{"id":18661,"date":"2025-07-08T16:14:32","date_gmt":"2025-07-08T19:14:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=18661"},"modified":"2025-07-08T16:14:33","modified_gmt":"2025-07-08T19:14:33","slug":"ensinar-e-resistir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/","title":{"rendered":"Ensinar \u00e9 resistir"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Audiodescric\u0327a\u0303o-Sextante.mp3\"><\/audio><figcaption>Ou\u00e7a a reportagem<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital ga\u00facha, est\u00e1 situada uma das 99 escolas ind\u00edgenas da rede estadual. Dentro da aldeia, crian\u00e7as da etnia kaingang aprendem na escola F\u00e0g Nhin n\u00e3o s\u00f3 a ler e escrever, mas tamb\u00e9m a cultura de seus ancestrais. Educar \u00e9 um ato pol\u00edtico, e a sala de aula se transforma em um verdadeiro territ\u00f3rio de resist\u00eancia para reafirmar as tradi\u00e7\u00f5es de um povo que luta contra o apagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o primeiro modelo de educa\u00e7\u00e3o para ind\u00edgenas surgiu na coloniza\u00e7\u00e3o, a partir da catequiza\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas, cujo objetivo era \u201ccivilizar\u201d e converter os povos origin\u00e1rios. Foi apenas com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9394.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (Lei 9.394\/1996)<\/a> que a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena foi reconhecida como uma modalidade de ensino b\u00e1sico, garantindo \u00e0s comunidades o direito ao ensino espec\u00edfico e bil\u00edngue, respeitando a identidade e a cultura de cada povo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 bem mais tarde, em 2009, a <a href=\"https:\/\/portal.mec.gov.br\/component\/tags\/tag\/34109#:~:text=A%20figura%20do%20territ%C3%B3rio%20etnoeducacional,e%20Mato%20Grosso%20do%20Sul\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cria\u00e7\u00e3o dos Territ\u00f3rios Etnoeducacionais<\/a> garantiu o reconhecimento da territorialidade e da especificidade cultural de cada povo. A proposta dessa pol\u00edtica p\u00fablica \u00e9 permitir uma gest\u00e3o mais aut\u00f4noma dos processos escolares, refor\u00e7ando a singularidade de cada uma das identidades \u00e9tnicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18699\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-1-Maria-Laura-Sune-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Alunos do 4\u00b0 e 5\u00b0 ano dividem o espa\u00e7o em uma \u00fanica sala | Foto: Maria Laura Su\u00f1e<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O pesquisador Isael da Silva Pinheiro, <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/02\/07\/faced-diploma-o-primeiro-doutor-guarani-da-ufrgs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">primeiro doutor guarani formado pela Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/a>, afirma que a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena n\u00e3o \u00e9 voltada para a forma\u00e7\u00e3o do mercado e sim para a vida. Ele explica que esse modelo \u00e9 constru\u00eddo pelos pr\u00f3prios nativos de cada etnia, dentro dos seus territ\u00f3rios, e tem como refer\u00eancia os mais velhos, que s\u00e3o os guardi\u00f5es dos saberes. S\u00e3o eles que transmitem \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es os conhecimentos ancestrais, a l\u00edngua, os valores e a rela\u00e7\u00e3o de cuidado com a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Isael destaca que a escola ind\u00edgena n\u00e3o pode reproduzir o modelo eurocentrado da educa\u00e7\u00e3o tradicional, pois parte de outros princ\u00edpios. \u201cA pedagogia origin\u00e1ria prepara os jovens para que, quando cheguem \u00e0 universidade, n\u00e3o se corrompam nem esque\u00e7am de onde vieram.\u201d Para ele, reconhecer os modos pr\u00f3prios de ensinar e aprender dos povos origin\u00e1rios \u00e9 garantir a continuidade de uma matriz de conhecimento essencial \u00e0 vida no planeta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cConverso com meus alunos: \u2018Por que o professor de matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 ind\u00edgena? Por que a dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ind\u00edgena? Voc\u00eas precisam ocupar esses espa\u00e7os\u2019\u201d<\/p><cite><strong>NELSON JOT\u00c1 BENTO<\/strong>, professor da F\u00e0g Nhin<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18803\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-2-Maria-Laura-Sune-5-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O professor Nelson cria cartazes para auxiliar o aprendizado do vocabul\u00e1rio kaingang | Foto: Maria Laura Su\u00f1e<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A frase kaingang \u201c\u00c3g m\u1ef9 h\u00e3 v\u00e3 t\u0129, \u00e3 k\u00e3t\u0129g ja to\u201d significa em portugu\u00eas \u201cficamos felizes com sua vinda\u201d. \u00c9 dessa forma que a Escola Estadual Ind\u00edgena de Ensino Fundamental F\u00e0g Nhin acolhe seus visitantes \u2013 com palavras que revelam a sabedoria de quem compreende que cada encontro \u00e9 tamb\u00e9m uma troca. J\u00e1 o nome da escola significa \u201cpinheiro da lomba\u201d, homenageando o bairro onde fica localizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundada em 30 de abril de 2004, a F\u00e0g Nhin atende cerca de 80 alunos e oferece turmas do 1\u00ba ao 9\u00ba ano, al\u00e9m da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), com forma\u00e7\u00e3o na l\u00edngua kaingang e disciplina de Valores Culturais contempladas no curr\u00edculo. A escola \u00e9 frequentada por estudantes de duas aldeias kaingang, e h\u00e1 oferta de transporte para aqueles que vivem mais distante. No total, h\u00e1 sete professores, quatro deles s\u00e3o ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos professores da F\u00e0g Nhin, Nelson Jot\u00e1 Bento, de 49 anos, \u00e9 natural da terra ind\u00edgena Guarita, em Tenente Portela, perto da fronteira com Santa Catarina. Para ele, a import\u00e2ncia de trabalhar com a educa\u00e7\u00e3o dentro da comunidade est\u00e1 relacionada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da identidade e das ra\u00edzes dos povos. Nelson destaca o estudo como ferramenta essencial para os estudantes. \u201cConverso com meus alunos: \u2018Por que o professor de matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 ind\u00edgena? Por que a dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ind\u00edgena? Voc\u00eas precisam ocupar esses espa\u00e7os\u2019\u201d, ressalta. Ele assegura que o objetivo \u00e9 garantir aos alunos um ensino de qualidade e com respeito \u00e0 cultura. \u201cEsse \u00e9 o futuro que desejo para minha comunidade\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da l\u00edngua portuguesa, os alunos tamb\u00e9m aprendem a l\u00edngua kaingang \u2013 pertencente ao tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea \u2013, que possui cerca de 30 mil falantes no Brasil, especialmente na regi\u00e3o sul. A alfabetiza\u00e7\u00e3o come\u00e7a com a identifica\u00e7\u00e3o de objetos e partes do corpo em kaingang. Nas s\u00e9ries iniciais, o ensino da l\u00edngua \u00e9 oral, e a partir do 3\u00ba ano os estudantes aprendem a forma escrita. O idioma possui acentos e entona\u00e7\u00f5es pr\u00f3prios, com sons que se diferenciam do portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor ressalta a import\u00e2ncia do ensino da l\u00edngua kaingang como maneira de preservar a identidade cultural da comunidade e revela preocupa\u00e7\u00e3o com os alunos que n\u00e3o ter\u00e3o o ensino do idioma ap\u00f3s o ensino fundamental, pois a escola n\u00e3o disp\u00f5e de professores para o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<h2>Cultivar ra\u00edzes para colher sonhos<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos caminhos trilhados na F\u00e0g Nhin, as hist\u00f3rias de duas alunas revelam como a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena pode ser, ao mesmo tempo, raiz e horizonte. Para Fabiana Salvador Gomes, de 12 anos, o que mais encanta na rotina escolar \u00e9 a possibilidade de poder contribuir com sua cultura. Desde os quatro anos, ela participa de atividades culturais da comunidade, como pinturas t\u00edpicas que s\u00e3o feitas nas paredes da escola. Inspirada pelo que aprende na F\u00e0g Nhin, Fabiana sonha em seguir estudando. \u201cEu quero ser uma advogada para defender os direitos dos povos ind\u00edgenas\u201d, afirma com entusiasmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Gomes Dhil, de 13 anos, acredita que a F\u00e0g Nhin \u00e9 um lugar que ultrapassa as barreiras do aprendizado. A aluna do 8\u00ba ano conta que seu momento favorito \u00e9 quando s\u00e3o realizadas atividades da cultura kaingang, especialmente as dan\u00e7as t\u00edpicas. Tais viv\u00eancias refor\u00e7am, para ela, o orgulho de pertencer ao seu povo e o desejo de continuar estudando. Beatriz tem tr\u00eas irm\u00e3os, o mais novo est\u00e1 na escola, enquanto os dois mais velhos desistiram dos estudos no ensino m\u00e9dio. Ela, por sua vez, quer seguir adiante. \u201cTenho muitas ideias do que fazer futuramente, tantas que nem sei dizer uma s\u00f3.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2>A luta por dignidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora haja garantias legais, a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena enfrenta in\u00fameros desafios. Nelson destaca que a maior dificuldade da escola \u00e9 a falta de professores para disciplinas espec\u00edficas. Muitas vezes, os docentes t\u00eam que assumir as aulas mesmo sem a forma\u00e7\u00e3o adequada. A escola enfrenta tamb\u00e9m limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas: s\u00e3o apenas tr\u00eas salas de aula, o que obriga a organiza\u00e7\u00e3o de turmas multisseriadas. Dessa forma, alunos do 6\u00ba e 7\u00ba ano, por exemplo, estudam na mesma sala.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de sermos uma escola diferenciada, o Estado nos trata como iguais a qualquer outra. H\u00e1 falta de estrutura, salas de aula, e muitas vezes damos aula em locais improvisados. O modelo da Secretaria parece uma maravilha no papel, mas a precariedade \u00e9 grande\u201d, relata Nelson. Ele defende um curr\u00edculo escolar que valorize a cultura e prepare os alunos tamb\u00e9m para o mundo fora da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul afirmou que assegura a inser\u00e7\u00e3o de professores ind\u00edgenas nas escolas, em conformidade com as diretrizes nacionais para a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena. Esses educadores, ainda segundo a nota, devidamente formados, atuam como mediadores fundamentais entre os conhecimentos tradicionais e o curr\u00edculo escolar, garantindo uma educa\u00e7\u00e3o que respeita e valoriza as identidades culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros, no entanto, mostram uma realidade mais complexa. Conforme uma pesquisa do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, do governo federal, realizada em 2019, <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/educacao\/educacao-basica\/noticia\/2024\/06\/estudo-mostra-atraso-na-educacao-de-criancas-e-jovens-indigenas-no-rs-clx56xwvz020f015desb0597o.html#:~:text=Em%20rela%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20evas%C3%A3o%20escolar,foi%20de%204%2C8%25\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cerca de 11% dos ind\u00edgenas abandonaram o ensino m\u00e9dio no Rio Grande do Sul, enquanto a taxa entre n\u00e3o ind\u00edgenas foi de 4,8%<\/a>. O estudo revela, tamb\u00e9m, um descompasso no avan\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas no estado em compara\u00e7\u00e3o com o restante do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18707\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-5-Maria-Laura-Sune-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Atividades de leitura e escrita valorizam o uso cotidiano da l\u00edngua kaingang | Foto: Maria Laura Su\u00f1e<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o de professores como Nelson demonstra que, para a comunidade kaingang, educar vai al\u00e9m de repassar conhecimentos, \u00e9 preservar a pr\u00f3pria exist\u00eancia. \u201cA educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, principalmente o amor pela natureza e pelo pr\u00f3ximo, \u00e9 o que vai moldando a pedagogia da vida, da paz, do amor, da reciprocidade, das trocas e das aprendizagens. Todos aprendem com todos\u201d, afirma o pesquisador Isael.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena, quando conduzida por quem pertence \u00e0 comunidade, reafirma os saberes ancestrais como parte viva do presente. Na F\u00e0g Nhin, ensinar \u00e9 tamb\u00e9m resistir, cultivar a mem\u00f3ria e semear futuros poss\u00edveis com ra\u00edzes profundas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18764\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18764\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8349-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18766\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18766\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8327-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18765\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18765\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-4-Vitoria-Silveira-1-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18767\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18767\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-3-Maria-Laura-Sune-2-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18769\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18769\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto-6-Maria-Laura-Sune-2-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"18799\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18799\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Copia-de-IMG_8364-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Entre palavras em kaingang, desenhos nas paredes e saberes partilhados, a escola se constr\u00f3i como territ\u00f3rio de mem\u00f3ria, aprendizado e pertencimento | Fotos: Maria Laura Su\u00f1e e Vit\u00f3ria Silveira <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-column\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/quantos-educadores-negros-voce-teve\/\"><strong>Quantos educadores negros voc\u00ea teve?:<\/strong><\/a> Os desafios enfrentados pelas professoras negras dentro e fora da sala de aula<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/um-lugar-para-permanecer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um lugar para permanecer:<\/a><\/strong> Moradoras da Casa do Estudante Ind\u00edgena falam sobre a conquista de um lar dentro da universidade<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital ga\u00facha, est\u00e1 situada uma das 99 escolas ind\u00edgenas da rede estadual. Dentro da aldeia, crian\u00e7as da etnia kaingang aprendem na escola F\u00e0g Nhin n\u00e3o s\u00f3 a ler e escrever, mas tamb\u00e9m a cultura de seus ancestrais. Educar \u00e9 um ato pol\u00edtico, e a sala de aula<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Ensinar \u00e9 resistir&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":223,"featured_media":18688,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[438],"tags":[333,309,69,49],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"No bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital ga\u00facha, est\u00e1 situada uma das 99 escolas ind\u00edgenas da rede estadual. Dentro da aldeia, crian\u00e7as da etnia kaingang aprendem na escola F\u00e0g Nhin n\u00e3o s\u00f3 a ler e escrever, mas tamb\u00e9m a cultura de seus ancestrais. Educar \u00e9 um ato pol\u00edtico, e a sala de aulaContinuar lendo &quot;Ensinar \u00e9 resistir&quot;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Sextante\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/sextanteufrgs\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-07-08T19:14:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-07-08T19:14:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Educar-e-Resistir01.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"768\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Vitoria Silveira\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@revistasextante\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@revistasextante\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Vitoria Silveira\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\"},\"author\":{\"name\":\"Vitoria Silveira\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/9727734fa302769620466b086f5bad1d\"},\"headline\":\"Ensinar \u00e9 resistir\",\"datePublished\":\"2025-07-08T19:14:32+00:00\",\"dateModified\":\"2025-07-08T19:14:33+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\"},\"wordCount\":1615,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization\"},\"keywords\":[\"cultura ind\u00edgena\",\"educa\u00e7\u00e3o\",\"porto alegre\",\"reportagem\"],\"articleSection\":[\"Sextante 65\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\",\"name\":\"Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-07-08T19:14:32+00:00\",\"dateModified\":\"2025-07-08T19:14:33+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Ensinar \u00e9 resistir\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/\",\"name\":\"Sextante\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization\",\"name\":\"Revista Sextante\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/\",\"sameAs\":[\"https:\/\/www.instagram.com\/revistasextante\/\",\"https:\/\/www.facebook.com\/sextanteufrgs\",\"https:\/\/twitter.com\/revistasextante\"],\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/logo_azul1simbolobranco-scaled.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/logo_azul1simbolobranco-scaled.jpg\",\"width\":2554,\"height\":2560,\"caption\":\"Revista Sextante\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/9727734fa302769620466b086f5bad1d\",\"name\":\"Vitoria Silveira\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/7f9d9061ee890ae602cf76ed17eee934?s=96&d=retro&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/7f9d9061ee890ae602cf76ed17eee934?s=96&d=retro&r=g\",\"caption\":\"Vitoria Silveira\"},\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/author\/vitoria-silveira\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante","og_description":"No bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital ga\u00facha, est\u00e1 situada uma das 99 escolas ind\u00edgenas da rede estadual. Dentro da aldeia, crian\u00e7as da etnia kaingang aprendem na escola F\u00e0g Nhin n\u00e3o s\u00f3 a ler e escrever, mas tamb\u00e9m a cultura de seus ancestrais. Educar \u00e9 um ato pol\u00edtico, e a sala de aulaContinuar lendo \"Ensinar \u00e9 resistir\"","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/","og_site_name":"Sextante","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/sextanteufrgs","article_published_time":"2025-07-08T19:14:32+00:00","article_modified_time":"2025-07-08T19:14:33+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":768,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Educar-e-Resistir01.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Vitoria Silveira","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@revistasextante","twitter_site":"@revistasextante","twitter_misc":{"Escrito por":"Vitoria Silveira","Est. tempo de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/"},"author":{"name":"Vitoria Silveira","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/9727734fa302769620466b086f5bad1d"},"headline":"Ensinar \u00e9 resistir","datePublished":"2025-07-08T19:14:32+00:00","dateModified":"2025-07-08T19:14:33+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/"},"wordCount":1615,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization"},"keywords":["cultura ind\u00edgena","educa\u00e7\u00e3o","porto alegre","reportagem"],"articleSection":["Sextante 65"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/","name":"Ensinar \u00e9 resistir &mdash; Sextante","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#website"},"datePublished":"2025-07-08T19:14:32+00:00","dateModified":"2025-07-08T19:14:33+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ensinar-e-resistir\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Ensinar \u00e9 resistir"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/","name":"Sextante","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#organization","name":"Revista Sextante","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/","sameAs":["https:\/\/www.instagram.com\/revistasextante\/","https:\/\/www.facebook.com\/sextanteufrgs","https:\/\/twitter.com\/revistasextante"],"logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/logo_azul1simbolobranco-scaled.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/logo_azul1simbolobranco-scaled.jpg","width":2554,"height":2560,"caption":"Revista Sextante"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/9727734fa302769620466b086f5bad1d","name":"Vitoria Silveira","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/7f9d9061ee890ae602cf76ed17eee934?s=96&d=retro&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/7f9d9061ee890ae602cf76ed17eee934?s=96&d=retro&r=g","caption":"Vitoria Silveira"},"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/author\/vitoria-silveira\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18661"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/users\/223"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18661"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18661\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19076,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18661\/revisions\/19076"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}