{"id":18407,"date":"2025-07-08T16:13:43","date_gmt":"2025-07-08T19:13:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=18407"},"modified":"2025-07-08T16:13:47","modified_gmt":"2025-07-08T19:13:47","slug":"predicado-nominal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/predicado-nominal\/","title":{"rendered":"Predicado nominal"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem ouve os nomes<em> <\/em>Durval de Lima e Durval de Lima Junior talvez n\u00e3o saiba que se trata dos cantores Xoror\u00f3 e Junior \u2013 o da Sandy. Fernanda Montenegro, diferentemente da filha, assina seus documentos oficiais com seu nome de batismo: Arlete. Ela, por sinal, \u00e9 vi\u00fava de Fernando Torres, ou seja, o nome \u00e9 realmente uma marca da fam\u00edlia. E quem \u00e9 S\u00f4nia Vieira? \u00c9 a famosa atriz Susana Vieira, que, h\u00e1 d\u00e9cadas, usa o nome da irm\u00e3 em sua carreira art\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Constando no RG, composto ou monossil\u00e1bico, criado na forma de acr\u00f4nimo \u2013 com infinitas combina\u00e7\u00f5es de prefixos e sufixos \u2013, o nome \u00e9 um elemento importante na vida das pessoas. Como canta Arnaldo Antunes na m\u00fasica <em>Nome<\/em>, \u201calgo \u00e9 o nome do homem, homem \u00e9 o nome do cara, cara \u00e9 o nome do rosto, homem \u00e9 o nome do outro\u201d. Ou seja, a maneira como o sujeito \u00e9 chamado ajuda a definir sua identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se, no Censo de 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) registrou em torno de 130 mil nomes, o que motiva as op\u00e7\u00f5es \u201cheredit\u00e1rias\u201d, em que os filhos herdam o nome do pai ou do av\u00f4? Ou as filhas recebem o nome da m\u00e3e ou da av\u00f3?<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Orgulho do nome<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Luiz Ot\u00e1vio da Silva Neto tem 16 anos, \u00e9 de Alvorada, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, e joga futebol na categoria de base do Guarani de Palho\u00e7a, em Santa Catarina. \u201cTenho orgulho de carregar o nome do meu av\u00f4. Com sete anos, era ele quem me levava aos treinos, nas escolinhas, sempre me apoiando\u201d, conta. \u201cAs pessoas comentam que eu lembro ele quando mais novo\u201d, comenta o jovem, chamado de Ot\u00e1vio entre os colegas de time.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua m\u00e3e \u00e9 Fabiana Chaves, de 43 anos, servente em uma rede de hospedagens de Porto Alegre. Fabi, como \u00e9 conhecida, resume o momento de registrar Luiz Ot\u00e1vio: \u201cMeu marido se chama M\u00e1rcio. De in\u00edcio era para ele ter o nome do pai, mas a decis\u00e3o foi minha em homenagear o av\u00f4, que \u00e9 meu sogro\u201d. Ela explica que o av\u00f4 \u00e9 um \u00eddolo para toda a fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"18468\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18468\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2-Joao-Pedro-Rodrigues-1-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Fabiana batizou o filho Luiz Ot\u00e1vio em homenagem ao sogro | Foto: Jo\u00e3o Pedro Rodrigues  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Juliana Soledade, professora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica da Universidade Federal de Bras\u00edlia (UnB), lan\u00e7ou, em 2024, o livro <em>Os brasileiros e seus nomes<\/em>, baseado em sua pesquisa sobre as motiva\u00e7\u00f5es para atribui\u00e7\u00e3o de nomes no Brasil. Ela imaginava que a motiva\u00e7\u00e3o religiosa iria prevalecer, mas, para sua surpresa, ficou em quinto lugar entre as raz\u00f5es de escolha de nomes no Brasil. \u201cA categoria <em>homenagem<\/em> foi, de longe, a mais frequente, correspondendo a um ter\u00e7o de todas as outras\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as homenagens, a subcategoria<em> fam\u00edlia<\/em> ficou em primeiro lugar, com 17,38%. \u201cDesse modo, a pesquisa revela que o contexto familiar ocupa o lugar de centralidade na experi\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sociais dos brasileiros, uma vez que a escolha de um nome para um filho ou filha \u00e9 muito frequentemente motivada pela inten\u00e7\u00e3o de se fazer uma homenagem a algum parente\u201d, diz Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora constatou tamb\u00e9m que \u00e9 mais frequente a retomada de nomes de figuras masculinas da fam\u00edlia, que s\u00e3o atribu\u00eddas tanto a meninos quanto a meninas. \u00c9 o caso, por exemplo, de quem se chama Carla porque o pai \u00e9 Carlos. \u201cJ\u00e1 o inverso \u2013 um menino se chamar Cristian porque a m\u00e3e \u00e9 Cristina \u2013 \u00e9 bastante raro, o que demonstra uma face do machismo que atravessa a nossa cultura\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250506-WA0001-728x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18441\" width=\"-339\" height=\"-477\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250506-WA0001-728x1024.jpg 728w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250506-WA0001-213x300.jpg 213w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250506-WA0001-768x1080.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250506-WA0001.jpg 1092w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><figcaption>Arte: Alice Trisch Stefanon<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2><strong>Nome vezes quatro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no entanto, quem fuja \u00e0 regra. Elvira de Macedo Nascimento \u00e9 filha de Elvira de Macedo Nascimento. Sim, \u00e9 isso mesmo. A Elvira de 58 anos \u00e9 filha da Elvira de 89. \u201cMinha m\u00e3e somou o nome do meu pai ao dela. Ela Macedo, ele Nascimento\u201d, conta a filha mencionando a tradi\u00e7\u00e3o de algumas mulheres adicionarem o sobrenome dos maridos ao se casarem. \u201cE quis repetir no meu nome para homenagear a minha av\u00f3.\u201d Sua av\u00f3 era Elvira M\u00e9rcio Saraiva de Macedo e a bisav\u00f3 tinha o nome de Elvira M\u00e9rcio Saraiva. Elvira filha, portanto, \u00e9 a quarta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia com esse nome.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Juliana diz que casos como esse s\u00e3o exemplos em que o nome passa a ser transmitido como um elo que solidifica a no\u00e7\u00e3o de linhagem. Mas o fato de a m\u00e3e e a filha serem hom\u00f4nimas j\u00e1 gerou ru\u00eddos em ag\u00eancias banc\u00e1rias, consult\u00f3rios m\u00e9dicos, telefonemas, na universidade e, mais recentemente, nas redes sociais em que uma recebe parab\u00e9ns pelo anivers\u00e1rio da outra. Isso j\u00e1 se tornou folclore em Bag\u00e9, cidade da regi\u00e3o sul do estado, onde vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o confus\u00f5es, mas nada grave\u201d, deixa claro a filha. \u201cO mais pr\u00f3ximo foi quando consult\u00e1vamos com o mesmo otorrinolaringologista. Tive um problema de garganta e fui ao m\u00e9dico, e a secret\u00e1ria entregou a ficha da minha m\u00e3e. O m\u00e9dico me examinou com base na ficha dela. Quer dizer: me tratou com o procedimento baseado n\u00e3o nos meus dados. Na pr\u00f3pria consulta, tudo foi esclarecido\u201d, diverte-se. Elvira conta que, em situa\u00e7\u00f5es mais cruciais, passou a preencher formul\u00e1rios acrescentando a palavra <em>filha, <\/em>como se fosse um sobrenome.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"815\" height=\"516\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/3-ARQUIVO-PESSOAL-Elvira-mae-e-Elvira-filha-2015.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18489\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/3-ARQUIVO-PESSOAL-Elvira-mae-e-Elvira-filha-2015.jpeg 815w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/3-ARQUIVO-PESSOAL-Elvira-mae-e-Elvira-filha-2015-300x190.jpeg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/3-ARQUIVO-PESSOAL-Elvira-mae-e-Elvira-filha-2015-768x486.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 815px) 100vw, 815px\" \/><figcaption>Elvira m\u00e3e e filha t\u00eam o mesmo nome e sobrenome | Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2><strong>De Zeca a Z\u00e9<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 das Neves Lapa Junior, de 55 anos, t\u00e9cnico judici\u00e1rio em Porto Alegre, \u00e9, obviamente, filho de Jos\u00e9 das Neves Lapa. Este, formado em Odontologia e Ci\u00eancias Cont\u00e1beis. \u201cEu era o Zeca, meu pai era o Z\u00e9\u201d, lembra o filho. \u201cEntendo que o nome Junior tem um peso muito grande para o filho. Desde cedo colocam compara\u00e7\u00f5es e, sobretudo, expectativas para que o Junior em quest\u00e3o corresponda\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de Zeca \u00e9 semelhante \u00e0 de Juliana. Ela diz que a escolha de um nome \u00e9 atravessada pelos valores mais \u00edntimos dos sujeitos nomeadores. \u201cAo dar o nome de um parente, ainda que n\u00e3o necessariamente tenhamos consci\u00eancia, estamos fazendo uma proje\u00e7\u00e3o de natureza metaf\u00f3rica: \u2018a crian\u00e7a ser\u00e1 como fulano\u2019\u201d, exemplifica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1-ARQUIVO-PESSOAL-Jose-Lapa-Jr.-e-pai-1981-1-620x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18484\" width=\"237\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1-ARQUIVO-PESSOAL-Jose-Lapa-Jr.-e-pai-1981-1-620x1024.jpeg 620w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1-ARQUIVO-PESSOAL-Jose-Lapa-Jr.-e-pai-1981-1-182x300.jpeg 182w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1-ARQUIVO-PESSOAL-Jose-Lapa-Jr.-e-pai-1981-1-768x1268.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1-ARQUIVO-PESSOAL-Jose-Lapa-Jr.-e-pai-1981-1.jpeg 775w\" sizes=\"(max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><figcaption>As biografias de Jos\u00e9 e Jos\u00e9 Junior possuem semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as | Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Jos\u00e9 pai foi criado no antigo internato P\u00e3o dos Pobres, em Porto Alegre, j\u00e1 que sua m\u00e3e ficou vi\u00fava e n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de criar os sete filhos. O Z\u00e9 de ent\u00e3o, aos 17 anos, saiu dali com uma profiss\u00e3o: tip\u00f3grafo, conseguindo emprego no jornal Correio do Povo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEra uma pessoa com defeitos, como todos n\u00f3s. Mas foi um guerreiro. Veio de baixo, batalhou, estudou para ter uma vida melhor\u201d, lembra Zeca. \u201cHerdei dele um senso muito grande de responsabilidade com o trabalho, e, v\u00e1 l\u00e1, a impaci\u00eancia com quem n\u00e3o trabalha no meu ritmo. Mas uma ressalva: sempre respeito as pessoas.\u201d No aspecto f\u00edsico, ele diz, com bom humor, que herdou do pai a calv\u00edcie e a luta com a balan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 faleceu quando Zeca tinha 18 anos. \u201cEu, particularmente, gostaria que meus pais tivessem optado por Filho, ao inv\u00e9s de Junior\u201d, diz. E ele \u00e9 cr\u00edtico com quem atualmente opta em colocar no filho o mesmo nome do pai.&nbsp; \u201cParticularmente, considero, ainda mais nos dias de hoje, uma forma ultrapassada e patriarcal de nomea\u00e7\u00e3o. E tem um lado pejorativo: consegues algo \u2018porque \u00e9s o Junior\u2019. N\u00e3o \u00e9 uma regra, mas existe\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cDe alguma maneira, a avalia\u00e7\u00e3o do nome pode afetar a forma como a pessoa \u00e9 vista e, por sua vez, a forma como ela se entende no mundo\u201d<\/p><cite><strong>JULIANA SOLEDADE, <\/strong>linguista<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Juliana explica que em muitas culturas se acredita que o nome pode ter um impacto sobre a personalidade que a pessoa ir\u00e1 desenvolver, ainda que n\u00e3o existam evid\u00eancias cient\u00edficas desse fen\u00f4meno. Por outro lado, ela diz que h\u00e1 estudos que apontam que o nome pode afetar a forma como a pessoa \u00e9 vista pelos outros. \u201cIsso porque nomes s\u00e3o avaliados socialmente. Um nome pode ser julgado como feio ou bonito, bom ou ruim, como de jovem ou de velho, como de rico ou de pobre, comum ou ex\u00f3tico\u201d, exemplifica. \u201cDe alguma maneira, a avalia\u00e7\u00e3o do nome pode afetar a forma como a pessoa \u00e9 vista e, por sua vez, a forma como ela se entende no mundo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz, Elvira, Jos\u00e9, entre tantos outros filhos e netos, acabam aprendendo como \u00e9 viver com o mesmo nome de um parente. Mas se a homenagem pode representar um peso de ter que se parecer com o homenageado, pode ser tamb\u00e9m apenas a prova de que existem fam\u00edlias que t\u00eam orgulho de suas ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-column\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/esquecidos-entre-as-paginas\/\">Esquecidos entre as p\u00e1ginas:<\/a> Achados em livros usados contam hist\u00f3rias e estimulam a imagina\u00e7\u00e3o dos leitores  <\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/eu-sou-preta\/\">Eu sou preta!: <\/a>O processo de se descobrir, enxergar e entender como negra na sociedade<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem ouve os nomes Durval de Lima e Durval de Lima Junior talvez n\u00e3o saiba que se trata dos cantores Xoror\u00f3 e Junior \u2013 o da Sandy. Fernanda Montenegro, diferentemente da filha, assina seus documentos oficiais com seu nome de batismo: Arlete. Ela, por sinal, \u00e9 vi\u00fava de Fernando Torres, ou seja, o nome \u00e9<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/predicado-nominal\/\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Predicado nominal&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":18427,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[438],"tags":[456,14,376,446],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que filhos t\u00eam o mesmo nome dos pais? &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Por motivos heredit\u00e1rios, circunstanciais ou deliberados, nomes de pessoas comunicam, forjam e at\u00e9 confundem. 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