00e9 comunicado de forma presencial ou pela internet | Foto: Guilherme Freling<\/figcaption><\/figure><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\">\n<p>A gera\u00e7\u00e3o desempenha um papel crucial na determina\u00e7\u00e3o do uso de estrangeirismos e na decis\u00e3o de se misturar ou n\u00e3o com o pajub\u00e1. Isso n\u00e3o se limita apenas ao ambiente online, mas tamb\u00e9m se manifesta em diversos espa\u00e7os queer. Segundo Douglas, a escolha da linguagem \u00e9 fundamental para expressar a postura do local em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade: \u201cA l\u00edngua invisibiliza, mas tamb\u00e9m permite a gente existir. Sempre \u00e9 uma disputa de linguagem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o da frase do in\u00edcio desta reportagem \u00e9 um aviso de quem percebe a g\u00edria sendo usada por pessoas fora da comunidade: \u201cViado, as mulheres aqui sabem pajub\u00e1, mas os homens s\u00e3o tudo burro\u201d. Um \u201coi\u201d em pajub\u00e1 pode ter v\u00e1rias formas do norte ao sul do pa\u00eds, mostrando a diversidade lingu\u00edstica dentro da comunidade LGBTQIA+. Por\u00e9m, \u00e9 importante avaliar quem, onde e por que se usa pajub\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-10 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-8 wp-block-column\">\n<h2><strong>LEIA MAIS<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-9 wp-block-column\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/o-preto-entre-o-azul-e-o-rosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O preto entre o azul e o rosa<\/a>: Mulheres trans e negras de diferentes idades contam hist\u00f3rias e refletem sobre passado, presente e futuro em um pa\u00eds que quer neg\u00e1-las\u00a0o direito aos tr\u00eas\u00a0<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/transgredindo-a-idade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transgredindo a idade:<\/a> Visto como algo negativo, envelhecimento \u00e9 privil\u00e9gio entre pessoas trans e travestis. Para as que ultrapassam a expectativa de vida, a perspectiva \u00e9 de um futuro gentil e afetuoso<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem sobre o pajub\u00e1, uma g\u00edria usada pela comunidade LGBTQIA+ no Brasil. Falada principalmente por mulheres trans e travestis, o pajub\u00e1 \u00e9 uma forma de uni\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o para a comunidade trans.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":13463,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[283],"tags":[307,323,176,291,322,295,49,324,270],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O que \u00e9 pajub\u00e1? &mdash; Do oi da poc \u00e0 chuia &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O que \u00e9 pajub\u00e1? 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