{"id":16738,"date":"2024-12-17T09:41:44","date_gmt":"2024-12-17T12:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=16738"},"modified":"2024-12-17T09:41:45","modified_gmt":"2024-12-17T12:41:45","slug":"vai-e-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/vai-e-volta\/","title":{"rendered":"Vai e volta"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c0s 9h, em Alvorada, o dia de Vanessa da Rocha come\u00e7a. A vendedora de 44 anos inicia sua rotina pensando nas tarefas que precisa cumprir cedo, porque logo ter\u00e1 que fazer uma viagem. Ela prepara suas refei\u00e7\u00f5es ainda pela manh\u00e3, j\u00e1 que passar\u00e1 boa parte do dia fora de casa. Enquanto a comida est\u00e1 no fogo, aproveita o pouco \u201ctempo livre\u201d para arrumar o seu cantinho: estende a cama, varre o ch\u00e3o, coloca a roupa para lavar e alimenta os cachorros. N\u00e3o consegue dar bom dia \u00e0 filha, Eduarda, e aos quatro netos \u2013 Maria J\u00falia, Igor Ca\u00edque, \u00cdcaro Murilo e Thayla Melissa, que moram em uma casa grudada \u00e0 dela \u2013, nem mandar uma mensagem ao filho, Bruno, que mora com o pai.<\/p>\n\n\n\n<p>A vendedora sai de casa, situada no bairro Umb\u00fa, por volta do meio-dia, mas s\u00f3 chega no Iguatemi, na zona norte de Porto Alegre, \u00e0s 14h, hor\u00e1rio em que come\u00e7a seu expediente em uma das 363 lojas do shopping. Ela trabalha em uma escala 6&#215;1, com apenas um dia de folga por semana. <\/p>\n\n\n\n<p>Seu expediente termina \u00e0s 22h, mas, por conta do tempo de deslocamento, chega perto da meia-noite em casa. Vanessa perde cerca de quatro horas di\u00e1rias no transporte p\u00fablico. Em uma semana, isso soma 24 horas; em um m\u00eas, s\u00e3o 96 horas ou quatro dias em que Vanessa est\u00e1 em tr\u00e2nsito. \u201cEu tenho filhos e netos. Minha fam\u00edlia aumentou nos \u00faltimos tempos, e eu gostaria muito de poder ter mais tempo com eles, poder curtir mais eles\u201d, desabafa, lembrando que a \u00faltima neta acabou de nascer.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16829\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1-Laura_Borges_01-1-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O deslocamento entre Alvorada e Porto Alegre dificulta a conviv\u00eancia de Vanessa com a fam\u00edlia |  Foto: Laura Borges<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O relato de Vanessa \u00e9 um exemplo da rotina de trabalhadores que vivem na<a href=\"https:\/\/atlassocioeconomico.rs.gov.br\/regiao-metropolitana-de-porto-alegre-rmpa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre<\/a> e trabalham na capital. Chamado de migra\u00e7\u00e3o pendular, esse fen\u00f4meno tem impactos individuais e sociais relevantes, mas n\u00e3o recebe aten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. O <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/saude\/22827-censo-demografico-2022.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Censo<\/a> mais recente, divulgado em 2022, n\u00e3o registrou dados de deslocamento entre a capital e os 34 munic\u00edpios que comp\u00f5em a Grande Porto Alegre. O \u00faltimo <a href=\"https:\/\/censo2010.ibge.gov.br\/\">Cen<\/a><a href=\"https:\/\/censo2010.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">s<\/a><a href=\"https:\/\/censo2010.ibge.gov.br\/\">o<\/a> a quantificar esse fen\u00f4meno foi o de 2010. Na \u00e9poca, a capital era o principal munic\u00edpio de destino, atraindo 50,46% das viagens di\u00e1rias. De 2010 para c\u00e1, a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o cresceu de 3,9 milh\u00f5es para 4,1 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Trensurb, uma das principais companhias p\u00fablicas de transporte da Regi\u00e3o Metropolitana, informa que cerca de 70 mil pessoas usam o trem diariamente, mas n\u00e3o sabe precisar quantas v\u00e3o e quantas voltam de Porto Alegre. A Metroplan, que coordena grande parte das linhas de \u00f4nibus da regi\u00e3o, informa transportar 250 mil passageiros por dia, mas reconhece que h\u00e1 dificuldade em saber o detalhamento das viagens feitas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ge\u00f3grafo Mois\u00e9s Waismann, do <a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/porto-alegre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">N\u00facleo de Porto Alegre do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles<\/a>, essa lacuna de informa\u00e7\u00e3o reflete um desinteresse em investigar as dificuldades que existem nesse trajeto di\u00e1rio e como elas afetam a vida da popula\u00e7\u00e3o. \u201cTem problemas psicol\u00f3gicos e sociol\u00f3gicos que se criam porque as pessoas n\u00e3o conseguem se deslocar para o trabalho e voltar de maneira adequada\u201d, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga e mestre em pol\u00edticas p\u00fablicas Greice Carvalho concorda. Segundo ela, per\u00edodos de deslocamento muito extensos podem afetar a conex\u00e3o das pessoas com suas casas, fam\u00edlias e comunidade. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de horas no rel\u00f3gio que se pensa nas consequ\u00eancias. Sob uma perspectiva emocional, o tempo fora de casa pode gerar uma sensa\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o, onde o lar deixa de ser visto como um espa\u00e7o de ref\u00fagio e conv\u00edvio afetivo, passando a ser percebido como um local de passagem\u201d, explica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto especialistas quanto os trabalhadores que se deslocam diariamente concordam que mobilidade e moradia caminham juntos. Quem passa muitas horas no tr\u00e2nsito quer abreviar esse tempo e precisa de um transporte p\u00fablico r\u00e1pido, eficiente e em boas condi\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Vai e Volta | Sextante 64\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tJ2WXIxYnJ8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2>Tempo perdido<\/h2>\n\n\n\n<p>Morador de Canoas, Alef Alencar, de 29 anos, trabalha na zona sul de Porto Alegre e sente o peso da falta de qualidade do transporte diariamente. Para ele, o expediente come\u00e7a \u00e0s 8h, mas ele precisa pegar o primeiro \u00f4nibus do dia \u00e0s 6h. \u00c0s 14h, Alef bate o ponto, mas s\u00f3 chega em Canoas, que fica a 18 quil\u00f4metros da capital, por volta das 15h40min.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, ele trabalha por seis horas e perde o equivalente a metade desse tempo caminhando e dentro do transporte p\u00fablico. Por ano, s\u00e3o 33 dias em tr\u00e2nsito. \u201cTu chega no \u00f4nibus, \u00e0s vezes senta, muitas vezes n\u00e3o, e tu fica ali\u201d, desabafa Alef. \u201c\u00c9 um tempo que se vai, um tempo que tu n\u00e3o aproveita nem para fazer algo que tu gosta, nem para fazer algo que tu precisa.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16773\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-Laura_Borges_04-1568x882.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Alef, que mora em Canoas, trabalha seis horas por dia e fica tr\u00eas horas em deslocamento | Foto: Laura Borges<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/materiais.cndl.org.br\/pesquisa-mobilidade-urbana-no-brasil-2022-bloco-1#:~:text=%5BPesquisa%5D%20Mobilidade%20Urbana%20no%20Brasil%202022&amp;text=Levantamento%20da%20CNDL%2FSPC%20Brasil,transporte%20p%C3%BAblico%20ap%C3%B3s%20a%20pandemia.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pesquisa Mobilidade Urbana 2022<\/a>, realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), os brasileiros dos grandes centros urbanos tendem a perder duas horas por dia no tr\u00e2nsito, o que equivale a um desperd\u00edcio de 21 dias por ano s\u00f3 com deslocamento ao local de trabalho, escola, faculdade ou compras. O estudo indica ainda que 80% das pessoas deixam de fazer uma atividade devido \u00e0 dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>&#8220;Hoje, numa sociedade integrada e espalhada, a gente precisa se deslocar. Quanto melhor a gente se deslocar, mais qualidade de vida temos&#8221;<\/p><cite><strong>MOIS\u00c9S WAISMANN<\/strong>, ge\u00f3grafo do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O principal meio de locomo\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no dia a dia continua sendo o transporte p\u00fablico, que n\u00e3o \u00e9 bem avaliado em todas as capitais. Os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o valor da tarifa, conforto, estado de conserva\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e pontualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre mobilidade acaba se estendendo a aspectos que n\u00e3o dizem apenas respeito a viagens&nbsp; de um lugar a outro. \u201cTem a ver com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, com bem-estar, com o bem-viver de toda a comunidade. Hoje, numa sociedade integrada e espalhada, a gente precisa se deslocar. Quanto melhor a gente se deslocar, mais qualidade de vida temos\u201d, diz o ge\u00f3grafo do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18066\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-724x1024.jpg 724w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-768x1086.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-1086x1536.jpg 1086w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-1448x2048.jpg 1448w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-1568x2218.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/migr-pend-Tom-scaled.jpg 1810w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption>Infogr\u00e1fico | Tom Schmidt Andreaus<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2>Longe de casa<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando \u00e9 preciso sair do pr\u00f3prio munic\u00edpio para buscar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida,<strong> o distanciamento do lar pode ser inevit\u00e1vel<\/strong>. Mas isso tem um custo. No caso de Vanessa, a quantidade de tempo gasta no deslocamento do dia a dia resulta na falta de um maior conv\u00edvio com os filhos e netos. \u201cChego em casa e, \u00e0s vezes, como alguma coisa, \u00e0s vezes s\u00f3 tomo um caf\u00e9 com leite.\u201d Ela conta que nem sempre consegue ver sequer a filha e os netos que moram t\u00e3o perto dela. \u201cPorque \u00e0s vezes estou cansada, esgotada, j\u00e1 passei um dia tenso. N\u00e3o vou l\u00e1 passar essa energia para os outros\u201d, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vanessa comenta que essa rotina exaustiva \u00e9 a principal barreira para o contato mais frequente com quem ela mais ama. \u201cTenho uma vida bem corrida. Porque j\u00e1 s\u00e3o oito horas de trabalho. E a\u00ed tu j\u00e1 tem quase quatro horas de tr\u00e2nsito. S\u00e3o 12 horas fora de casa. Longe da minha fam\u00edlia\u201d, desabafa. Mesmo assim, quando consegue, Vanessa faz quest\u00e3o de curtir as crian\u00e7as e ainda ajudar a filha, que tamb\u00e9m tem uma vida corrida, nos cuidados com os pequenos. Esse conv\u00edvio, no entanto, poderia ser maior se n\u00e3o houvesse um apag\u00e3o de dados sobre a migra\u00e7\u00e3o pendular em uma das maiores regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds. Conhecer o tamanho do problema seria o primeiro passo para o seu enfrentamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-group alignwide\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-group alignwide\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery alignwide has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-Laura_Borges_02-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16824\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-Laura_Borges_02-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-Laura_Borges_02-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-Laura_Borges_02-2-768x512.jpg 768w, 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wp-block-column\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-column\">\n<ul><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ciclistas-em-uma-cidade-de-carros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclistas em uma cidade de carros: <\/a><\/strong>Moradores de Porto Alegre precisam conviver com a falta de espa\u00e7os adequados para andar de bicicleta, com as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das ciclovias e com uma cultura que n\u00e3o respeita quem pedala<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/quando-a-casa-e-movimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quando a casa \u00e9 movimento:<\/a><\/strong> Pessoas que optam por n\u00e3o morar em um local definido relatam como \u00e9 estar em constante encontro e desencontro com pa\u00edses, cidades, culturas, paisagens e pessoas<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s 9h, em Alvorada, o dia de Vanessa da Rocha come\u00e7a. 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