{"id":13361,"date":"2024-02-05T10:36:00","date_gmt":"2024-02-05T13:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=13361"},"modified":"2024-02-06T08:22:21","modified_gmt":"2024-02-06T11:22:21","slug":"conversando-em-xadrez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/conversando-em-xadrez\/","title":{"rendered":"Conversando em Xadrez"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/LISLY.mp3\"><\/audio><figcaption>Ou\u00e7a a reportagem<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O objetivo de jogar xadrez pode ser descrito como capturar o rei do advers\u00e1rio. \u00c9 o xeque-mate. Em persa, rei morto. Mas eu vou falar sobre como brincar de xadrez, \u00e9 uma diferen\u00e7a sentimental. Apesar de tentativas espor\u00e1dicas, eu nunca conseguia aprender a jogar xadrez. As informa\u00e7\u00f5es e os tecnicismos que explicavam a estrutura do jogo eram jarg\u00f5es e linhas de racioc\u00ednio acumulativas que n\u00e3o ganhavam vida na minha cabe\u00e7a. Eu n\u00e3o podia compreender como arquitetar e controlar uma estrutura em 64 quadrados enquanto atacava e me defendia, cara a cara com o sistema de ataques e defesas do outro. Anos depois, assistindo<em> O Gambito da Rainha,<\/em> miniss\u00e9rie fen\u00f4meno da Netflix em 2020, voltei para a proposta do jogo com uma vis\u00e3o bem mais rom\u00e2ntica, e, na minha intencionalidade, me apaixonei. E se voc\u00ea nunca se convenceu a jogar, talvez eu te conquiste.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, eu aprendi a brincar de xadrez, que pode ser comparado a uma corrida, um quebra-cabe\u00e7a, um jogo de apostas, e at\u00e9 um RPG &#8211; <em>roleplaying game, <\/em>ou jogo de interpreta\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is. No fim, o tabuleiro \u00e9 uma realidade paralela para se conectar com o outro, uma plataforma de s\u00edmbolos. No livro <em>Uma Teoria do Jogo e da Fantasia, <\/em>o antrop\u00f3logo ingl\u00eas Gregory Bateson explica que o ponto crucial da compreens\u00e3o de uma linguagem se d\u00e1 quando uma mensagem deixa de ser um sinal autom\u00e1tico para tornar-se algo que possa ser interpretado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A presen\u00e7a de dois interlocutores garante a troca da mensagem e, no xadrez, o processo interativo pode at\u00e9 ser inconsciente, mas h\u00e1 movimentos de aceita\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o sendo percebidos a cada novo lance. Mas por que se engajar em uma comunica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica representada por pe\u00e7as de cavalos, bispos, torres e pe\u00f5es? Na verdade, nos divertimos com isso desde crian\u00e7as. Compreendemos a alegria da simula\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m joga pra perder? Talvez. Um brinca pelo imprevisto do outro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A brincadeira \u00e9 uma transgress\u00e3o ocasional, e a transgress\u00e3o s\u00f3 tem gra\u00e7a enquanto existem regras. \u00c9 por isso que todos os jogos, do xadrez ao Uno, exigem que os jogadores acordem as regras primeiro, para que ent\u00e3o se divirtam com dobrar os limites das fronteiras. Como em uma conversa. Um locutor e seu ouvinte, alternando local de proposi\u00e7\u00e3o, ora presa, ora predador. A divers\u00e3o est\u00e1 em voc\u00ea mesmo, mas o companheirismo necess\u00e1rio para criar uma coreografia \u00fanica a cada partida \u00e9 ampliado quando o oponente te respeita e te v\u00ea como igual. A satisfa\u00e7\u00e3o da partida, as emo\u00e7\u00f5es e os suspiros, tudo est\u00e1 no sentimento que une os dois jogadores.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>O ex\u00e9rcito do querer e do precisar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Pense no rei como um monarca que passa o dia sentado no trono. Ele s\u00f3 precisa se levantar para se defender, pois seus servos, soldados e cl\u00e9rigos est\u00e3o fundados na honra do m\u00e1rtir e na aud\u00e1cia do ataque para proteg\u00ea-lo. Enquanto o rei se protege, o ex\u00e9rcito \u00e9 da rainha, a pe\u00e7a com maior pontua\u00e7\u00e3o e que, apesar de n\u00e3o ser obrigat\u00f3ria para uma vit\u00f3ria, \u00e9 definitivamente decisiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dizem que \u00e9 dif\u00edcil se recuperar depois de perder a dama, antigamente conhecida como pe\u00e7a do conselheiro. Rainha e rei s\u00e3o fundamentais no jogo, mas o ex\u00e9rcito todo \u00e9 importante. N\u00e3o ignore os pe\u00f5es. Depois do meio do jogo, talvez tudo que voc\u00ea tenha sejam eles, que esnobou at\u00e9 ent\u00e3o. Pratique consci\u00eancia n\u00e3o apenas da forma\u00e7\u00e3o do tabuleiro e das amea\u00e7as factuais que o rondam, mas tamb\u00e9m das possibilidades que surgem a cada nova informa\u00e7\u00e3o acrescentada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mestre nacional de xadrez Te\u00f3filo Lemos Almeida Filho, de 20 anos, joga hoje representando o Clube Atl\u00e9tico Ribeirense, de Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. Esse t\u00edtulo \u00e9 concedido pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Xadrez aos enxadristas profissionais que tenham obtido pontua\u00e7\u00e3o igual ou superior a 2.200 pontos. Apesar de jogar desde os seis anos, Te\u00f3filo s\u00f3 passou a treinar rigorosamente aos 15, quando come\u00e7ou a participar do cen\u00e1rio mais competitivo do esporte.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13372\" width=\"578\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira-1568x1045.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2_Lisly_Moreira.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><figcaption>Mestre nacional Te\u00f3filo Lemos carrega sempre um set de pe\u00e7as na mochila para emerg\u00eancias | Foto: Lisly Moreira<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>&nbsp;Pense no jogo como um duelo que se desenvolve, como uma dan\u00e7a em um baile de m\u00e1scaras. Durante a coreografia, algu\u00e9m pode sacar uma faca e aplicar um golpe fatal a qualquer momento. V\u00e3o existir aqueles que nem sabiam que havia coreografia, h\u00e1 os que fingem passos despretensiosos, h\u00e1 os que possuem olhos mais afiados que a l\u00e2mina que carregam no bolso. \u00c9 por isso que chega a ser covardia quando um jogador experiente enfrenta um iniciante, n\u00e3o d\u00e1 para fingir n\u00e3o ver. Praticar para vencer no xadrez \u00e9 praticar lucidez, quem v\u00ea a fraqueza do outro mais r\u00e1pido vence.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para falar sobre os sentimentos que o jogo lhe traz, Te\u00f3filo cita Bobby Fischer, jogador americano e mestre mundial conhecido pelas opini\u00f5es cr\u00edticas ao xadrez. Fischer abandonou o t\u00edtulo porque o jogo j\u00e1 n\u00e3o era mais divertido para ele. O xadrez pode ter esse lado matem\u00e1tico, de padroniza\u00e7\u00e3o e estat\u00edstica, e assim todos acabam repetindo jogadas j\u00e1 existentes. A criatividade pode se perder em jogadores mais experientes, que passam a esquecer de como \u00e9 brincar. Te\u00f3filo conta que, em torneios profissionais, a maioria dos jogos \u2013 e em alguns casos todos \u2013 termina em empate. Por isso ele gosta de acompanhar os torneios infantojuvenis, pois as crian\u00e7as t\u00eam muito mais a instigar e surpreender. Elas sabem brincar de xadrez de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Te\u00f3filo lembra novamente de Bobby Fischer para falar de sua divers\u00e3o particular como jogador e cita uma frase forte do americano com a qual se identifica: \u201cEu gosto do momento em que destruo o ego de um homem\u201d. Fischer dizia \u00e0s vezes esquecer que seu oponente tamb\u00e9m podia fazer boas jogadas. Suas estrat\u00e9gias s\u00e3o estudadas pela sua iniciativa em fazer o outro sucumbir. Mas \u00e9 preciso ter cuidado, sen\u00e3o o pr\u00f3prio jogo pode sucumbir para a dicotomia entre&nbsp; domin\u00e2ncia do ganhar e submiss\u00e3o do perder.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;De v\u00e1rias formas o xadrez \u00e9 uma filosofia sobre equilibrar a humildade e a brutalidade. Quando o jogador descobre as inten\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es do outro, o tabuleiro deixa tudo \u00e0 mostra, causando constrangimento. O constrangimento \u00e9 o que todo mundo sabe, mas ningu\u00e9m fala. O xadrez est\u00e1 expl\u00edcito no sil\u00eancio. Nem mesmo um mestre mundial joga sozinho, n\u00e3o importa qu\u00e3o bom seja o seu plano: ele tem uma estrat\u00e9gia para o tabuleiro e quer execut\u00e1-la, mas precisa da estrat\u00e9gia do outro para desvendar o quebra-cabe\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>O g\u00eanio da divers\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"576\" height=\"436\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ConversandoEmXadrez_Dantara.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13370\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ConversandoEmXadrez_Dantara.png 576w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/ConversandoEmXadrez_Dantara-300x227.png 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption>Arte: Dantara Ordov\u00e1s<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No primeiro torneio de xadrez infantojuvenil da Feira do Livro de Porto Alegre, em novembro de 2023, um dos jogadores presentes era Pedro Kortmann, de sete anos, atual campe\u00e3o nacional de xadrez escolar e campe\u00e3o sulbrasileiro. Seu pai e maior f\u00e3, Gustavo Kortmann, de 36 anos, \u00e9 um grande incentivador do xadrez, que, para ele, \u00e9 uma arte que precisa de mais divulga\u00e7\u00e3o. Por ser apaixonado pela linguagem do jogo, preza pela divers\u00e3o de Pedro mais do que pela press\u00e3o de ganhar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cH\u00e1 um preconceito a cada jogador que tu senta na mesa \u00e0 frente, n\u00e9? Seja pra jogar uma partida amistosa ou quando tu vai jogar uma partida valendo, \u00e9 inevit\u00e1vel que tu pense, quando tu v\u00ea uma crian\u00e7a, tu cria uma ideia de inexperi\u00eancia\u201d&nbsp;<\/p><cite><strong>Gustavo Kortmann<\/strong>, pai de Pedro, 7 anos, campe\u00e3o de xadrez<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento r\u00e1pido do porto-alegrense Pedro no cen\u00e1rio do xadrez chama a aten\u00e7\u00e3o de campe\u00f5es ga\u00fachos e nacionais que se oferecem para trein\u00e1-lo. O jogo acabou sendo um <em>hobby<\/em> que envolve a fam\u00edlia toda e j\u00e1 faz parte da rotina. As semanas de Pedro s\u00e3o preenchidas com estudo, mas tamb\u00e9m com jogos com amigos e fam\u00edlia. Os fins de semana s\u00e3o para campeonatos, que se tornam tamb\u00e9m viagens para parques de divers\u00f5es e pontos tur\u00edsticos. Pai e filho usam camisetas da sorte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Quando Pedro bate metas de treinamento, ganha cartas de pok\u00e9mon e pode pedir quantos sushis quiser. Ele abre os melhores sorrisos quando faz xeque-mate. Gustavo relata que, no in\u00edcio, quando Pedro era desconhecido nos campeonatos, era poss\u00edvel observar a despreocupa\u00e7\u00e3o que vem de subestimar a imagem do outro. \u201cH\u00e1 um preconceito a cada jogador que tu senta na mesa \u00e0 frente, n\u00e9? Seja pra jogar uma partida amistosa ou quando tu vai jogar uma partida valendo, \u00e9 inevit\u00e1vel que tu pense. Quando tu v\u00ea uma crian\u00e7a, tu cria uma ideia de inexperi\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13375\" width=\"577\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira-1568x1045.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/4_Lisly_Moreira.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><figcaption>Gustavo tira fotos do filho, Pedro, para postar em suas redes sociais (@pedrinho.chess) | Foto: Lisly Moreira<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Quando Pedro joga, se mexe bastante na cadeira, muda de posi\u00e7\u00e3o, usa as m\u00e3os, balan\u00e7a os p\u00e9s, mas olha fixamente para as pe\u00e7as e \u00e0s vezes para o pai. Entre as partidas do campeonato, se diverte pela Feira. Em um momento do torneio, vejo Pedro e Matheus Sebastian, de 12 anos, se olhando ansiosos para se enfrentar, reconhecendo um no outro um coleguismo que vai al\u00e9m do interesse pelo mesmo jogo. Longe um do outro, cada um deles me diz que o advers\u00e1rio \u00e9 muito bom jogador. Mas quando se sentam cara a cara, eles sorriem e dizem juntos:<em> \u201c<\/em>Vou acabar com voc\u00ea\u201d<em>. <\/em>Quantas vezes ser\u00e1 que o g\u00eanio Bobby Fischer tentou e falhou em destruir o ego de uma crian\u00e7a?\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/esportes-da-mente\/\">Esportes, sim<\/a>: Classificados como esportes da mente, o p\u00f4quer e o xadrez buscam ser cada vez mais reconhecidos e valorizados dentro do mundo esportivo<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/lideranca-e-legado-unidos\/\">Lideran\u00e7a e legado unidos<\/a>: A mem\u00f3ria de um homem que fez a diferen\u00e7a na sua comunidade por meio do futebol\u00a0<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O xadrez como uma linguagem que acontece no plano da fantasia de uma brincadeira, quando os interlocutores n\u00e3o podem depender de apar\u00eancias <\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":13391,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[283],"tags":[66,328,327,322,326],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Conversando em Xadrez &mdash; 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