{"id":580,"date":"2020-11-23T18:45:41","date_gmt":"2020-11-23T21:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=580"},"modified":"2020-11-23T17:07:02","modified_gmt":"2020-11-23T20:07:02","slug":"ate-onde-vai-a-privacidade-nas-redes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ate-onde-vai-a-privacidade-nas-redes\/","title":{"rendered":"At\u00e9 onde vai a privacidade nas redes"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p><strong>Como profissionais que trabalham na internet lidam com a exposi\u00e7\u00e3o de sua intimidade<\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><strong><sup>REPORTAGEM<\/sup><br>Danillo Lima<\/strong><br><em>danillo.lima1@gmail.com<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><sup><strong>ILUSTRA\u00c7\u00c3O<\/strong><br><\/sup><strong>Cami Pereira<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Volta e meia, nas conversas de bar, algu\u00e9m conta uma hist\u00f3ria de um vizinho que anda pelado pela casa sem se importar com a janela aberta. Se voc\u00ea nunca contou uma hist\u00f3ria assim, talvez o vizinho pelado seja voc\u00ea. Por descuido ou exibicionismo, as janelas servem como um meio para se perder a privacidade num contexto urbano. N\u00e3o s\u00f3 a nudez, mas qualquer a\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica est\u00e1 sujeita a ser enxergada por um vizinho, depende s\u00f3 do quanto a sua janela est\u00e1 aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de verticaliza\u00e7\u00e3o das cidades a princ\u00edpio parecia uma boa solu\u00e7\u00e3o para o bem estar do cidad\u00e3o de classe m\u00e9dia. A expectativa de se ter seguran\u00e7a dentro de um condom\u00ednio fechado, por exemplo, agora se mostra fr\u00e1gil. S\u00e3o v\u00e1rias janelas, v\u00e1rios apartamentos, v\u00e1rios moradores e, principalmente, v\u00e1rias c\u00e2meras.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de nas conversas de bar, \u00e0s vezes esse assunto vai para o \u00e2mbito judicial. Afinal, o direito \u00e0 privacidade \u00e9 algo resguardado pela Constitui\u00e7\u00e3o brasileira. O texto diz, no seu artigo 5\u00ba, que \u201cs\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o\u201d. Em 2018, por exemplo, o ator Cau\u00e3 Reymond foi fotografado nu dentro de seu apartamento enquanto meditava. As fotos rapidamente ganharam as redes sociais, e o ator acionou a Justi\u00e7a para processar o fot\u00f3grafo e os portais que compartilharam as imagens. O processo est\u00e1 sob sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, em agosto de 2020, durante a pandemia do coronav\u00edrus, uma mulher residente de um condom\u00ednio de luxo da zona nobre de S\u00e3o Paulo foi registrada nua pelos vizinhos. As fotos passaram a circular por grupos de WhatsApp dos moradores. Quando percebeu os vazamentos, ela produziu uma faixa com trechos do C\u00f3digo Penal e pendurou na sua janela. O caso tamb\u00e9m est\u00e1 sendo investigado judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das janelas residenciais, um outro tipo surge como fator decisivo para o rompimento da intimidade: as janelas virtuais. Se por um lado as aberturas da casa podem criar uma situa\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o que foge do controle de quem nela habita, na internet a privacidade se esvai pelas pontas dos dedos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse assunto ganhou o mundo nos \u00faltimos anos principalmente ap\u00f3s os esc\u00e2ndalos de uso indevido de dados por grandes corpora\u00e7\u00f5es de m\u00eddia. Nesses casos, a privacidade \u00e9 tomada sem o claro consentimento dos usu\u00e1rios. Por outro lado, internautas est\u00e3o sujeitos a compartilhar sua intimidade de forma volunt\u00e1ria. Inclusive, em alguns casos, isso pode ser considerado uma atividade de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Se expor \u00e9 sempre estar sujeito ao julgamento alheio, principalmente em um contexto digital. Profissionais das janelas virtuais necessitam revelar um pouco do seu \u00edntimo, abrindo as fronteiras da privacidade para um p\u00fablico invis\u00edvel. Parafraseando o fil\u00f3sofo franc\u00eas Michel Foucault, \u201ca visibilidade \u00e9 uma armadilha\u201d. A tend\u00eancia \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o se acentuar cada vez mais durante o per\u00edodo da pandemia do coronav\u00edrus. Segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel), de junho de 2020, cresceu entre 40% e 50% o uso da internet no Brasil durante o isolamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"558\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_danillolima_danillolima-1024x558.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-585\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_danillolima_danillolima-1024x558.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_danillolima_danillolima-300x164.jpeg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_danillolima_danillolima-768x419.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_danillolima_danillolima.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Janela que inspirou a reportagem | Foto: Danillo Lima<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5>A exposi\u00e7\u00e3o como profiss\u00e3o&nbsp;<\/h5>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais uma grande novidade o of\u00edcio do influenciador digital. Pelo contr\u00e1rio, esta \u00e9 uma atividade que j\u00e1 demonstra solidez. Dados de uma pesquisa do Ibope Intelig\u00eancia de 2019 apontam que 52% dos usu\u00e1rios de internet no Brasil seguem pelo menos um influenciador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisadora em comunica\u00e7\u00e3o digital da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Issaaf Karhawi, influenciadores podem ser considerados \u201csujeitos que t\u00eam algum poder no processo de decis\u00e3o de compra de seus seguidores; poder de colocar discuss\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o; poder de influenciar em decis\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao estilo de vida, gostos e bens culturais daqueles que est\u00e3o em sua rede\u201d. A associa\u00e7\u00e3o do influenciador com o consumo \u00e9 pujante. O estudo do Ibope mostra, ainda, que 50% dos internautas costumam comprar produtos e servi\u00e7os indicados pelos influenciadores.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-style-default\"><p>\u201cEsse \u00e9 o cen\u00e1rio contempor\u00e2neo em que vivemos. O imperativo da visibilidade e a cultura do espet\u00e1culo demandam que o \u00edntimo seja exteriorizado\u201d<\/p><cite><strong>ISSAAF KARHAWI<\/strong>, pesquisadora em Comunica\u00e7\u00e3o Digital da USP<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para influenciar \u00e9 preciso se tornar vis\u00edvel no mundo das redes. Essa exposi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria implica numa mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida do sujeito,&nbsp; segundo Issaaf. \u201cEsse \u00e9 o cen\u00e1rio contempor\u00e2neo em que vivemos. O imperativo da visibilidade e a cultura do espet\u00e1culo demandam que o \u00edntimo seja exteriorizado\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva da visibilidade, os limites entre a vida \u00edntima e a apari\u00e7\u00e3o nas redes precisam ser delimitados. Para a influenciadora Debora Salvi, conhecida pelos seus milhares de seguidores como <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/deboristas\/\" target=\"_blank\"><strong>Deborista<\/strong><\/a>, \u00e9 poss\u00edvel separar a intimidade do profissional. \u201cQuest\u00f5es mais pessoais, como fam\u00edlia e relacionamentos afetivos, eu procuro n\u00e3o expor abertamente. Eu escolhi essa vida de exposi\u00e7\u00e3o, mas as pessoas que me rodeiam n\u00e3o, e eu preciso respeitar isso\u201d, explica Debora, que atualmente \u00e9 mestranda do curso de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, o p\u00fablico procura nos influenciadores alguma identifica\u00e7\u00e3o com o conte\u00fado publicado. Por\u00e9m, esse comportamento incide num julgamento constante da audi\u00eancia. A paulista Juliana Manha, criadora de conte\u00fado sobre <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCsx_IzBUUYlR5f3lfRiXdIA\" target=\"_blank\"><strong>estilo de vida familiar<\/strong><\/a>, com foco no Transtorno do Espectro do Autismo, afirma que recebe coment\u00e1rios com discurso de \u00f3dio. \u201cIndependente da preocupa\u00e7\u00e3o que temos, sempre existe algu\u00e9m disposto a causar. Eu deleto todas as mensagens que me fazem sentir agredida sem ao menos respond\u00ea-las\u201d, diz Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>Justamente pela exposi\u00e7\u00e3o, influenciadores constroem rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas e aut\u00eanticas com suas audi\u00eancias. Isso \u00e9 intensificado com os processos de segmenta\u00e7\u00e3o dentro das plataformas. Issaaf alerta para o fato de que, nesse aspecto, os influenciadores passam a ser cobrados constantemente. \u201cComo se precisassem atender exatamente \u00e0s demandas de seus seguidores.\u201d Juliana percebe que h\u00e1 uma identifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com o conte\u00fado, e, mesmo que \u00e0s vezes seja agredida, enxerga as conex\u00f5es criadas como \u201cuma rede de novos amigos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-style-default\"><p>&nbsp; \u201cForam anos trabalhando com a ideia de que a minha persona na internet \u00e9 s\u00f3 uma parte de mim que n\u00e3o \u00e9 melhor ou pior, \u00e9 s\u00f3 uma faceta de algo maior&#8221;<\/p><cite><strong>DEBORA SALVI<\/strong>, influenciadora digital<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Debora exp\u00f5e que as rela\u00e7\u00f5es com quem ela j\u00e1 conhecia antes de trabalhar com a internet n\u00e3o mudaram, por\u00e9m com pessoas novas tem sido diferente. \u201cElas j\u00e1 possuem uma expectativa sobre mim, uma certa idealiza\u00e7\u00e3o, chegam j\u00e1 sabendo muito de mim e eu nada delas\u201d, explica a influenciadora. \u201cForam anos trabalhando com a ideia de que a minha persona na internet \u00e9 s\u00f3 uma parte de mim que n\u00e3o \u00e9 melhor ou pior, \u00e9 s\u00f3 uma faceta de algo maior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-771\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abuso-mulher-vizinhos-janela-borga-original-5-10-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o: Borga<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5>Uma exposi\u00e7\u00e3o ainda mais \u00edntima&nbsp;<\/h5>\n\n\n\n<p>A internet abriu possibilidades de trabalho nunca antes imaginadas. No campo da sensualidade, n\u00e3o poderia ser diferente. O mercado abre cada vez mais novas segmenta\u00e7\u00f5es e meios de realizar compras. A exposi\u00e7\u00e3o da intimidade, aqui, \u00e9 elevada ao m\u00e1ximo. Em contrapartida, o acesso depende de pagamento pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil se mostra como um pa\u00eds em que h\u00e1 alta procura no setor do com\u00e9rcio de conte\u00fados \u00edntimos. Segundo dados publicados em 2019 pela BBC Brasil, h\u00e1 um site voltado para a pr\u00e1tica do <em>camming <\/em>&#8211; transmiss\u00e3o de conte\u00fado er\u00f3tico ao vivo &#8211; que tem 8 milh\u00f5es de clientes cadastrados s\u00f3 no Brasil. Desse grupo, 150 mil t\u00eam assiduidade mensal na compra de cr\u00e9ditos dentro da plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A modelo Gio BBW trabalha com o com\u00e9rcio de fotos e v\u00eddeos \u00edntimos para seguidores de seus perfis em plataformas da internet. Sobre a exposi\u00e7\u00e3o, ela afirma que consegue separar a vida privada da profissional, por\u00e9m n\u00e3o se sente segura quanto a esse aspecto. \u201c\u00c9 um \u2018trampo\u2019 [<em>trabalho<\/em>] em que as mulheres ficam numa posi\u00e7\u00e3o supervulner\u00e1vel\u201d, explica. A procura pelos seu conte\u00fado se intensificou durante o per\u00edodo da pandemia, por\u00e9m Gio cita que esse aumento \u00e9 de&nbsp; \u201cpessoas pedindo [<em>conte\u00fados \u00edntimos<\/em>] de gra\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O fator da segmenta\u00e7\u00e3o dos p\u00fablicos digitais tamb\u00e9m \u00e9 aparente nesse ramo, bem como os julgamentos da audi\u00eancia. Gio tem um corpo fora dos padr\u00f5es hegem\u00f4nicos, mas forma um p\u00fablico que se identifica com a sua apar\u00eancia. \u201cAinda tenho inseguran\u00e7as, mas meu p\u00fablico me procura por eu ser gorda, ent\u00e3o fico mais tranquila\u201d, diz a modelo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Joana Ziller, coordenadora do N\u00facleo de Pesquisa em Conex\u00f5es Intermidi\u00e1ticas da Universidade Federal de Minas Gerais (NucCon\/UFMG), avalia que h\u00e1 um processo de autoafirma\u00e7\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o de conte\u00fado \u00edntimo realizado por mulheres. \u201cEu acho muito leg\u00edtimo e de grande valor que as mulheres produzam conte\u00fados sobre si mesmas. \u00c9 inverter o jogo de poder que est\u00e1 colocado. Resistir a ele n\u00e3o do ponto de vista que isso [<em>conte\u00fados \u00edntimos<\/em>] n\u00e3o deve circular, porque de fato circula, mas lidando com isso de uma outra maneira, de fato invertendo o jogo de poder\u201d, afirma Joana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de pandemia, \u00e9 inevit\u00e1vel que a intimidade seja mais compartilhada no mundo digital. \u00c9 necess\u00e1rio se atentar \u00e0s consequ\u00eancias dessa produ\u00e7\u00e3o, principalmente para quem faz disso um of\u00edcio. A privacidade segue sendo colocada em xeque, mesmo quando as pessoas est\u00e3o isoladas em casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como profissionais que trabalham na internet lidam com a exposi\u00e7\u00e3o de sua intimidade.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":413,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[20],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>At\u00e9 onde vai a privacidade nas redes &mdash; Sextante<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/ate-onde-vai-a-privacidade-nas-redes\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"At\u00e9 onde vai a privacidade nas redes &mdash; 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