{"id":19506,"date":"2025-12-11T11:30:02","date_gmt":"2025-12-11T14:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=19506"},"modified":"2025-12-16T14:10:24","modified_gmt":"2025-12-16T17:10:24","slug":"cada-segundo-importa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/cada-segundo-importa\/","title":{"rendered":"Cada segundo importa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Nova-Gravac\u0327a\u0303o-7-1.mp3\"><\/audio><figcaption>Ou\u00e7a a reportagem<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cSamu, qual a sua emerg\u00eancia?\u201d \u00c9 assim que diariamente a telefonista auxiliar de regula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica Fabiana Machado, de 49 anos, atende as liga\u00e7\u00f5es de quem precisa do Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu). S\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es coletadas nas chamadas que ajudam m\u00e9dicos como R\u00e9gis Renosto, de 47 anos, na tomada de decis\u00e3o r\u00e1pida para atendimento no local. Fabiana e R\u00e9gis s\u00e3o profissionais que, em diferentes \u00e1reas do Samu, demonstram como o tempo impacta no desfecho dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Acionado pelo n\u00famero 192, o Samu \u00e9 gratuito e funciona 24 horas por dia e sete dias por semana. \u201cSabemos que a pessoa s\u00f3 liga se realmente est\u00e1 precisando. Afinal, estamos trabalhando com vidas\u201d, diz Fabiana. \u201cA empatia \u00e9 fundamental nesses momentos para dar o direcionamento correto e \u00e1gil.\u201d Na profiss\u00e3o h\u00e1 seis anos, ela \u00e9 respons\u00e1vel por reunir o maior n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es no menor tempo poss\u00edvel, incluindo a queixa principal, o endere\u00e7o, pontos de refer\u00eancia, idade e nomes do solicitante e do paciente. Tudo isso em um momento de extrema tens\u00e3o para quem est\u00e1 ligando, o que torna a tarefa ainda mais desafiadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O tom da voz \u00e9 fundamental. \u00c9 necess\u00e1rio mant\u00ea-lo calmo, mas firme. Os telefonistas do Samu n\u00e3o passam informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es sobre primeiros socorros. Quem desempenha essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 o m\u00e9dico regulador, respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o, questionamentos mais espec\u00edficos, recomenda\u00e7\u00f5es por telefone e defini\u00e7\u00e3o do envio da ambul\u00e2ncia e equipes ao local do ocorrido. Tudo isso \u2013 sempre \u2013 em quest\u00e3o de segundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabiana atua na Central de Regula\u00e7\u00e3o do Samu Estadual, situada na Avenida Bento Gon\u00e7alves, em Porto Alegre. Local onde, a todo momento, os telefonistas recebem chamados de socorro de mais de 260 munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana e do interior do estado. Segundo a Secretaria Estadual da Sa\u00fade, o tempo m\u00e9dio de espera \u00e9 de um a dois segundos para o telefonista atender ao chamado. Somente em 2024, mais de 865 mil liga\u00e7\u00f5es foram feitas ao servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nem todas viram atendimentos concretos. Existem as liga\u00e7\u00f5es falsas, popularmente conhecidas como trotes, que chegaram a quase 14 mil ocorr\u00eancias no ano passado. \u201cAinda tem bastante trote nos dias de hoje, o que prejudica n\u00e3o s\u00f3 o nosso servi\u00e7o, mas toda a popula\u00e7\u00e3o. Nesses casos, a experi\u00eancia \u00e9 uma grande aliada para nos ajudar a identificar quando n\u00e3o se trata de uma liga\u00e7\u00e3o de quem realmente precisa de atendimento\u201d, afirma Fabiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 quem ligue solicitando informa\u00e7\u00f5es, e algumas chamadas s\u00e3o por engano, quando a pessoa precisa de outro servi\u00e7o p\u00fablico, como Brigada Militar ou Corpo de Bombeiros. Ainda assim, o n\u00famero de liga\u00e7\u00f5es que, de fato, foram repassadas para profissionais para a realiza\u00e7\u00e3o de atendimentos \u00e9 expressivo, totalizando mais de 357 mil chamados atendidos no \u00faltimo ano. Ou seja, uma m\u00e9dia de quase mil atendimentos por dia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19632\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/01_GABRIEL-MUNIZ-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>M\u00e9dico emergencista R\u00e9gis atua h\u00e1 18 anos no Samu de Gravata\u00ed&nbsp; | Foto: Gabriel Muniz<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Existem quatro cidades do estado com regula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria: Caxias do Sul, Bag\u00e9, Pelotas e Porto Alegre, que possuem centrais e atendem munic\u00edpios pr\u00f3ximos. Porto Alegre tem uma particularidade: possui uma central, onde Fabiana trabalha, que atende a regi\u00e3o metropolitana e o interior, e outra respons\u00e1vel apenas pelas ocorr\u00eancias de urg\u00eancia dos moradores da Capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/composicao\/saes\/samu-192\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>, \u00e9 recomendado ligar para o Samu em situa\u00e7\u00f5es como problemas cardiorrespirat\u00f3rios, queimaduras graves, crises convulsivas e intoxica\u00e7\u00e3o alimentar causada pela ingest\u00e3o de produtos t\u00f3xicos ou envenenados. Al\u00e9m disso, o 192<br>deve ser acionado em caso de suspeita de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), acidentes ou traumas com v\u00edtimas e trabalhos de parto em que haja risco de morte para a gestante ou para o beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2>Sempre a postos<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos munic\u00edpios atendidos pelo Samu Estadual \u00e9 Gravata\u00ed, cidade da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, localizada a 30 quil\u00f4metros da Capital. Mensalmente, s\u00e3o realizados 900 atendimentos no munic\u00edpio, uma m\u00e9dia de 30 por dia, mas esse n\u00famero pode variar conforme a \u00e9poca. De dezembro a mar\u00e7o, per\u00edodo marcado por festas noturnas e temperaturas altas, h\u00e1 uma eleva\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias em fun\u00e7\u00e3o de acidentes de tr\u00e2nsito de afogamentos. J\u00e1 durante o inverno, o aumento \u00e9 explicado pelas doen\u00e7as respirat\u00f3rias sazonais, como gripes e resfriados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIndependentemente da situa\u00e7\u00e3o, cada segundo importa. O maior desafio daqueles que atuam na emerg\u00eancia \u00e9 tomar a decis\u00e3o mais assertiva e de forma r\u00e1pida para intervir na situa\u00e7\u00e3o que o paciente est\u00e1 necessitando\u201d, afirma R\u00e9gis, diretor-m\u00e9dico do Samu de Gravata\u00ed. Com 18 anos dedicados ao servi\u00e7o na cidade, o profissional explica que rapidez, cuidado e resolutividade s\u00e3o conceitos-chave para o sucesso das ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A meta do tempo de resposta para atendimento em qualquer local da cidade \u00e9 de dez minutos, desde o momento em que a Central de Regula\u00e7\u00e3o Estadual recebe a liga\u00e7\u00e3o at\u00e9 a chegada da ambul\u00e2ncia. Em casos mais emergentes, como as paradas cardiorrespirat\u00f3rias, a agilidade \u00e9 ainda mais necess\u00e1ria, pois cada minuto que passa significa queda de at\u00e9 10% na possibilidade de uma reanima\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista com o diretor-m\u00e9dico do Samu de Gravata\u00ed\/RS, R\u00e9gis Renosto - Reportagem Sextante 66\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vfqrlxDLboA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Parte da entrevista com o diretor-m\u00e9dico do Samu de Gravata\u00ed, R\u00e9gis Renosto &#8211; Revista Sextante 66<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>Tempo crucial<\/h2>\n\n\n\n<p><br>Outro tipo de ocorr\u00eancia que necessita de suporte imediato para n\u00e3o agravar ferimentos e complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o os acidentes de tr\u00e2nsito. No dia 11 de setembro de 2025, a equipe do Samu de Gravata\u00ed recebeu um chamado para atender uma colis\u00e3o de ve\u00edculos na Avenida Itacolomi, distante tr\u00eas quil\u00f4metros da base onde ficam os profissionais e as ambul\u00e2ncias. Com um carro comum, esse percurso \u00e9 feito em 6min47s. Com sirenes ligadas e efici\u00eancia na condu\u00e7\u00e3o, foram exatos 3min38s para a ambul\u00e2ncia chegar ao destino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19645\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/02_GABRIEL-MUNIZ-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Acidentes de tr\u00e2nsito totalizam cerca de 20% das ocorr\u00eancias atendidas mensalmente pelo Samu em Gravata\u00ed | Foto: Gabriel Muniz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cToda a equipe deve estar mobilizada para que o desfecho seja o melhor e mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Nesse sentido, a a\u00e7\u00e3o dos motoristas \u00e9 fundamental para garantir a pronta<br>assist\u00eancia\u201d, explica R\u00e9gis. Engana-se quem pensa que os condutores ficam restritos a dirigir as ambul\u00e2ncias. Com prepara\u00e7\u00e3o garantida por cursos e capacita\u00e7\u00f5es, eles tamb\u00e9m auxiliam no apoio aos primeiros socorros.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cNunca vou me esquecer do giroflex da ambul\u00e2ncia ligado. N\u00e3o sabia onde estava e o que tinha acontecido, mas ver a equipe do Samu no local me acalmou. Eles s\u00e3o her\u00f3is para mim\u201d<\/p><cite><strong>MARIA HELENA QUOOS<\/strong>,  enfermeira atendida pelo Samu<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>R\u00e9gis conta que 75% dos casos atendidos s\u00e3o de pacientes com infarto, AVC e problemas respirat\u00f3rios, e 5% s\u00e3o de atendimentos psiqui\u00e1tricos. O restante corresponde a situa\u00e7\u00f5es envolvendo traumas e acidentes de tr\u00e2nsito, como o vivenciado pela enfermeira e professora da Faculdade Moinhos de Vento Maria Helena Quoos, de 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Era 23 de janeiro de 2020, uma quinta-feira \u00e0 noite, quando o carro em que Maria Helena estava saiu da pista e capotou na ERS-020, rodovia que inicia em Gravata\u00ed e se estende por 260 quil\u00f4metros at\u00e9 S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, na divisa com Santa Catarina. \u201cNunca vou me esquecer do giroflex da ambul\u00e2ncia ligado. N\u00e3o sabia onde estava e o que tinha acontecido, mas ver a equipe do Samu no local me acalmou. Eles s\u00e3o her\u00f3is para mim\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19648\" width=\"233\" height=\"415\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-576x1024.jpg 576w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-864x1536.jpg 864w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-1152x2048.jpg 1152w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-1568x2787.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/03_PAULO-AZEVEDO-scaled.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><figcaption>Atendida em 2020, a enfermeira Maria Helena conhecia os profissionais que a socorreram ap\u00f3s um grave acidente de tr\u00e2nsito | Foto: Paulo Azevedo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A profissional de sa\u00fade havia feito est\u00e1gio no servi\u00e7o de urg\u00eancia gravataiense, ent\u00e3o conhecia as pessoas que a atenderam durante a ocorr\u00eancia. O acidente causou a morte de tr\u00eas pessoas da fam\u00edlia dela: m\u00e3e, av\u00f3 e tio. \u201cSaber que foi feito tudo que poderia ter sido feito e no menor tempo poss\u00edvel minimiza o luto. A import\u00e2ncia deles foi essencial para que eu continuasse viva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de traumas, tanto f\u00edsicos quanto psicol\u00f3gicos, o tempo \u00e9 determinante para que o desfecho seja o mais adequado e menos danoso ao paciente. Cinco anos depois do acidente, a enfermeira entende que o atendimento foi conduzido da forma como os protocolos de sa\u00fade ordenam. Para a vida dela e de milhares de pessoas atendidas Brasil afora pelos profissionais do Samu, o tempo de chegada faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/os-alivios-e-as-incertezas-do-esquecimento-de-um-trauma\/\"><strong>Os al\u00edvios e as incertezas do esquecimento de um trauma<\/strong>:<\/a> Como pacientes se recuperam do esquecimento traum\u00e1tico e como a ci\u00eancia trata essa condi\u00e7\u00e3o<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/do-sagrado-a-cura\/#:~:text=Do%20sagrado%20%C3%A0%20cura%20*%20Os%20orix%C3%A1s,Foto:%20Arquivo%20pessoal.%20*%20Arte:%20Gabriel%20Ferreira\">Do sagrado \u00e0 cura:<\/a><\/strong> O cuidado da sa\u00fade nas religi\u00f5es afro-brasileiras<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSamu, qual a sua emerg\u00eancia?\u201d \u00c9 assim que diariamente a telefonista auxiliar de regula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica Fabiana Machado, de 49 anos, atende as liga\u00e7\u00f5es de quem precisa do Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu). 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