{"id":9884,"date":"2023-03-20T10:48:36","date_gmt":"2023-03-20T13:48:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/?p=9884"},"modified":"2023-04-10T10:59:57","modified_gmt":"2023-04-10T13:59:57","slug":"idas-e-vindas-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/idas-e-vindas-do-amor\/","title":{"rendered":"Idas e vindas do amor"},"content":{"rendered":"\n<p>Em uma <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rspb.2018.1319\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pesquisa in\u00e9dita<\/a>, a Universidade de York estimou que os seres humanos lembram, em m\u00e9dia, dos rostos de 5 mil pessoas que conheceram ao longo da vida. Entre essas, est\u00e1 aquela que pode vir a ser o amor da sua vida. Por\u00e9m, normalmente n\u00e3o \u00e9 na primeira vez em que os olhares se cruzam que duas pessoas est\u00e3o fadadas a ficar juntas, j\u00e1 que o amor n\u00e3o \u00e9 linha reta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre encontros e desencontros, pessoas que se conheceram a vida inteira podem ficar juntas anos depois. Dois desconhecidos podem virar namorados em um piscar de olhos, terminarem, voltarem, se separarem para, ent\u00e3o, chegar a hora de se unirem para sempre. Amigos que nunca cogitaram se envolver podem se deparar com um sentimento que nem viram chegar. Como o editor da coluna <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/column\/modern-love\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modern Love<\/a>, do New York Times, define na introdu\u00e7\u00e3o do livro hom\u00f4nimo: \u201cIsso \u00e9 amor. Qualquer um pode ter. S\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio um pouco de coragem. Ou muita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"972\" height=\"438\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/gif.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-10003\"\/><figcaption>V\u00eddeo: Maria Welter<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>Tudo acontece em setembro<\/h2>\n\n\n\n<p>Manuela Venancio e Matheus Labatut estudaram na mesma escola, em Maring\u00e1, no Paran\u00e1, desde a pr\u00e9-escola at\u00e9 o segundo ano do ensino m\u00e9dio. \u201cA gente se conheceu a vida inteira, s\u00f3 que, apesar disso, n\u00e3o era amigo, nem se falava\u201d, explica Manu.<\/p>\n\n\n\n<p>Reencontraram-se na faculdade, ele cursando Hist\u00f3ria e ela, Psicologia. Mantiveram contato pelas redes sociais, mas nunca estavam solteiros ao mesmo tempo. Manu tinha relacionamentos casuais e Matheus teve uma rela\u00e7\u00e3o que durou 10 anos. Em 2015, ela se mudou para Bras\u00edlia, mas antes encontrou Matheus para se despedir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2-Arquivo-pessoal_Manuela-Venancio-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9932\" width=\"477\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2-Arquivo-pessoal_Manuela-Venancio-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2-Arquivo-pessoal_Manuela-Venancio-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2-Arquivo-pessoal_Manuela-Venancio-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2-Arquivo-pessoal_Manuela-Venancio.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 477px) 100vw, 477px\" \/><figcaption>Manuela e Matheus se conhecem desde a inf\u00e2ncia | Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os dois conversavam on-line casualmente, por\u00e9m isso mudou em maio de 2020, quando Manu resolveu puxar assunto sem saber que fazia apenas 23 horas que Matheus estava solteiro. A partir da\u00ed, passaram a conversar todos os dias. \u201cChegou o momento em que a gente falou: \u2018vamos namorar e fazer dar certo\u2019\u201d, recorda Manu. Come\u00e7aram o namoro em 5 de setembro de 2020, mesmo a dist\u00e2ncia. Ele com 25 anos e ela, 26. Nesse meio tempo, uma nova vari\u00e1vel se atravessou no caminho deles: a m\u00e3e de Matheus havia se aposentado e decidido mudar para Jo\u00e3o Pessoa, na Para\u00edba, e ele decidiu ir junto para cuid\u00e1-la, j\u00e1 que ela \u00e9 idosa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>&#8220;A gente s\u00f3 vai saber o que as coisas significam se a gente ficar tempo para apostar naquela rela\u00e7\u00e3o e para fazer com que ela desenvolva algum significado&#8221;<\/p><cite><strong>CAROL TILKIAN<\/strong>, comunicadora e pesquisadora de amor<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A primeira visita de Manu foi um ano depois da mudan\u00e7a. Da conviv\u00eancia de 10 dias, o casal relata a estranheza de terem uma conex\u00e3o emocional forte, mas uma intimidade f\u00edsica quase inexistente. \u201cA \u00faltima vez que a gente tinha se visto, a gente era quase desconhecido, e quando se viu de novo, t\u00ednhamos um relacionamento de um ano e pouco\u201d, conta Matheus. Perceberam, ent\u00e3o, que precisavam morar juntos. Em setembro de 2022, a mudan\u00e7a de Manu j\u00e1 tinha chegado \u00e0 Para\u00edba. \u201cFoi a segunda vez que a gente se encontrou. No meio do caos de uma mudan\u00e7a, e a gente discutia, porque nada estava bom\u201d, conta Manu, que, logo ap\u00f3s, precisou voltar para Bras\u00edlia para fazer uma cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>O que os ajudou a superar o momento foi uma cachorrinha que decidiram adotar: a Jabuticaba. Manu conta que passaram a dar menos import\u00e2ncia para as discord\u00e2ncias. \u201cN\u00f3s dois temos que nos preocupar com algu\u00e9m\u201d, relata. Pouco tempo depois, Jabuticaba ganhou um irm\u00e3ozinho, Mirtilo. Hoje, os quatro vivem em Jo\u00e3o Pessoa e constroem uma fam\u00edlia que come\u00e7ou de um jeito nada usual, mas que virou o amor que classificam como \u201ccarinhoso\u201d e de \u201ccompanheirismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a comunicadora e pesquisadora de amor Carol Tilkian, respons\u00e1vel pela coluna <a href=\"https:\/\/glamour.globo.com\/colunas\/carol-tilkian\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amores Poss\u00edveis<\/a>, na revista Glamour, o reencontro rom\u00e2ntico de duas pessoas ap\u00f3s anos separadas tem a ver com o acaso, que s\u00f3 vai adquirir significado depois. \u201cA gente s\u00f3 vai saber o que as coisas significam se a gente ficar tempo para apostar naquela rela\u00e7\u00e3o e para fazer com que ela desenvolva algum significado\u201d, destaca Carol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9979\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-768x768.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1-600x600.png 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ReencontrosDoAmor_KeziaMausolf-1.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Arte: Kezia Mausolf<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>Unidos pela fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p>Iashini Macedo e Theodoro Saibro Junior afirmam que foi a f\u00e9 da fam\u00edlia que os uniu. Um tio de Theo conheceu Iashini na virada de 2003 para 2004, em uma viagem para Punta del Este, Uruguai, e disse que ela precisava conhecer seu sobrinho, pois achava que os dois combinavam. Desde ent\u00e3o, Theo tamb\u00e9m passou a ouvir sobre Iashini. E foi no ver\u00e3o de 2004, no bar Gut Gut, em Cap\u00e3o da Canoa, no litoral ga\u00facho, que a hist\u00f3ria dos dois come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>Theo, com 17 anos, estava com a fam\u00edlia na praia de Atl\u00e2ntida e Iashini, com 15, em Cap\u00e3o Novo com amigas quando Andr\u00e9, o tio cupido, combinou que todos se encontrariam na praia. \u201cA gente ficou conversando e j\u00e1 ficou nesse primeiro dia. J\u00e1 foi paix\u00e3o mesmo. E come\u00e7ou a namorar rapid\u00e3o\u201d, conta Theo. Mas o namoro acabou cerca de nove meses depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ela tinha 18 anos e ele, 21, o litoral os uniu novamente. Os dois se encontraram por acaso na Praia do Rosa, em Santa Catarina, e a paix\u00e3o reacendeu. \u201cE a\u00ed a gente ficou. N\u00e3o foi um namoro, n\u00e9, amor?\u201d, diz Iashini pedindo a confirma\u00e7\u00e3o do atual esposo. Esse encontro foi mais r\u00e1pido, durou apenas dois meses, acabando quando retornaram para Porto Alegre, onde moravam. \u201cA gente terminou e a\u00ed passaram-se 12 anos\u201d, conta Iashini.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery alignwide has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1124\" height=\"770\" data-id=\"9939\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/3-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9939\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/3-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo.jpg 1124w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/3-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/3-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo-1024x701.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/3-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo-768x526.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1124px) 100vw, 1124px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"767\" height=\"1024\" data-id=\"9940\"  src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/4-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9940\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/4-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo.jpg 767w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/4-Arquivo-pessoal_Iashini-Macedo-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 767px) 100vw, 767px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Considerados \u201calmas g\u00eameas\u201d pela fam\u00edlia, Iashini e Theodoro hoje vivem o amor que come\u00e7ou na adolesc\u00eancia | Fotos: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre novas cidades, relacionamentos e viv\u00eancias, o reencontro dos dois aconteceu em Porto Alegre, na inaugura\u00e7\u00e3o da escola de yoga da m\u00e3e dela. J\u00e1 que as fam\u00edlias dos dois eram muito pr\u00f3ximas, ele foi prestigiar o evento da ex-sogra, e, quem sabe, encontrar Iashini. \u201cQuando a gente se encontrou ali, j\u00e1 deu aquela coisa, o mesmo sentimento l\u00e1 do in\u00edcio, da primeira vez\u201d, ela relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Theo conta que a m\u00e3e dele nunca tirou de um porta-retrato uma foto de Iashini com ele. \u201cEu ia com alguma namorada minha l\u00e1 e tinha essa foto, eu tinha que mentir que era uma prima para n\u00e3o dar problema\u201d, lembra Theo. \u201cA nora da vida dela era eu\u201d, brinca Iashini. J\u00e1 a m\u00e3e dela chamava ele de \u201cmeu-ex-futuro-para sempre-genrinho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia ficou radiante ao saber que haviam reatado, e foi na frente de todos que o pedido de casamento foi feito. \u201cAcho que n\u00f3s dev\u00edamos isso a eles, sabe?\u201d, conta Theo. O casal reconhece que suas fam\u00edlias sempre acharam que os dois eram almas g\u00eameas. Eles se casaram no dia 17 de janeiro de 2018 e hoje definem o amor que sentem um pelo outro como \u201cparceria\u201d e \u201ccumplicidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/nao-se-escolhe-amar\/\">N\u00e3o se escolhe amar<\/a> &#8211; O sonho de construir uma fam\u00edlia leva m\u00e3es e pais \u00e0 fila da ado\u00e7\u00e3o. O que ningu\u00e9m espera s\u00e3o os encontros que fogem da idealiza\u00e7\u00e3o<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/compartilhando-o-lar\/\">Compartilhando o lar<\/a> &#8211; Grupos que se formam a partir do cultivo de carinho, prote\u00e7\u00e3o e cuidado tamb\u00e9m podem ser considerados fam\u00edlias&nbsp;<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2>A vida \u00e9 festa (e o amor tamb\u00e9m)<\/h2>\n\n\n\n<p>Claudia e Pedro Sessegolo se conheceram no Ensino M\u00e9dio, em 1985, em Porto Alegre. Os dois tinham 15 anos. Foram grandes amigos durante todo o per\u00edodo de escola e nem cogitavam qualquer envolvimento emocional. Festeiros, os dois planejavam as confraterniza\u00e7\u00f5es da turma e, por isso, passavam muito tempo juntos. Mas foi s\u00f3 com o t\u00e9rmino da escola e a prepara\u00e7\u00e3o para o vestibular que a amizade se transformou em outro sentimento. Dessas comemora\u00e7\u00f5es, resultaram horas de conversas e intimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente morava relativamente perto. Ent\u00e3o, para ir embora, eu ia a p\u00e9 com ela, pra ela n\u00e3o voltar sozinha, ela me acompanhava de volta, assim a gente ficava brincando\u201d, relata Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o interesse amoroso s\u00f3 surgiu quando foram fazer cursinho juntos, ele para entrar em Ci\u00eancias Cont\u00e1beis e ela, em Hist\u00f3ria. Depois de muito estudo e uma aproxima\u00e7\u00e3o ainda maior, o primeiro beijo aconteceu \u2013 e foi um dia antes do vestibular. A partir de ent\u00e3o, Claudia e Pedro decidiram festejar juntos durante toda a vida. Em 1991, se casaram. Seis anos depois, nasceu a filha do casal, Nat\u00e1lia. Os dois concordam que nem sempre a alegria predomina no relacionamento, mas tentam enxergar as adversidades como forma de agregar algum ensinamento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9958\" width=\"434\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo-1568x1176.jpg 1568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/5-Arquivo-pessoal_Claudia-Sessegolo.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><figcaption>Claudia e Pedro festejam a vida juntos h\u00e1 38 anos | Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u201cO Pedro tem uma m\u00e1xima que ele diz \u2018bom, do lim\u00e3o, fa\u00e7a uma limonada\u2019. Ent\u00e3o eu acho que a gente vai encarando a vida dessa forma, de ir percebendo dentro das situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis aquilo que a gente pode aprender com elas\u201d, diz Claudia. E fazendo limonadas ao longo do caminho, os dois dividem a vida h\u00e1 38 anos, construindo no dia a dia o amor que definem, sem pestanejar, como \u201ccumplicidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O acaso que causou o reencontro desses casais tamb\u00e9m tem liga\u00e7\u00e3o com estar disposto a amar. O &#8220;companheirismo&#8221; e a &#8220;cumplicidade&#8221; que todos citam s\u00e3o sentimentos importantes, porque, para quem pesquisa o amor, como Carol, relacionamentos s\u00e3o vias de m\u00e3o dupla. \u201cA rela\u00e7\u00e3o \u00e9 troca, constru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para a gente seguir oferecendo espa\u00e7o, oferecendo carinho, oferecendo amor, se a gente n\u00e3o recebe em troca\u201d, destaca a pesquisadora. Para encontrar o amor, \u00e9 preciso, portanto, constru\u00ed-lo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed alignwide is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Idas e vindas do amor\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YnAGi7vlceo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-8 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<h2>LEIA MAIS<\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-7 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/paixoes-hereditarias\/\">Paix\u00f5es heredit\u00e1rias<\/a>: Duas hist\u00f3rias, dois hobbies. Em comum, interesses compartilhados entre pais e filhos<\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/sextante\/quem-nunca-sofreu-por-amor\/\">Quem nunca sofreu por amor<\/a>: Como lidar com a rejei\u00e7\u00e3o e desafios de se adaptar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos relacionamentos na contemporaneidade<\/li><\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma pesquisa in\u00e9dita, a Universidade de York estimou que os seres humanos lembram, em m\u00e9dia, dos rostos de 5 mil pessoas que conheceram ao longo da vida. Entre essas, est\u00e1 aquela que pode vir a ser o amor da sua vida. 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