{"id":6809,"date":"2022-05-18T16:01:39","date_gmt":"2022-05-18T19:01:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=6809"},"modified":"2022-05-18T18:19:08","modified_gmt":"2022-05-18T21:19:08","slug":"por-que-esquecemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/por-que-esquecemos\/","title":{"rendered":"Por que esquecemos?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">O esquecimento \u00e9 um fen\u00f4meno normal e comum \u00e0 grande maioria dos seres humanos. Geralmente, os lapsos de mem\u00f3ria s\u00e3o simples e inofensivos, como esquecer de responder um e-mail. Outras vezes, o esquecimento pode trazer alguns problemas maiores e ter consequ\u00eancias graves, como quando testemunhas oculares esquecem de detalhes sobre um crime. As informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias podem estar armazenadas, mas o processo de busc\u00e1-las falha \u2013 isso \u00e9 o esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<h2>Por que lembramos?<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/425546\/cristiane-regina-guerino-furini\"><strong>Cristiane Regina Guerino Furini<\/strong><\/a>, pesquisadora no Centro de Mem\u00f3ria do Instituto do C\u00e9rebro da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), para abordar o esquecimento \u00e9 necess\u00e1rio entender a import\u00e2ncia da mem\u00f3ria. \u201cN\u00f3s lembramos porque isso tem um papel extremamente crucial na nossa vida e em quem somos. Eu sou formada pelas experi\u00eancias que vivi e pela recorda\u00e7\u00e3o que eu tenho dessas experi\u00eancias\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/IlustraSimone-1-582x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7286\" width=\"290\" height=\"509\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/IlustraSimone-1-582x1024.jpg 582w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/IlustraSimone-1.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><figcaption>Arte: Simone Rodrigues<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Recordar e a recorda\u00e7\u00e3o em si s\u00e3o previamente condicionados pelo passado. Portanto, as experi\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o lembradas da mesma forma por dois sujeitos, individuais em suas pr\u00f3prias viv\u00eancias, mesmo que tenham vivido o mesmo momento juntos. \u00c9 justamente o ato de relembrar que faz cada ser humano reter e incorporar experi\u00eancias em seu repert\u00f3rio de ideias, interpretar situa\u00e7\u00f5es e desenvolver opini\u00f5es, sendo assim \u00fanico e independente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por vezes, lembrar de algo pode levar ao esquecimento de outras coisas. Recuperar algumas informa\u00e7\u00f5es da mem\u00f3ria demanda energia, e a sele\u00e7\u00e3o do que realmente importa define o que ser\u00e1 mantido. Uma <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/content\/pdf\/10.3758\/s13421-012-0211-7.pdf\"><strong>pesquisa<\/strong><\/a><strong> <\/strong>do Departamento de Psicologia da Universidade de Illinois e da Universidade de Stanford sugere que esse tipo de esquecimento pode ser adaptativo. Ao esquecer uma mem\u00f3ria em favor de outra, a chance de uma nova interfer\u00eancia acontecer \u00e9 reduzida, colocando a mem\u00f3ria relembrada em posi\u00e7\u00e3o de prioridade.<\/p>\n\n\n\n<h2>Tipos de mem\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p>De forma pr\u00e1tica, n\u00e3o h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica ou f\u00edsica da mem\u00f3ria em tipos. \u201cAs informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o chegando todas ao mesmo tempo no c\u00e9rebro e ele n\u00e3o para para dizer se \u00e9 um tipo de mem\u00f3ria <em>X <\/em>ou um tipo de mem\u00f3ria <em>Y<\/em>\u201d, esclarece a pesquisadora Cristiane. Cientistas podem buscar caracterizar as mem\u00f3rias em tipos para facilitar o estudo, mas n\u00e3o existe um consenso sobre essa classifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cristiane, estruturas diferentes est\u00e3o envolvidas no processamento de diferentes mem\u00f3rias. As mem\u00f3rias expl\u00edcitas se dividem em epis\u00f3dicas, com informa\u00e7\u00f5es autobiogr\u00e1ficas, e em sem\u00e2nticas, que dizem respeito ao conhecimento geral. As impl\u00edcitas armazenam habilidades motoras, nomes de objetos e palavras. Al\u00e9m disso, a mem\u00f3ria pode ser simplesmente operativa, servindo somente para gerenciar o dia a dia, como decorar um n\u00famero de telefone antes de ligar. Em seguida, essa informa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 descartada parcial ou completamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria-1024x693.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6882\" width=\"584\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria-1024x693.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria-300x203.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria-768x520.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria-1536x1040.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/memoria.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><figcaption>Arte: Duda Romagna<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Outra forma de caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 o tempo de dura\u00e7\u00e3o ou fixa\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. Ela pode ser \u201cultra-r\u00e1pida\u201d, com a reten\u00e7\u00e3o de somente alguns segundos, de curto prazo, que dura minutos ou horas e cria a continuidade do nosso sentido do presente, e a mem\u00f3ria de longo prazo, que estabelece tra\u00e7os duradouros por dias, semanas ou anos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h3 class=\"has-text-align-left\">LEIA MAIS<\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/por-que-temos-lapsos-de-memoria\/\">Por que temos lapsos de mem\u00f3ria?<\/a><\/strong> A ci\u00eancia por tr\u00e1s do esquecimento e da fixa\u00e7\u00e3o de conte\u00fados<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/entre-as-memorias-lembrar-pelos-sentidos\/\">Lembrar pelos sentidos:<\/a><\/strong> sem a vis\u00e3o, sentidos como a audi\u00e7\u00e3o, o olfato e o tato marcam as mem\u00f3rias das pessoas cegas<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<h2>Evoca\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p>As mem\u00f3rias podem at\u00e9 estar armazenadas no c\u00e9rebro, mas, mesmo com esfor\u00e7o, por vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel acess\u00e1-las. Isso pode acontecer porque a recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria depende de pistas e gatilhos para decodificar o que est\u00e1 memorizado. Outra raz\u00e3o comum \u00e9 simplesmente porque essas informa\u00e7\u00f5es nunca chegaram \u00e0 mem\u00f3ria de longo prazo, ou seja, nunca foram consolidadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns processos auxiliam na evoca\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias, como \u00e9 o caso da psicoterapia. A pr\u00e1tica, quando gerida por um profissional, cria um repert\u00f3rio de \u201cdicas\u201d e formas de impulsionar a decodifica\u00e7\u00e3o e relembran\u00e7a das informa\u00e7\u00f5es. Apesar disso, \u00e9 importante notar que as mem\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticas, e est\u00e3o sujeitas a modifica\u00e7\u00f5es quando s\u00e3o evocadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A modifica\u00e7\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o memorizada \u00e9 chamada, no campo da neuroci\u00eancia, de reconsolida\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o que em algum momento foi armazenada pode ter adi\u00e7\u00f5es, atualiza\u00e7\u00f5es e modifica\u00e7\u00f5es no processo de evoca\u00e7\u00e3o. Isso ocorre de acordo com o m\u00e9todo de evoca\u00e7\u00e3o, por exemplo, pelas perguntas que s\u00e3o feitas numa sess\u00e3o de terapia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed alignwide is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Elizabeth Loftus: A fic\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. TED\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EceP1gg7yQc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2>Falsas mem\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1974, a psic\u00f3loga e especialista em mem\u00f3ria humana norte-americana Elizabeth Loftus, junto ao pesquisador John Palmer, conduziu um <a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/1975-04498-001\"><strong>estudo<\/strong><\/a><strong> <\/strong>chamado \u201cReconstru\u00e7\u00e3o da Destrui\u00e7\u00e3o de Autom\u00f3veis\u201d. O objetivo era testar a hip\u00f3tese de que a linguagem usada em depoimentos de testemunhas oculares pudesse alterar a mem\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No laborat\u00f3rio,&nbsp; um grupo de 45 pessoas assistiu a sete v\u00eddeos de acidentes de tr\u00e2nsito, com dura\u00e7\u00e3o de cinco a 30 segundos cada. Eles foram apresentados em ordem aleat\u00f3ria para cinco grupos de nove pessoas. Os participantes tiveram de descrever o que aconteceu como se tivessem testemunhado o evento a partir da pergunta a seguir, com a varia\u00e7\u00e3o do verbo utilizado: \u201co qu\u00e3o r\u00e1pido estavam os carros quando eles esmagaram\/colidiram\/atingiram\/bateram\/entraram em contato um ao outro?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Sem-nome-Post-para-Facebook.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-7307\" width=\"492\" height=\"208\"\/><figcaption>Arte: Duda Romagna<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A velocidade relatada pelas testemunhas oculares foi diretamente afetada pelo verbo. Isso, portanto, afetou a mem\u00f3ria dos participantes do acidente. A m\u00e9dia das respostas de acordo com o verbo utilizado foi de 66 quil\u00f4metros por hora para \u201cesmagaram\u201d, 63 para \u201ccolidiram\u201d, 61 para \u201catingiram\u201d, 55 para \u201cbateram\u201d e 51 para \u201centraram em contato\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>O lado bom do esquecimento<\/h2>\n\n\n\n<p>Esquecer faz bem, e o esquecimento nem sempre \u00e9 um defeito. Em um <a href=\"https:\/\/www.psychologytoday.com\/us\/blog\/mind-blender\/201403\/why-forgetting-the-past-can-be-good-thing\"><strong>artigo <\/strong><\/a>para a revista <em>Psychology Today, <\/em>o pesquisador Eric Leuthardt escreve: \u201cEsquecemos n\u00e3o porque temos um hipocampo (\u00f3rg\u00e3o de mem\u00f3ria do nosso c\u00e9rebro) imperfeito; \u00e9 realmente uma solu\u00e7\u00e3o evolu\u00edda. A capacidade de perder informa\u00e7\u00f5es permite a entrada de novas informa\u00e7\u00f5es mais relevantes, mais pertinentes a uma realidade em andamento. Esquecer nos permite atualizar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-style-default\"><p> \u201cSe eu lembrar exatamente de todos os detalhes de ontem, eu vou praticamente levar um outro dia inteiro para relatar e pensar nesse dia anterior. Ser\u00e1 que isso \u00e9 produtivo e adequado para minha vida?\u201d <\/p><cite><strong>CRISTIANE FURINI<\/strong>, pesquisadora no Centro de Mem\u00f3ria do Instituto do C\u00e9rebro (PUCRS)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Pessoas com a condi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/neurologia\/hipertimesia\/\"><strong>hipertimesia<\/strong><\/a>, ou S\u00edndrome da Supermem\u00f3ria (na sigla em ingl\u00eas HSAM), de acordo com Cristiane, relatam que mal conseguem gerenciar a vida di\u00e1ria. A enxurrada de informa\u00e7\u00f5es que recebem todos os dias os impede de processar completamente tarefas banais.<strong><em> <\/em><\/strong>\u201cSe eu lembrar exatamente de todos os detalhes de ontem, eu vou praticamente levar um outro dia inteiro para relatar e pensar nesse dia anterior. Ser\u00e1 que isso \u00e9 produtivo e adequado para minha vida?\u201d, questiona a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Rita-899x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7244\" width=\"344\" height=\"390\"\/><figcaption> Rita \u00e9 designer e considera sua mem\u00f3ria muito boa | Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A designer Rita de C\u00e1ssia Miranda, de 26 anos, n\u00e3o possui hipertimesia, mas tem uma \u00f3tima mem\u00f3ria. \u201cQuando era crian\u00e7a, com quatro anos, tinha algumas lembran\u00e7as, por\u00e9m n\u00e3o tinha certeza se eram reais. Ap\u00f3s questionar aos meus pais, tive a confirma\u00e7\u00e3o, o que causou admira\u00e7\u00e3o, pois nessa mem\u00f3ria eu tinha aproximadamente dois anos de idade\u201d, relata. Para ela, que mora em Charqueadas, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, \u00e9 muito f\u00e1cil lembrar como era a ilumina\u00e7\u00e3o do ambiente que estava em certo dia, os sons, cheiros e sensa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDia nove de mar\u00e7o comentei de forma aleat\u00f3ria que fazia nove anos que eu conectava o celular no r\u00e1dio do carro para ouvir determinada m\u00fasica\u201d, conta. Entretanto, quando esses momentos acabaram de acontecer, ou seja, antes de serem consolidados em sua mem\u00f3ria, ela tem dificuldade em lembr\u00e1-los. \u201c\u00c0s vezes tenho dificuldade de lembrar o que fiz na manh\u00e3 daquele dia, mas existe uma grande chance de que eu lembre ano que vem que dei esta entrevista nesse dia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h3 class=\"has-text-align-left\">LEIA MAIS<\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/a-dor-da-perda\/\">Sofrendo para esquecer: <\/a><\/strong>como lidar com a rejei\u00e7\u00e3o e desafios de se adaptar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos relacionamentos na contemporaneidade<\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/quem-nunca-sofreu-por-amor\/\">Sofrendo para recordar:<\/a> <\/strong>como as pessoas lidam com a aus\u00eancia gerada pela morte e com o medo de esquecer aqueles que partiram <\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a ci\u00eancia explica recorda\u00e7\u00f5es perdidas, momentos esquecidos e mem\u00f3rias falsas<\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":6838,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[141],"tags":[144,85,142,143],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que esquecemos? 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